27 de Maio: uma Mentira histérica, e a historia a serviço da Política.

27 de Maio: uma Mentira histérica, e a historia a serviço da Política.Um dos defeitos da cultura angolana é dizer as coisas não por serem verdade, mas por serem vantajosas para o nosso projecto político ou pessoal, sendo que o Mito do 27 de Maio como genocídio é uma arma para que uma parte do MPLA se vingue de outra parte do MPLA e para a UNITA atacar o MPLA como um regime sanguinário e totalitário. Este mito está consolidado no imaginário popular e apoiado por livros como Purga em Angola de Álvaro Mateus e Dalila Cabrita Mateus ou 27 de Maio do general Fragoso.

Os problemas com a forma consagrada no imaginário popular sobre o 27 de Maio são:

  1. Sensacionalismo: Genocídio, carácter excepcional, número de vítimas, anacronismo.
  2. Conveniência política.

Genocídio?
A intenção ao usar a palavra “genocídio” para descrever o 27 de Maio reside, primeiro, no analfabetismo funcional de quem quer dizer que “morreu muita gente”, quando, a rigor, o termo significa o extermínio deliberado e sistemático de um povo ou grupo para pôr fim à sua existência. Ora, isto não aconteceu em Angola, onde se mataram rivais políticos, e não membros de uma etnia ou grupo religioso. Por exemplo, exterminar uma tribo de Khoisans seria um genocídio; porém, matar adeptos do Kabuscorp seria apenas uma chacina, pois não impediria o surgimento de novos adeptos. Além disso, buscam-se paralelos automáticos com o Holocausto ou o Genocídio Ruandês, criando uma equivalência inexistente, mas que incute repulsa no ouvinte — táctica desonesta típica de sofistas.

Carácter Excepcional do 27 de Maio
Todas as revoluções comunistas têm, quase sempre, uma purga após a conquista do poder. O método usado pelo MPLA contra seus rivais internos foi o mesmo empregado contra a UNITA, FNLA e civis entre 1974 e 1975. É irónico e indecente retratar o episódio como um massacre de “vítimas virginais” por “demónios sanguinários”, quando, como lembrou Justino Pinto de Andrade (então militante do MPLA), a narrativa de um “movimento democrático destruído” é um anacronismo: todos eram revolucionários, e uma vitória nitista resultaria em massacre de netistas. A escolha não era entre democracia e tirania, mas entre grupos que disputavam o controle da tirania.

Número de Vítimas
É facto que houve mortes no 27 de Maio, mas a narrativa do genocídio infla estimativas de 10.000 a 500.000 mortos. Na ausência de dados oficiais (o processo de emissão de certidões de óbito ainda está em curso), a lógica sugere números menores. Artur Queiroz, em seu livro sobre o tema, argumenta para cerca de 10.000 vítimas, baseando-se no número de militantes do MPLA (alvo principal), na população urbana da época e no facto de Angola ter apenas 6 milhões de habitantes — um massacre de centenas de milhares teria gerado uma crise de refugiados maior que a de 1974-75.

Concluindo
Um dos defeitos da cultura angolana é a subordinação da inteligência à conveniência, construindo a história não pela verdade, mas por interesses políticos. Isso empobrece o discernimento colectivo: se não entendemos o passado (com dados abundantes e tempo para reflexão), como lidaremos com o presente (de informação parcial e urgência)?

O voto é inútil se o eleitor é um idiota.

Lamenta-se a morte das vítimas, mas é preciso acabar com o culto da mentira.

A 7 sete eixos da UNITA para 2022, ou como falar sem dizer.

Estão em curso dois grandes problemas no mundo que afetam directamente Angola, e ausentes dos sete eixos do Partido que quer ser governo.

Os 7 sete eixos fundamentais do projecto de Governo da UNITA, para as eleições de 2022, apresentado pelo Adalberto da Costa Junior (ACJ) no Facebook, parece ser um exercício de montagem de colar de bunginganga, em que cada peça é adicionada ao fio pelo seu valor estilístico individual e não pela harmonia do conjunto, ao invés da harmonia lógica de frases que descrevem problemas reias e as soluções correspondente, estamos diante de um amontoado de palavras agradáveis aos ouvidos do eleitor Angolano.

Governo Participativo e Inclusivo, Nova Cultura de Governação

Programa Integrado de Emergência Nacional

Combate à Fome e à Pobreza (CFP)

Igualdade de Oportunidades

Reestruturação da Economia

Pluralismo na Comunicação Social

Valorização da Família

Adalberto da Costa Junio, 7 sete eixos fundamentais da UNITA, no Facebook.

O Economista José Macuva tem um excelente texto criticando cada um dos pontos, se for do seu interesse, sendo que aqui gostaria de por ênfase na ausência dos dois grandes problemas da actualidade no programa do Partido que quer ser governo em Angola: A Crise Mundial de Abastecimento de Alimentos e o Golpe de Estado Pandemia da OMS.

1- A Crise de Abastecimento de Comida causada pela Guerra na Ucrânia, contra a qual o Governo do MPLA tentou se preparar com a Reserva Estrategica Alimentar, sob a chuva de critica de uma UNITA , que não apresenta um plano alternativo, e que pelo contrario divulga uma retórica de apologia ao roubo de alimentos que pode dar cobertura aos motins da fome que podem acontecer se a crise piorar.

2- O Golpe de Estado Pandemia da OMS, uma tomada de controle sobre os governos nacionais sob desculpas do combate a Pandemia do COVID-19 pelo Império Americano, que tem como luva a OMS, e que será eternizada pelo “Tratado Global de Prevenção das Pandemias” que permitirá a decretar Estados Epidemiológicos sem consultar o Governo Nacional, e deste modo tomando o controle de seu sistema de saúde sob ameaça de embargos e sanções.

Parlamento Europeu Discute o Tratado Global de Prevenção das Pandemias.

A UNITA nada tem a dizer sobre o assunto e passou a Pandemia a insistir que o Governo não estava fazer o suficiente para combater a covid e que “morrem muita gente por aí nos bairros” segundo o ACJ, enquanto que o MPLA conseguiu criar uma política de “Hipocrisia Soberana”: 1) Anunciar que vai aplicar todas as medidas absurdas da OMS, 2) fingir incompetência para aplicar o mínimo de medidas necessárias para fazer propaganda televisiva, 3) manter o sistema de saúde sob controle do Governo Central. Isto permitiu que a maioria das pessoas vivessem a “pandemia” de maneira normal.

Uma UNITA desejosa de “mostrar trabalho” iria se comportar como a oposição da “Democratic Aliance” da África do Sul, que aplica de modo histérico as mesmas medidas da OMS no Governo Provincial da Cidade do Cabo, que o governo central do ANC, sob a esperança de impressionar as “instâncias internacionais” na esperança de receber algum apoio, mesmo as ditas medidas prejudicam seus eleitores e povo.

Esta cegueira da UNITA com o que passa a sua volta se manifesta no cavalo de batalha que escolheu, a fraude eleitoral, quando a Embaixadora Americana no Brasil ordena que não seja questionado a segurança das maquinas eleitorais, sendo que duvido que queiram ouvir falar do assunto da boca de um opositor de um pais do terceiro mundo, ao menos que queiram uma mudança de governo.

Sacrificar a Verdade em nome do Poder deveria ser um preço demasiado alto a pagar.

A 7 sete eixos da UNITA para #Angola 2022, ou como falar sem nada dizer.

Os 7 sete eixos fundamentais do projecto de Governo da UNITA, apresentado pelo Adalberto da Costa Junior na pagina de Facebook do Partido, parece ser um exercício de montagem de colar de bunginganga, em que cada peça, ou palavra, é adicionada ao fio pelo seu valor estetico individual para o cliente e não para o peso lógico do conjunto, pois é apenas um amontoado de palavras agradáveis ao eleitor Angolano, seja rural ou urbano.

Governo Participativo e Inclusivo, Nova Cultura de Governação

Programa Integrado de Emergência Nacional

Combate à Fome e à Pobreza (CFP)

Igualdade de Oportunidades

Reestruturação da Economia

Pluralismo na Comunicação Social

Valorização da Família

Adalberto da Costa Junio, 7 sete eixos fundamentais da UNITA, no Facebook.

O Economista José Macuva tem um excelente texto criticando cada um dos pontos, porem me chamou a atenção o ultimo, a “Valorização da Família”, pois é uma área em que a UNITA e seu presidente poderiam ter um impacto sem estar no governo, porem nota-se um silencio e uma ausência de acção concreta. Isto pode ser explicar por dois motivos: uma paralisia mental causada pelo preceito ideológico que tem o Estado como único agente da Sociedade, ou uma falta de sinceridade que se resume do cinismo que diz que “os problemas são urgentes porem devem esperar pela nossa vitoria”.

Estes setes pontos parecem o discurso de um charlatão, que diz que vai concertar tudo, menos a coisa mais urgente e muito menos a causa dos problemas. Estas campanhas eleitorais parecem conquista amorosas.

Pois o que esta acontecendo no mundo neste momento ? Muita coisa, porem nenhuma delas são tocadas pelos “setes eixos” da UNITA, sendo as duas mais importantes:

1- A Crise de Abastecimento de Comida causada pela Guerra na Ucrânia, contra a qual o Governo do MPLA tentou se preparar, com a Reserva Estrategica Alimentar, sob a chuva de critica de uma UNITA que não apresenta um plano alternativo alem do beeletrismo e verboreia demagogica.

2- O Golpe de Estado Mundial Americano, que impõem o controle indirecto do Império Americano sobre os governos nacionais sob desculpas do combate a Pandemia do COVID-19, pelo intermédio da OMS, e que sera eternizada pelo “Tratado contra as Pandemias”, que permitira a OMS decretar Estados Epidemiológicos sem consultar o Governo Nacional, e deste modo tomando o controle de seu sistema de saúde sob ameaça de embargos e sanções. A UNITA nada tem a dizer sobre o assunto, alem de repetir o que a OMS diz, para apresentar uma imagem de bom Mocismo, enquanto que o MPLA conseguiu criar uma política de “Hipocrisia Soberana”: 1) Anunciar que vai aplicar todas as medidas absurdas da OMS, 2) fingir incompetência para aplicar o mínimo necessário para fazer propaganda, 3) manter o sistema de saúde sob controle do Governo Central.

Comentário de José Macuva sobre a agenda governativa da UNITA.

Comentário de José Macuva sobre a agenda governativa da UNITA.

A UNITA está preparada e pronta para governar Angola com todos para o bem de todos. A nossa agenda governativa terá no centro das atenções, a realização plena do angolano, por via da implementação do programa de emergência nacional assente em sete eixos fundamentais, tais como:

– Governo Participativo e Inclusivo, Nova Cultura de Governação

– Programa Integrado de Emergência Nacional

– Combate à Fome e à Pobreza (CFP)

– Igualdade de Oportunidades

– Reestruturação da Economia

– Pluralismo na Comunicação Social

– Valorização da Família

Adalberto da Costa Junior, nota da Pagina Oficial da UNITA no Facebook, 15 de Maio de 2022

Texto de José Macuva Chipalanga:

A UNITA na pessoa do seu presidente apresenta-nos a sua linha de força assente nos setes pontos abaixo.

Devo dizer a respeito que em primeiro lugar os políticos não realizam tarefas que eles prometeram nas eleições. A acção de todos governos é elaborada depois que estejam no poder, atendendo os interesses do seu grupo de apoio, nomeadamente empresários e políticos.

Ainda assim, se quisermos dar o benefício da dúvida, muitas outras questões precisam ser esclarecidas. Para um leitor exigente, o importante não é apresentar o que irão fazer, mas sim como irão fazer isso. Nós precisamos uma explicação detalhada de como pretenderão alcançar as vossas propostas.

Por exemplo:

1- O que é isso de governo participativo e inclusivo? Um governo onde convivam comunistas, socialistas democráticos e libertários como eu por exemplo? Como isso iria se operacionalizar cada um puxando para o seu lado? Em que base assenta essa ideia de nova cultura de governação?

2- Em que assenta esse Programa Integrado de Emergência Nacional? Qual é o fundamento desse programa?

3- O actual governo também tem um programa de Combate à Fome e à Pobreza, que diga-se tem sido um fiasco completo é servido mais para os políticos drenarem o erário. É dos programas mais defendidos por políticos. E aí, como vocês combaterão a pobreza? Aliás, como é que se combate mesmo a pobreza? O que é mesmo a pobreza? Não estarão também imbuídos do engodo de confundir os diferentes níveis de padrões de vida com a pobreza? Vocês também não são da ideia de que todo mundo que vive em zonas rurais é pobre e fundamentar o vosso programa na base de assistencialismo? Eu escrevi um artigo sobre a pobreza, e tudo o que digo é que a pobreza não se combate com assistencialismo, mas sim com a liberdade. Liberdade significa menos estado importunado a vida dos produtores, menos impostos, burocracias e o respeito absoluto pela propriedade privada e contratos. Liberdade é a terra ser propriedade privada. Será isso que vocês defendem?

4- Igualdade de Oportunidades é o que? Que todos sejam iguais perante a lei? Como operacionalizar isso com sistema de legislação que como sabemos visa exclusivamente defender o interesse dos políticos?

5- Reestruturação da Economia, parece-me o ponto mais importante. Como se estrutura uma economia? Quererá isso significar diversificar a economia, que no fundo é dirigismo econômico? Sendo a economia, a lógica da acção humana, como bem diagnosticou Ludwig Von Mises, como é que se reestrutura? Vocês têm um sonho e querem que todos nós lutemos para concretizar o vosso sonho? Será que reestruturar a economia é uma especie de tornar o Huambo em Lisboa, ou Paris, para não falar em Califórnia? Voltando a Mises, ele dizia que a tarefa de um economista é dizer ao governo o que não deve fazer. Será isso que vocês pretendem? Já agora quem é o economista que coordena a política econômica da UNITA? Quais são os seus posicionamentos? É comunista, keynesiano, Chicaguistas?

6- Nos países mais liberais e por sinal desenvolvidos, não existe isso de Ministério da comunicação social, tão pouco agências reguladoras de jornalistas. É isso que pretendem?

7- Valorização da Família, como? Com toda depravação social causada pela política, união forçada de famílias, com o estado querendo chamar para si a educação das crianças, com um sistema judicial exótico, como poderão valorizar a família? O que é que está a corromper as famílias nacionais?

Por fim alguma das minhas questões. Que modelo de governo defendem para o nosso País? Pensam em alguma forma de descentralização real? ( não estou a falar da autarquia)

Qual modelo educacional vocês defendem? E o sistema judicial? Como pretendem gerir os recursos provenientes do petróleo?

Enfim, não basta manifestar uma cartilha de intenções, é preciso um política real e meios adequados para esses fins.

Lei das Empresas de Sondagens e Pesquisas de opinião, ataque a Democracia em Angola ?

Lei das Empresas de Sondagens e Pesquisas de opinião, ataque a Democracia em Angola ?

Olhamos a coisa pelo outro lado: Como impedir que falsas sondagens ou sondagens com amostras irrelevantes, sejam lançadas antes da eleição com o objetivo de influenciar a eleição ou lançar acusações de fraude ?

Tendo em conta falta de honestidade e charlatanismo medio do angolano, o critério precisa ser um pouco elevado para evitar que activistas do barato fiquem a criar sondagens como meios de propaganda.

Existe uma sondagem credível em um pais do tamanho e população de Angola que foi feito por dois ativistas em um fim de semana ?

Desenho de Sergio Piçarra.

> Nas vésperas da realização das eleições gerais, o Executivo propôs à Assembleia Nacional, a discussão da Lei sobre as sondagens e inquéritos de opinião. Entre outras coisas, a proposta estipula 15 MILHÕES de Kz como capital mínimo para abertura de empresas de sondagens, e que as sondagens ANTES de serem publicadas devam passar PRIMEIRO pelo “crivo” do Executivo.

>Sonda bem para se dar bem!

Angola Semana 14 : O Shopping Racista e os bailarinos, e a Revolução abortada.

A semana numero quatorze em em Angola teve dois acontecimentos que me pareceram curiosos e sintomáticos do estado da cultura Angolana:

Primeiro temos o caso do Belas Shopping e dos bailarinos mumuilas:

Estamos diante de um caso da primazia da acusação, em que a alegação do acusador tem artigo de fé, como aconteceu no caso Simão Hossi contra o café del Mar, que foi também um caso de falsa acusação de racismo que assenta apenas no testemunho da suposta vitima. Nos dois casos se analisando os factos se chega a conclusão que algo não bate certo, por exemplo porque que um grupo de dança andaria todo juntos e vestidos com seus trajes de dança e instrumentos apenas para almoçar, como diz na nota de repudio ? Talvez vieram ou iam para uma actividade, porem a nota não diz, o que me leva a suspeitar que o objetivo era de realizar um numero de dança no Shopping sem a autorização, o que torna justificáveis a decisão da direção de pedir a sua retirada do espaço. Porem nas redes a discussão se perdeu em acusações de racismo e que não se respeita a cultura local em Angola, quando, é simples: O Dono de um espaço privado decide quem pode entrar e o que pode ser feito nele.

A Revolução abortada.

Luaty Beirão esta a lamentar que não haja grandes protestos de rua enquanto faltam apenas 4 meses para a eleição presidencial em Angola, apesar do “assalta claro a soberania”, reconhecendo deste modo o fracasso do plano da Terceira Revolução da UNITA, que apelava para uma revolução de cor a base de protestos de rua persistentes para quebrar a resistencia das forças de segurança, talvez o plano da UNITA seja de o fazer depois da eleição, porem parece que o Luaty acha que deveria ser antes. Porém esta claro que apesar da histeria das redes sociais, dos jornais de oposição, e dos discursos políticos, alem da profecia do mecânica de sociologistas, que “pobreza igual revolução”, que existe uma falta de entusiasmo real no seio para população para votar, o que pode ser notado pelo facto que a as filas dos BUAP foi inferior as da loja da Africel, apesar da prorrogação do período de registo. Porem o Luaty quer provar que o MPLA é incapaz de vencer por meio de um inquérito de intenção de votos, que realizam em vários municípios, ignorando os dados de sua propria contagem paralela que deu ao JLO uma maioria simples na eleição passada. Estando o inquerito ainda em curso, tem piada que as ativistas que participam ao mesmo estão a ser vitimas de cantadas na rua …

Porém o problema real que o inquérito não é saber quantos Angolanos apoiam o MPLA e a UNITA além do mero voto, de modo duradouro e ao risco de suas próprias vidas, se por exemplo as coisas caminharem para uma confrontação violenta, como acontece por exemplo no Kenya, pois é facil dizer ou mesmo votar contra, porem por a sua vida em risco para esta escolha são outros quinhentos.

Alguém entende a guerra entre a Ucrânia e a Rússia em Angola ?

Alguém entende a guerra entre a Ucrânia e a Rússia em Angola ?

O Paroquialismo e provincianismo das analises Angolanas sobre a invasão Russa da Ucrânia estão me deixando doente, pelo volume ininterrupto de estupidez ditas. Porem o que esta realmente acontecendo não esta a ser dito na TV e muito menos escrito nas redes sociais.

Primeiro, esta guerra, e uma eventual vitoria russa, esta no interesse de todos os países envolvidos, ate mesmo da própria Elite ucraniana. Estamos diante de um teatro.

Para os russos o objetivo a curto prazo é de afastar o risco da NATO usar a Ucrânia como base para ameaçar a Rússia europeia, pois a incapacidade de defender a parte Europeia levara a uma perca da parte Asiática China e Japão, o objectivo a longo prazo é absorver 40 milhões de Europeus brancos para afastar o risco dos Russos se tornarem minoritários no espaço Russo.

Para parte da Elite Europeia, Franceses e Alemãs inclusive, a vitoria Russa elimina o risco da Ucrânia se transformar em um vassalo Armado e entusiasta dos EUA na Europa, se juntando assim a Polónia, e convença os outros países europeus a aderirem a criação de uma capacidade militar europeia autónoma que põem fim ao a presença Americana no continente Europeu. A Guerra também servira de pretexto perfeito para avançar a agenda do Great Reset da WEF, pois o embargo contra a Rússia, supostamente usado como retaliação pela invasão, servirão para justificar o aumento dos custos da energia como forma de controle social e político sob desculpas de “energias verdes”.

Para os nacionalistas de todas as Europas, na Europa, America, Africa e Australasia, a derrotada da Elite Diversitaria no Poder em Washington pode finalmente por o fim a cinco décadas legalista farisaica e um crença no poder da palavra, de negação de seu direito a existir, e de um altruísmo suicida a beneficio de outros povos ao detrimento do seu, que se manifestara para uma renovação das elites, poderemos voltar ao Espírito Europeu do século passado, que se manifesta de momento apenas na Rússia e nos países Asiáticos. O Autor Francês Driss Ghali diz que será como as derrotas de 1940 para a França e de 1967 para o Egito, que permitiram uma renovação Nacional diante da necessidade de lidar com um novo problema. Pois contrariamente aos Angolanos, choramingas profissionais, existem povos que precisam do sofrimento como estimulo da inteligência e da coragem.

Para a Elite Ucraniana a derrota permitira sua emigração para a Europa, com bilhões de dólares roubados do Estado Ucraniano em escândalos que envolvem o próprio filho do Biden, para serem funcionários da União Europeia sem duplas lealdades, desempenhando no topo a mesma função do proletário imigrante extr-europeu em baixo, ao qual se juntara os milhões de refugiados ucranianos, diluindo o poder das resistências nacionais a integração Continental.

Se o Trump fosse presidente a guerra não aconteceria não por ele ser “mais forte que o Biden”, mesmo que talvez seja melhor assessorado, mas porque ao escolher a China como seu inimigo principal, por representar perigo a longo prazo, Trump alinhou os interesses dos EUA aos interesses da Rússia, pois esta teme a perca de seus territórios asiáticos reivindicados por Beijing e estava disposta a esquecer seus interesses Europeus em troca de um bem maior.

A Rússia não é menos democrática que os Estados Unidos e o bloco ocidental na pratica. Sim a fraude eleitoral Russa chega a ser carnavalesca, porem a arquitetura eleitoral Americana foi criada para que “alguns milhares de boletins encontrados a noite” sejam suficientes para ter o resultado desejado, e se por ventura o povo votar mal o sistema dos partidos e judiciário permite bloquear qualquer medida contraria a vontade da Elite. As democracias respeitam a vontade popular ? Digam em quais eleições os povos Ocidentais votaram para imigração em massa e exportação de sua industria para a China ?

Putin é um tirano que reprime seus adversários e prende manifestantes ? No Canada os protestos dos camionistas acabou com milhares de pessoas tendo suas contas no banco geladas, na França os coletes Amarelos foram espancados e baleados pela policia a queima rouba com canhões, e nos Estados Unidos Cidades inteiras são incendiadas em motins permitidos pelas autoridades como instrumentos de intimidação da população dissidentes. Vamos parar de ser idiotas que acreditam apenas no rotulo sem olhar para a essência da coisa, afinal alguns de nos aceitaria beber agua, querendo cerveja, apenas porque o rotulo da garrafa diz ser cerveja ?

As pessoas tem um desejo doentio de comentar em assuntos que pouco entendem, O Angolano deve aprender a ficar calado quando desconhece um assunto. Se o Angolano é incapaz de examinar de forma objetiva e racional um assunto em que não tem um interesse directo e nem um sentido de urgência, com será capaz de analisar um assunto que lhe afeta directamente ? A mentira é uma forma de corrupção da alma, mesmo quando feita na melhor das intenções.

Não se trata da emergência de novo Hitler, de uma tentativa de roubar os “recursos naturais da Ucrânia”, um conflito entre democracia e ditadura ou uma consequência da fraqueza de Biden comparado ao Trump… seria muito mais razoavel explicar tudo por uma suposta hexá-avo Malanjina de Putin.

Sim podem existir outros motivos, a minha lista não é exhaustiva porem eu não me arriscaria de ir alem de meus conhecimentos do caso, sendo que recomendo o historiador Francês Filipe Fabry até criou uma boa teoria de ciclos historicos Europeus que explica bem os actos de Putin.

Resenha de BronzeAge Mindset, mentalidade da era do Bronze, e escrita pelo Pervertido da Era do Bronze, BronzeAgePervert ou BAP.

Resenha de BronzeAge Mindset

A mentalidade da era do Bronze, e escrita pelo Pervertido da Era do Bronze, BronzeAgePervert ou BAP, um autor anónimo da galáxia direitista ocidental europeia, é um convite para escapar da vida fungal moderna, que mistura as baixas aspirações da cultura de subsistência, limitadas a a reprodução dos números e satisfação de necessidades animais (comer, sentir prazer, se reproduzir), com as correntes invisíveis do mundo moderno, com suas leis e certezas hipócritas, ambas apresentadas como deuses imparciais quando são na verdade pretextos maleáveis e modificados, para satisfazer os desejos da elites e as neuroses do proletariado.A mentalidade da Era do Bronze é um convite para o poder individual, fisicamente em um corpo capaz de suportar e oferecer a morte,

psicologicamente na rebelião contra as normas arbitrárias. A vida não deveria ser boa por ser longa e conformada aos padrões da sociedade, mas por sido intensa e ter quebrados limites. Aliás quão bom seria morrer na flor da Idade, no comando de sua potência máxima, depois de ter submetido o mundo ao seu mando.Alcibíades, César, Bob Denard, Roussel, e outros que seriam bem vindos no “Banquet des Soudards” de Bernard Lugan.

conquistadores, autocratas, aventureiros, Mercenários, e outros longe da barata de escritório do mundo moderno. Estamos longe do “reproduzei vós e enchei terra, e mais próximos da julgamento dos servos que receberam o talentos, em que se pergunta porque que occupar espaço por mera necessidade de respirar é um uso judicioso do dom da consciência humana. A tua passagem por este mundo será mais consequente que a de uma barata ? Pelo menos está terá espalhado alguma doença, agora tu, que recebeu a capacidade de ser um deus na terra, se tornaste uma bolsa flácida de gordura que se prostra diante de mulheres.Alguns leitores Angolanos pode. Ser seduzidos pelo apelo directo e claro ao golpe de Estado do livro, porém a ironia é que o autor faz chacota da democracia, este governo que submete a Elite, física e mental, aqueles quem o poder de mover o mundo, a opinião da turba, que tem o seu poder não por algo que fizeram, apenas por as avôs e mães decidiram se reproduzir mais que outros grupos.É um livro cheio de ideias nocivas aos bons costumes e a fé cristã, e pode fazer mal a muitos que o leiam, porém é na verdade destinados a poucos homens, apenas a aqueles que podem reincarnar o caos na terra e na história.

“Parem de nos matar”, ou como as feministas usam casos como da Yelissa Mendes para impor seu poder.

“Parem de nos matar”, ou como usam casos como o da Yelissa Mendes para impor seu poder.

As feministas, lideradas pelo Odjango feminista, responsabilizaram todos os homens Angolanos de forma colectiva por crime individuais cometidos por homens individualmente com seu slogan “parem de nos matar”, tornando todos os homens Angolanos cúmplices de um suposto genocídio das mulheres, dito de “feminicidio”, insinuando ainda um contra suposto vicio de justiça antes do caso ser sequer ter-se investigado ou julgado o caso. Foi o que aconteceu no caso de Rui Coelho, que matou a ex-namorada Yelissa Mendes no Huambo e foi condenado a 24 anos de prisão no dia 16 de fevereiro, isto apesar de denuncias de uma suposta cumplicidade do judicial para permitir ao acusado escapar da justiça, simplesmente por ter beneficiado do direito de aguardar julgamento em liberdade.



O Slogan “parem de nos matar” significa “Homens Angolanos, parem de matar as mulheres Angolanas”, como se estes crimes fossem cometidos de forma colectiva por todos os homens, seja como cúmplice ou apologistas, como se as mulheres fossem mortas apenas por serem mulheres, ao invés de serem vitimas crimes comum e que tem como alvo ambos sexos.

Quem matou a moça foi o criminoso, não foram todos os homens, e agora esta preso, e se depender da pluralidade dos homens nem vai sair vivo da cadeia, seja por pena de morte, ainda existisse esta possibilidade legal ou por iniciativa dos outros reclusos. Duvido que exista um homem honesto, e mesmo alguns criminosos, que aplaudiram este crime e muito menos que estariam dispostos a auxiliar o homicida. A calunia dos grupos ideólogos feministas foi de usar este crime para aumentar seu poder, criando uma narrativa de “uma onde violência sistemática contra a mulher” que deveria ser resolvida criando leis ao gosto das feministas, que seria consultadas como “representantes das mulheres”, lugar ilegítimo pois quem as escolheu ou voto para que tivessem tal lugar ?

A tactica feminista é similar a de outros movimentos revolucionários, como o agitição etno-raciais que teve sua encarnação Angolana no caso Alvaro Dala, e se a:

1- Mobilizar pessoas contra uma injustiça anunciada, antes de deixar que os processos legais tenham sequer a oportunidade de serem acionados, por exemplo alegando que o homicida da da Yelissa ou do Dala vão ser ilibados “porque todos sabemos como é em Angola”. Isto tem como efeito colateral destruir a fé publica nas instituições, que se vem negar mesmo a chance de tentar melhor, pois são taradas como injustas eternamente.

2- Misturar incidentes graves e raros com casos menos graves porém frequentes, por exemplo juntando na rubrica de “Violência contra a mulher” segundos as feministas inclui qualquer violência, desde homicídios a brigas de casais, passando por estupros ou raptos. O objectivo é de usar os casos graves para incitar a indignação moral do publico, e usar os casos menos graves para para criar a ilusão que os crimes graves são numerosos. Por exemplo o Odjango feminista fala em 62 mil casos de violência contra as mulheres, porem sem dizer quais são as diferentes categorias dos crimes envolvidos.

3- Fingir que as mulheres são vitimas de violência apenas por ser mulher, apenas por causa de seu género. Vejamos o exemplo do estupro, sim uma mulher estuprada o é por ser mulher, porem não porque o estuprador a odeia por ser mulher, mais que a mulher se adequa ao gosto sexual dele. Um pedófilo ou um estuprado homossexual o é apenas por serem crianças ou homens ? O mesmo acontece com crimes passionais, as causas imediatas que motiva o assasino individualmente são ignoradas a favor de causas colectivas imaginadas.

4- Erguer um boneco de palha chamado “estrutura de supremacia masculina”, supostamente criada pelos homens para dominar as mulheres, e podem apontar como prova o facto que os homens ocupam os lugares de poderes na sociedade. Porem porem alguém já viu uma campeonato de basquetebol ter uma equipe de golfe como vencedores ? Os homens ocupam a maioria dos cargos de poder porque os homens tem os atributos e os reflexos necessários para vencer em lutas por poder, apenas isto.

5- Fingir que um mundo sem mal é possível, tomando a erradicação absoluta de todos casos de violência como seu objetivo final, os feministas na verdade pedem poder infinito sobre a sociedade para punir crimes colectivos definidos por eles mesmos. Havera sempre casos de violência e de crimes, reconhecer isto, ou não ficar chocado por cada caso, não significa apoiar este estado de coisas, significa apenas ser adulto.

O filosofo Olavo de Carvalho explica este projecto utopico da mentalidade revolucionaria:

Como se opor a esta tentativa feminista contra a sociedade ?

Primeiro, deve se processar pessoas que façam acusações caluniosas contra o sistema de Justiça e o Estado, pois são destruidoras da fé no Estado.

Segundo, recusar e denunciar as narrativas de culpas colectivas masculinas para crimes praticados por pessoas individuais.

Que a Yelissa descanse em paz, e que o seu assassino receba a simpatia de seus colegas de penitenciaria.

A pobreza é anormal em Angola ?

O que tem em comum as palavras de ACJ, “Angola já não tem um povo que quer sofrer atoa”, do Bispo de Cabinda, “Vivemos uma miséria assustadora”, e do Abílio Kamalata Numa “Não é normal um homem viver na casa dos pais aos trinta anos”?

Exprimem o lugar comum que Angola deveria ser um pais rico, que a pobreza é uma anormalidade e o desenvolvimento um direito. Esta claro que dizem estas palavras para fins de mobilização eleitoral, pois a política de Angola se resuma a explicar porque que somos um pais pobre. Antigamente o MPLA apontava a guerra como causa da pobreza porem, depois da necessidade de afastar a tendência JES, passou a concordar com a oposição que o problema era era mesmo a corrupção. Porem é verdade que a pobreza é anormal em Angola ?

Dito de outro modo, o estilo de vida e a cultura do Angolano urbano permite o estilo de vida ocidental moderno que desejado ? Especifiquei Urbano pois um camponês que vive da agricultura de subsistência não é pobre segundo seus padrões, ele produz os produtos necessários para sustentar seu estilo de vida. Mesmo que de um ponto de vida monetário ele vive com menos de um dólar por dia, e chega a ser uma desonestidade o incluir nas estatísticas da pobreza.

Um dos principio básico da Economia moderna é que devemos produzir para consumir, sendo que parte do consumo do presente é sacrificada para investir na produção de amanha, investindo em equipamentos, conhecimento ou infra-estrutura, porem em Angola levamos esta lógica ao contrario, pensando que temos o direito de consumir independentemente da nossa produção. Alguém, algures, tem que pagar.

Sim sei que estou simplificando as coisas, até certo ponto, porem um exemplo simples de como consumimos sem se preocupar com a produção é que triplicamos a população de 2000 a 2022, passando de 15 a 45 milhões de pessoas, apesar da produção de alimentos tenha triplicado. Ao mesmo tempo que as pessoas choram que vivem em dificuldades e miséria, que a comida esta cara, porem fazem o mesmo numero de filhos que faziam quando a comida era barata. Nos países cujo o estilo de vida desejamos e queremos tanto imitar, uns até emigram a primeira oportunidade, um aumento do custo para a educação dos filhos se seguiu de uma redução do numero de filhos, pois as pessoas entenderam que era melhor ter menos filhos se pudessem lhes dar uma Universitária. A escolha contraria seria talvez valida, porem o que seria anormal é fazer escolhas que tornam impossível o objectivo desejado. Em Angola as pessoas não reflectem sobre o impacto de suas escolhas sobres suas condições de vida, pois a ideologia dominante lhe diz que ele é uma vitima de um sistema, de políticas publicas, um agente passivo. Sendo por isto que perduram em seus erros, os ensinando a sua progenitura, que os perduram, culpando o Estado pela consequência de seus actos.

Outro principio básico da Economia Moderna é a redução dos custos de segurança por meio de uma Cultura de Confiança, sendo que o empresário não precisa gastar excessivamente com segurança pois existe um respeito da propriedade privada, uma bem privado ou uma mercadoria pode ser abandonado sem supervisão por um tempo sem prejuízos. Sim existem criminosos e estes são reprimidos pela policia, porem estes são elementos marginais da sociedade, sendo por isto a origem da expressão “Marginal” que serve de sinonimo para criminosos em Angola. Porem em Angola temos uma cultura de desrespeito generalizado a propriedade privada, sendo que na verdades os Angolanos Honestos é que são os Marginais minoritários, pois tendo a oportunidade de roubar, a maioria dos Angolanos vai roubar. Isto aumenta os custos de fazer se negócios em Angola pois cada trabalhador, transeunte, ou mesmo parente é um potencial rapinador, ora até mesmo os parafusos de caminhos de ferro e de postos de alta tensão são judiados ! Esta cultura da rapina tem respaldo e apologia popular, quando vemos nas redes sociais pessoas justificando os assaltos aos camiões de alimentos, a criminalidade, prostituição, como justa “consequência da fome”. Parece que o estômago cheio é a única coisa que impede o Angolano de se transformar em Vandalo. Tendo em conta que o Governo e o Estado recruta seus funcionários no seio de seu povo, uma pratica socialmente aceitável ira se replicar no Estado, criando um estado de corrupção generalizado. Se a pessoa já é rapinador como cidadão privado, ele não mudara quando membro do Estado.

O investidor tem de gastar parte de seus lucros com segurança e sistemas de controle. Isto acaba sendo mais um custo que adiciona aos custos com transporte, energia, saneamento e impostos que deves pagar para ter um empreendimento em Angola. Sendo por isto que algumas empresas recorrem ao expediente de contratar estrangeiros de países com uma cultura mais honesta, porem isto enfurece aos Angolanos que gritam ao racismo … ao invés de reflectir sobre erros.

Obviamente que será difícil que as pessoas aceitam esta explicação, afinal não tem proveito político para nenhum dos Partidos envolvidos, e pode ate causar antipatia pois ninguém gosta de ouvir que tem culpas. Estou a dizer que o povo gosta de sofrer, que o povo não gosta de trabalhar ? Não, estou a dizer que os hábitos e actos do povo nas ultimas décadas não são compatíveis com o estilo de vida moderno que o povo deseja.

Responder que o Pais é rico em recursos naturais é como dizer que uma ambulância pode prevenir um atropelamento, pois os recursos naturais nos permitem apenas participar da riqueza de terceiros, trocando nosso petróleo pela comida da Argentina e pelos electrodomésticos chineses.

Primeiro, se estes perderem interesse em nossos recursos voltaríamos ao nosso estado de pobreza natural, como aconteceu ao Congo Democrático depois da queda dos preços do Cobre e o do Cobalto na década de oitenta.

Segundo, mesmo que a renda petrolífera fosse redistribuída ao povo, na forma de “boas condições de vida”, no final a população iria crescer até superar as receitas petrolíferas, gerando uma crise, como aconteceu com a Argélia. Isto esta a acontecer em Angola, quando vemos que a população passou de 30 a 45 milhões ao mesmo tempo que a produção petrolífera se mantém a volta dos 1 milhão de barris por dia durante os cinco anos.

A Arábia Saudita é actualmente o único pais produtor de petróleo que esta a tentar escapar da armadilha, sim parte dos “investimentos para diversificar a economia”, na boca de todos Angolanos, mas também por meio de uma mudança cultural que deixa claro que cada cidadão cidadão deve trabalhar produzir o que ele quer consumir, pois o tempo de viver a custa de terceiros acabou.

A pobreza tem de parar de ser um escândalo, as vezes é uma maneira que o universo encontrou para te dizer que estas no caminho errado, talvez tens de mudar, parar de desejar o que não podes conseguir, ou produzir mais para poder consumir. Talvez um quarto filho ou namorada, seja uma má ideia.

Como dizia Ortega e Gasset, “A vida é o que você faz, e o que te acontece”, porem em Angola temos apenas em conta a segunda parte, porque permite a oposição atacar o partido no poder, ao ponto de reduzir a sociedade e as pessoas ao estado de elementos inertes, e permite ao partido no poder fingir ser uma entidade super-poderosa que pode resolver nossos problemas em troca da lealdade.