Esta ideia parva é sempre repetida quando se dá o aniversário da cidade, argumentando que “já existiam pessoas a viver em Luanda, incluindo uma guarnição de Soldados do Reino do Kongo”,
argumentado que o nome Luanda significa “bater em kimbundu”, sendo que ja existia uma cidade Africana antes da ” fundação Luanda, originalmente de São Paulo da Assumpção de Loanda” por Paulo Dias de Novais. Para Afrocratas como Paulo Vidal, historiado e antropologo Angolano, isto significa que a cidade de Luanda foi anterior a fundação de Paulo Dias de Novais e por isto nao se deve celebrar o dia 25 de Janeiro.
Estamos diante de um argumento de homem de palha, primeiro supõem que uma cidade precisa ser criada em um terreno desabitado e vago, e segundo finge demência quanto ao que era uma cidade na época em que Luanda foi fundada.
Várias cidades foram criadas em zonas já habitadas, o caso famoso sendo as aldeias que ocupavam inicialmente as sete colinas de Roma, ou as várias cidades que cresceram a partir de fortalezas ou acampamentos militares. Sim algumas cidades cidades foram criadas em terrenos baldios, como Alexandria do Egipto, fundada por Alexandre o Grande.
No caso de Luanda existia uma guarnição de tropas do Rei Congo e provavelmente aldeias, porém isto não era uma cidade segundo os padrões dos Africanos e dos Portugueses no século 17, que partilhavam a ideia da cidade como um centro urbano de grandes dimensões, maior que uma aldeia e que tem várias actividades económicas, o que a diferencia de uma grande aldeia dedicada a agricultura. Mbanza Kongo era considerada uma cidade Africana, a maior de todas no Reino do Kongo, porem porém não temos qualquer descrição Portuguesa, Holandesa e Africana sobre a existência de tal cidade Africana aonde agora existe Luanda, quando temos por exemplo para uma cidade Africana no Soyo, apesar de ser muito mais pequena que Mbanza Kongo. Temos textos e vestígios que atestam a existência de Mbanza Kongo, Kindoki, Mbumbi, Soyo e outras cidades da época. Porem isto pouco importa para o Afrocrata, seus argumentos apelam varias vezes ao orgulho, afinal como podemos nos Africanos Negros podemos celebrar o que foi feito por um homem Europeu Branco, e a mera possibilidade aberta raras vezes apoiadas por provas. Sim muito pode ser possível, porem apenas algumas aconteceram.
Os Kongos tinham um conceito de cidade cujo o maior exemplo era Mbanza Kongo, sendo que na baia de Luanda nao se encontrava uma cidade Africana similar a Mbanza Kongo, porem o Afrocrata quer fingir que estamos diante de um problema de nomenclatura, e que basta ter duas cubatas para que os Africanos considerassem o Local uma Cidade, uma Mbanza.
Seria o equivalente a dizer que o Sumbe, Caputo e Ngangula sao igualmente cidades.
Alem que mesmo que existisse uma cidade Africana no local agora ocupado por Luanda, depois de 400 anos de presença portuguesa que vestígios sobra dela ? Estamos longe do Caso de Istambul que conserva até hoje o arruamento e centenas de edifícios da Antiga Constantinopla. Que parte da Cidade da Luanda actual reflecte a suposta “cidade originaria Africana” ?
Mesmo os Musseques de Luanda, a parte mais Africana da cidade actual, tem a sua origem na necessidade de mao de obra depois da expansão moderna de Luanda depois de 1945. Dar nomes a uma zona esta longe ser suficiente para que esta seja considerada uma cidade, sendo que o argumento de que os vários pontos de Luanda tem nome Africanos acabam ser irrelevante.
Negar a fundação Portuguesa de Luanda é uma necessidade meramente psicológica do Afrocentrismo, uma ideologia adequada a mentes imaturas que não conseguem aceitar que existe um passado ante de si, sendo que tem a necessidade de modificar o passado par criar um narrativa que culmina em si mesmo, um exemplo desta atitude está nos presidentes
Africanos que apagam qualquer vestígio de seus antecessores e fingem que o mundo iniciou com eles.
Porem concordo em parte com o sentimento Afrocentrista, pois Luanda na qualidade de Cidade Portuguesa em África deixou de existir em 1975 quando foi esvaziada de sua população Lusitana, sendo que foi ocupada em ampliada por uma nova população e poder político Africano que esta a moldar a cidade, talvez deveríamos passar mais tempo a pensar como fazer isto de modo a conseguir um resultado que seja agradável a seus habitantes ao invés de projetos inúteis para negar a historia, sendo que o próximo passo será propor mudar o nome da cidade para algum amontoado de fonemas que soa Africano como foi feito na África do Sul.
Quando o Luaty Beirao vem nos dizer que “Luanda nao tem solução e que devemos construir uma nova Capital”, ele comete o erro lógico de querer a consequência sem a causa, pois uma cidade acabara sempre sendo o produto de uma cultura, seja de modo organizado pelo seu governo, seja pelo acumulado dos actos de dos indivíduos que a compõem, hora se Luanda reflete hoje a cultura Angola com sua desordem e sua falta de foco, um kuduro urbano, porem nao apenas porque sejamos desorganizados por natureza, mais também porque estamos diante da primeira tentativa de uma cidade uma cidade Africana moderna administrada por nos mesmos em Angola, a nossa cultura ainda criou os códigos e mecanismos para lidar com esta novidade.








