A pobreza é anormal em Angola ?

O que tem em comum as palavras de ACJ, “Angola já não tem um povo que quer sofrer atoa”, do Bispo de Cabinda, “Vivemos uma miséria assustadora”, e do Abílio Kamalata Numa “Não é normal um homem viver na casa dos pais aos trinta anos”?

Exprimem o lugar comum que Angola deveria ser um pais rico, que a pobreza é uma anormalidade e o desenvolvimento um direito. Esta claro que dizem estas palavras para fins de mobilização eleitoral, pois a política de Angola se resuma a explicar porque que somos um pais pobre. Antigamente o MPLA apontava a guerra como causa da pobreza porem, depois da necessidade de afastar a tendência JES, passou a concordar com a oposição que o problema era era mesmo a corrupção. Porem é verdade que a pobreza é anormal em Angola ?

Dito de outro modo, o estilo de vida e a cultura do Angolano urbano permite o estilo de vida ocidental moderno que desejado ? Especifiquei Urbano pois um camponês que vive da agricultura de subsistência não é pobre segundo seus padrões, ele produz os produtos necessários para sustentar seu estilo de vida. Mesmo que de um ponto de vida monetário ele vive com menos de um dólar por dia, e chega a ser uma desonestidade o incluir nas estatísticas da pobreza.

Um dos principio básico da Economia moderna é que devemos produzir para consumir, sendo que parte do consumo do presente é sacrificada para investir na produção de amanha, investindo em equipamentos, conhecimento ou infra-estrutura, porem em Angola levamos esta lógica ao contrario, pensando que temos o direito de consumir independentemente da nossa produção. Alguém, algures, tem que pagar.

Sim sei que estou simplificando as coisas, até certo ponto, porem um exemplo simples de como consumimos sem se preocupar com a produção é que triplicamos a população de 2000 a 2022, passando de 15 a 45 milhões de pessoas, apesar da produção de alimentos tenha triplicado. Ao mesmo tempo que as pessoas choram que vivem em dificuldades e miséria, que a comida esta cara, porem fazem o mesmo numero de filhos que faziam quando a comida era barata. Nos países cujo o estilo de vida desejamos e queremos tanto imitar, uns até emigram a primeira oportunidade, um aumento do custo para a educação dos filhos se seguiu de uma redução do numero de filhos, pois as pessoas entenderam que era melhor ter menos filhos se pudessem lhes dar uma Universitária. A escolha contraria seria talvez valida, porem o que seria anormal é fazer escolhas que tornam impossível o objectivo desejado. Em Angola as pessoas não reflectem sobre o impacto de suas escolhas sobres suas condições de vida, pois a ideologia dominante lhe diz que ele é uma vitima de um sistema, de políticas publicas, um agente passivo. Sendo por isto que perduram em seus erros, os ensinando a sua progenitura, que os perduram, culpando o Estado pela consequência de seus actos.

Outro principio básico da Economia Moderna é a redução dos custos de segurança por meio de uma Cultura de Confiança, sendo que o empresário não precisa gastar excessivamente com segurança pois existe um respeito da propriedade privada, uma bem privado ou uma mercadoria pode ser abandonado sem supervisão por um tempo sem prejuízos. Sim existem criminosos e estes são reprimidos pela policia, porem estes são elementos marginais da sociedade, sendo por isto a origem da expressão “Marginal” que serve de sinonimo para criminosos em Angola. Porem em Angola temos uma cultura de desrespeito generalizado a propriedade privada, sendo que na verdades os Angolanos Honestos é que são os Marginais minoritários, pois tendo a oportunidade de roubar, a maioria dos Angolanos vai roubar. Isto aumenta os custos de fazer se negócios em Angola pois cada trabalhador, transeunte, ou mesmo parente é um potencial rapinador, ora até mesmo os parafusos de caminhos de ferro e de postos de alta tensão são judiados ! Esta cultura da rapina tem respaldo e apologia popular, quando vemos nas redes sociais pessoas justificando os assaltos aos camiões de alimentos, a criminalidade, prostituição, como justa “consequência da fome”. Parece que o estômago cheio é a única coisa que impede o Angolano de se transformar em Vandalo. Tendo em conta que o Governo e o Estado recruta seus funcionários no seio de seu povo, uma pratica socialmente aceitável ira se replicar no Estado, criando um estado de corrupção generalizado. Se a pessoa já é rapinador como cidadão privado, ele não mudara quando membro do Estado.

O investidor tem de gastar parte de seus lucros com segurança e sistemas de controle. Isto acaba sendo mais um custo que adiciona aos custos com transporte, energia, saneamento e impostos que deves pagar para ter um empreendimento em Angola. Sendo por isto que algumas empresas recorrem ao expediente de contratar estrangeiros de países com uma cultura mais honesta, porem isto enfurece aos Angolanos que gritam ao racismo … ao invés de reflectir sobre erros.

Obviamente que será difícil que as pessoas aceitam esta explicação, afinal não tem proveito político para nenhum dos Partidos envolvidos, e pode ate causar antipatia pois ninguém gosta de ouvir que tem culpas. Estou a dizer que o povo gosta de sofrer, que o povo não gosta de trabalhar ? Não, estou a dizer que os hábitos e actos do povo nas ultimas décadas não são compatíveis com o estilo de vida moderno que o povo deseja.

Responder que o Pais é rico em recursos naturais é como dizer que uma ambulância pode prevenir um atropelamento, pois os recursos naturais nos permitem apenas participar da riqueza de terceiros, trocando nosso petróleo pela comida da Argentina e pelos electrodomésticos chineses.

Primeiro, se estes perderem interesse em nossos recursos voltaríamos ao nosso estado de pobreza natural, como aconteceu ao Congo Democrático depois da queda dos preços do Cobre e o do Cobalto na década de oitenta.

Segundo, mesmo que a renda petrolífera fosse redistribuída ao povo, na forma de “boas condições de vida”, no final a população iria crescer até superar as receitas petrolíferas, gerando uma crise, como aconteceu com a Argélia. Isto esta a acontecer em Angola, quando vemos que a população passou de 30 a 45 milhões ao mesmo tempo que a produção petrolífera se mantém a volta dos 1 milhão de barris por dia durante os cinco anos.

A Arábia Saudita é actualmente o único pais produtor de petróleo que esta a tentar escapar da armadilha, sim parte dos “investimentos para diversificar a economia”, na boca de todos Angolanos, mas também por meio de uma mudança cultural que deixa claro que cada cidadão cidadão deve trabalhar produzir o que ele quer consumir, pois o tempo de viver a custa de terceiros acabou.

A pobreza tem de parar de ser um escândalo, as vezes é uma maneira que o universo encontrou para te dizer que estas no caminho errado, talvez tens de mudar, parar de desejar o que não podes conseguir, ou produzir mais para poder consumir. Talvez um quarto filho ou namorada, seja uma má ideia.

Como dizia Ortega e Gasset, “A vida é o que você faz, e o que te acontece”, porem em Angola temos apenas em conta a segunda parte, porque permite a oposição atacar o partido no poder, ao ponto de reduzir a sociedade e as pessoas ao estado de elementos inertes, e permite ao partido no poder fingir ser uma entidade super-poderosa que pode resolver nossos problemas em troca da lealdade.

Porque fazemos as coisas ?

Um Angolano comentou “quanto que lhe pagam [para ele fazer esta loucura]” no vídeo de um Agente do esquadrão Motociclista armado da Policia Nacional Angola, vulgarmente chamados Pin e Puk, por andarem aos pares como os códigos dos Cartões dos celulares, que estava em prontidão para disparar, em pé em uma motorizada em andamento, algures na autoestrada Fiel de Castro em Luanda. Existe uma premissa que deveríamos fazer alguma coisa apenas se formos remunerados por ela, se houver uma recompensa imediata e direta.

Agente da Policia Nacional Acrobata

Porem podemos fazer as coisas pelo amor da perfeição, fazer a arte pelo amor da arte em si. Porque é lindo ser-se mestre de si mesmo e da matéria. Poder aparecer uma oportunidade de recompensa, pois ela pode nunca aparecer, ou se aparecer podemos ter tantos concorrentes que possas não se capaz de capturar a oportunidade.

Falta muito disto em Angola, por isto que todos os dias ouvimos lamentos sobre pessoas que concursos superiores e que não encontram colocação “adequada” ao seu novo estatuto. Porém valeria a pena para eles fazerem seus cursos mesmo se não tivessem colocação ?

Se educar não é apenas completar um numero de provas e assistir um volume de matéria em um tempo determinado, se educar é absorver na sua personalidade o que se aprendeu ao ponto de fazerem parte de nossa personalidade, ao ponto que podemos ver e moldar o mundo sem pensar usando o que aprendemos. Talvez o agente da policia aprendeu a ficar em pé como mera brincadeira, porem com esta arte ele agora pode fazer algo que seria antes impossível.

Existe uma teoria que precisamos de 10.000 horas de pratica para nos tonarmos mestres em uma arte, porem como podemos fazer isto se não queremos realmente a coisa ? Querer não é apenas dizer, e ainda mais pensar pois não se mexem os lábios, que queremos a coisa desejada, isto todo o mundo faz isto é apenas desejar, querer é agir de forma constante e consistente o que é necessário para se atingir o Estado ou Objeto desejado. Resumindo, “Desejar” é almejar a consequência sem aceitar ou mesmo procurar perceber a causa, enquanto que “Querer” é aceitar as causas como caminha para a consequência.

Não é possível ao desejar apenas as consequenciais da Educação, o bom emprego e o status social, que sejas realmente educado, mesmo que ele consiga repetir o que ele aprendeu. Pois uma vez removido o incentivo, o bom emprego ou o status Social, como manter o foco ? Sem a causas, a consequência não existe.

De tanto esperares pela recompensa para aprender, nunca aprenderas o suficiente para ser recompensado.

Uma das consequenciais disto é a abundância de “manuais básicos” sobre este ou aquele assunto em Angola, todo o mundo esta a repetir os básicos de sua disciplina, poucos tentam responder a um problema presente, prever um futuro ou interpretar de maneira mais clara o passado, pois tratou-se apenas de um ritual para atingir dinheiro e fama, não foi educação. Devemos parar de transformar a educação em ritual para aquisição de riqueza, um Angofoot pela venda fasciculos e leituras de slides.

A Polémica sobre o inicio da Guerra Colonial: 4 de Fevereiro vs 15 de Marco ?

A Polémica sobre o inicio da Guerra Colonial: 4 de Fevereiro vs 15 de Março ?

Um dos sintomas do baixo nível do discurso político de Angola, esta nesta luta para saber “quem iniciou a guerra contra o colono”, pois se assume que quem iniciou a luta teria legitimidade para governar.

Como se fosse um cheque eterno que da direitos no presente, por conta de feitos do passado ou qualidades imutáveis como a pertença tribal, independentemente das suas capacidades atuais. O que importa é de saber quem tem atualmente a capacidade e legitimidade para Governar Angola.

Insistir no eufemismo de “Luta Armada” para tentar escapar do facto que a guerra iniciou no 15 de Março, com chegada do Contingente Expedicionário Português para por fim aos massacres e a campanha de terror da UPA no Norte, como se pode ler no livro “Angola Heroica, 120 dias com os nossos Soldados [Portugueses] no Congo”, de Artur Maciel, apenas para evitar dar protagonismo a FNLA, mostra apenas que temos uma cultura política primitiva que recusa a nuance, quer adaptar os factos ao nossos interesses. Trata-se de uma tendência a historio-Génesis, em que só nos sentimos bem se a historia eterna da humanidade culmina em nos e nossa causa.

Deveríamos mudar , e retirar o elemento emotivo e de direito por conta de qualidades imutáveis, qualidades de culturas do ócio que desejam ter sem trabalhar, e adoptar elemento de meritocracia reconhecendo o mérito do vitorioso, mesmo que não gostamos dele, apenas por ser verdade.

A verdade deve ser o critério, ao invés da utilidade dos eventos para nossa causa política. Os Oposicionistas tem a mesma tendência, embriagados pela certeza que lutam por uma “Causa Nobre”, criam uma contra narrativa a seu favor, perpetuando, em novas roupas, o erro.

Infelizmente temos o preconceito que apenas o partido no Poder tem a pratica de manipular os eventos para criar propaganda positiva, como na Alegoria da Caverna, porem os Oposicionistas também fazem contra manipulação, e ao invés de sairmos ao sol para ver a realidade, saímos de um teatro de sombras para outro, com mitologias sobre a inocência Virginal do Nito Alves, que foi um massacre unilateral e negando o Golpe de Estado Nitista ou fingindo, como advertiu o Justino de Andrade em uma palestra sobre o 27 de maio, que se interrompeu uma revolução democrática, impossível no contexto histórico de 1977. Os gritos de denuncia a fraude eleitoral quando o MPLA tem mais que 1% dos votos, ou a Angelização do Jonas Savimbi são outros exemplos desta pratica perniciosa.
Sejamos adultos, o mundo será sempre composto do Bem e do Mal, quem se apresenta como o eterno representante imaculado do Bom deveria ser sempre alvo de suspeita.

Tendo escrito isto tudo, ainda assim aprecio que o MPLA tenha escolhido um acto militar, tomar de assalto uma cadeia para libertar presos, para marcar o inicio da guerra colonial do que o massacre de civis indefesos, brancos e negros, um acto de cobardia vergonhoso aos olhos do mundo e da historia. A nossa anseio de criticar deve nos cegar aos bons feitos de nossas vitimas?

Chinese Thought from Confucius to Cook Ding, Roel Sterckx

Chinese Thought from Confucius to Cook Ding, Roel Sterckx

“O pensamento chinês contém pouca reflexão sobre ontologia ou epistemologia… é centrado no ser humano e orientado para a prática… como devemos viver, organizar a sociedade e garantir o bem-estar dos outros”

“Deixe mil escolas de pensamento lutarem! Ah, você discorda de mim? Bom, talvez não faça isso então. Além disso, você está preso”

“Praticamente todos os estadistas (do período dos estados em guerra) meditavam sobre um princípio central… os regimes políticos operam com mais eficiência quando o poder está concentrado nas mãos de um único governante… como se organiza um estado para obter vantagem sobre seus rivais”.

O primeiro censo da China em 2 dC registrou uma população de 60 milhões em mais de 12 milhões de famílias.cPara comparação. Na época, o Império Romano e a China constituíam aproximadamente 40% da população mundial

Versão chinesa do ciclo “homens fracos/tempos difíceis”. Muito a considerar! “Os senhores tornam-se arbitrários e intemperantes, eruditos desempregados se entregam a discussões irracionais”. Twitter? Os efeitos do Ócio dos Estudiosos tem sido uma calamidade para a humanida.

Luanda foi fundada pelos Portugueses, apesar dos argumentos dos Afrocratas.

Luanda foi fundada pelos Portugueses, apesar dos argumentos dos Afrocratas.

A ideia de que Luanda não foi fundada por Paulo Dias de Novais no dia 25 de 1576, exposta no jornal de Angola por Ruis Ramos, alegando uma suposta “controvérsia histórica” inexistente, e pelo movimento Afrocrata, na pagina de Facebood do Isidro Fortunato ou em entrevistas a TPA pelo Historiador Felipe Vidal, esta simplesmente errada, sendo que este texto vai fazer a síntese e refutação de seus argumentos, para afastar mais uma ideia nociva, para a inteligência nacional.

Os argumentos contra a fundação Portuguesa se resumem a afirmar:

  1. Existência de uma população Africana em Luanda.
  2. Existência de uma cidade Africana em Luanda.
  3. Que celebrar a fundação de Luanda constitui uma apologia ao colonialismo.

Existiu uma população Africana em Luanda?

Sim, existia uma população Africana na zona de Luanda, atestada em textos Portugueses, que vivia em uma aldeia na ilha de Luanda, que estava dedicada a colheta dos Zimbos sob a supervisão de uma guarnição do Rei do Congo. O erro dos Afrocratas esta na sua premissa oculta de que uma cidade só pode apenas ser fundada em uma zona sem população, como aconteceu por exemplo com Alexandria no Egipto quando foi fundada por Alexandre Megas, porem existem  casos como Roma, criada pela amalgamação das aldeias pré-existentes nas suas famosas sete colinas, e as diversas aldeias e fortalezas que foram ampliadas ao longo do tempo para se transformar em cidades.

A origem Africana do nome “Luanda” e vários bairros da cidade é apresentada como prova da “Africanidade” de Luanda pelos Afrocratas, como se tratasse de uma informação oculta, porem acaba sendo mais um sintoma de sua tendência a síntese confusa, de amontoar informações irrelevantes para dar a impressão de erudição e cansar o leitor. Na verdade, os Portugueses nunca pretenderam fazer passar a palavra “Luanda” por portuguesa, até porque a cidade foi fundada com o nome de “São Paulo da Assunção de Luanda”, sendo da “São Paulo da Assunção” o nome da cidade e de “Luanda” um adjetivo referente a zona em que estava localizada, provavelmente perguntaram a um africano ao chegar a baía qual era o nome do lugar. Cidades com nomes compósitos tem uma longa tradição no Ocidente, como as varias Alexandrias fundadas por Alexandre o Grande. A forma curta Luanda foi talvez consagrada pelo uso talvez para evitar confusão com a mais famosa São Paulo no Brasil.

Existiu uma cidade Africana em Luanda?

Não existiu, nem segundo os padrões europeus e nem segundo os padrões dos Africanos Bakongos, que viam diferença entre uma Mbanza e as aldeias, sendo que nunca mencionaram qualquer Mbanza na zona de Luanda. Diante destes simples fatos os Afrocratas recuam para o relativismo e viram sofismo, fingindo demência, alegam alternativamente que os Africanos não tinham conceito de cidade naquela altura, argumento desmentido pela existência de Mbanza Kongo, ou que não existiam para os Africanos diferença entre uma aldeia e uma cidade, sendo que existia uma cidade de Luanda Africana pois existiu uma aldeia Africana na ilha de Luanda. Seria o equivalente a dizer que os “povoamentos” do Sumbe, Caputo e Ngangula sao igualmente cidades.

Outro ate alegam como prova a localização de Luanda no território do Reino do Ndongo … como se cada metro quadrado de um reino ou pais esta coberto por uma cidade, coisa inusitada que acontece apenas em cidades-estados como Singapura ou Hong Kong.


Vamos aceitar, para fins argumentativos, a existência de uma aldeia/cidade Africana na ilha de Luanda e nos perguntar quais de suas características organizam a actual cidade de Luanda?

Se existiu, seu impacto esta longe de casos como de Istambul, que conserva até hoje o arruamento e centenas de edifícios da Antiga Constantinopla, alem de ainda ter as mesmas funções administrativas, comerciais e culturais, apesar de ser ao serviço de uma nova bandeira. Que parte da Cidade da Luanda actual reflecte a suposta “cidade originaria Africana”?

Os Afrocratas insistem nesta aldeia Africana na ilha de Luanda, mencionada como primeiro Abrigo dos Portugueses na Baia de Luanda, pelo valor simbólico e cultural actual, sendo que para muitos precisa se ir a Ilha para se conhecer plenamente Luanda, porem antes da construção da ponte que a liga ao continente a ilha pelos portuguese na década de quarenta, esta esteve a margem da cidade de Luanda, que se definia então pelo pelo seu porto voltado ao comercio transatlântico e para abastecer o interior, as suas fortalezas que a protegiam de ataques vindos do mar, suas casas orientadas a volta da marginal de Luanda, e finalmente pela sua população composta de Europeus, Africanos assimilados a cultural europeia e Africanos de cultura nativa, porem estas duas componentes Africanas nem são vestígios da suposta aldeia/cidade Africana da ilha de Luanda, sendo pelo contrario composta de imigrantes atraídos pelas oportunidades económicas da cidade Europeia, sendo que os primeiros vieram de Cabinda por exemplo.

Esta Luanda que conhecemos, apenas passou a existir com a chegada de Paulo Dias de Novais.

Celebrar a fundação de Luanda constitui uma celebração do colonialismo?

A última fase dos argumentos Afrocentristas, umas vezes refutados os dois primeiros, enveredam por longos argumentos sobre a suposta negação da história dos Africanos e glorificação dos horrores do colonialismo implícito na celebração da fundação da cidade por um “colonialista Português”. Deixando de lado os méritos ou deméritos do colonialismo, estamos diante de uma tentativa de negar os factos históricos que sejam negativos para o “seu povo”, o que corresponde a uma revolta contra a realidade. Que a fundação da cidade de Luanda tenha sido um acto de colonialismo de nada tem a ver com a veracidade histórica do facto, negar o facto por discordar com ele raia ao pensamento magico, como o homem que nega as provas da infidelidade de sua mulher por não suportar a dor. Por mais que seus argumentos sejam fortes e convincentes, o que aconteceu não desparece da existência. Seria como se os Chineses negassem a sua derrota na Guerra Sino-Japonesa para “não alimentar a narrativa de superioridade Nipónica”, muito pelo contrário, devemos aceitar a historia no seu todo para aprender com os erros e procurar soluções para os desafios do futuro.

O bem e o Mal fazem parte da vida, devemos sempre suspeitar de quem se apresenta como o bem perene e sem nuance.

Os Afrocratas camuflam este intento de manipular a historia sob a desculpa que a história “oficial foi uma narrativa portuguesa para justificar o colonialismo”, porem no final acabam criando uma narrativa de sinal invertido a seu próprio proveito. Ideologia Afrocentrista dos Afrocratas é uma forma de uma forma de “Historiogenesis”, que coloca o “homem Africano”, definido como qualquer pessoa de tom de pele que varia do castanho ao negro, no centro da historia, origem e culminação de todas as realizações e culturas, sendo por isto uma necessidade psicológica e logica negar a fundação Portuguesa de Luanda, pois em um mundo em que todo o bem foi feito pelo homem negro, o homem branco pode fazer apenas o mal. Não basta ser igual, devemos ser superiores.

Parece ser uma ideologia muito inovadora, porem tem muito em comum com atitude dos presidentes Africanos que apagam qualquer vestígio de seus antecessores e fingem que a história de seus países iniciou e culmina com eles, como se o domínio do passado garantisse o domínio do presente e do futuro. Esta atitude se manifesta na cultura Angolana pela luta de narrativas entre os partidos de Libertação Nacional sobre quem foi fundado primeiro ou quem iniciou a guerra colonial primeiro, como se o “primeiro” teria o “direito” natural de exercer o Controle do Estado Angolano, quando na verdade apenas o Capaz pode exercer o Poder, seja ao derrotar seus concorrentes por proezas Política, militar ou Económica. Sendo tragicómico que o MPLA, vencedor de todos os seus inimigos, deve perder tempo reescrevendo a história para justificar o que conquistou por mérito próprio.

Não se trata aqui de “defender os portugueses” ou de ser um “negro assimilado”, como gostam de dizer os Afrocratas, quando se encontram com um Angolano que duvida ou não partilha de suas ideias, trata-se de defender a verdade. Sendo que se o destino dos Povos é determinado pelo seu potencial intelectual, prostituir nossa inteligência para sustentar nossa autoestima ou seu desejo de ascensão social de algum será um preço demasiado alto.

Parvoíces dos Afrocratas : os portugueses não fundaram a Cidade Luanda, em Angola

Esta ideia parva é sempre repetida quando se dá o aniversário da cidade, argumentando que “já existiam pessoas a viver em Luanda, incluindo uma guarnição de Soldados do Reino do Kongo”,
argumentado que o nome Luanda significa “bater em kimbundu”, sendo que ja existia uma cidade Africana antes da ” fundação Luanda, originalmente de São Paulo da Assumpção de Loanda” por Paulo Dias de Novais. Para Afrocratas como Paulo Vidal, historiado e antropologo Angolano, isto significa que a cidade de Luanda foi anterior a fundação de Paulo Dias de Novais e por isto nao se deve celebrar o dia 25 de Janeiro.
Estamos diante de um argumento de homem de palha, primeiro supõem que uma cidade precisa ser criada em um terreno desabitado e vago, e segundo finge demência quanto ao que era uma cidade na época em que Luanda foi fundada.


Várias cidades foram criadas em zonas já habitadas, o caso famoso sendo as aldeias que ocupavam inicialmente as sete colinas de Roma, ou as várias cidades que cresceram a partir de fortalezas ou acampamentos militares. Sim algumas cidades cidades foram criadas em terrenos baldios, como Alexandria do Egipto, fundada por Alexandre o Grande.


No caso de Luanda existia uma guarnição de tropas do Rei Congo e provavelmente aldeias, porém isto não era uma cidade segundo os padrões dos Africanos e dos Portugueses no século 17, que partilhavam a ideia da cidade como um centro urbano de grandes dimensões, maior que uma aldeia e que tem várias actividades económicas, o que a diferencia de uma grande aldeia dedicada a agricultura. Mbanza Kongo era considerada uma cidade Africana, a maior de todas no Reino do Kongo, porem porém não temos qualquer descrição Portuguesa, Holandesa e Africana sobre a existência de tal cidade Africana aonde agora existe Luanda, quando temos por exemplo para uma cidade Africana no Soyo, apesar de ser muito mais pequena que Mbanza Kongo. Temos textos e vestígios que atestam a existência de Mbanza Kongo, Kindoki, Mbumbi, Soyo e outras cidades da época. Porem isto pouco importa para o Afrocrata, seus argumentos apelam varias vezes ao orgulho, afinal como podemos nos Africanos Negros podemos celebrar o que foi feito por um homem Europeu Branco, e a mera possibilidade aberta raras vezes apoiadas por provas. Sim muito pode ser possível, porem apenas algumas aconteceram.

Os Kongos tinham um conceito de cidade cujo o maior exemplo era Mbanza Kongo, sendo que na baia de Luanda nao se encontrava uma cidade Africana similar a Mbanza Kongo, porem o Afrocrata quer fingir que estamos diante de um problema de nomenclatura, e que basta ter duas cubatas para que os Africanos considerassem o Local uma Cidade, uma Mbanza.

Seria o equivalente a dizer que o Sumbe, Caputo e Ngangula sao igualmente cidades.
Alem que mesmo que existisse uma cidade Africana no local agora ocupado por Luanda, depois de 400 anos de presença portuguesa que vestígios sobra dela ? Estamos longe do Caso de Istambul que conserva até hoje o arruamento e centenas de edifícios da Antiga Constantinopla. Que parte da Cidade da Luanda actual reflecte a suposta “cidade originaria Africana” ?

Mesmo os Musseques de Luanda, a parte mais Africana da cidade actual, tem a sua origem na necessidade de mao de obra depois da expansão moderna de Luanda depois de 1945. Dar nomes a uma zona esta longe ser suficiente para que esta seja considerada uma cidade, sendo que o argumento de que os vários pontos de Luanda tem nome Africanos acabam ser irrelevante.


Negar a fundação Portuguesa de Luanda é uma necessidade meramente psicológica do Afrocentrismo, uma ideologia adequada a mentes imaturas que não conseguem aceitar que existe um passado ante de si, sendo que tem a necessidade de modificar o passado par criar um narrativa que culmina em si mesmo, um exemplo desta atitude está nos presidentes
Africanos que apagam qualquer vestígio de seus antecessores e fingem que o mundo iniciou com eles.

As Loucuras Afrocentricas de Isidro Fortunato, Capitan Mor do Movimento Afrocrata em Angola.


Porem concordo em parte com o sentimento Afrocentrista, pois Luanda na qualidade de Cidade Portuguesa em África deixou de existir em 1975 quando foi esvaziada de sua população Lusitana, sendo que foi ocupada em ampliada por uma nova população e poder político Africano que esta a moldar a cidade, talvez deveríamos passar mais tempo a pensar como fazer isto de modo a conseguir um resultado que seja agradável a seus habitantes ao invés de projetos inúteis para negar a historia, sendo que o próximo passo será propor mudar o nome da cidade para algum amontoado de fonemas que soa Africano como foi feito na África do Sul.


Quando o Luaty Beirao vem nos dizer que “Luanda nao tem solução e que devemos construir uma nova Capital”, ele comete o erro lógico de querer a consequência sem a causa, pois uma cidade acabara sempre sendo o produto de uma cultura, seja de modo organizado pelo seu governo, seja pelo acumulado dos actos de dos indivíduos que a compõem, hora se Luanda reflete hoje a cultura Angola com sua desordem e sua falta de foco, um kuduro urbano, porem nao apenas porque sejamos desorganizados por natureza, mais também porque estamos diante da primeira tentativa de uma cidade uma cidade Africana moderna administrada por nos mesmos em Angola, a nossa cultura ainda criou os códigos e mecanismos para lidar com esta novidade.

Memoryholed: propaganda do apocalipse do COVID do comunista chinês publicada pela mídia ocidental no início de 2020

Memoryholed: propaganda do apocalipse do COVID do comunista chinês publicada pela mídia ocidental no início de 2020.

Lembra-se de toda a propaganda apocalíptica ChiCom COVID publicada pela mídia ocidental no início de 2020? Não posso acreditar que me apaixonei por algumas dessas bobagens amadoras de PCC. As imagens abaixo contêm alguns exemplos.

Fatos de Hazmat se adapta a todos os lugares:

Descontaminando cidades inteiras com caminhões gigantes pulverizando tudo:

Soldando os cidadãos em casas (a atuação nesses clipes pseudovirais foi particularmente ruim):

CCP usando caixas estranhas e tubos de plástico para transportar as pessoas como um filme de zumbi:

COVID transformou médicos chineses em africanos (“Os ocidentais são racistas, eles vão acreditar nisso, certo?”).

Cadáveres se amontoando nas ruas:

Hospitais temporários enormes (todos vazios, é claro), ruas vazias, mais trajes anti-perigo:

70% dos pais do Cunene Odeiam os filhos

Um exemplo do uso da pobreza como pornografia política, ou seja apenas para criar indignação para fins políticos, e não porque se queira encontrar suas causas e procurar a solução que lidam com estas, esta na febre actual de publicar sobre a precariedade das escolas em Angola.

Este exercício segue o mesmo padrão, mostra se uma imagem ou noticia “chocante” de escolas e alunos, como prova do mau trabalho do governo e a necessidade de mudança, concebido de modo completo pela troca do MPLA pela UNITA, ou de modo parcial pelo aumento do orçamento da Educação sob o governo do MPLA. Este procedimento retórico se tornou tao corriqueiro que ate mesmo membros do MPLA o usam, sendo o maior exemplo o governador do Uíge que lamentava a falta de salas de aulas e o recurso de alguns alunas a RDC para estudar. Culminando na noticia de 03 de Novembro de 2021 em que Pelágio Ndafenongo Silikuvamwe, no âmbito de uma ação de formação, promovida pelo Ministério da Educação de Angola, deu conta que 70% das escolas do Cunene são de construção precária ou debaixo de árvores.

Uma outra forma de interpretar este dado seria que 70% dos pais dos alunos no Cunene certamente nao gostam de seus filhos, os outros 30% talvez gostem dos filhos ou pelo menos tiveram a sorte deste estudarem em boas escolas.
Afinal de contas 70% dos pais no Cunene nao vivem em casas de “precária ou debaixo de árvores”, vivem em casas construidas segundo sua capacidade de produção, para alguns casas de pau a pique, para outros casas de adobe e para os mais ricos casas de tijolo. Sendo que cada turma acolhe em media 30 alunos, em teoria os pais de uma turma poderiam contribuir com 1/30 dos materiais, iguais de suas próprias residências, para construir uma sala de aula, o facto de nao o fazerem revela que pouco se importam com o conforto e segurança de seus próprios filhos.
Imagine que um Angolano, funcionário de uma empresa petrolífera que vive no Kilamba e tem um salário de 500.000kz, porem que tivesse o seu filho a estudar em uma escola publica em que sentasse em uma lata de leite, certamente sofreria criticas por nao cuidar do filho. Porem porque que os pobres nao podem ser sujeitos ao mesmo nível de critica ?

A suposta inação do governo choca tanto o Angolano, serve neste caso para exonerar os pais destas crianças de qualquer responsabilidade pela educação, proteção e conforto de seus próprios filhos. Por exemplo, na Caconda, em outubro de 2021, 11 crianças foram feridas na queda do muro de uma igreja de adobe. Muitos condenariam o governo de Angola dizendo que “nos EUA o governo garante escola para todos” dizem eles, sem mencionar que quando aquele pais era pobre as escolas eram construidas pela comunidade, seja de modo direto ou por intermédio de uma igreja, sendo que nao esperavam por Washington para tomar conta de seus filhos.

Desabamento de uma sala de culto que era usada como sala de aulas na Caconda.

O que for construido pelos pais em 2021, provavelmente estará disponível, mediante alguma manutenção, para ser usado pelos seus netos em 2041, reduzindo assim o fardo para seus filhos. Assim se constrói um estoque de riqueza comunitária, transmitida de geração em geração.

No final a ideia do Estado Moderno Burocrático, em Angola, serve apenas para permitir que cada um viva sua vida em todo egoísmo, deixando para uma entidade magica, o Governo, a responsabilidade de resolver seus problemas. Alia isto a mentalidade dinheirista, própria ao pobre, que por nao ter dinheiro imagine que seria um poder sobrenatural, e todo o argumentario nacional se resume a criticar o governo nao dedicar maior percentagem do OGE a “educação” …

Geopolitica Provinciana Angolana

A inteligência Angolana sofre de um certo grau de provincianismo quanto a geopolítica, tanto por falta de desejo genuíno de conhecer a verdade [1], e uma tendência de interpretar os factos da política estrangeira apenas na óptica de sua utilidade [2] no contexto da política local.

Um exemplo do segundo caso esta na leitura feita da viagem de JLO aos EUA em Setembro de 2021, interpretada como uma desautorização Americana a JLO por Angola estar na lista de “países não democráticos”, sendo esta “chapada” ainda mais forte pois o Joe Biden recebeu o Presidente Zambiano Hakainde Hichilema e Jonas Savimbi que foi recebido por Ronald Reagan.

Desenho de Sergio Picara sumarizando a interpretacao corriqueira da visita de JLO a Washington.



Porem a viagem de JLO teve encontros com duas pessoas mais importantes, o Jake Sullivan, Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, e Nancy Pelosi, presidente da Câmara dos Representantes do Congresso. O primeiro gere de forma diária as operações de segurança nacional Americana, por indicação directa do presidente Americano, enquanto que a segunda controla o Congresso Americano, que elabora o orçamento e as leis, tendo este poder mesmo durante a presidência de Donald Trump, que viu várias de suas iniciativas bloqueadas por ela. Se por ventura se proceder a uma mudança de presidente, seja por outro democrata, em caso de morte ou desistência do Biden, seja por um republicano que vença as próximas eleições de 2024, desde que a Nancy vença as eleições legislativas de 2022.

Porem o intelectual Angolano sofre de provincialismo, julgando o mundo usando pelos padrões de seu ambiente imediato, sendo que como em Angola o Presidente tem Poderes quase divinos ele acha que o Presidente Americano goza de mos mesmos poderes, afinal os dois tem o titulo oficial de “Presidente”, ao mesmo tempo que seu desejo de derrotar o MPLA o leva a acreditar na interpretação dos factos que se adequa a este desejo, um sintoma de histeria, uma condição em que avaliamos as coisas não pelos factos da realidade, mas sim pela intensidade do nosso sentimento. Um caso típico seria do marido que ignorar todos os sinais que esta a ser traído por querer tanto continuar o casamento com a mulher.

Em Outubro de 2021 os jornais oposicionistas anunciavam com pompa uma “reuniao secreta” entre o triumvirato da Frente Patriótica de Angola (FPA) e a Embaixada Americana, que conjuntamente ao “fracasso” da viajem de JLO, apontaria para a retirada do apoio dos EUA ao MPLA.
Porem estes contactos com todas as lideranças politicas locais, quaisquer que sejam suas chances de chegar ao poder, faz parte do trabalho de rotina dos diplomatas.

Existe um desejo de criar uma narrativa de derrocada do MPLA, não por estar a acontecer, mas por se achar que vai se materializar quanto mais se fala desta derrocada. Um desejo de adquirir o poder divino de criar a realidade pela palavra? Fiat lux?

Quem tenta apresentar factos contrários a narrativa oposicionista acaba muitas hostilizadas pelos oposicionistas, que percebem isto como um ataque direto ao seu desejo de vitoria sobre o MPLA, evitando qualquer contacto com os fatos apresentados ou argumentos alegados. “Cala-te Baju, as coisas estão a mudar, quando a UNITA subir pessoas como tu prestarão contas” … dizem eles para silenciar que deseja exercer seu direito democrático a palavra, pois afinal democracia significa o direito de eleger livremente um presidente da UNITA, qualquer coisa alem disto releva do Fascismo Racismo Neocolonialista.

A esta recusa de enxergar factos que não coadunam com seus desejos se alia o tendência a auto-hipnotizarão, como no exemplo acima em que se ignora a importância do JLO falar com a detentora do poder legislativo Americano e se da demasiada importância a uma reuniao com um embaixador que faz apenas o serviço mínimo para garantir o salario.

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Sim percebo que a alternância possa fazer algum bem a Angola, porem jamais deveria ser conquistada ao preço de nossa inteligência, pois quando acreditamos em uma ideia parva por ser agradável ao nosso peito estamos treinando o nosso cérebro a acreditar em futuras parvoíces.
Esta tendência dos oposicionistas ao discurso histérico pode ser útil para chegar ao poder, afinal lhes da coragem e que sabe vai convencer o MPLA que a vitoria da UNITA esta garantida, porem uma vez instalados na cidade alta será inadequado a pratica de governar e coabitar com os adversários e aliados. Não se pode acusar seus adversários serem “genocidas sanguinários que reduziram o povo a pobreza de propósito” durante décadas e depois virar uma pessoa ponderada uma vez que se tem os meios de punir os crimes imaginários que se imputava a seus inimigos.

Porem pelo andar das coisas os que agora se iludem que tem um apoio Americano imaginário, se fingirão de desiludido quando estes reconhecerem a vitoria do MPLA em 2022, antes de declarem desiludidos pela via eleitoral e apelarem explicitamente para o uso da violência, seja por golpe ou guerra, como o já fizeram ao ter noticias do golpe contra Alfa Conde e pela adopção da estética “savimbista” de pessoas como Hitler Samussuku.

Bloqueios (estado Emergência e Lockdown) e mandatos de vacinas Obrigatória: as exportações mais bem-sucedidas da China?

09/10 / 2021Michael Rectenwald

Não é uma hipérbole do Red Scare nem uma atribuição equivocada dizer que o regime cobiçoso estabelecido no mundo ocidental é principalmente um produto do regime chinês. Não me refiro estritamente à afirmação de que covid-19 se originou em um laboratório de Wuhan, mas também ao fato de que a campanha de propaganda que “informa” a resposta cobiçosa é diretamente atribuível a Pequim. Como Michael P. Senger demonstrou brilhantemente, a totalidade da resposta cobiçosa é uma exportação do regime de Xi Jinping.

Por causa de uma admiração perversa pelas medidas draconianas de bloqueio da China, devido aos conflitos de interesse financeiros derivados do dinheiro chinês e o estranho medo de não demonstrar impulsos totalitários o suficiente, agências de saúde ocidentais, governos, cientistas, mídia e cidadãos adotaram e promoveram o de Pequim métodos supostamente bem-sucedidos para controlar uma pandemia viral, transformando assim as democracias ocidentais, em vários graus, em estados totalitários emergentes. A Austrália representa o exemplo mais flagrante, enquanto outros países, como a Lituânia, não ficam muito atrás. Resta ver o que os Estados Unidos e muitas outras nações farão quando a narrativa cobiçosa desmoronar em face da crescente evidência de erros e aparente má-fé. Provavelmente, eles dobrarão.

A total falta de lógica do regime cobiçoso é baseada em um falso silogismo: a China conteve o vírus com o bloqueio de Wuhan. O vírus escapou simultaneamente de Wuhan. Assim, o resto do mundo deve emular as medidas de bloqueio da China.

O devastador regime cobiçado foi estabelecido sob esse pretexto e se baseou em uma série de medidas contraditórias. Primeiro, as máscaras eram inúteis e, portanto, desnecessárias. Então, as máscaras foram necessárias. Então, duas semanas de bloqueios foram necessárias para achatar a curva. Então, os bloqueios continuaram por meses. Então, duas ou mais máscaras foram necessárias. Então, as vacinações tornaram as máscaras desnecessárias para os vacinados; com as vacinas, máscaras e bloqueios seriam evitados. Em seguida, os vacinados devem usar máscaras, porque também são vulneráveis ​​à infecção (e podem espalhar covídeos). Então, os bloqueios devem ser restabelecidos. Estas são apenas algumas das declarações de política e reversões que constituíram a resposta ambiciosa do regime.

Os bloqueios, mascaramento e mandatos de vacina foram instituídos para tratar um vírus com uma taxa média de mortalidade por infecção (IFR) de menos de 0,2400 por cento em todas as faixas etárias, com IFRs medianos de 0,0027 por cento, 0,0140 por cento, 0,0310 por cento, 0,0820 por cento, 0,2700 por cento e 0,5900 por cento para 0-19 anos, 20-29 anos, 30-39 anos, 40-49 anos, 50-59 anos e 60-69 -anos, respectivamente. As mortes por medidas de bloqueio, enquanto isso, podem ter superado as “mortes por cobiça”, enquanto causam um sofrimento ainda incalculável, incluindo a ruína financeira de centenas de milhões.

Além disso, as “mortes por cobiça” foram grosseiramente infladas pela inclusão daqueles que tiveram um teste positivo ou estiveram em contato com alguém que o fez várias semanas antes de sua morte. E os testes de PCR para covid, definidos em limites de ciclo de 37 a 40, e às vezes até 45, produzem aproximadamente 85 a 90 por cento de falsos positivos, conforme confirmado pelo New York Times. Dadas essas questões, é quase impossível saber quantas das mortes excedentes de 2020 em relação a 2019 foram devido ao covid-19 e quantas foram devido aos bloqueios.

Enquanto isso, a instituição de passaportes de vacinas representa uma extensão diferencial e discriminatória dos bloqueios. Apesar do fato de que os vacinados podem contrair e disseminar o covid-19 e suas variantes, o lançamento do passaporte da vacina prossegue rapidamente.

Os mandatos de vacinas e pedidos de mandatos aumentaram em volume, apesar de um estudo israelense demonstrar que a imunidade natural dos infectados anteriormente é treze vezes mais eficaz na prevenção da infecção da variante delta, atualmente a cepa mais prevalente, do que doses duplas da vacina Pfizer . E os vacinados duplamente têm seis vezes mais probabilidade de sofrer doenças graves do que os não vacinados previamente infectados pelo vírus selvagem ou variantes anteriores.

Só nos Estados Unidos, as mortes após a vacina, de acordo com o Vaccine Adverse Event Reporting System (VAERS), chegaram a treze mil, enquanto as lesões ultrapassam quinhentas mil. E esses são números conservadores, visto que muitas mortes por vacinas e outros “eventos” relacionados à vacina não fazem o VAERS, graças à sua supressão por profissionais médicos ambiciosos. Ainda assim, o secretário de educação do ex-presidente Barack Obama comparou recentemente antimaskers e resistentes a vacinas a homens-bomba em Cabul, e um candidato democrata ao Congresso pediu o direito de atirar em “aqueles que não levam a cobiça a sério”.

Nem a ciência falha nem a loucura de fanáticos cobiçosos representam a justificativa final para

r opondo-se ao regime cobiçoso, no entanto. Para se opor ao regime cobiçoso, não é necessário ser um “antivaxxer”. Deve-se apenas fazer valer seus direitos. Os bloqueios e os mandatos das vacinas representam a revogação dos direitos de propriedade – em primeiro lugar, o direito à autonomia corporal – ou o direito de fazer o que se julga adequado com o próprio corpo. Este direito não pode ser substituído pelo suposto direito de terceiros de não serem infectados. Esse direito não é apenas cientificamente espúrio no contexto atual; é indefensável em princípio, independentemente do contexto. É hora de afirmar isso de forma clara e direta: a responsabilidade recai sobre aqueles que temem a infecção de se protegerem do vírus e suas variantes, e não sobre os outros – estejam eles vacinados ou não.

O regime cobiçoso traz despotismo não apenas porque está destruindo a propriedade de proprietários de pequenos negócios, latifundiários e trabalhadores, enquanto aumenta o poder do Estado. Também infringe o direito fundamental sobre a pessoa, o que quer dizer que transforma indivíduos livres em escravos.

O parágrafo final de Senger é apropriado a este respeito:

Para Xi Jinping, o bloqueio nunca foi sobre um vírus. Tratava-se de enviar uma mensagem: que despojada de todo disfarce, a ilusão de virtude, competência e compromisso com os direitos humanos entre a classe política ocidental nada mais é do que conformidade com normas e instituições facilmente subvertíveis transmitidas pelas gerações anteriores.

O cobiçoso comunismo de Xi não representa, antes de mais nada, um desafio à integridade governamental ocidental ou competência científica. Em vez disso, é um desafio ao que restou do reconhecimento dos direitos individuais pelos regimes ocidentais. Esses direitos não nos foram concedidos pelo governo, mas os governos, incluindo seus poderes judiciais, se arrogaram o direito de infringi-los e aboli-los à vontade. Esta deve ser a colina em que os libertários apostam suas vidas.
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Artigo publicado por https://mises.org/wire/lockdowns-and-vaccine-mandates-chinas-most-successful-exports?fbclid=IwAR2Eh4Qqcec21nQJGVkYPb743acWPol9sT-ZsIMuCHCdSMevy4xj988rfpI

Michael Rectenwald é autor de onze livros, incluindo Thought Criminal, Beyond Woke, Google Archipelago e Springtime for Snowflakes.