Angola Road Trip 2025

Angola Road Trip 2025

Fazendo o que me diziam ser impossível: turismo pelas estradas que supostamente não existem

Uma viagem de mais de 2.000 km através de Angola

Estou fazendo o que me diziam ser impossível em Angola: turismo pelas estradas que supostamente não existem. Já percorri milhares de quilômetros, com direito a 50% de asfalto e 50% de terra batida, quase perdi um drone e me perdi em uma tempestade. Esta é a história da nossa viagem.

📍 O Percurso

  • Luanda → Uíge (Uaco Cungo) – 8 horas
  • Uaco Cungo → Cuito – 4 horas (264 km)
  • Cuito → Huambo – 3.5 horas
  • Huambo → Lubango – Via Caconda (com desafios)
  • Lubango → Namibe – Descida da Serra da Leba
  • Namibe → Benguela – Através do deserto

Luanda → Uaco Cungo: O Começo

O primeiro troço de Luanda para o Uaco foi feito em 8 horas, com a pior parte do troço por volta de Catete, porém já tem obras em curso e está muito melhor que o ano passado. A estrada foi de excelente qualidade e o número de buracos que não poderia evitar era baixo.

Estrada entre Luanda e Uaco CungoImage

Infelizmente tinha de cumprir agenda no Cuito, sendo que foi impossível explorar o Kwanza Sul, porém deu para visitar uma “pedrinha” impressionante. Os habitantes dizem que foi escalada por Americanos e que um antepassado conseguiu subir sem conseguir descer.

Formação rochosa no Kwanza Sul

A “pedrinha” do Kwanza Sul – quase 500 metros de rocha nua

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Descobertas no Uaco Cungo

No Uaco Cungo, Agostinho Neto foi escondido dentro do edifício da administração, em vez de estar no pedestal no parque. Seria fácil ver nesse fato uma rejeição ao Partido e à sua figura; porém, parece-me mais uma vitória do caos sobre a ordem, com um toque de vandalismo gratuito.

Parque vasto e sem iluminação, herdado de um tempo em que se valorizavam esses espaços e o conceito de arte pública. Agora, sem policiamento ostensivo, o fundador se esconde de sua própria criatura.

Uaco Cungo

Parque do Uaco Cungo: arte pública esquecida

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Foi irónico ver esta loja da Movicel ao lado de um telefone fixo da Angola-Telecom. O colapso da empresa foi tão rápido que ainda há telefones dentro da loja, sem qualquer valor.

Cuito: História e Contradições

Deixamos o Uaco e chegamos no Cuito no mesmo dia. Se tivéssemos partido de Luanda às 6 horas, teríamos chegado no mesmo dia antes do anoitecer.

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A História Ridícula de Silva Porto

No Cuito encontrei a história ridícula da estátua de Silva Porto, fundador da Cidade, comerciante, explorador e herói trágico, que foi substituída pela estátua de um rei africano declaradamente escravagista, até mesmo no folclore local.

A ironia histórica: A cidade antes nomeada em homenagem a seu fundador, passou a se chamar “Cuito”, o rio onde os soldados haviam sido amarrados, denominado de Kwitu, significando kwi (fortemente) e tu (todos), por Ekuikui I em suas guerras contra os Portugueses.

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A estátua de Silva Porto foi removida em 1975 e colocada no local de sua antiga residência. Uns anos atrás, roubaram o braço… pouco depois a estátua inteira de bronze desapareceu, provavelmente vendida a sucateiros e fundida. Assim se perde e destrói a história.

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Local da antiga casa de Silva Porto

Pilar que marca o local da casa de Silva Porto

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Jardim da “Pouca Vergonha”

Depois visitamos o Jardim da “Pouca vergonha”, onde duas estátuas de Bronze, representando mulheres nuas, uma Europeia e outra Africana, foram erguidas depois dos anos 60. Haveria possivelmente uma terceira estátua perdida.

Jardim da Pouca Vergonha

O Jardim da “Pouca Vergonha” no Cuito

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O Valor Dado à Educação

A biblioteca municipal do Cuito, destruída durante a guerra, continua em ruínas, enquanto a universidade de 4 andares que Zé Du mandou construir ficou apenas no papel, desviada pelo governo local, e o presidente ficou a saber no dia do corte de fita…

Ruínas da biblioteca municipal

Biblioteca municipal: o valor que damos à educação

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Memorial da Batalha do Cuito

Este sino foi a única coisa que restou da Catedral da Cidade de Silva Porto, pois Jonas Savimbi mandou destruir a mesma durante a batalha do Cuito. A Igreja Católica passou a ter as missas no Cine, tendo em fase de conclusão uma nova catedral arquitetonicamente infiel.

Sino da antiga catedral

O sino: único vestígio da catedral original

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A próxima paragem foi o Memorial da Batalha do Cuito, onde a cidade resistiu por 9 meses, enquanto o Huambo caiu em menos de 2, antes de um contra-ataque das FAA que destruiu as forças da UNITA. Savimbi, em represália pelo fracasso, executou seu próprio sobrinho, General Bock.

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Curiosidade: Nem tudo foi amargura, pois esta cidade fundada por um Português apoiado por Angolanos cansados do despotismo de seus sobas, tem como restaurante e discoteca de referência o “OPUTU”, de Mwene Putu, o rei de Portugal. Visitem com cuidado e evitem se apaixonar…

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Camacupa e o Centro Geodésico

Próxima paragem foi Camacupa, a caminho do centro geodésico de Angola, uma vila que ainda tem o edifício do BNA demolido pela guerra e uma bomba de gasolina das antigas esperando pelos devoradores de ferro velho.

Camacupa

Camacupa: vestígios de outro tempo

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O Centro Geodésico de Angola foi descoberto por uma expedição financiada pela Igreja Católica, marcado com uma estátua de Cristo Rei. Durante a guerra civil, a estátua foi metralhada e posteriormente substituída por uma cópia infiel. Casa do guarda e o WC encontram-se vandalizados.

Centro Geodésico de Angola

Cristo Rei no Centro Geodésico: cicatrizes de guerra

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Huambo: Cidade das Musas Perdidas

A viagem do Cuito para o Huambo durou pouco menos de 3.5 horas, com algumas paragens para ver os megalitos que lembram o Uaco Cungo. Aqui as motas de 3 rodas cumprem seu papel de meio de transporte rural e o número de toyotas antigos diminui.

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Megalitos

Megalitos pelo caminho: Angola para além do asfalto

No Huambo, ninguém conseguiu me explicar onde estavam as estátuas de Norton de Matos e suas Musas… temo que foram fundidas. Me consolei com uma visita ao museu onde encontrei bustos.

Museu do Huambo

Museu do Huambo: guardião da memória

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Um tanque dentro do qual cresceu uma árvore… a natureza sempre reclama o que é seu.

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A Tempestade e o Caminho para o Lubango

Huambo para o Lubango foi o primeiro percurso realmente difícil, por ter escolhido o caminho direto pela Caconda que me levou por uma via de terra batida entre Cuíma e Cuisse, porém já tinha trabalhos na via, que tinha parte do trajeto pronto para ser asfaltado.

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O momento mais crítico: Os problemas realmente iniciaram depois da Caconda, quando uma tempestade engoliu o asfalto. Nada se via a mais de 3 metros e o asfalto tinha aqueles buracos aleatórios. Por sorte chegei ao Caluquembe e passei a noite em um simpático hotel de 2 estrelas.

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Lubango: A Pérola do Sul

A estrada do Caluquembe ao Lubango foi perfeita, tirando alguns quilômetros desviados ao chegar à cidade por motivos de obra e o musseque inicial com trânsito lento. O centro histórico e nobre da cidade tinha um trânsito fluido e era mais lindo que Huambo e Cuito.

Lubango

Lubango: elegância no planalto

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Visitei o museu do Lubango, que tem uma vasta coleção de objetos Africanos, porém peca por não ter quase que nenhum objeto Português, como o do Huambo, porém tem estátuas monumentais e bustos. Aqui o Agostinho Neto está a salvo em público.

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Uma Observação sobre os Mendigos

Os mendigos do Lubango parecem ser outra espécie… Exibem uma teatralidade que beira o ridículo. Traje exagerado e a sujeira que parece maquiagem, só enganam quem quer ser enganado. O desejo do angolano de ser um bom samaritano, aliado à vontade de acreditar que o país vai mal, acaba por perpetuar a farsa.

Serra da Leba: O Ícone

Ao sair do Lubango, tive um encontro com mais um mendigo no miradouro da Serra da Leba. Seu truque consiste em dançar no meio da estrada, forçando os motoristas a parar e, assim, sentir-se obrigados a lhe dar algum dinheiro.

Serra da Leba

Serra da Leba: nervos à flor da pele e vistas de cortar a respiração

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Descer a Serra da Leba foi nas calmas e com os nervos à flor da pele. As poucas fotos que tirei foram depois de parar o carro em uma zona segura sem atrapalhar o trânsito.

Vi um burro pela primeira vez na vida e um Ucraniano pintou a bandeira de seu país na montanha…

Namibe: O Deserto e o Oásis

O percurso do Lubango a Moçâmedes foi em uma pista perfeita, permitindo 120 km/h em retas, porém deve-se ter cuidado com o gado que às vezes atravessa a estrada. Tenha sempre consigo água, alguma comida e todos os acessórios do carro – estas em um deserto.

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Deserto do Namibe

Deserto do Namibe: beleza selvagem

Farol do Sacomar

Visitei o farol do Sacomar, uma imponente estrutura de 20 metros de altura que está infelizmente em ruínas e em risco iminente de desmoronamento.

Farol do Sacomar

Farol do Sacomar: sentinela em ruínas

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Oásis do Curoca

Depois visitamos o oásis do Curoca, para ver a lagoa dos Arcos, uma alegria para quem percebe de geologia e um lugar mágico. O caminho de deserto é traiçoeiro e recomenda-se ter água e comida extra, GPS e tanque de gasolina cheio. Os habitantes são simpáticos – ofereci vinho.

Oásis do Curoca

Lagoa dos Arcos no Curoca: magia no deserto

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Hotel Moçâmedes

Me hospedei no hotel Moçâmedes, que é luxo com estilo e logo na marginal. As outras opções são mais caras e menos convenientes. Pertencente aos magnatas das pedras ornamentais Silva&Silva, tudo que poderia ser feito de madeira é feito de mármore no hotel: cama, mesas, etc.

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As festas do mar são um festival com eventos noturnos na marginal durante um mês, com exposições dos empresários da província do Namibe. Recomenda-se a visita. Um jantar no clube náutico e estávamos prontos para atacar o Tombwa.

O Troço Difícil: Namibe → Benguela

O percurso de Moçâmedes a Benguela tem um troço difícil de 60 km depois da Lucira, com terra batida com lombas que criam vibrações e montanhas. Perigoso e esgotante, mas perfeito se tiveres um Landcruiser. Jetour vai falecer aqui.

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Desafio máximo: Óleo caminho todo, podias apanhar tomates caídos de camiões carregados. Depois de atravessar um rio com tração, pegas um asfalto perfeito até Benguela, com apenas uma lomba traiçoeira e rebanhos de bois que atravessam o asfalto à vontade.

Terra batida entre Namibe e Benguela

60 km de pura adrenalina

O caminho era um deserto, porém tinha alguns rebanhos a pastar sob a guarda de nativos, que quase sempre faziam um pedido teatral por pão… Quando vários milhões de kwanzas em bois pastando.

Benguela e Lobito: A Realidade Urbana

A cidade de Benguela está dividida entre prédios dilapidados, habitados por moradores sem capacidade financeira ou desejo de fazer manutenção, e vivendas transformadas em escritórios e hospedarias. Tudo envolto de um musseque igual ao Malueca.

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A província de Benguela deveria ter sido dividida em duas, pois não é normal que as duas piores cidades de Angola estejam na mesma província, com os moradores das duas em contenda para decidir qual parte do desastre é a menos ruim.

Benguela é uma cidade sem semáforo com uma nuvem de cupapata que não respeitam as leis do trânsito e muito menos da física, fazem qualquer manobra que lhe bater à tela.

Lobito é uma versão piorada de Benguela, com uma quantidade ainda maior de motas, barrocas nas montanhas e musseques.

A Relação com o Passado

A relação de Benguela com seus monumentos do tempo dito “colonial” é de desdém e esquecimento. O monumento ao fundador da cidade teve o busto removido, as escritas apagadas e os habitantes nem sabem qual é seu significado.

Monumento em Benguela

Monumento ao fundador: memória apagada

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O monumento aos 350 anos da cidade foi rodeado de bonecos. Colocar Transformers no mesmo parque que celebra os 350 anos da cidade mostra falta de cultura local relevante.

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Reflexão final: Atribuir uma descrição de “colonial” ao monumento não ofusca o facto que Benguela foi uma cidade portuguesa fundada por portugueses antes de existir uma colônia.

Conclusões da Viagem

Esta viagem provou que o impossível é apenas uma questão de perspectiva. As estradas existem. Angola existe para ser descoberta. Pelos Angolanos.

Vi beleza e abandono. História e amnésia. Progresso e estagnação. Mas acima de tudo, vi um país que merece ser conhecido pelos seus próprios filhos.

O vídeo da DashCam será publicado nos próximos dias. As memórias já estão gravadas para sempre.

⚠️ Recomendações para Quem Quiser Fazer

  • Leve água e comida extra
  • GPS é obrigatório
  • Tanque sempre cheio
  • Kit de primeiros socorros
  • Pneu sobressalente (e saber trocar)
  • Carregador de telemóvel
  • Lanterna potente
  • Um bom companheiro de viagem
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O Colorismo não existe em Angola, e o Anti-colorismo constitui um Discurso de Ódio

Introdução

As ideologias criam frequentemente adversários imaginários para justificar a própria existência (Viana, 2012; Korsch, 2008). O marxismo criou uma suposta ideologia burguesa/capitalista, e o comunismo ergueu-se como movimento anti-fascista antes de existirem fascistas. Löwy (2015) explica que as vítimas por vezes adotam ironicamente o rótulo, justificando post-facto as alucinações ideológicas.

Leitura do artigo.

O discurso anti-colorista apresenta três características de discurso de ódio: 1) impossibilidade estatística da acusação, 2) generalização preconceituosa e 3) ódio hipócrita. Gagliardone et al. (2015) definem discurso de ódio como “linguagem violenta ou ofensiva focada num grupo que partilha uma propriedade comum, baseada num desequilíbrio de poder” (p. 23). Parekh (2012) acrescenta que desvaloriza pessoas com base em características imutáveis e promove hostilidade sistemática.

As ideologias tornam-se senso comum ao ponto de as pessoas esquecerem a origem das ideias que guiam suas emoções (Marx & Engels, 2007). Como observa Rouanet (1985), “a essência da ideologia é ignorar a história ou deformá-la” (p. 86).

A Impossibilidade da Acusação

Constituindo menos de 2% da população angolana (censo 2014), é estatisticamente impossível que mulatos estejam privilegiados em número suficiente para causar impacto sistémico. Mesmo supondo generosamente que todos os mestiços sejam parte dos 20% de angolanos com emprego formal (público ou privado), fazendo assim parte de pelo menos a classe média, ainda assim significa que 18% de não mestiços estão nestes lugares.

O facto de ser ilógica não constitui problema para o anti-colorista. Como disse Konder (2002), “a ideologia caracteriza-se pela incapacidade de apreender a totalidade concreta do processo histórico” (p. 42), substituindo análise factual por construções abstratas.

Generalização Preconceituosa

O discurso anti-colorista julga indivíduos não pelos seus atos concretos, mas por fatores históricos e geográficos ilimitados – julgando todos os mulatos em todos os lugares e tempos. Mészáros (2004) explica que “a ideologia não é simplesmente um sistema de crenças, mas um modo historicamente determinado de representar a ordem estabelecida como eterna” (p. 65).

Esta generalização constitui mais um ataque anti-colorista: nega a identidade angolana do mulato, subordinando-a a uma identidade africana global na qual não tem lugar, quando não o taxa de inimigo por ser “resultado do colonialismo”.

Esta forma de julgamento coletivo baseado em características imutáveis (ascendência e aparência) define o discurso de ódio porque impede a vítima de escapar. Um criminoso pode reformar-se, mas um mulato nunca deixará de o ser.

Para garantir vitória, o discurso inclui no processo contra mulatos os atos de europeus e africanos. A incapacidade dos anti-coloristas em aceitar a falsidade de suas ideias leva-os a taxar quem os contraria de “privilegiado que não vê seu privilégio” (se mulato) ou “alienado” (se africano de pele escura).

Este mecanismo corresponde à natureza não-falsificável das ideologias totalitárias identificada por Popper (1945): “uma teoria científica tem que ser falsificável — caso contrário, é ideologia” (p. 312). Qualquer evidência contrária é reinterpretada como confirmação da teoria. Verkuyten (2013) observa que tal discurso opera através da “rejeição de acusações de ódio ao afirmar estar contra uma ideologia, não contra pessoas” (p. 351).

Ódio Hipócrita

O colorismo deriva de uma mutação do marxismo que transforma relações humanas numa luta entre opressor e oprimido, onde o oprimido tem não apenas razão automática, mas licença para fazer o que quiser por estar supostamente a reagir. Voegelin (1975) argumenta que Marx “pretendia apoiar a violência contra seres humanos afetando indignação moral” (p. 267).

Como explica Lilla (2016), este movimento “abandonou a luta de classes económica em favor de batalhas culturais entre opressores e oprimidos definidos por identidade” (p. 3). Eagleton (1997) desenvolve esta análise: esta transformação permite que “o preconceito se apresente como resistência legítima, invertendo categorias morais” (p. 45).

Stephan e Stephan (2000) explicam que “minorias podem ser vistas como ameaças simbólicas às normas culturais, mesmo sem representarem ameaças concretas sobre recursos” (p. 29). Os anti-coloristas encontram colorismo até onde nenhum mulato esteve presente – como no caso do médico Dala, morto numa esquadra após romper a cerca sanitária durante a COVID, com ativistas afirmando que “se fosse mulato estaria vivo”.

A Ausência do Agente

Para o podcaster angolano Herlander Napoleão, colorismo acontece quando o africano dá vantagem ao mulato. Ou seja, o suposto privilegiado está presente apenas como beneficiário passivo, não como agente ativo de discriminação.

Compare com o racismo americano do KKK: grupos de homens de origem europeia cometiam atos documentados de discriminação. No racismo tradicional existe relação clara entre agente (Racista Europeu), ação (Discriminar) e vítima (Afro-Americano).

Porém, no discurso anti-colorista angolano, esta cadeia causal está ausente. O suposto beneficiário não é agente de nenhuma ação discriminatória, tornando a acusação impossível de verificar empiricamente.

Conclusão

Existe uma fonte de discursos anti-colorista angolana, que transformou a luta política contra o colonialismo português em luta racial contra o Europeu. Porém, a nova moda do anti-colorismo em Angola vem do marxismo cultural, ou revolução diversitária na moda no ocidente, que representa uma mutação ideológica combatendo uma discriminação inexistente ou irrelevante, criando um novo alvo de discriminação.

Ao julgar indivíduos pela ascendência e aparência, e ao atribuir culpa coletiva a um grupo minoritário (2%), o discurso preenche todos os critérios de discurso de ódio estabelecidos pela literatura. Gagliardone et al. (2015) definem discurso de ódio como comunicação que “cria ambiente de preconceito, fomentando discriminação e hostilidade” (p. 23). O discurso anti-colorista manifesta precisamente estas características: cria hostilidade contra mulatos, desvaloriza-os com base em características imutáveis, e opera através de ameaças simbólicas sem base factual.

Como observa Altman (2012), o discurso de ódio frequentemente se apresenta disfarçado de crítica legítima ou defesa de oprimidos. É esta inversão – preconceito vestido de linguajar académico – que torna o anti-colorismo particularmente insidioso. Como argumentam Marx e Engels (2007), “não é a consciência que determina a vida, mas a vida que determina a consciência” (p. 94), e a realidade material angolana – onde mulatos representam 2% da população – torna estatisticamente impossível a narrativa de privilégio sistémico.

O Jornalista Angolano sabe porque é que as pessoas recebem salários?

O Jornalista Angolano sabe por que é que as pessoas recebem salários?

Alguns Angolanos parecem não saber por que é que um trabalhador recebe salário, e não estou a referir-me a pessoas sem instrução, mas sim aos colaboradores do jornal expansão, pois publicaram um artigo surreal sobre as diferenças salariais em empresas privadas, repetindo o preconceito cansado do esquerdismo: Os Salários são determinados pela vontade arbitrária dos opressores em detrimento dos trabalhadores. Colocam ênfase na diferença entre o salário dos Diretores e dos motoristas, como se fosse uma “injustiça social”.

Esta visão repete-se, por exemplo, no mito de que a diferença entre os salários de Angolanos e Estrangeiros, dentro e fora de Angola, surge apenas do Racismo, como escrevi noutro artigo: O Suposto Racismo na diferença nos Salários entre negros e Brancos em Angola

Por que é que as pessoas recebem Salário?

Claro que o trabalhador recebe salário por causa do valor que cria para a empresa, mas não no sentido Marxista da migalha concedida pelo patrão que fica com o grosso, pois o capital da empresa permite que o valor seja criado, sendo que sem este o trabalhador seria menos produtivo. Pense comigo, sem o camião que custa 50.000.000kz, o motorista seria mais produtivo que um roboteiro, se os dois tivessem de fazer um frete de 10 toneladas por 100.000kz?

Porém o salário não depende apenas do valor criado, mas também da relação de concorrência entre o trabalhador e os outros trabalhadores disponíveis no mercado de trabalho, ou seja, quanto maior o número de pessoas que conseguem fazer este trabalho, menor vai ser a tua capacidade de exigir um salário maior. Porém a concorrência não para por aí, pois se outras empresas estão à procura de trabalhadores com a tua capacidade, e estando dispostas a pagar mais, o teu patrão precisa de pagar o suficiente para você não sair.

Mesmo um diretor dono da empresa tem a oportunidade de abandonar a própria empresa e trabalhar numa outra empresa sem o stress de ser o dono.

Chama-se custo de oportunidade.

Agora entra um terceiro elemento, que é o número de clientes atendidos e o quanto estão dispostos a pagar pelo valor que você providencia, com uma lógica muito simples: Quanto maior o número de clientes e sua disponibilidade a pagar, maior o capital disponível para te remunerar.

Voltando à comparação entre Diretores e Motoristas, um Diretor tem como clientes todas as pessoas e empresas que contratam os serviços da sua empresa, isto sendo que participa da criação do valor total da empresa, e tem por isto direito a uma percentagem deste resultado total. Um motorista tem como cliente as pessoas diretamente envolvidas com o seu veículo e nada mais.

No meio dos seus devaneios marxistas, os escritores do Expansão deixaram escapar uma verdade que prova o que eu digo, pois existe uma diferença salarial entre os diretores das grandes empresas, que podem ganhar até mesmo 17 milhões por mês, e os diretores das pequenas empresas que ganham até 800.000kz por mês… ou seja, estes últimos estariam também a ser oprimidos?

Angola nem pode ter doença holandesa.

Angola nem pode ter doença holandesa.

Nesta semana, vi dois influencers a dizer que o problema de Angola esta na suposta doença holandesa que aflige o nossa pais, por conta da dependência petrolífera. Na realidade, Angola nem pode ter doença holandesa.

O que caracteriza a doença holandesa não é apenas depender de um único produto, mas desviar capital nacional, que poderia ser investido em outros produtos, para investir no aumento da produção do produto único.

No caso da Holanda, que deu nome a este conceito económico, a exploração de petróleo captou uma parte significativa dos investimentos locais e aumentou o valor da moeda nacional ao ponto de tornar a indústria local inviável, ficando mais barato simplesmente importar com os lucros do petróleo.

Os influencers angolanos pulam esta nuance e continuam a repetir a mesma cantiga sobre “diversificação da economia”, uma ideia ineficaz, pois olha apenas para uma parte da economia, as receitas, sem olhar para a parte onde temos problema: o consumo.

Angola nem pode ter doença holandesa, pois o capital investido na produção de petróleo vem do estrangeiro, sendo que, na ausência deste recurso, simplesmente nunca receberíamos este investimento. Mesmo o capital que recebemos em consequência da exploração petrolífera financiada pelo exterior, na forma de lucros que financiam o governo, não é investido na produção de petróleo.

O nosso problema não está em desvio de capital para o sector dos petróleos, mas na ausência simples de iniciativas de investimento local em quantidade suficiente para cobrir o crescimento demográfico. Temos uma cultura de consumo: a nível individual preferimos o luxo à poupança; a nível da sociedade preferimos o crescimento demográfico à educação dos filhos; e a nível do governo desperdiçamos 3 biliões de dólares em subsídio aos combustíveis em vez de investir.

Este ideia tem a sua fonte no mito da riqueza de Angola.

O Teatro da Greve dos Taxistas e o Falso Debate Democrático


O Teatro da Greve dos Taxistas e o Falso Debate Democrático

O recente debate promovido pelo movimento Mudei sobre a greve dos taxistas foi apresentado como um exercício democrático. Contudo, na essência, tratou-se de um espectáculo teatral que mais se aproxima de uma encenação ideológica do que de uma discussão séria sobre políticas públicas.

Um Debate Marcado pela Parcialidade

O evento contou com Luaty Beirão como líder do movimento e com MCK, seu amigo e activista de esquerda, no papel de moderador. Do lado da defesa dos subsídios esteve Nuno Álvaro Dala, deputado e aliado próximo de Beirão. Do outro lado, no papel de “contraponto”, esteve Isaac Paxe, igualmente ligado ao mesmo círculo de activistas.

Ora, um debate em que os intervenientes partilham o mesmo espaço ideológico dificilmente pode ser considerado plural. Seria equivalente a imaginar o Gabinete de Estudos Estratégicos de Norberto Garcia a organizar um debate com Bento Kangamba como moderador, tendo Bento Bembe de um lado e Higino Carneiro do outro. Se fosse realizado pelo MPLA, tal exercício seria justamente criticado como propaganda. No entanto, quando praticado pelos revus, é-nos vendido como exemplo de democracia.

O Argumento e a Estratégia

As respostas dos intervenientes revelaram mais do que simples posições políticas: expuseram uma estratégia.
Nuno Dala, confrontado com a questão sobre a manutenção dos subsídios, defendeu a sua continuidade mesmo que isso “ponha em causa outras funções do Estado”. Trata-se de uma confissão alinhada com a lógica de Cloward-Piven, segundo a qual se deve alimentar exigências insustentáveis até ao ponto de provocar o colapso do Estado, abrindo caminho a uma revolução.

Isaac Paxe, por sua vez, desempenhou o papel de defensor da retirada dos subsídios. Porém, a sua posição foi condicionada: a retirada deveria ser acompanhada por um diálogo com a “sociedade civil”, ou seja, com os próprios revus. No fundo, as duas respostas convergem: um procura fragilizar o Estado por via da sobrecarga de subsídios; o outro aceita a retirada, mas apenas mediante o reconhecimento do grupo como porta-voz legítimo da sociedade.

O Teatro e a Propaganda

A presença de Paxe como “defensor da retirada do subsídio” foi mais teatral do que real. A sua função era permitir que o ponto de vista de Dala se destacasse como o argumento central. Num verdadeiro debate, esperar-se-ia a presença de um economista liberal ou de um defensor da política governamental, para que houvesse confronto de ideias substantivas.

Em vez disso, o público foi servido com um espectáculo de propaganda, mascarado de democracia participativa. Curiosamente, os mesmos activistas que acusam a televisão pública de produzir propaganda criaram um produto ainda mais grosseiro, sem que muitos percebessem o ridículo da encenação.

Conclusão

O episódio revela uma verdade incômoda: os revus, ao contrário da imagem de defensores da liberdade e da democracia que cultivam, reproduzem tácticas desonestas comuns a movimentos comunistas radicais. O debate sobre a greve dos taxistas não foi um espaço de diálogo, mas sim uma peça de teatro ideológico cujo objectivo era manipular a percepção pública.

Se a sociedade angolana deseja debates verdadeiramente democráticos, precisa exigir mais pluralidade, rigor e honestidade intelectual — e não se contentar com encenações políticas que apenas reforçam projectos de poder disfarçados de activismo.

Parvoíce dos Afrocrotas: Angola e Congo Brazza-ville não é o Congo Democrático.

O movimento Afrocrata incentiva um revisionismo histórico intenso e confuso, uma mistura de negação e invenção de pseudo-história, em uma narrativa que oscila entre vitimização e triunfalismo, criando requintes de burrice como a ideia de que Angola e a República do Congo (RC Brazza-ville) seriam na verdade províncias perdidas da República Democrática do Congo (Kinshasa): “Angola é Congo, os Angolanos são bakongos que falam português, Congo Brazza-ville é falso Congo, viva o Grande Congo Kinshasa foi dividido pela conferência de Berlim”.

A maioria do Território do Reino do Congo esta em Angola.

O Antigo Reino do Congo, no seu auge entre os séculos XV e XVII, ocupava aproximadamente 180.000 km² de território sob controle direto do Manikongo, distribuídos entre dois países modernos. Em Angola, o reino controlava cerca de 150.000 km² nas províncias do Zaire, Uíge, norte de Bengo e partes de Cuanza Norte e Malanje, representando aproximadamente 12% do território angolano atual e constituindo o núcleo do poder real. Na República Democrática do Congo, o controle direto limitava-se a uma faixa de aproximadamente 30.000 km² ao longo da margem sul do Rio Congo (incluindo partes de Kongo Central e Kinshasa), representando apenas 1,3% da vasta extensão da RDC moderna. Esta distribuição demonstra que o coração territorial do Reino do Congo estava predominantemente localizado no que é hoje o norte de Angola, com o Rio Congo servindo como fronteira natural do reino.

Território em Angola (vermelho) e na RDC (Verde), do Reino do Congo no seu apogeu territorial

O que se entende por Congo ?

O primeiro equívoco está em dizer que a palavra Congo no nome RDC se refere ao Reino do Congo, para dizer de que Angola é o Congo. Na verdade, o Congo RDC deriva seu nome do rio Congo, e não do Reino do Congo, o que é evidente se contarmos a origem da palavra Congo usada nos nomes da República Democrática do Congo e da República do Congo.

A República Democrática do Congo (RDC), é na origem um projecto do Rei Belga Leopoldo II, que criou, em 1876, a “Association Internationale pour l’Exploration et la Civilisation de l’Afrique Centrale” (AIECAC), associação para explorar e civilizar a África central, definida como a zona mediana do continente ao longo do equador. Para este efeito, a associação contratou os serviços de Henry Morton Stanley, que havia já feito viagens de travessia da África por esta mesma zona.

Em contraste, as zonas exploradas por David Livingstone entre 1851 e 1873, que também fez uma travessia da África, estavam mais a sul no território da actual República de Angola, desde o Cuando-Cubango até chegar a Luanda, e longe das zonas exploradas por Stanley, a actual RDC. Notem que no mapa, anterior aos trabalhos de Leopoldo, que iniciaram em 1876, a palavra Congo está limitada apenas ao território do antigo Reino do Congo.

As terras atravessadas por Livingstone sendo as mesmas que seriam exploradas por Serpa Pinto, que seriam depois parte dos territórios desejados por Portugal para ligar Angola a Moçambique, naquilo que seria chamado o “mapa cor-de-rosa”.

Com Stanley ainda cumprindo o plano que recebeu da AIECAC em África, esta foi dissolvida e substituída pelo Comité para o Estudo do Alto-Congo (comité d’études du Haut-Congo (CEHC)), também liderado por Leopoldo II de maneira secreta, sendo que Alto-Congo significava a parte superior do curso do rio Congo, isto é, a zona próxima da nascente do rio.

O CEHC tinha como objectivo:

  • Avaliar a navegabilidade do Rio Congo;
  • Avaliar o potencial de comércio europeu com os habitantes da região;
  • Descobrir quais os custos de entrada que as tribos podem cobrar;
  • Conhecer a natureza dos produtos comercializados localmente;
  • Investigar a possibilidade de criar uma ferrovia na zona das quedas de água (hoje conhecidas por Livingstone Falls) e as mercadorias a transportar.

Outro objetivo do Estado Independente do Congo foi abolir a escravatura na bacia do Congo, pois a zona servia de terreno de razia dos Arabizados, Tippu Tip e Msiri, que abasteciam os portos da costa Swahili, com escravos. Sendo que a similaridade entre a língua Swahili e as línguas banto, como o lingala, apresentadas como prova de que esta seria uma língua pan-africana, tem a sua verdadeira origem no tráfico de escravos.

O trabalho de campo deste comité, permitiu estabelecer a Associação Internacional do Congo, que tinham como objectivo, controlar a bacia do Congo e explorar os seus recursos económicos.

Como se pode ver pelos factos, o Congo no nome Congo democrático tem um sentido meramente geográfico e nada tem a ver com o reino do Congo. Alias, diante da ameaça dos portugueses de impedir o acesso ao mar por meio de Matadi, tendo Lisboa assinado um tratado com Londres para assegurar seus direitos históricos sobre todos os territórios do antigo rei de Mbanza Congo, o Leopoldo colocou em marcha, em 1882, um plano para criar um acesso alternativo a bacia do Congo por meio do rio Couilou-Niari, que foi o traçado depois usado pelos Franceses para sua colónia do Congo Medio.

No fim, Portugal cedeu o Baixo-Congo a Bélgica em troca das Lundas, separando assim Cabinda do resto de Angola, quando antes fazia parte do distrito do Congo, com capital em Landana, que incluía as actuais províncias de Cabinda, Baixo-Congo, Uíge, e Zaire.

O que se entende por Congo-Brazzaville ?

A República do Congo, com sua capital em Brazzaville, tem a sua origem na colónia Francesa do Congo-Médio, sendo este nome uma referência geográfica à parte intermédia de um rio, entre a sua foz e a sua nascente, neste caso específico a margem esquerda na qual estava situado o reino dos Tékés com quem Savorgnan de Brazza assinou um tratado em 1880. Novamente, isto nada tem a ver com o Reino do Congo, sendo que os Tékés nunca fizeram parte e nem foram vassalos do Rei de Mbanza Congo. Congo-Médio foi o nome de um distrito da colónia do Congo Belga, na margem direita do rio Congo, directamente oposto ao Congo-Médio Francês (Número 2 no mapa).

O que se entende por Reino do Congo ?

O primeiro equívoco que os Afrocratas, ou pessoas que aceitam ideias Afrocratas sem pensar, só porque lhes disseram que estas são as ideias que um negro deve ter, está em cometer o anacronismo de pensar que o reino do Congo era um reino nacional de todos os bacongos, e vão dizer por exemplo que o Reino do Congo chegava até ao Gabão, só porque no Gabão há uma tribo de bacongos, os balumbus cujo membro mais famoso foi Oliver Ngoma, que cantava música do estilo anti-lhano em qui-congo.

Na verdade o reino de Mbanza Congo definia-se apenas como o território sob o domínio do rei de Mbanza Congo. Aliás, vários territórios do Reino do Congo foram conquistados depois da chegada dos Portugueses, por exemplo o Congo-Dia-Nlaza, nas margens do rio Cuango, e outros territórios saíram do Reino, como o Sonho, actual Soyo, que ganhou independência nos anos de 1640. Quando foi criado o Estado Independente do Congo, o Reino do Congo já nem existia, restando apenas um rei simbólico encurralado em Mbanza Congo.

Existiram reinos mono-étnicos constituídos por tribos pequenas, mas o Reino do Congo tinha uma estrutura imperial e dominava territórios além das zonas habitadas por Bacongos, por exemplo o Ndongo e os Dembos.

A existência de Bacongos numa zona não significa que o território fazia parte do Reino do Congo; aliás, vários grupos Bacongo emigraram para o norte e leste, uns dominando reinos locais, como no caso do Loango, ou simplesmente vivendo como grupos isolados, como os Mbala da RDC. Aliás, se a definição de Reino do Congo fosse qualquer lugar com Bacongos, logo a definição do Ndongo seria também qualquer lugar com Ambundus, o que significaria que os Pendes da RDC também fariam parte do Reino do Ndongo? Os Mbala nunca fizeram parte do Reino do Congo, e aliás nos anos de 1900 chamavam os imigrantes Bacongos de Angola, que eram recrutados como técnicos nas empresas dos belgas, de Mussansalvador, aqueles de São Salvador do Congo.

Congo, o nome do Rio.

Uma última evidência de que o nome Congo, da República Democrática do Congo (Kinshasa) e da República do Congo (Brazzaville), deriva do rio e não do reino, está no facto de Mobuto ter mudado o nome do rio Congo para rio Zaire ao mesmo tempo que mudou o nome do país de Congo para Zaire, pois o país tira o seu nome do rio que constitui o seu elemento geográfico dominante. Se o país derivasse o seu nome do Reino do Congo, bastaria mudar o nome do país apenas sem mexer no rio, ou mudar o nome do país para outro reino importante do território, como o Luba ou Kuba.

Por isto, por exemplo, é que o Congo tinha uma província do Alto-Congo, que depois foi chamada de Alto-Zaire (caixa vermelha), do mesmo jeito que a província do Baixo-Congo passou a ser chamada de Baixo-Zaire (caixa verde), quando Mobutu mudou o nome do país, nomes estes que sempre se referem ao rio. O hino do Zaire, La Zaïroise, definiu o país como as terras à volta de um rio, o rio Zaire: “Pour bâtir notre pays toujours plus beau, Autour d’un fleuve Majesté”.

Foi apenas em 2015 que os Congoleses mudaram o nome da província do Baixo-Congo, parte do rio próxima da foz, para o novo nome de Congo Central no sentido de parte central do território dos Bacongos ou do reino do Congo, o que foi um absurdo porque o território no centro do Antigo Reino do Congo deveria estar entre a parte norte e sul, pois tratava-se de territórios do norte do reino (área verde) e apenas parte da província do baixo Congo fazia parte do Reino do Congo, sendo que a margem norte nunca fui território do rei de Mbanza Congo.

O facto de o rio ter o nome de Congo nada tem de extraordinário, sendo apenas uma convenção geográfica adoptada pelos Europeus; do ponto de vista do Reino do Congo, o rio era apenas um rio grande que nem definia a sua identidade, chamavam ao rio nzere o zadi, ou rio que engole outros rios, ou seja, um grande rio. Aliás, este nome nem se repetia ao longo do rio, que tinha vários nomes; por exemplo, perto da nascente chamava-se Lualuaba e era apenas um rio pequeno como muitos outros. Do ponto de vista Europeu, fazia sentido chamar este rio de Congo por ser o maior rio da costa do Reino do Congo, mas era apenas uma questão de conveniência.

Ter o mesmo nome significa ser a mesma coisa ?

Para as mentes simples, o facto de duas coisas terem o mesmo nome significa que sejam a mesma coisa; aliás existem vários exemplos em que uma mesma palavra se refere a coisas totalmente diferentes, por exemplo a palavra Libolo refere-se a uma localidade de Angola, mas usa-se como insulto na RDC, ao mesmo título que a palavra Kona, que significa o lado seco da ilha e que foi usado como nome de um modelo de carro, significa o mesmo insulto em Angola.

Porque tanta pseudo-historia ?

Para o Afrocrata, a história tem de ser reescrita tanto por ser falsa por ser escrita por brancos e por ser vergonhosa por ter sido protagonizada por brancos… e por isto qualquer coisa que exalta o Africano, mesmo que neste caso sejam alguns Africanos, os Congoleses da RDC à custa dos Angolanos e dos Congoleses da República do Congo. Estes ataques têm a sua origem na ausência de uma identidade Congolesa coesa, que os leva a adoptar as fantasias afrocratas e a atacar os países com identidades nacionais, Angola e Congo Brazza-ville.

Leitura do artigo :

Resumo do Artigo:

Fontes:

https://fr.wikisource.org/wiki/La_fondation_de_l%E2%80%99%C3%89tat_ind%C3%A9pendant_du_Congo_au_point_de_vue_juridique

https://fr.wikipedia.org/wiki/Exp%C3%A9ditions_pr%C3%A9ludes_%C3%A0_la_fondation_de_l%27%C3%89tat_ind%C3%A9pendant_du_Congo

O mito do “pagador de impostos” em Angola

O mito do “pagador de impostos” em Angola

A Administração Geral Tributária de Angola (AGT) tem reforçado, nos últimos anos, um discurso que apresenta o cidadão como “pagador de impostos”. A retórica, importada de países onde o Estado se financia essencialmente através da tributação da economia real, procura legitimar uma ideia de responsabilidade fiscal que não corresponde à realidade angolana.

Em Angola, mais de 70% da receita do Estado provém directamente da renda petrolífera — uma fonte de financiamento que existe independentemente da participação da maioria da população, comparável à renda de uma herança. Na prática, a maior parte dos cidadãos recebe em serviços públicos mais do que paga em impostos. O IVA, por exemplo, representa menos de 5% da arrecadação total. Invocar esse imposto como argumento para exigir mais serviços públicos é, na verdade, reclamar acesso a recursos gratuitos, mascarados de “dinheiro dos impostos devolvido ao povo”.

Em países de economia socializada e fortemente tributada, como o Reino Unido ou Portugal, o discurso do contribuinte tem lógica: o Estado confisca uma parcela significativa do rendimento individual e limita o acesso a alternativas privadas. A existência de um Serviço Nacional de Saúde, nesses casos, é apresentada como um projecto nacional que justifica a própria razão de ser do Estado. No entanto, o custo real é a deslocação de capital do sector privado para o público, impedindo que serviços privados surjam de forma natural.

No contexto angolano, a lógica é outra. Os impostos não representam uma transferência massiva de riqueza da sociedade para o Estado, mas antes criam uma deslocação de responsabilidade moral: os cidadãos adoptam uma atitude passiva diante de problemas locais, sob o argumento de que “pagam impostos” e, portanto, cabe ao Estado resolvê-los.

A análise do economista Milton Friedman ajuda a compreender esta diferença. Ele distingue quatro formas de gastar dinheiro: gastar o próprio dinheiro consigo mesmo; gastar o próprio dinheiro com outros; gastar o dinheiro dos outros consigo; ou gastar o dinheiro dos outros com terceiros. Apenas o primeiro caso gera preocupação genuína com preço e qualidade. No entanto, a socialização da despesa, comum em modelos estatizantes, situa-se no último caso — onde prevalecem a ideologia, a política e, muitas vezes, a corrupção.

A questão central para Angola é: como utilizar a renda petrolífera? A resposta mais justa seria investir em despesa pública geradora de capital — infra-estruturas duráveis que aumentem a produtividade e as oportunidades económicas. Em vez disso, uma fatia relevante da receita é canalizada para consumo imediato, como subsídios aos combustíveis ou à cesta básica, medidas de efeito curto e sem impacto duradouro.

O Problema de Angola esta no excesso de despesas publicas, que pode ser mais facilmente resolvido pelo corte da despesa publica, ao invés do método indirecto do aumento de impostos, não que os impostos não possam ter um efeito benéfico de ordenamento económico.

Actualmente, menos de 10% da população economicamente activa está no sector formal privado. Já os funcionários públicos, que representam cerca de 6% da população, também dependem directamente da renda do petróleo. Este quadro revela que o discurso do “pagador de impostos” em Angola não só é deslocado, como mascara o verdadeiro debate: a necessidade de transformar a riqueza petrolífera em bases sólidas para o desenvolvimento futuro.

Mucabais vs Nanheca-Humbi, uma viagem no tempo.

Mucabais vs Nanheca-Humbi, uma viagem no tempo.

O limite da Economia de Subsistência.

O conflito entre os Mucubais e Nanhecas-umbi no Namibe ilustram a realidade da vida em Angola antes da Conferencia de Berlim, antes da fundação do Estado de Angola.

Pois estamos diante de duas sociedades que vivem ainda de uma economia de subsistência, na qual colhem apenas os frutos da terra e sem a capacidade aumentar a sua produção, sendo a frequentes migração eram necessárias para encontrar novas terras férteis ou ainda não esgotadas pelos seus ocupantes. Mesmo a agricultura de queima cai na mesma categoria, pois os solos produzem ate ser esgotados, sem que haja esforço de melhor por meio de fertilizantes ou irrigação.

Sendo que a competição por estes recursos constitui uma ameaça a própria sobrevivência da comunidade, e se justifica rapidamente o uso da violência.

Sim, existia comercio entre grupos, ate mesmo de longo curso, mas este acontecia apenas depois dos grupos terem atingindo um equilíbrio militar, depois de guerras, ou temerem a perca de um bem valioso que recebiam do comercio.

Como a Economia moderna lida com a escassez.

Isto me lembra a pedra da Gabela, situada no centro da cidade, aonde centenas de pessoas lavam sua roupa todos os dias, sendo um instrumento útil criado pela natureza. Se aparecer um grupo de um imigrantes amanha, que também tenha necessidade usar a mesma pedra em detrimento dos nativos, isto criaria obviamente um conflito pela pedra entre os dois grupos, na economia pré-moderna.

Porem, na economia mercado, moderna, haveria muitas formas de se resolver o problema: novas pedras poderiam seria criadas de modo a aumenta a quantidade de zonas de lavagem, por exemplo com tanques de lava roupa, ou os nativos poderiam vender a pedra aos imigrantes em troca de um bem valioso que tenha uma utilidade igual ou mesmo superior, ficando assim ambos grupos ricos.

A inviabilidade da Economia de subsistência.

Como no caso dos agricultores mexicanos, perdurar no uso pouco eficiente da erra na logica da economia de subsistencia, naquele caso para caca ao inves de agricultura moderna, iria produzir menos riqueza e mais pobreza

A necessidade da centralização.

O conflito entre os Luvale e os Lunda-Ndembo, Cazombo, similar ao conflito entre os Mucubais e os Nanheca-umbi por ser também por competição local por recursos limitados no quadro de uma economia de subsistência, ilustra os perigos da descentralização administrativa em um pais com diversidade étnica e tribal, pois um dos problemas do conflito era a desconfiança que os Luvales tinham das Autoridades Províncias, e da por isto da Policia, por ser predominantemente Catchokwe e suspeitavam estes de terem motivos ocultos, seja por serem aliados ou por instrumentalizar os Lunda-Ndembo. O poder local do Estado virou uma arma no quadro do conflito tribal, com cada grupo sabendo que lutam por um recurso limitado e a sua perca constitui uma questão da sobrevivência da comunidade, ja que a lógica tribalismo admite apenas o estado de ser humano para os membros da tribo, restando ao derrotado o exílio ou ser assimilado.

No caso do conflito Luvale vs Lunda-Ndembo, a solução foi negociar em Luanda, pois a ausência de uma interesse pessoal do Presidente da Republica constitui uma garantia de que este vai agir com justiça, respeitando os interesses dos dois povos.

Russos presos pelo SIC: Golpe de livro ?

Russos presos pelo SIC: Golpe de livro ?

Os noticias sobre a detenção de dois russos e dois Angolanos incitaram uma onda de sarcasmo sobre um “golpe de papel” e terrorismo do livro que lembra os 15+2, porem se os governos dos países que passaram pela onda da “revolução colorida”, uma vasta campanha de instigação de desordem publica com o objectivo que instalar Governos pro-Americanos nos países da Antiga União Soviética e do Pacto Varsóvia, tivessem preso alguns conspiradores, as imagens seriam exactamente as mesmas: livros, material de comunicação e dinheiro.

O elemento armado destas operação entram em jogo apenas na sua conclusão e nem precisa de ter comunicação com o elemento subversivo. No caso Angolano, os russos pertecem a “African Politology”, uma filial do Grupo Wagner que fez subversão Anti-Francesa na Africa do Oeste em represalia ao apoio de Paris a Ucrania, correspondendo assim aos equivalentes Americanos que são o United States Agency for International Development, the National Endowment for Democracy and its funded institutes, George Soros’s Open Society Institute, Freedom House, and the International Center on Nonviolent Conflict.

Leitura recomendada sobre o assunto:

Template Revolutions: Marketing U.S. Regime Change in Eastern Europe

GT Investigates: US wages global color revolutions to topple govts for the sake of American control.

Burkina-Faso e Wagner.

A Africa Politology fez propaganda a favor do Ibraim Traore, um golpista admirado por activistas e Afrocratas em Angola, alias o seu golpe foi largamente celebrado nas redes sociais Angolanos e ate mesmo por políticos como Marcolino Moco por meio de uma inversao ja familiar, acusar o PR JLO de ser golpista quando este denunciou o golpe militar do Traore.

Russian propaganda: How Moscow uses disinformation in Africa.

Claro que a leitura não esta em causa, do mesmo jeito que ler um livro sobre Agricultura não seria suficiente para me acusar de ser Agricultor, porem ler e ter experiência anterior no ramo sugere que não seja apenas uma leitura por lazer.

Estamos diante de dois russos pertencem a um agência de desinformação a favor de um regime, que parte oposição Angolana quer imitar, que estiveram em contacto com dois Angolanos, primos, um jornalista, que foi pago para fazer entrevistas, o segundo responsável pela mobilização de um grande partido de oposição e que serviu de guia para os Russos … isto deveria ser suspeito em qualquer pais do mundo.

Os acontecimentos do 28 de Julho de 2025 – A Vitoria do Caos.

Festival de fake News

Não há greve.

Primeiro, uma greve só existe quando os membros de um sindicato aderem de maneira voluntaria a greve, sendo que desde o momento que se intimida membros para parar de trabalhar, como aconteceu em Luanda, já estamos diante de uma organização mafiosa.

Segundo, a greve dos membros da ANATA não pode em nenhum momento ser imposta, como aconteceu em Luanda e com vídeos das redes sociais que o provam, ser impostas as a taxistas de outras cooperativas, a transportes públicos, que foram apedrejados, ou a motoristas particulares, por grupos de vândalos.

Não há greve absurda.

Uma greve não pode ser feita por motivos absurdos, neste caso os táxistas fazerem greve contra a decisão de subida da tarifa tomada pelo governo, é uma greve absurda porque cada taxista tem a capacidade de não cobrar 300kz.

Aliás, os táxistas que usam carros eléctricos e a gasolina não tem impedimento em continuar a cobrar 200kz … Mesmo os que usam gasóleo poderiam ter cobrado apenas 220kz para cobrir o aumento do custo do gasóleo.

O absurdo continua quando sabemos que os taxistas são apenas empregados dos donos dos carros, porque que estão não são consultados?

Estou a fazer uma greve contra algo que eu posso mudar, eu sou uma pessoa seria!

Manifestar ao contrario.

Precisamos manifesta, a subida do gasóleo esta a piorar o custo de vida !
Mais meu caro ativista, a segurança dos estabelecimentos comerciais constitui um dos maiores custos de qualquer actividade económica, logo o vandalismo das lojas vai se encarecer o custo de todos bens e produtos para compensar o que foi roubado, aumentar a segurança e evitar zonas perigosas relocalizando as lojas em zonas mais caras da cidade.

Manifestantes ditadores.

Como é possível que você que reclama da repressão policial durante as manifestações reprima quem não queira se manifestar? Isso não faz sentido.

Os acontecimentos de hoje provam que a nossa constituição esta certa em exigir notificação as autoridades para permitir uma manifestação, contrariamente aos activistas que querem nos impor um direito ilimitado a manifestar que significa, na pratica, o reino do caos.
Quem precisa de ser protegido, durante uma manifestação, não são os manifestantes, são as pessoas que não estão a manifestar. Pessoas como os donos das lojas, das cantinas, o motorista que teve de defender diante de uma turma que queria o linchar, como outro que teve ser Kia Sorento que foi incendiado, como os trabalhadores de varias lojas saqueadas, como os milhões de Angolanos que vão agora viver na pobreza com preços mais altos.
Mais o activistas lutam pelos direitos ! … Quem votou neles ? Quem escolheu eles como lideres vitalícios ? Que os deu o direito de sequestrar a voz do Povo ?
Notem que mesmo um ditador, quer apenas ser obedecido, enquanto que estes activistas querem roubar o nosso direito de pensar, se proclamaram donos da voz do povo.

O Direito de destruir Angola.

Algumas pessoas justificam os acontecimentos de hoje pela “fraca instrução escolar das pessoas”, mas a verdade esta no discurso político comum a todos os partidos políticos de Angola: 1) Dizer que Angola tem muita riqueza (mentira), 2) dizer que a pobreza do Angola tem sua culpa exclusiva do Estado (mentira), e conversa da fome (outra mentira)

Estes 3 elementos, juntos, dizem ao publico Angolanos que seriam pessoalmente livres de qualquer culpas pelas circunstancias de suas vidas e que Angola seria um pais intolerável (que o obriga a viver na pobreza ao invés de um Dubai), sendo por isto legitimo destruir o pais porque um pais melhor vai ser reconstruido depois da Revolução.

Mesmo sem instrução escolar, qualquer Angolano, pobre ou rico, entende uma forma deste discurso, esquerdista, que destrói o nosso pais.

Se Angola é o pior país do mundo, logo Angola pode ser destruída para ser salva. Agora entendem porque que a lenda negra de Angola é um discurso de incitação a violência e genocídio ?

Sonhos de adultos imaturos.

Está conversa de “não é o país que nos sonhamos” é de uma imaturidade patética. O sonho é um estado irracional em que os efeitos não tem causa, aliás se parece muito com o desejo, porém está é o estado consciente de uma boa parte dos angolanos, sonham em viver no Dubai : viver de renda sem trabalho.
Mas que país queremos ? Querer é desejar algo e aceitar os pressupostos necessários para atingir o objetivo. Em Angola desejamos apenas a riqueza, porém não estamos interessados nos pressupostos necessários para a riqueza: poupança e trabalho.
Sonhamos que o país tem alguma fonte infinita de riqueza, que uma vez a revolução transitada, seja suficiente para apagar 50 anos de ociosidade.
O país que queremos é o país que vimos hoje, pobre e cheio de criminosos de foro comum.
Os que se alegram com isto, oportunistas, acham que vão surfar a crista do tsunami do caos, e serem os líderes de um nova Angola mais miserável que hoje.
O que importa é saber se este é o país que queremos

Estas pessoas escolheram participar de manifestacoes violentas, sabendo dos riscos, pelo menos uma, a Cafrique, foi vitima de um acidente.

Nos não escolhemos viver na pobreza futura, isto foi nos imposto por um bando de criminosos que saquearam a cidade e que agora vão afugentar investimentos.

Dizem que vai ser um caos, e depois de ser um caos, dizem que foi o caos por manipulação do regime … pessoal esquizofrénico.

Se as manifestações do tempo do Inocêncio fossem pacíficas, as de hoje não seriam vandalismo, ele e a turma dele são autores morais desta barbaridade, incitarem isto até se materializar.
Ele escolheu enfrentar a polícia aquele dia, e apenas a família dele está a pagar o preço.
Daqui para diante milhões de angolanos vão ficar mais pobres sem terem escolhido isto, porque alguns milhares decidiram fazer vandalismo.

“O homem-massa odeia a tranquilidade, a meditação, o silêncio ou qualquer coisa que lhe dê possibilidade de penetrar nos recônditos da alma. Ele tem necessidade de ruídos, ajuntamentos, de ter o rádio ligado, mesmo que não esteja prestando atenção. Precisa de evasão. Necessita fugir de si mesmo.

É muito sensitivo à propaganda e, geralmente, tem no seu jornal diário um colunista favorito que pensa por ele. Para evitar a solidão, ele recorre a um ‘ersatz’ de comunhão com os outros, em nights-clubs, festas e diversões coletivas. Mas, de cada uma delas, ele retorna mais solitário do que antes.”

— Ortega y Gasset, “A Rebelião das Massas”

A benevolência mafiosa

Nos “aconselham a ficar em casa” … afinal de conta, assim ficamos a salvo da violência de seus pupilos, e depois a nossa ausência vai ser usada para provar o sucesso de suas manobras, do mesmo jeito que os taxistas que estacionaram os carros por medo de vandalismo agora provam o sucesso da suposta greve.

Se JLO, presidente da Republica, nem manda em mim, porque vou obedecer a um bando de lumpenos ?

A inversão Revolucionaria.

Os activistas nos dizem, dois dos quais estariam salvos em seus palacetes lisboetas, nos dizem que o verdadeiro vandalismo esta no “desgoverno de Angola”, ou seja podemos destruir a vontade, depois os iluminados, que nunca geriram uma cantina, vem fazer um governo de salvação nacional.

O Amigo Português.

Gostaria de saber do Chegano Congolês se o Vandalismo que está a acontecer em Luanda hoje é a Democracia que o Venturinha defende …

Proponho que os manifestantes do dia 28 de julho recebam asilo em Portugal, afinal de contas, como disse o André Ventura, precisam de democracia e fugir da Miséria.

Seriam excelentes eleitores do Chega, precisam ser protegidos das represalhas do Regime Angolano.

Um texto de 2023 relevante : O povo está cansado de não ter aquilo que não consegue ter.