Nova lei da liberdade religiosa em Angola, necessária e atrasada.

Nova lei da liberdade religiosa em Angola: necessária e atrasada

A proposta de lei sobre a liberdade religiosa em Angola parece-me acertada em quase todos os pontos — com exceção de dois aspetos que merecem atenção crítica. As reações negativas vistas nas redes sociais angolanas reduzem-se a lugares-comuns que ignoram os méritos concretos da lei e os problemas estruturais que ela visa resolver, nomeadamente: a proliferação de pseudoigrejas (bizambi-zambi), a comercialização da fé e o extremismo religioso.

1. Controlo da proliferação de pseudoigrejas
No jornal DW África, de agosto de 2024, materia conta mais de 2.000 igrejas informais no país, 80 % localizadas em Luanda. Muitos líderes jovens, sem formação, exploram crentes vulneráveis. Sendo que um relatório da Assembleia nacional conta mais de 1.100 Igrejas reconhecidas e 827 aguardando reconhecimento, com média de cinco igrejas por quarteirão em Luanda.


A proposta ataca o problema da multiplicação desordenada de igrejas por dois caminhos fundamentais:

Primeiro, ao estabelecer critérios mínimos para o funcionamento de cultos religiosos (proibição de cultos em quintais, exigência de templos adequados) e para o exercício do pastorado (exigência de formação superior). Essa medida corrige o vácuo atual, onde bastam dois versículos e carisma para se proclamar líder espiritual. A crítica feita por alguns protestantes de que tais medidas violam a liberdade religiosa ignora a própria tradição protestante, que sempre pressupôs a leitura bíblica letrada e informada, não um exercício anárquico da fé.

Segundo, a lei propõe a extinção de denominações religiosas que se dividam por conflitos de liderança. Hoje, disputas internas entre líderes geralmente terminam na fundação de novas igrejas, com justificações teológicas superficiais para disfarçar brigas por poder e recursos. Isso tem contribuído para o caos espiritual e organizacional — como se verifica, por exemplo, no caso da Igreja universal e da existência das diversas igrejas surgidas de divisões.

Ao prever a dissolução automática das denominações em conflito, a nova lei cria um incentivo para que os impasses sejam resolvidos por mediação — pois, neste novo quadro, ambas as alas perdem o estatuto legal se não encontrarem consenso.

2. Combate à comercialização da fé

Ao exigir que as igrejas operem exclusivamente como entidades sem fins lucrativos, a nova lei permitirá auditorias das suas contas — um passo vital para coibir abusos financeiros que hoje correm impunes.

Exemplo flagrante é o da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) em Angola, cuja direção acumulou quase 1 bilhão de dólares em donativos, parte dos quais tentou repatriar para o Brasil. A denúncia foi amplamente divulgada por antigos membros e líderes, com cobertura do Club-K (2021) e Notícias de Angola. Relatos também mencionam imposição de vasectomias a pastores e controle rígido das finanças pelos dirigentes estrangeiros, em claro abuso da confiança dos fiéis.

Ano (publicação)Local / DenominaçãoNatureza do abuso financeiroFonte
12025Luanda — Ministério RomérioPromessas falsas de formação teológica no exterior; burla de 3,7 milhões de kwanzas a duas fiéisO País, 7 de janeiro de 2025 (OPaís, Radio Solidaria)
22016IURD em AngolaDesvios de recursos: ex-bispo denunciou desvio de aproximadamente 5 milhões de dólares por anoNovo Jornal, 26 de julho de 2016 (Novo Jornal, Novo Jornal)
32021IURD em AngolaCaso em tribunal sobre doações voluntárias não restituídas: mais de 135 milhões de kwanzas doados por ex-fielNovo Jornal, 10 de dezembro de 2021 (Novo Jornal)
42021IURD brasileira em AngolaProcessos por branqueamento de capitais e associação criminosa contra dirigentes da direção brasileira em AngolaNovo Jornal, 8 de maio de 2021 (Novo Jornal)
52020IURD — templos encerradosEncerramento de templos por suspeitas de fraude fiscal, lavagem de dinheiro e abuso de confiançaBBC News Brasil (citado pelo Novo Jornal e fontes similares, 2020) (Novo Jornal, Agência Pública)
62023Moçâmedes (Namibe) — Arca do EternoExtorsão de fiel: exigência de 600 mil kwanzas por “cura espiritual”, com ameaças de maldiçãoPontual AO, 2023 (reportagem citada) (OPaís, Radio Solidaria)



Com a nova lei, casos como este poderão ser alvo de sanções, auditorias ou até perda do reconhecimento jurídico.



3. Prevenção ao extremismo e seitas perigosas

Outro mérito da lei é a exigência de que uma denominação religiosa só seja reconhecida se possuir presença física (templo) em todas as 21 províncias. Essa medida visa prevenir a formação de seitas isoladas com comportamentos perigosos — como foi o caso do autoproclamado “profeta” José Julino Kalupeteka, cujo culto isolacionista terminou na morte de agentes da polícia em 2015 e na sua condenação por homicídio e associação criminosa.

A lógica é clara: é mais difícil manipular e isolar 21 comunidades provinciais ao mesmo tempo, o que cria barreiras naturais à lavagem cerebral colectiva.


4. Ponto fraco: o reconhecimento da “religião africana”

O ponto mais problemático da proposta é o reconhecimento da categoria ambígua de “Religião Africana”, que pode abrir portas para a legalização indiscriminada de práticas feiticistas e místicas, muitas vezes ligadas a rituais sem estrutura religiosa propriamente dita. A distinção entre práticas culturais espirituais e religiões organizadas é essencial. A TPA, corretamente, reporta crimes motivados por feitiçaria como crimes comuns, e não religiosos. Essa fronteira precisa ser mantida.

5. Responsabilização de igrejas por crimes dos seus pastores

Outro acerto importante da lei é a revogação do reconhecimento legal de igrejas cujos líderes forem condenados por crimes contra os fiéis. Esses atos, embora cometidos por indivíduos, nascem de um contexto coletivo de manipulação psicológica e abuso de autoridade religiosa, que é sustentado pela comunidade eclesiástica. Logo, a responsabilidade também deve ser coletiva.

Casos reais demonstram que o silêncio dos membros permite a perpetuação dos abusos:

Em 2023, o Jornal de Angola noticiou a condenação do pastor Ernesto Francisco Torres a 6 anos de prisão por violação de uma jovem durante uma suposta “sessão de cura espiritual”.

Em 2024, segundo o O País, o pastor Francisco Tchombembwa, da igreja “Jesus Cristo das Nações”, foi condenado a 4 anos e meio de prisão por abuso sexual de uma adolescente durante um retiro religioso em Lubango.

Também em 2024, denúncias ao INAC revelaram um caso em Cacuaco, onde um pastor se fazia passar por “padrinho espiritual” para abusar de crianças sob a proteção da igreja.

Em 2025, o Primeiro Impacto reportou que o autointitulado reverendo Fernando K. Kamalandua mantinha jovens em cárcere privado sob a alegação de “purificação espiritual” — um caso de abuso de confiança agravado por manipulação ideológica.


Em todos estes exemplos, o padrão é o mesmo: o silêncio institucional da igreja protege o agressor e perpetua o ciclo de vitimização. Fiéis evitam denunciar porque veem a igreja como uma obra coletiva e temem que o escândalo “prejudique a fé” — mesmo que isso custe justiça às vítimas e a integridade da comunidade.

Requisitos para ser pastor.

A exigência de requisitos para ser pastor é aspecto positivo da lei, pois a actividade do pastorado coloca alguém em uma posição de autoridade que tem uma influência psicológica muito forte sobre as pessoas, tanto por conta de prática que possam causar programação neuro-linguística, como oração e canto em grupo. Está autoridade tem sido abusada por pessoas que cometem crimes, ou que procuram apenas usar o pastorado como forma de ascensão social e financeira.

Este poder não deveria, como acontece hoje, estar disponível a qualquer pessoa que se auto-proclama pastor, sem qualquer requisito, sendo que exigir uma formação superior em teologia permite aumentar o custo de participação e filtrar pessoas que que sejam apenas aventureiras.

Tanto a Católica como as Igrejas protestantes do século passado tinham um sistema de treinamento para o pastorado, seja com adulto com seminário ou seja desde a adolescência com as missões protestantes, o que temos agora e uma situação em que qualquer pessoa se auto-proclama e sai pregando. O critério de diploma teológico pode ser imperfeito, mas vai ser melhor que o temos, quanto a veracidade teológica ou religiosa dos pastores, isto cabe aos cristãos julgar isto.

A norma do governo constitui um retorno ao bom senso, pois como pode fazer sentido que qualquer pessoa, incluindo casos de crianças no Brasil, podem se auto-intitular pastes e montar uma igreja ?

Conclusão

A nova proposta de lei é, ao mesmo tempo, necessária e tardia. Ao enfrentar o caos gerado pela desregulamentação da fé em Angola, ela propõe mecanismos eficazes de ordem, responsabilidade e justiça. Ainda que alguns ajustes sejam necessários — sobretudo quanto à categorização das religiões africanas —, o essencial está no caminho certo: religião não pode continuar a ser sinónimo de impunidade, exploração e desordem institucional.

A lei nem se preocupa com o mérito da pratica religiosa individual do cidadão, tem apenas organizar a sua pratica colectiva de modo a reduzir os danos causados pela desordem, os crentes deveriam se encarregar da luta contra os charlatães e não deveriam se preocupar com limites administrativos se representam sentimento religioso legitimo.

Addenda:

Casos que justificam a lei.

Pastor detido por ag4£ssão s£xu^l durante “oração de libertação”
Um pastor da Igreja Evangélica dos Cristãos em Angola, de 55 anos, foi detido na província da Huíla, suspeito de ter ag4edido s£xu^lmente uma jovem de 21 anos durante uma suposta “oração de libertação”. O caso ocorreu no último domingo, mas só foi denunciado dois dias depois, o que atrasou a intervenção das autoridades. A vítima contou que procurou o pastor em busca de ajuda espiritual para se livrar de um problema de sonhos £rót!cos, vulgarmente chamados de “marido da noite”.
De acordo com a vítima, citada pela Polícia, o homem religioso tê-la-á forçado a entrar num quarto nos fundos da igreja, sob o pretexto de realizar uma oração de “cura espiritual” e, durante o suposto ritual, pediu que a vítima se despisse, ao que acedeu, seguindo-se o @bus0 s£xual.
Segundo o Departamento de Investigação de Ilícitos Penais, o suspeito confessou o ato, alegando estar “em missão divina” para libertar a fiel de um “marido da noite”, negando ter havido p£n€t4ação, mas que teria “apenas usado os d£dos”.
A detenção foi feita mediante mandado judicial e o acusado será apresentado ao juiz de garantias para aplicação das medidas de coação.

Subida da Táxi: carência de matemática e excesso de ganância.

Subida da Táxi: carência de matemática e excesso de ganância.

O Ministro dos Transportes defendeu a subida da tarifa de táxi alegando que era necessária para cobrir os custos do combustível que pesa nas contas dos operadores dos transportes, porém me parece que estamos diante de um erro de aritmética básica.

O responsável da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) defendeu hoje que o Governo angolano teve de encontrar um equilíbrio no reajuste de preços dos transportes públicos, para não prejudicar nem as empresas nem os cidadãos.

Afinal, aumentar a tarifa em 50%, de 200 para 300, para cobrir um aumento de 33% do custo do litro de gasóleo já deveria despertar a suspeita de que a intenção do ministro de compensar a subida foi substituída por um aumento dos lucros dos taxistas … sendo grave que a decisão foi discutida, aprovada, publicada e criticada pelo público em geral sem que ninguém desse conta do lapso.

Vejamos, se presumirmos que um Hiace realize 24 corridas por dia, levando 12 passageiros, chega a faturar 345.600kz, dos quais 150.000kz constitui o lucro do patrão, e 130.800kz o salário do motorista, enquanto que o custo de combustível fica por 64.800kz por semana. Notem, preferi excluir o cobrador, trânsito e agentes de trânsito do cálculo, para fins de simplicidade.

Receitas e gastos diários de um táxi.

O lucro dos taxistas é sagrado?

Com o aumento do gasóleo para 400kz, o custo com combustível passa para 86.400kz, o que reduz o lucro do motorista em 21.600kz … sendo que o Ministro, que diz apenas querer compensar este aumento, decretou uma nova tarifa de 300kz por passageiro que resulta numa receita semanal de 518.400kz por semana, e se o dinheiro do dono do veículo for igual, numa receita de 282.000kz por semana para o motorista. Ou seja, ao invés de compensar uma perda de 21.600kz, o ministro decretou um aumento de 150.000kz de salário para os taxistas. Querem dizer-me que os motoristas de táxi iriam parar de trabalhar por conta de um corte de 21.600kz? Os donos falhariam em encontrar novos motoristas? Contem-me outra história!

Gastos e receitas de um táxi, tendo em conta tarifa e preço antigo versus o preço novo e tarifa nova.

Talvez a intenção tenha sido a de impedir um aumento selvagem dos preços, como foi visto em Viana quando um grupo de taxistas coordenou uma tentativa de cobrar 500kz por passageiros.

Bastava aumentar a tarifa para 215kz para cobrir o aumento do preço do gasóleo, porém parece que isto está acima da capacidade matemática de um ministério e país inteiro.

Porém o Estado deveria abster-se de proteger as margens de lucros dos motoristas de táxi, pois toda actividade económica tem de encontrar os seus preços no equilíbrio entre oferta e procura, pelo menos em um mercado constituído por pessoas honestas e racionais, o que infelizmente faz falta em Angola. Pois a existência de margens de lucro desta natureza deveria ter atraído mais capital, porém ninguém – a desonestidade dos motoristas Angolanos rechaçou os investidores, pois o carro está longe de amortizar o dinheiro despendido. Por isto que a maioria dos Hiaces a circular tem matrículas antigas e que as pessoas interessadas em investir em transporte urbano privilegiam o uso de aplicativos (Heetch, Yango).

Um pais sem Economistas.

Angola é um país sem economistas, são todos políticos incubados, pois nenhum deles até ao momento se dignou em apontar que um aumento da tarifa de táxi por passageiro em 50% diante de um aumento do custo do combustível por passageiro de não mais de 10%. Sendo que bastava um aumento da tarifa para 220 kz para compensar o aumento.

Os políticos Angolanos, na sua inépcia revolucionária, iriam provavelmente ignorar esta informação por estarem mais interessados a incitar a revolta do que procurar soluções para Angola. Por exemplo, a critica de ACJ a subida da tarifa se encaixa nisto, pois ele “critica o ‘timing’, a forma, a impreparação destas medidas”, “salientando que os aumentos dos combustíveis, da cesta básica, dos transportes, o aumento de outras coisas, retirou os ganhos dos aumentos salariais”, porem sem nunca tocar no ponto essencial da questão: deve o governo proteger os lucros dos taxistas ?


“Em nome do secretariado provincial do partido PRA-JA, em Luanda, exorto todos os membros, amigos e simpatizantes do partido mais inclusivo do pais na capital a participarem ordeiramente na manifestação”, diz uma nota do PRA-JÁ Servir Angola, assinado pelo seu secretário provincial de Luanda, Serafim Simeão.

O Partido Liberal (PL), liderado pelo activista Luís Castro, diz que a sua formação política estará presente na manifestação, com a concentração no Mercado do São Paulo, às 13:00.

“Apoio e estarei presente na manifestação do dia 12, organizada pela sociedade civil em Luanda. É tempo de nos unirmos, de forma pacífica e firme, para exigir os nossos direitos, defender a democracia e construir um futuro mais justo para todos os angolanos. A mudança começa com a nossa voz”, disse.
Porque seria mais fácil fazer o governo recuar e neutralizar o lobby dos Candogueiros, com este simples facto.

Para salvar Angola, cada pai precisa que seu filho pratique a tabuada todos os dias, quem sabe, assim teremos um ministério das finanças que saiba fazer contas em 2035

@roboredo1

Subida do Taxi em Angola: carência de matemática e excesso de ganancia Subida da Táxi: carência de matemática e excesso de ganância. O Ministro dos Transportes defendeu a subida da tarifa de táxi alegando que era necessária para cobrir os custos do combustível que pesa nas contas dos operadores dos transportes, porém me parece que estamos diante de um erro de aritmética básica. Afinal, aumentar a tarifa em 50%, de 200 para 300, para cobrir um aumento de 33% do custo do litro de gasóleo já deveria despertar a suspeita de que a intenção do ministro de compensar a subida foi substituída por um aumento dos lucros dos taxistas … sendo grave que a decisão foi discutida, aprovada, publicada e criticada pelo público em geral sem que ninguém desse conta do lapso. Vejamos, se presumirmos que um Hiace realize 24 corridas por dia, levando 12 passageiros, chega a faturar 345.600kz, dos quais 150.000kz constitui o lucro do patrão, e 130.800kz o salário do motorista, enquanto que o custo de combustível fica por 64.800kz por semana. Notem, preferi excluir o cobrador, trânsito e agentes de trânsito do cálculo, para fins de simplicidade. Com o aumento do gasóleo para 400kz, o custo com combustível passa para 86.400kz, o que reduz o lucro do motorista em 21.600kz … sendo que o Ministro, que diz apenas querer compensar este aumento, decretou uma nova tarifa de 300kz por passageiro que resulta numa receita semanal de 518.400kz por semana, e se o dinheiro do dono do veículo for igual, numa receita de 282.000kz por semana para o motorista. Ou seja, ao invés de compensar uma perda de 21.600kz, o ministro decretou um aumento de 150.000kz de salário para os taxistas. Querem dizer-me que os motoristas de táxi iriam parar de trabalhar por conta de um corte de 21.600kz? Os donos falhariam em encontrar novos motoristas? Contem-me outra história! Talvez a intenção tenha sido a de impedir um aumento selvagem dos preços, como foi visto em Viana quando um grupo de taxistas coordenou uma tentativa de cobrar 500kz por passageiros. Bastava aumentar a tarifa para 215kz para cobrir o aumento do preço do gasóleo, porém parece que isto está acima da capacidade matemática de um ministério e país inteiro. Porém o Estado deveria abster-se de proteger as margens de lucros dos motoristas de táxi, pois toda actividade económica tem de encontrar os seus preços no equilíbrio entre oferta e procura, pelo menos em um mercado constituído por pessoas honestas e racionais, o que infelizmente faz falta em Angola. Pois a existência de margens de lucro desta natureza deveria ter atraído mais capital, porém ninguém – a desonestidade dos motoristas Angolanos rechaçou os investidores, pois o carro está longe de amortizar o dinheiro despendido. Por isto que a maioria dos Hiaces a circular tem matrículas antigas e que as pessoas interessadas em investir em transporte urbano privilegiam o uso de aplicativos (Heetch, Yango). #Angola #Transporte economia

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@roboredo1

Subida da Táxi: carência de matemática e excesso de ganância. O Ministro dos Transportes defendeu a subida da tarifa de táxi alegando que era necessária para cobrir os custos do combustível que pesa nas contas dos operadores dos transportes, porém me parece que estamos diante de um erro de aritmética básica. Afinal, aumentar a tarifa em 50%, de 200 para 300, para cobrir um aumento de 33% do custo do litro de gasóleo já deveria despertar a suspeita de que a intenção do ministro de compensar a subida foi substituída por um aumento dos lucros dos taxistas … sendo grave que a decisão foi discutida, aprovada, publicada e criticada pelo público em geral sem que ninguém desse conta do lapso. Vejamos, se presumirmos que um Hiace realize 24 corridas por dia, levando 12 passageiros, chega a faturar 345.600kz, dos quais 150.000kz constitui o lucro do patrão, e 130.800kz o salário do motorista, enquanto que o custo de combustível fica por 64.800kz por semana. Notem, preferi excluir o cobrador, trânsito e agentes de trânsito do cálculo, para fins de simplicidade. Com o aumento do gasóleo para 400kz, o custo com combustível passa para 86.400kz, o que reduz o lucro do motorista em 21.600kz … sendo que o Ministro, que diz apenas querer compensar este aumento, decretou uma nova tarifa de 300kz por passageiro que resulta numa receita semanal de 518.400kz por semana, e se o dinheiro do dono do veículo for igual, numa receita de 282.000kz por semana para o motorista. Ou seja, ao invés de compensar uma perda de 21.600kz, o ministro decretou um aumento de 150.000kz de salário para os taxistas. Querem dizer-me que os motoristas de táxi iriam parar de trabalhar por conta de um corte de 21.600kz? Os donos falhariam em encontrar novos motoristas? Contem-me outra história! Talvez a intenção tenha sido a de impedir um aumento selvagem dos preços, como foi visto em Viana quando um grupo de taxistas coordenou uma tentativa de cobrar 500kz por passageiros. Bastava aumentar a tarifa para 215kz para cobrir o aumento do preço do gasóleo, porém parece que isto está acima da capacidade matemática de um ministério e país inteiro. Porém o Estado deveria abster-se de proteger as margens de lucros dos motoristas de táxi, pois toda actividade económica tem de encontrar os seus preços no equilíbrio entre oferta e procura, pelo menos em um mercado constituído por pessoas honestas e racionais, o que infelizmente faz falta em Angola. Pois a existência de margens de lucro desta natureza deveria ter atraído mais capital, porém ninguém – a desonestidade dos motoristas Angolanos rechaçou os investidores, pois o carro está longe de amortizar o dinheiro despendido. Por isto que a maioria dos Hiaces a circular tem matrículas antigas e que as pessoas interessadas em investir em transporte urbano privilegiam o uso de aplicativos (Heetch, Yango). Angola Economia Taxi

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Angola não pode ganhar mais dinheiro com a guerra entre os EUA e o Irão

Angola não pode ganhar mais dinheiro com a guerra entre os EUA e o Irão, apesar de várias opiniões neste sentido que se podem ler em redes sociais.

O orçamento de 2025 previa uma produção de 1,1 milhões de barris por dia (m bpd) e um preço de 70 $1; porém, produziu-se apenas 1 m bpd a 65$ em média, o que criou um déficit orçamentário de quase 2,2 bilhões de dólares, compensado pelo FMI e investidores internacionais.

Para cobrir estes custos de financiamento, Angola vai precisar de um preço do petróleo por volta de 85 a 90$ por barril, e apenas a cima dos 90$ que poderia se dizer realmente que Angola ganhou novas receitas acima do orçamentado.

Porem, um cenário acima dos 90$ por barril será improvável pois a Arábia Saudita, o segundo maior produtor de petróleo do mundo, tem como objectivo de manter o preço do petróleo por volta dos 85 a 90 $ por barril, pois teme que preços altos possam motivar novos investimentos no petróleo de xisto americano e energias renováveis, o que seria uma uma ameaça a longo prazo para os produtores de petróleo. A ferramenta que a ARAMCO, a empresa nacional de petróleo da Arábia Saudita, tem a sua disposição uma capacidade de produção de reserva de 3 milhões de barris por dia, que poderá ser colocada no mercado para evitar a subida dos preços.1 Isto torna impossível qualquer encancerara de um petróleo acima dos 90$ que permita um aumento das receitas Angolanas acima do orçamentado, cobrindo os custos dos empréstimos já contraídos.

No imaginário popular, Angola esta no nível dos grandes países produtores de petróleo como os Emirados Árabes Unidos, “Angola poderia ser um novo Dubai” como disse Fragata de Morais, porem na realidade estamos mais próximos da Argélia: Um Pais cuja a produção diminui ao mesmo tempo que a população cresceu de modo acelerado, criando uma crise económica e social permanente pois as pessoas se recusam a mudar seu estilo de vida, com uma política de Estado Assistencial para os pobres e a subsídios para os políticos, acreditando em um dinheiro que já nem existe.

  1. https://www.fxempire.com/forecasts/article/oil-news-saudi-holds-oil-demand-fate-with-3-1m-barrel-spare-capacity-1525821 ↩︎

A crítica Afrocentrista-Atheísta contra o Christianismo em Angola

A crítica Afrocentrista-Atheísta contra o Christianismo em Angola

Responder aos Afrocentristas a nível continental seria descer à deficiência mental deles; vou restringir a minha crítica ao nível de Angola.

Sendo um discurso de identificação étnica, nunca preocupado com a verdade, apenas com a excitação do ódio e do sentimento de revolta no público-alvo, o afrocentrismo salta sempre acima dos factos — como neste texto de Isidro Fortunato, reproduzido pelo KU TA II.

No caso angolano, a instauração da colónia moderna deu-se quando o Christianismo estava em declínio em Portugal, onde a maçonaria matou o rei e proclamou a república. O apoio dado pelo Estado português à Igreja Catholica foi limitado e ditado pelo potencial que a religião tem para criar um laço comum entre o povo imperial e os povos vassalizados, afinal, o Catholicismo era uma parte importante da cultura portuguesa. Porém, o Estado permitiu a entrada de outras confissões religiosas em Angola, de modo a que estas pudessem responder à demanda por educação moderna no território, pois as escolas laicas e catholicas eram insuficientes para atender à procura, e muito menos para levar a cabo uma política de conversão em massa — que não aconteceu em Angola, como sucedeu no Congo Belga, ex-Zaire, e agora comicamente democrático.

A China moderna nasceu da revolta dos Háns étnicos depois de testemunharem as repetidas derrotas dos seus senhores Manchus — que realmente criaram a China nas fronteiras que hoje conhecemos — e passou por várias fases de Occidentalização, que culminaram com a Revolução Cultural de Mao Tsé-Tung, a qual quase exterminou completamente a cultura chinesa. Foi apenas depois da abertura económica ao Occidente e dos investimentos massivos deste que a China se tornou a potência que hoje conhecemos.

Resumindo: não houve uma campanha de christianização em massa em Angola, e a China praticamente erradicou a sua cultura ancestral para se occidentalizar.

As críticas feitas pelos Afrocentristas, além de estarem longe dos factos, como vimos acima, padecem de uma falta de sinceridade que os leva a criticar precisamente aquilo que eles próprios fazem.

Pois as práticas “religiosas” que eles criticam são, na verdade, sintomas de uma desordem da qual eles são parte integrante — afinal, o mesmo apelo ao caos e à anarquia das Igrejas de SIGLAS está expresso no Afrocentrismo, que se pretende defensor de uma cultura que inventa a cada segundo, ao mesmo tempo que destrói as bases da sociedade. Mesmo o pensamento mágico — que deseja causas sem consequência, movido por um medo visceral do trabalho — é partilhado tanto pelo igrejante que reza para ter um V8 sem trabalhar como pelo Afrocrata que acha poder resolver os problemas do continente por meio da violência racista.

Que diferença há entre um jovem que se declara pastor depois de ler dois versos e um afrocentrista que proclama que lhe basta a cor da pele para pontificar sobre história? Ambos rejeitam a ordem e a realidade accumulada na forma de tradição ecclesiástica e conhecimento scientifico.

Se há algo que a China faz melhor do que nós ao educar os seus filhos, está em incutir-lhes um sentido de ordem — seja pelo método de estudo imposto pelo alphabeto chinês, seja pelo princípio racional que ainda sobrevive dentro do Marxismo que herdaram do Occidente. Em contraste, nós educamos as nossas crianças num caos constante — seja nas igrejas ou nas escolas — sendo o Afrocentrismo apenas um sintoma dessa tendência geral.

Os factos sobre o genocídio Africâner na África do Sul.

Os factos sobre o genocídio Africânder na África do Sul

Os factos apresentados por Trump sobre a situação da minoria sul-africana são simplesmente irrefutáveis, e as respostas do presidente Cyril, que alguns panafricanistas querem defender apenas pelo facto de ser africano e não por ter objectivamente razão, foram simplesmente fracas.

Os factos são que existe uma hostilidade real contra esta minoria na África do Sul, expressa de maneira popular por crimes sistematizados contra fazendeiros brancos e a existência de um partido no parlamento que advoga pela violência contra esta minoria, sendo que, a nível político, uma série de práticas discriminatórias, como quotas raciais máximas, impedem que jovens brancos possam estudar ou trabalhar.

Sobre o tema da expropriação das fazendas, encontramos a mesma dinâmica que os comunistas chamavam de “teoria da panela de pressão”, com ataques populares vindos de baixo na forma de matança indiscriminada de gado e queimadas de lavras, ao mesmo tempo que, de cima, o Governo aplica uma política de expropriação de terras justificada por uma mentira: a alegada escassez de terras agrícolas para satisfazer a demanda por parte da maioria da população sul-africana. Pois, neste momento, o Estado Sul-Africano é proprietário da maioria das terras agrícolas e pode, por isto, distribuir terras para quem queira. Além disso, a maioria das pessoas contempladas pela política de restituição de terras preferem receber dinheiro em vez de fazendas.

A palavra Genocídio

Primeiro, o presidente Trump nunca proferiu a palavra “genocídio”; foi, na verdade, um jornalista que perguntou se o presidente acreditava que estivesse a acontecer isto, de modo a descredibilizar as acusações feitas, apresentando-as como um exagero. Sim, não há genocídio na África do Sul, no sentido de uma matança indiscriminada de um grupo étnico com vista à eliminação como grupo organizado. Porém, um genocídio não acontece de repente; na verdade, marca o ápice de um fenómeno social, um acto contínuo de discriminação contra um grupo social, com uma intensidade crescente que culmina na eliminação física directa. A África do Sul está, neste momento, no quarto andar dos 10 escalões do genocídio de Stanton, ou seja, na fase da desumanização do grupo minoritário — por exemplo, com os cantos de “mata o fazendeiro branco, mata o branco” de Julius Malema. O terceiro escalão, caracterizado pela discriminação social e económica, está consolidado numa África do Sul que tem mais leis de teor racial contra a minoria branca hoje do que havia leis racistas contra a maioria negra no tempo do apartheid.

O genocídio dos Tutsis de 1994 não aconteceu de repente; na verdade, culminou um processo de violência e discriminação que iniciou já nos anos 60.

A insistência na palavra “genocídio” também surge de uma idéia comunista, copiada pelos afrocentristas, de que a condição de opressor seria uma qualidade imutável de um grupo social — sejam os burgueses ou os brancos — na escala da História total, vista do ponto de vista de um deus, e não uma condição temporária por conta de factos. Sendo por isto que estes nunca podem ser realmente vítimas, mesmo que as circunstâncias de vitimização estejam a acontecer agora. Assim, tenta-se criar um homem de palha, dizendo que, como os brancos nunca podem ser vítimas por serem opressores, nunca podem ser vítimas de genocídio.

Leiam: https://genocideeducation.org/wp-content/uploads/2016/03/ten_stages_of_genocide.pdf

Vejamos agora as respostas do Ramaphosa

O crime generalizado

Não tendo como negar a escala da matança em curso, ilustrada por Trump com dezenas de artigos de jornais recentes, o presidente Ramaphosa alegou que esta fazia parte de uma tendência de violência generalizada na sociedade sul-africana, sendo que há um número maior de vítimas negras. Porém, esta resposta não pega por dois motivos:

Primeiro, quando se lida com populações de tamanho diferente, a comparação tem de ser feita per capita, ou seja, por cada cem mil habitantes, e não por número total. A taxa de homicídio entre fazendeiros brancos estava por volta de 276 por cada 100.000 habitantes em 2003, enquanto a taxa para outros grupos era 61. Um relatório do IRR de 2012 estimava que os fazendeiros brancos eram duas a três vezes mais suscetíveis de serem vítimas de crimes que outros membros da sociedade. A dificuldade em se ter números concretos surge da decisão do governo de pôr fim à colheita de dados estatísticos sobre estes crimes — mais uma prova da apatia a nível cultural e político da maioria da população sul-africana —, o que torna a discussão sobre o tema impossível e permite que se negue o problema. Vale lembrar que o negacionismo faz parte da décima fase de um genocídio.

Segundo, os crimes contra a maioria negra da população não são justificados nem apoiados por uma parte significativa da população, ao ponto de se ter um partido no parlamento que apoie estes crimes. Ao mesmo tempo, há uma apatia do poder público, que falha em punir os autores destes crimes e extinguiu o sistema de polícia rural sob alegação de que era um “legado racista do apartheid”.

A diminuição de ataques contra fazendeiros foi apontada por críticos de Trump como prova da inexistência de um problema. Porém, esta foi fruto de esforço de segurança privada por parte da sociedade civil africânder para compensar a retirada de recursos públicos — como a extinção do sistema de polícia rural —, ou seja, por um esforço próprio das vítimas, e não por conta de uma acção do governo.

Leiam: https://friendsofafriforum.com/farm-murders/

O crime causado pela pobreza

A representante da união sindical sul-africana explicou que a onda de crime generalizada — que Ramaphosa tentou usar para esconder a onda de violência contra a minoria — seria causada pela pobreza (uma mentira comunista desmentida várias vezes) e pela desigualdade económica. O que corresponde a dizer que a culpa é das vítimas da minoria branca, que “convidam” os ataques por terem dinheiro… um clássico do discurso discriminatório de ódio étnico.

leiam: https://www.city-journal.org/article/poverty-and-violent-crime-dont-go-hand-in-hand

Os meus amigos brancos

O presidente Ramaphosa defendeu-se das acusações de uma política de discriminação contra a minoria branca apresentando seus “amigos brancos”, nomeadamente dois bilionários sul-africanos e seu ministro da Agricultura. Isto seria equivalente a Robert Mugabe apresentar a presença do ex-líder da Rodésia, Ian Smith, no parlamento como prova de seu respeito pela minoria branca. Isto em nada nega os factos vividos pela maioria dos membros de sua comunidade.

Um dos meus primeiros artigos neste blogue foi sobre este tema, com dados ainda relevantes:
https://roboredo.home.blog/2020/10/10/angola-dorme-enquanto-a-africa-do-sul-queima-os-assassinatos-de-fazendeiros-brancos-vai-destruir-o-pais/

O fim do consenso esquerdista ocidental.

De maneira ineficaz e patética, o Ramaphosa tentou apelar ao mito de Nelson Mandela para ganhar a simpatia da audiência … invés de lidar com os factos colocados diante de si, um clássico do esquerdista ocidental.

Redes Sociais e o excesso de bobos da corte.

Redes Sociais e o excesso de bobos da corte.

A posse de um bobo da corte era reservada aos reis e poderosos deste mundo, afinal, trata-se de um ser humano liberto da necessidade de trabalhar para sobreviver em troca do dever de entreter o seu hóspede a todo o custo, com muitos acabando mortos por terem levado a brincadeira ao limite da paciência de seu dono. Para o comum dos mortais, havia apenas disponível o idiota da aldeia ou, para os mais sortudos, o da vila.

Porém, com as redes sociais, fruto do capitalismo moderno, pessoas normais têm agora o direito de ter vários bobos, sem possuir corte e mesmo sendo pobres, graças ao número quase ilimitado de influenciadores digitais e activistas de várias estirpes (políticos, sociais, afrotas ou indefinidos), que lutam pela atenção das massas a cada minuto, fazendo e dizendo coisas cada vez mais estúpidas para criar “conteúdo”, definido como uma massa sem fim de tentativas de captar a nossa atenção.

Pode parecer absurdo, porém o governo do Uganda expulsou um turista neozelandês, Zungu Boda, do seu país porque este vivia da monetização de conteúdo que ridicularizava as condições do país, o que constituía uma actividade económica para a qual se precisa de um visto de trabalho. Aliás, nos Estados Unidos, os influencers têm o direito de pedir descontos nos seus impostos por dinheiro gasto na produção de conteúdo.

Claro que esta actividade pode ser fonte de rendimento, seja por monetização formal ou informal, porém a ilusão de que qualquer um pode viver da fama leva a uma corrida desenfreada à sua busca.

Entretanto, com o caso da jovem que acusou o Scro Que Cuia de fuga à paternidade numa live com a Anelka, cruzamos para um novo território: a busca da fama mesmo que não sejamos conhecidos e mesmo que não tenhamos qualquer benefício pessoal directo. Afinal, a moça fez a denúncia de forma anónima com uma conta sob pseudónimo que seria quase impossível de monetizar, o que levou o Scro a achar que era uma difamação encomendada por um inimigo. Aqui temos um tentativa de criar impacto no mundo,

O kudurista angolano Scró Q Cuia viu-se recentemente envolvido numa polémica, após ser acusado durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais de engravidar uma jovem e recusar assumir a paternidade. O caso foi exposto pela influenciadora digital angolana Anelka, numa live onde a jovem fez graves acusações contra o artista, alegando ainda estar a ser ameaçada de morte por ele e pela sua irmã, numa tentativa de a forçar a interromper a gravidez.

Em resposta, Scró Q Cuia partilhou um trecho da referida live acompanhado de uma extensa mensagem nas suas redes sociais, onde negou categoricamente as acusações e pediu ajuda aos seus fãs para identificar a jovem.

“Por favor, ajudem-me a encontrar esta jovem que esteve ontem na live da Anelka. Eu não a conheço. Ela está a dizer que a engravidei, que não quero assumir e que a estou a ameaçar de morte para tirar a gravidez, juntamente com a minha irmã. Isto é perigoso, família (…). Quero saber o que ela pretende comigo e quem está por detrás destas acusações. Eu não faço mal a ninguém, não façam isso comigo, por favor,” escreveu o artista.

De uma maneira, somos mais ricos que os reis do passado que deveriam se limitar a ter apenas um bobo da corte, pois temos milhares que se oferecem para nos.

Um fenómeno mundial, que chega a extremos na China:

Geopolítica Provinciana Angolana: Conferencia de “Paz”

César reduziu isto a uma questão de sentimentos feridos, com um JLO Afrocrata a defender a honra de seus “colegas de raça negra”, o que esta muito longe da verdade, mas esta próximo da tradição de Geopolítica Provinciana Angolana.

JLO que advoga por uma solução negociada, não pode ir a conferencia de paz sem a Rússia estar presente.

Rússia não foi convidada para a “Conferencia de Paz” de Zelensky e esta define “paz” como uma vitoria militar da Ucrânia, sendo por isto uma conferencia de aliados na busca de uma derrota militar de Moscovo que traga “paz” , o que JLO não pode aceitar pois advoga uma paz negociada entre a Ucrânia e a Rússia.

Ao discursar na abertura da reunião do Comité Central do MPLA, João Lourenço disse que há que “assegurar uma paz duradoura para a Europa no seu todo, o que implica necessariamente haver, em algum momento que se considere adequado, negociações directas entre a Rússia e a NATO“.

Mais um exemplo de geopolítica provinciana Angolana.

POR QUE JOÃO LOURENÇO REJEITOU O CONVITE DE ZELENSKY?
JLO disse “NÃO” ao convite de Zelensky, mas…
Bem, Zelensky está a realizar uma série de conferências, as denominadas “Conferências da Paz”.
Com essas conferências, ou melhor, nestas conferências, Zelensky convida os seus amigos para discutir assuntos relacionados com a injustificável invasão da Rússia à Ucrânia.
Com isso, Zelensky pretende apresentar a sua visão e ganhar a simpatia do mundo e, consequentemente, conseguir apoio.
Foi com esta intenção que Zelensky convidou o presidente de Angola, João Lourenço, porque Zelensky sabe que, à partida, o presidente angolano, JLO, tem dado sinais claros de que já não está alinhado com o seu aliado de longa data, a Rússia.
E, sim, de facto, Angola de João Lourenço afastou-se da Rússia – e ainda bem.
Mas Zelensky esqueceu-se das ofensas que o seu governo fez aos líderes africanos.
Foi em 2023, quando a União Africana (UA) enviou a “Troika” – órgão da UA que trata dos assuntos da paz em África.
Naquele ano, a UA investiu muitos recursos e enviou uma equipa com os presidentes da África do Sul, da Zâmbia, do Quénia e o então presidente da União Africana (UA), o mr. Azali Assoumani.
Essa equipa foi até à Ucrânia, apresentou a solidariedade dos povos africanos aos ucranianos e também um projeto de paz e, depois, passou pela Rússia e disse a Putin: “Chega”.
Mas, dias depois, o amigo direto de Zelensky, quando questionado sobre a visita dos líderes africanos à Ucrânia, não hesitou e disse: “Eles não entendem nada sobre isso, eles vieram pedir comida”.
Foi uma grande falta de respeito à soberania das nações africanas, como sempre.
E claro, os líderes ouviram, analisaram, mas não quiseram levantar muita poeira em volta do assunto, com a exceção do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, que, dias depois, deu um “reto” verbal a Macron: “Nós não estamos aqui para mendigar, respeitem-nos!”
É nessas condições que JLO aproveitou para dizer “NÃO” ao convite de Zelensky.
JLO mostrou a Zelensky que: “Ele não está com a Rússia, mas também não são amigos”. Apenas isso.
“E até lá, estou-me nas tintas”.

César Chiyaya, @cesarchiyaya no Twitter (X)

O publico alvo, de crânio leve, apreciou a analise:

Cláudia e cultura do Sexo Livre em Angola

Cláudia e cultura do Sexo Livre em Angola

A aluna Cláudia foi expulsa do colégio Nossa Senha da Anunciação em 2024, depois de terem sido divulgados vídeos em que participava de actos sexuais. A Decisão do colégio é certa, apesar da aluna ser vitima de um dos aspectos da cultura Angola: O sexo Livre.

Como cultura de Angola exalta o “Mulherengo” como forma de personalidade masculina, a contrapartida é promover a personalidade feminina da “Dama do Game”, que tem que ter bens de luxo apesar de não trabalhar e que por isto tem de extorquir os “boelos”, isto passa pela divulgação de vídeos sexualmente sugestivos por mulheres, muitas vezes menores de idades, em redes sociais de modo a atrair homens com dinheiro.

O sexo livre foi introduzido em #Angola pelas várias revoluções que tivemos.

Escola não é capaz de moldar uma personalidade de modo unilateral, a sociedade como um todo dá um catalogo de personalidades para as pessoas imitar, sendo que neste caso a prioridade é proteger os outros alunos e o direito dos encarregados de educação de proporcionar uma educação cristã para seus filhos.

Colocar areia no depósito de óleo de um carro tem um efeito mais imediato do que montar o motor de raiz

É mais fácil proteger os outros alunos de má influência, retirando a miúda, e também pelo exemplo da expulsão, do que corrigindo ela pelo contacto com os outros aluno

A expulsão é uma consequência necessária, pois algumas pessoas aprendem pelas consequências, positivas e negativas de seus actos, pelas consequências dos actos dos outros, pela cópia de personalidades de outras pessoas.

O sexo livre foi introduzido em Angola pelas várias revoluções que tivemos, devemos a combater para eliminar seus efeitos nefastas, infelizmente esta não vai ser primeiro e nem ultimo caso do género.

É engraçado ver ateus se fazerem de especialistas de cristianismo.

O perdão cristão depende do arrependimento pessoal diante de Deus, o nosso julgamento humano é inútil.

Não é justo pôr em risco a educação dos outros alunos por causa de quem não tem o desejo de mudar. Deus é quem perdoa, nós os cristãos temos a obrigação de não causar escândalo, especialmente neste caso em que estamos a lidar com crianças.

Jornal Expansão ou Depressão ?

O Jornal Expansão deveria mudar o seu titulo para Depressão, pois parece que seu titulo tem sido fomentar e espalhar uma visão negativa de Angola. Claro que isto poderia ser uma mera questão de ênfase editorial, um direito legitimo de qualquer publicação, sendo que seria então responsabilidade outra publicação dar a outra parte da historia, o que levaria o leitor de ambas a ter, milagrosamente, uma visão justa da realidade. Porém o que o Jornal Expansão recusa-se a prover, dentro da noticia individual, a informação necessária.

O Jornal Expansão é uma operação de propaganda Activista Negativa, disfarçada de jornal económico.

E este texto, que escrevo ao longa das minhas descobertas, vai catalogar os piores exemplos

Pelo menos 1.500 imóveis sem rasto de comercialização e titularidade. 14/12/2023

É um exemplo clássico de apresentar ao leitor a noticia apenas de ponto de vista pessoal, afinal para uma pessoa 1500 casas é quantidade enorme, a maioria das pessoas tendo apenas uma casa, porém a verdade é que representa apenas 5% dos 30.000 apartamentos das duas centralidades, Kilamba e Sequele, sendo que do ponto de vista de cima a apreciação justa da informação seria : Apenas 5% dos imóveis estão em situação irregular.

A informação decisiva não é nos parágrafos inicias, e se estiverem na versão completa do artigo, que não irei comprar, isto não muda o efeito do artigo, pois a maioria das pessoas lera apenas o titulo e os capítulos inicias.

Repetição Negativa, 14/12/2023

A primeira linha esta resumida e da a informação necessaria, porem a repetem na segunda linha. Porque ? Aqui o objetivo não é informar, mas formar um sentimento negativo O paragrafo introductoria é tambem um exercicio em negatividade usando-se de coisas que não são relevantes.

O tempo do leitor é relevante, e maioria não lê a notícia até ao fim, repetir a informação, e depois depreciar uma medida a que é diferentee irrelevante (afinal quantos são funcionários públicos?) logo na introdução mostra que é uma moldagem de opinião

A politização de tudo e as chuvas de Luanda

Claro que existem soluções políticas para os problemas da sociedade, de modo geral, e da chuva de modo particular, porém a politização do discurso público traz dois defeitos graves. Primeiro a politização do discurso público quer obrigar o público a considerar apenas a solução política e muitas vezes apenas uma solução proposta por um grupo em particular, não porque seja a única forma de proceder, mas porque os primeiros beneficiários da mudança política são os agentes políticos. Este interesse pessoal directo pelo resultado do combate político leva o agente político a colocar o critério de eficiência política acima de tudo, mesmo da resolução dos problemas que ele está a denunciar. Por isto que se contradiz facilmente e apoia causas que são materialmente opostas e exclusivas, desde que permitam criar propaganda negativa contra os seus inimigos. Ele pratica o verdadeiro sentido da palavra “populismo”, que é uma forma de sedução, em que se diz as pessoas as coisas que querem ouvir com o objetivo de ganhar o seu apoio para nossa ação política, usando se de demagogia e mentira ao gosto do freguês. O caso das intensas chuvas de Luanda deu um exemplo claro, as mesmas pessoas que criticam o governo pelas consequências das chuvas o criticavam pela demolição de casas construídas de modo ilegal no Zango. Ora as duas coisas são ligadas, pois as construções anárquicas é uma das causas das enchentes em Luanda, pois fecharam valas de drenagem, ocuparam bacias de retenção de água, e impedem a infiltração da água nos solos. Só que o Activista não pode “atacar” o povo, ele quer seduzir o povo, e por isto ele vai se focar suas críticas ao governo apenas, quando está claro que está cultura de construção anárquica é uma das fontes dos problemas de Luanda. Mas os Activistas fogem do assunto dizendo que “o governo permitiu e deixou as pessoas construírem”, porém duvido que justificassem outros crimes, como por exemplo o roubo de seu carro, pelo facto de que este foi “permitido pela falta de acção do Estado”.

Uma tentativa de diagnóstico do problema pelo Ministro do Interior, Ernesto Laborinho, é apresentada como “um insulto, fala pejorativa e falta de sensibilidade”, enquanto é apenas uma observação racional da realidade: As construções Anárquicas feitas pelos Angolanos é uma das causas das inundações.

Porém a lógica do activista é de usar a crítica como instrumento de desmoralização de seu inimigo, e por isto nunca pode reconhecer lhe um feito positivo, irá sempre procurar minimizar e desmerecer com farpas sobre paz com fome, fizeram isto por interesse, é mesmo obrigação do governo, mentalidade de pobre upgraded e outras mais. E depois de desmoralizar o inimigo a sua segunda prioridade é de seduzir o publico, o activista esta para o povo como o namorado para a adolescente que quer desflorar: Por mais que ela seja uma imbecil, e por cima feia, que esta a por a sua vida em risca por causa de um inútil, este inútil vai dizer que ela é inteligente e mais lindas das mulheres, e vai dizer muito mais até conseguir leva-la a cama. O Pai, em contraste, não tendo necessidade de seduzir a sua filha e preocupado com seu futuro, pode lhe falar de seus defeitos mesmo que isto crie antipatia da filha. O Activista esta a se comportar como um namorado e o Ministro do Interior como um pai.

não que isto seja um comportamento exclusivo da oposição, pois os Bajuladores eram uma versão do mesmo fenómeno porem com a classe dirigente como publico, com a esperança de um Lexus, com o Campeão Actual dos Bajuladores sendo o Bambila, que tentou balujar o Presidente mesmo deste ter rejeitado esta pratica ao publico. O Bajulador vai dizer tudo o que o Governante quer ouvir, na esperança de uma recompensa no presente, do mesmo jeito que o Activista vai dizer tudo o que o povo quer ouvir na esperança de uma recompensa no futuro.

O Activista diz”Até no Talatona encheu, assim mesmo vais apoiar este governo?”, porem este argumento é fraco.

Até no “Talatona encheu” não é um argumento forte contra a descrição feita pelo Ministro do Interior, que as pessoas constroem em todos os lugares, pois quando chove apenas no Talatona não há enchente, do mesmo cheito que não há enchente no Coelho (na Estalagem de Viana) quando chove, mas quando chove em toda a Cidade, e as aguas que vem outros pontos da Cidade e convergem nestes lugares, porque não tem chance de se infiltrar nos solos ou de escoar porque as pessoas constroem em todos os lugares e cimentam todos os Lugares.

Um exemplo corriqueiro foi quando Lukamba Gato inventando uma etimologia Ovimbundu da palavra Kwanza para colar o rótulo de “Assimilado” ao MPLA. O mesmo activista que perguntava por que os deputados ganham mais que os professores agora ganha salário de deputado e para professores ficou apenas uma promessa de que ele vai lutar “pela educação”. A proposta de outras soluções é inconveniente, afinal eles estão a fazer política para ter benefícios nesta vida, mesmo que digam que lutam “pelo povo e país”, o que pode feito esperando se efeitos apenas em décadas, e eles chegam até a ter reações violentas contra quem se recuse a aderir ao seu movimento, como aconteceu com os músicos Gerrilson e Kid MC. Resumindo, a politização do discurso pelos activistas é negativa para a sociedade, pois é movida por um interesse pessoal que prioriza soluções que beneficiam directamente os Activistas e que evite falar de problemas reais quando estes não levam ao mesmo resultado ou incorre o risco de antagonizar o público. Sim, o activista pode dizer que tudo na vida é politizado, porque somos animais sociais e citar algum sociólogo esquerdista ocidental. Porém eu desafio que um deles possa gerir a rua da Dira de maneira politizada: grupos de activistas decidem quem pode namorar com quem ou que música vai ser tocada, enquanto que os clientes pagam pelas bebidas e os quartos de hospedaria por meio de uma taxa fixa cobrada mensalmente. Eu aposto que o lugar vai se transformar rapidamente em um inferno. A política é apenas um instrumento, uma forma de gerir alguns problemas da sociedade humana que não podem ser facilmente geridos pelo livre mercado e normas culturais (igreja ou família).

Não é o único meio disponível, e aliás quem tem problemas reais, e um desejo sincero de os resolver, não espera por uma solução política e ter o poder para resolver o problema, e a prova disto são activistas afrikaneers da África do sul e seu movimento cívico Afriforum:

https://im1776.com/2023/04/19/the-reintegration-of-south-african-order/embed/#?secret=ZZiRKG7xgy#?secret=SvoDwFGIWb

Se vamos gerir o urbanismo de Luanda politicamente, então todos têm o direito de viver na Talatona desde que tenham este desejo, e o desejo não precisa de ser justificado, porém como adjudicar dois desejos opostos ? Pela política vai ser por meio de um conflito até que um se canse. Pelo livre mercado gerir o urbanismo de Luanda seria mais justo e sensato, pois tendo o Talatona um custo e valor mais alto, basta que a pessoa que a pessoa crie as condições económicas para lá viver, porém nada o impede de usar o mesmo dinheiro para ter algo maior em outro ponto da cidade ou simplesmente de trabalhar menos e de fazer outra coisa com sua vida. Sim, alguns podem me chamar de insensível por dizer que os pobres não têm o direito de viver no Talatona, ou até mesmo de viver em Luanda, porém os activistas que vendem o a utopia do fim da pobreza cometem blasfémia pois Jesus disse que “haverá sempre pobres neste mundo”. Porém é um risco admissível, para quem tem como ofício a encenação de heroísmo lucrativo, a troco do dinheiro do silêncio ou de cargos públicos, pecar por blasfémia.

A culpa é do MPLA porque governou o Pais desde de 1975, como se antes os Angolanos fossem fundamentalmente diferentes e que o Povo Angolano foi inventado pelo MPLA, sim este pode ter falhado em não ter moldado outra cultura, porém a incapacidade dos Oposicionistas de criticar qualquer aspecto da cultura Angolana, especialmente quando não permite atacar o MPLA, prova que vão ser incapazes de fazer melhor, pois ninguém muda aquilo que acha normal. Se a construção de musseques, a gravidez precoce, ou a criminalidade são defendidas como reação normais a pobreza, então nada será feito contra estas praticas. Não basta criticar o Governo, tem de se criticar o Povo, pois o Governo é apenas uma expressão do Povo, e a única diferença, na pratica, entre um governo da UNITA e do MPLA vai ser nos nomes das pessoas que vão viver uma vida de Luxo.

A mesma cultura já existia antes da independência, e só não tinha expressão maior porque as Administração Portuguesa impedia o afluxo as cidades O MPLA não inventou o Povo Angolano, e os alternadores são incapazes de criticar o que esta mal no Povo.