O Privilegiado contra o Privilegio.

O Privilegiado contra o Privilegio.

A principio pensava que o problema das pessoas contra o “privilegio” era apenas um problema semântico, pois as pessoas estão a confundir vantagem com privilegio, a primeira sendo apenas uma diferença positiva, enquanto que a segunda é uma diferença dada de modo arbitrário a uma pessoa e que poderia ser dada a outra. O Problema não é a palavra, porque se as pessoas concordarem que é apenas uma vantagem vai se falar de “avantajados”.

Sub-entendida na ideia de privilegio é de receber algo que não mereces, algo que não é do teu esforço, o que seria uma arbitrariedade, porém ser filho de seu pai não é algo arbitrário, sim voce não escolheu ser filho de teu pai, mas teu pais escolheu ter voce como filho. Afinal não nascemos aleatoriamente, mesmo que haja o risco do Microquimerismo.

Demonização da Privilegio”, supõem uma igualdade absoluta de oportunidade, cada ser um Adão. Na pratica criticam o facto que meus antepassados, primeiro meu pai, tomou decisão para priorizar o meu futuro em detrimento do presente dele

A origem desta ideia é em parte a pulsão revolucionaria gnostica, que quer se libertar da vassalagem da historia e dar a todo homem o direito de ser um Adão, tem a vantagem de justificar a inveja, agora é uma nobre “luta de classe” contra o privilegio ao invés de desejar o dinheiro e a mulher do próximo.

A Herança é a prova física que não somos donos absolutos de nosso destino, e a mentalidade revolucionaria não admite limites ou reconhecer que haja algo do passado que tenha de ser conversado. Por isto que abolir a herança e familia é uma das medidas do manifesto comunista, a segunda é produto da segunda.

Não importa muito o nome que dás a coisa, no fundo o que as pessoas querem dizer, ou uma das coisas que querem dizer, é que gostariam que todo mundo fosse um novo Adão, iniciando em um mundo novo em que todo mundo tivesse exactamente a mesma chance … ou querem dizer que estão revoltados com o facto de não terem tanto quanto os outros.

Aí esta o problema, o Burgues derivo do dinheiro de seu trabalho, enquanto que um Rei deriva o dinheiro de seu Poder, se ele esta falida de duas uma: Pais dele faliu (continua ele com Poder) ou ele Perdeu o Poder e a capacidade de ter privilégios.

Como se ser beneficiário de herança, seja tu filho do Presidente ou de um carpinteiro, fosse algo arbitrário, afinal se tu não escolha a tua família, a tua família te escolhe.

Privilegio não é uma palavra neutra, basta ver sua definição o jeito em que é usada para significar pessoas que receberam vantagens de modo arbitrário Não existe um direito a igualdade absoluta de chances ao nascer, até a epigenetica cria diferenças.

Privilegiado é uma forma de desmerecer o esforço individual da pessoa Se os teus pais, ou avós ou bisavó, não acharam necessário deixar algo para si, vai desenterrar os seus caixões e incendeia os corpos, nem eu ou meus pais temos algo a ver com isto.

Mesmo que a herança seja política, não é um absurdo, pois afinal conquistar o Poder requer Talento, e o talento deve ser respeitado.

Na verdade fica difícil de saber do que se fala, de modo que minha teoria pessoal é que as pessoas não tem ideias em Angola, apenas manifestações da pobreza de seu vocabulário.

Privilegio é algo que recebes de modo arbitrário, estas a confundir isto com ter vantagem, que pode decorrer de qualquer outro motivo.

Ter um privilegio em Angola seria um privilegio se fosse proibido comprar um telefone mesmo para quem tivesse o dinheiro. Ela quer dizer que é dificílimo ou caro, mas usa “privilegio”.

De novo a pobreza do vocabulário, somos afortunados de não sermos pobres, pois o trabalho de nossas famílias e o destino assim o quis.

Privilegio ,e algo que recebes de modo arbitrário por decisão de um poder, apenas um poder totalitário consegue.

Não acredita ? Na Eritreia e na Korea do Norto precisa-se de uma licença para comprar um telefone, mesmo que tiveres o dinheiro. Isto sim é um privilégio: Uma imposição arbitraria de Poder, pelas “conveniência inerente do cargo”.

https://www.economist.com/the-economist-explains/2018/08/14/why-eritrea-is-called-africas-north-korea

O problema é sofremos de provincianismo, geográfico, e alias é mal visto comparar com “outras realidades”, excepto quando é conveniente para a nossa narrativa, logo por isto que sempre se fala de SADC quando para promover as eleições autárquicas em Angola, porém nunca se fala da onda de assassinatos de autarcas e de corrupção na África do Sul. Não é conveniente, prioridade é tirar o MPLA do Poder, a realidade ajeitamos depois, eleição autárquica é desenvolvimento pá!

Esta provincianismo tem um companheiro temporal, pois não nos lembramos sequer de nossa historia, pois por exemplo ter um carro era um privilegio na década de 1980, pois mesmo com dinheiro carecia de uma autorização do Estado, e o veiculo deveria ser identificado com as palavras “PARTICULAR” sob pena de multa. Porém há quem acha que privilegio é receber um carro comprado pelo seu próprio pai.

Alguns conceitos para entender o assunto:

A- Castas são tipos de personalidades que se adaptam a diferentes papeis e classes sociais, apenas na India é que há uma tentativa milenar de fixar as famílias que pertencem as diferentes castas.

As classes sociais são porções necessárias para o funcionamento de cada sociedade: Elite organiza o conjunto (estratégico), Classe media executa e gere o dia-dia (táctico), e o Povo são aqueles que mesmo não tendo participação directa na sociedade, são as pessoas que são mais compatíveis com ela. Este livro ilumina o assunto: https://roboredo.home.blog/2021/07/04/resenha-do-livro-les-cent-prochains-siecles-raymond-ruyer/

A Elite não se limita a actividade Política, são as pessoas necessárias para que a sociedade funciona, por exemplo a Jessica Pitbull é necessária para o funcionamento da sociedade Angolana, pois a promiscuidade é um elemento essencial de nossa cultura, e por isto tem que ter alguém que ensine as jovens mulheres que é normal desprezar a castigada. O meio de educação é o kuduro, e a professora é Jessica.

Chegamos agora na parte mais importante, o que leva um Privilegiado a ser contra o Privilegio ?

1- O Peso da Responsabilidade: Não és livre como os não privilegiados, teus antepassados fizeram grandes feitos e não se espera outra coisa de si. Porem se o privilegiado inveja a vida sem preocupação do não privilegiado, o segundo inveja a vida sem dificuldade financeira do primeiro, sem saber que o dinheiro traz muitos traidores e outros problemas. O pasto é sempre mais verde do outro lado da cerca. Pode ser o medo do fracasso.

2- Atrapalhar a concorrência: já tendo os benefícios da concorrência, o privilegiado antigo não sofre as consequências de sua ideologia do mesmo modo que o privilegiado novo, pois este ainda está em contacto com “a classe oprimida”. Por isto é comum o fenómeno de esquerda caviar e conservadores de classe média, e esta segunda é apelidada de(pobres upgraded que não tem consciência de classe, etc.

3- Acalmar a consciência: É mais fácil desfrutar do seu dinheiro com consciência calma quando se sinaliza virtude. O Privilegiado continua privilegiado, e o não privilegiado se sente mais feliz, a vida segue. Quando é serio, o gajo larga todos os bens e vira Buda.

4- Conquistar o poder: neste caso o objectivo é de angariar a simpatia da classe baixa para que sirvam de aliados contra outra parte da Elite. Isto foi o roteiro da Revolução Francesa e o que o Luaty Beirão faz da Vida.

4- Liquidação: A Pessoa sente que esta na casta errada, e quer ir aonde se sente bem, mesmo que ele tenha de destruir a si ou ao legado familiar. Os seus parentes podem até tentar lhe salvar com tudo: mesada, clinica de detox, etc … Nada impede um homem de ir ao seu destino.

Parece impossível porque as pessoas acham que as castas são fixas, mas na verdade a função é fixa, mas tem um numero limitado de pessoas capazes de a ocupar, e se por algum motivo biológico ou psicológico, não és capaz de o fazer, não vais aguentar a concorrência de quem que e vais procurar sair.

És valioso para tua família por que tens algo que ninguém: Um motivo imutável para ser leal. Família vai tentar te proteger e te resgatar caso saias do caminho.

Até a UNITA, um bando de mortos de fomes incompetentes, percebe este principio e pratica o nepotismo nos seus cargos chaves.

https://www.angola24horas.com/opiniao/item/18354-nepotismo-na-unita

O Individualismo extremado é mesmo uma ideologia de pobres, e por isto que sempre vão ser pobres. Parece que só se lembram da solidariedade familiar para parasitar o dinheiro de quem conseguiu o sucesso. Enquanto que a Elite é como um Barcelona desta vida: Tem varias equipes, incluindo selecção A e B dos casulinhas, aonde cultivam novos talentos.

5- Nem ter tempo: Este motivo é apenas racional, não é nem altruísta nem cínico, pois sabendo o quão burro são a maioria das pessoas, não queres perder tempo lhes explicando que é o teu direito estar aonde estas, e voce lhes diz o querem ouvir que não vai mudar nada mesmo na tua e na vida deles. Confesso que sinto a tentação de fazer isto com os Afrocentristas: Sim até os chineses eram negros, agora vira que quero trocar de posição.

6- Uma mistura louca de todos estes assuntos: Pois a maioria das pessoas são de camadas da personalidade baixa, não tem a capacidade de distinguir entre a realidade e sua imaginação, entre seus distintos sentimentos. Se isto acontece com alguém da Elite, então ele já esta a caminho do proletariado. Existem 12 camadas da personalidade, desde o Adolescente idiota até ao Santo.

Esta confusão toda foi causada por este tweet:

Os Desabamentos de Prédios em Luanda, um rascunho.

Prédio construído por #Portugal desabou em #Angola

Abuso dos usuários (infiltração de água e canos entupidos) e falta de manutenção (drenagem), a expressão coletiva do curto horizonte de tempo individual

$ não faltou, repare nos carros modernos no estacionamento.

Colapso de prédio colonial é uma ocorrência comum, como o QG da Polícia Judiciária em 2008, o Ministro do Interior, então Chefe da Defesa Civil, Laborinho, disse que é responsabilidade do Colonizador e da administração colonial construir sobre um pântano

#WhiteManBurden #Angola

A maioria dos blocos de apartamentos coloniais modernos de Luanda foram construídos entre 1950 e 70, rápida degradação sob proprietários angolanos e administração pública é replicada Centralidades construídos pela #China: ralo entupido por alimentos com água, torneiras abertas

Angolanos não cuidam dos seus apartamentos, muito menos dispostos a pagar para os manter, gastam ironicamente muito dinheiro em modificações cosméticas que criam fissuras e infiltrações.

Administração local não faz manutenção do sistema de drenagem

A drenagem pública é necessária para afastar água longe da fundação, solos úmidos levam a uma carga desigual da estrutura, são entupidos e insuficientes

No Congolense, o lençol freático está a 1m de profundidade, a água deve ser bombeada antes de colocar o concreto das fundações

Incapazes, como indivíduos e como Estado, de manter blocos de apartamentos,
#Angola|nos estão a tomar empréstimos para comprar apartamentos em #Portugal sob o governo europeu que lutaram e entre os europeus contra quem executaram limpeza etnica em 1974

https://expansao.co.ao/angola/interior/classe-media-angolana-com-credito-a-habitacao-mais-facil-em-portugal-do-que-em-angola-112497.html

constroem vivendas em cima de prédios de apartamentos, há até um caso de vivenda térrea !

Geradores elétricos são armazenados e executados dentro do prédio, causando vibrações, paredes são destruídas e construídas para mudar o layout dos apartamentos

Os prédios de apartamentos de Luanda são uma espécie de favela vertical, com até dois andares construídos sobre blocos existentes construídos pelos portugueses antes de 1974

Você consegue identificar a diferença?

Já aconteceu no passado, quando um povo ocupou ruínas

Os angolanos valorizam tão pouco as suas próprias vidas, que as pessoas continuariam a viver dentro do edifício, apesar de terem sido mandadas evacuar pela polícia.

Uma mulher escapou por pouco do colapso, carregando um bebê.

Usamos a catostrofe para política , com a oposição gritando histericamente que o presidente não se importa com a vida angolana, apesar do governador fazê-lo
Um batalhão de guardas presidenciais costuma ser mobilizado para visitas

Pepetela, ,escreveu "o espírito de Kianda" há 20 anos, sobre como a falta de manutenção significaria a sua inevitável perdição e tocou-o nas suas "Cronicas mal dispostas": As arvores morrem porque os jardineiros novos não foram treinas pelos antigos

Os escombros nem sequer foram removidos, mas ativistas em série afirmam que o governador de Luanda é um mentiroso por dizer que "até agora" não há confirmação de mortos e feridos, talvez deva usar bola de cristal para ter certeza

Sinopse do "Espírito de Kianda":

Informado pelo NYT sobre a misteriosa "Síndrome de Luanda", uma misteriosa sucessão de prédios de apartamentos desaba na última década, um pastor angolano embarca em uma missão para derrotar o Espírito da Sereia do Mal por trás disso.

Um comentário social sobre a manutenção, alegoria accidental sobre o fracasso da cultura angolana em adotar elementos da vida moderna:
1 Cultura literária: capture tendências longas (o NYT precisa informá-las)
2 Inquérito lógico: culpando fantasmas
3 Horizonte de tempo curto

Estruturas adicionais são construídas no terraço do edifício: vivendas inteiras, tanques de armazenamento de água (muitas toneladas), antenas de comunicação,
Observe também os extensos danos causados ​​pela água por ralos entupidos

Do mesmo jeito que a aldeia cresce a volta da cacimba até ela secar, sem nunca alguem pensar em construir um canal, a proximidade a cidade é explorada a todo custo, mesmo que for a sustenbilidade dos predios

Luanda não nos urbanizou, nos a transformamos em uma sanzala

Sendo que os predios do tempo colonial vão brevemente dessapercer, talvés até 2040, quando tempo vão durar as centralidades construidas pela #China ? Até 2060, talvez.

Tivemos a sorte de Portugal construir os primeiros, e dos chineses os segundos, terá uma terceira vez ?

Causas segundo investigação do Laboratorio de Engenharia:
1 Conduta da EPAL causa erosão debaixo do predio(Estado)
2 Infiltração de agua(Estado)
3 Vibrações causados pelos geradores que funcionam no entre-piso (Moradores)
4 Lençol de agua Publico (Estado)

O desabamento do predio é um sintoma da alta Preferencia da cultura de #Angola: Preferimos consumir tudo que for possivel no presente, sem se preocupar com o futuro, seja na forma de poupança ou ao gastar dinheiro para preservar um bem para o futuro.

Originally tweeted by Roboredo (@Roboredo1) on March 26, 2023.

A politização de tudo e as chuvas de Luanda

Claro que existem soluções políticas para os problemas da sociedade, de modo geral, e da chuva de modo particular, porém a politização do discurso público traz dois defeitos graves. Primeiro a politização do discurso público quer obrigar o público a considerar apenas a solução política e muitas vezes apenas uma solução proposta por um grupo em particular, não porque seja a única forma de proceder, mas porque os primeiros beneficiários da mudança política são os agentes políticos. Este interesse pessoal directo pelo resultado do combate político leva o agente político a colocar o critério de eficiência política acima de tudo, mesmo da resolução dos problemas que ele está a denunciar. Por isto que se contradiz facilmente e apoia causas que são materialmente opostas e exclusivas, desde que permitam criar propaganda negativa contra os seus inimigos. Ele pratica o verdadeiro sentido da palavra “populismo”, que é uma forma de sedução, em que se diz as pessoas as coisas que querem ouvir com o objetivo de ganhar o seu apoio para nossa ação política, usando se de demagogia e mentira ao gosto do freguês. O caso das intensas chuvas de Luanda deu um exemplo claro, as mesmas pessoas que criticam o governo pelas consequências das chuvas o criticavam pela demolição de casas construídas de modo ilegal no Zango. Ora as duas coisas são ligadas, pois as construções anárquicas é uma das causas das enchentes em Luanda, pois fecharam valas de drenagem, ocuparam bacias de retenção de água, e impedem a infiltração da água nos solos. Só que o Activista não pode “atacar” o povo, ele quer seduzir o povo, e por isto ele vai se focar suas críticas ao governo apenas, quando está claro que está cultura de construção anárquica é uma das fontes dos problemas de Luanda. Mas os Activistas fogem do assunto dizendo que “o governo permitiu e deixou as pessoas construírem”, porém duvido que justificassem outros crimes, como por exemplo o roubo de seu carro, pelo facto de que este foi “permitido pela falta de acção do Estado”.

Uma tentativa de diagnóstico do problema pelo Ministro do Interior, Ernesto Laborinho, é apresentada como “um insulto, fala pejorativa e falta de sensibilidade”, enquanto é apenas uma observação racional da realidade: As construções Anárquicas feitas pelos Angolanos é uma das causas das inundações.

Porém a lógica do activista é de usar a crítica como instrumento de desmoralização de seu inimigo, e por isto nunca pode reconhecer lhe um feito positivo, irá sempre procurar minimizar e desmerecer com farpas sobre paz com fome, fizeram isto por interesse, é mesmo obrigação do governo, mentalidade de pobre upgraded e outras mais. E depois de desmoralizar o inimigo a sua segunda prioridade é de seduzir o publico, o activista esta para o povo como o namorado para a adolescente que quer desflorar: Por mais que ela seja uma imbecil, e por cima feia, que esta a por a sua vida em risca por causa de um inútil, este inútil vai dizer que ela é inteligente e mais lindas das mulheres, e vai dizer muito mais até conseguir leva-la a cama. O Pai, em contraste, não tendo necessidade de seduzir a sua filha e preocupado com seu futuro, pode lhe falar de seus defeitos mesmo que isto crie antipatia da filha. O Activista esta a se comportar como um namorado e o Ministro do Interior como um pai.

não que isto seja um comportamento exclusivo da oposição, pois os Bajuladores eram uma versão do mesmo fenómeno porem com a classe dirigente como publico, com a esperança de um Lexus, com o Campeão Actual dos Bajuladores sendo o Bambila, que tentou balujar o Presidente mesmo deste ter rejeitado esta pratica ao publico. O Bajulador vai dizer tudo o que o Governante quer ouvir, na esperança de uma recompensa no presente, do mesmo jeito que o Activista vai dizer tudo o que o povo quer ouvir na esperança de uma recompensa no futuro.

O Activista diz”Até no Talatona encheu, assim mesmo vais apoiar este governo?”, porem este argumento é fraco.

Até no “Talatona encheu” não é um argumento forte contra a descrição feita pelo Ministro do Interior, que as pessoas constroem em todos os lugares, pois quando chove apenas no Talatona não há enchente, do mesmo cheito que não há enchente no Coelho (na Estalagem de Viana) quando chove, mas quando chove em toda a Cidade, e as aguas que vem outros pontos da Cidade e convergem nestes lugares, porque não tem chance de se infiltrar nos solos ou de escoar porque as pessoas constroem em todos os lugares e cimentam todos os Lugares.

Um exemplo corriqueiro foi quando Lukamba Gato inventando uma etimologia Ovimbundu da palavra Kwanza para colar o rótulo de “Assimilado” ao MPLA. O mesmo activista que perguntava por que os deputados ganham mais que os professores agora ganha salário de deputado e para professores ficou apenas uma promessa de que ele vai lutar “pela educação”. A proposta de outras soluções é inconveniente, afinal eles estão a fazer política para ter benefícios nesta vida, mesmo que digam que lutam “pelo povo e país”, o que pode feito esperando se efeitos apenas em décadas, e eles chegam até a ter reações violentas contra quem se recuse a aderir ao seu movimento, como aconteceu com os músicos Gerrilson e Kid MC. Resumindo, a politização do discurso pelos activistas é negativa para a sociedade, pois é movida por um interesse pessoal que prioriza soluções que beneficiam directamente os Activistas e que evite falar de problemas reais quando estes não levam ao mesmo resultado ou incorre o risco de antagonizar o público. Sim, o activista pode dizer que tudo na vida é politizado, porque somos animais sociais e citar algum sociólogo esquerdista ocidental. Porém eu desafio que um deles possa gerir a rua da Dira de maneira politizada: grupos de activistas decidem quem pode namorar com quem ou que música vai ser tocada, enquanto que os clientes pagam pelas bebidas e os quartos de hospedaria por meio de uma taxa fixa cobrada mensalmente. Eu aposto que o lugar vai se transformar rapidamente em um inferno. A política é apenas um instrumento, uma forma de gerir alguns problemas da sociedade humana que não podem ser facilmente geridos pelo livre mercado e normas culturais (igreja ou família).

Não é o único meio disponível, e aliás quem tem problemas reais, e um desejo sincero de os resolver, não espera por uma solução política e ter o poder para resolver o problema, e a prova disto são activistas afrikaneers da África do sul e seu movimento cívico Afriforum:

https://im1776.com/2023/04/19/the-reintegration-of-south-african-order/embed/#?secret=ZZiRKG7xgy#?secret=SvoDwFGIWb

Se vamos gerir o urbanismo de Luanda politicamente, então todos têm o direito de viver na Talatona desde que tenham este desejo, e o desejo não precisa de ser justificado, porém como adjudicar dois desejos opostos ? Pela política vai ser por meio de um conflito até que um se canse. Pelo livre mercado gerir o urbanismo de Luanda seria mais justo e sensato, pois tendo o Talatona um custo e valor mais alto, basta que a pessoa que a pessoa crie as condições económicas para lá viver, porém nada o impede de usar o mesmo dinheiro para ter algo maior em outro ponto da cidade ou simplesmente de trabalhar menos e de fazer outra coisa com sua vida. Sim, alguns podem me chamar de insensível por dizer que os pobres não têm o direito de viver no Talatona, ou até mesmo de viver em Luanda, porém os activistas que vendem o a utopia do fim da pobreza cometem blasfémia pois Jesus disse que “haverá sempre pobres neste mundo”. Porém é um risco admissível, para quem tem como ofício a encenação de heroísmo lucrativo, a troco do dinheiro do silêncio ou de cargos públicos, pecar por blasfémia.

A culpa é do MPLA porque governou o Pais desde de 1975, como se antes os Angolanos fossem fundamentalmente diferentes e que o Povo Angolano foi inventado pelo MPLA, sim este pode ter falhado em não ter moldado outra cultura, porém a incapacidade dos Oposicionistas de criticar qualquer aspecto da cultura Angolana, especialmente quando não permite atacar o MPLA, prova que vão ser incapazes de fazer melhor, pois ninguém muda aquilo que acha normal. Se a construção de musseques, a gravidez precoce, ou a criminalidade são defendidas como reação normais a pobreza, então nada será feito contra estas praticas. Não basta criticar o Governo, tem de se criticar o Povo, pois o Governo é apenas uma expressão do Povo, e a única diferença, na pratica, entre um governo da UNITA e do MPLA vai ser nos nomes das pessoas que vão viver uma vida de Luxo.

A mesma cultura já existia antes da independência, e só não tinha expressão maior porque as Administração Portuguesa impedia o afluxo as cidades O MPLA não inventou o Povo Angolano, e os alternadores são incapazes de criticar o que esta mal no Povo.

O que é o “Activismo” ou “Activismo Social”.

O que é o “Activismo” ou “Activismo Social”.

Na verdade é uma carreira como qualquer outra, que permite dar o sentido a vida da pessoa, eleva seu prestigio e disponibiliza dinheiro para custear seu estilo de vida. Não é muito diferente do que ser policia, mecânico ou até mesmo Padre.

Claro que a proporção entre os estes 3 elementos não é mesma, e varia ao longo do tempo: Um policia raso tem pouco prestigio e pouco dinheiro, porem se conseguir uma boa patente consegue aumentar pelo menos seu prestigio e, quem sabe, no futuro, ter muito dinheiro.

A próprio estrutura das carreiras profissionais, no sector publico ou privado, é criada para motivar o novato a se esforçar e aceitar um salario menor na esperança de ser um dos chefes no futuro, claro que nem todos conseguem, mas a qualidade do corpo de funcionários é superior a um sistema alternativa em que não há simplesmente sistema de progressão de carreira, como acontece com os cobradores, que em outras bandas poderiam progredir para motorista por outrem, motorista por conta própria e no fim patrão.

Contrariamente as outras carreiras, a de Activista não tem um longo período de treinamento, como para Padres, ou um processo de recruta para selecionar as pessoas que tem personalidade compatível, como na policia, basta respirar e ser capaz de chamar atenção para ser activista,

por isto que “rapper-activista” é uma combinação comum em Angola: Pois a careira musical permite captivar o publica que depois pode ser vitima do “activismo”. Requer realmente ter algum talento para ganhar prestigio, antes de ser activista.

Porém com as redes sociais nem isto é necessário, o custo de comunicação sendo praticamente zero, sendo que agora a propria actividade de activista é que permite angariar activistmo, isto tem o efeito colateral de fomentar um discurso radical e extremista, não porque os

problemas sejam realmente radical, mas porque o activista tem urgência de receber o fruto de seu trabalho, que recebem na forma de dinheiro para “ficar quieto”.

A actividade também traz prestigio, afinal os “Activistas lutam pelo direito de todos, sacrificaram a sua juventude”, sendo que derivam disto um direito para aceder a cargos e prestigio que nada tem a ver com sua actividade.

O exemplo mais famoso seria do Nelson Mandela: Alguém pode me explicar como é que ficar preso por duas décadas te qualifica para ser presidente de um pais ?

Existem pessoas que acham que tem o direito divino de serem ministros em 2023 por que apanharam um porrete de um policia Português em 1972.

São estas pessoas que alimentam a negra de Angola: Um pais governado por estrangeiros, com um governo que supera a Alemanha Nazi em sua crueldade, com uma população miserável que come mais arreia que o povo do Haiti.

Ironicamente são quase sempre activistas obesos de classe media que reclamam que vivem na pobreza … Qualquer melhoria da situação pais é uma ameaça a sua actividade profissional, o activismo. É um reflexo igual a um cachorro diante do prato de comida, seu desejo que comer não quer ouvir razões sobre a propriedade legal mesmo, qualquer argumento serve para saciar a fome, oscilando sem contradição entre a latir de pena e a agressividade assassina.

“Mais qualquer um pode ser um activista”, sim, do mesmo jeito que qualquer um poder ser um pastor ou evangelista, porem quando esta actividade se torna tua fonte de rendimento, a logica da sobrevivência financeira se sobrepõem a logica do assunto bíblico ou social.

Existe um esquema pirâmide do activismo, em que cada um apoia actividade do outro, para manter a credibilidade da classe, porem não muito por inveja, porem nunca denunciam a burla do esquema todo ao menos que seja para ganhar credibilidade contra os supostos vendidos.

A única coisa que melhora com o activismo é a vida do activista.

Queres realmente contribuir para melhorar a sua sociedade ? Seja um profissional , seja um bom pai, e seja um bom amigo. Quem sabe vais ser o jornalista que destrói um esquema de corrupção com sua noticia, o pai de um policia honesto, a voz da razão em uma reunião de bestas quadradas ou um escritor que profeticamente explica ao povo que seu descaso pela manutenção dos prédios vai acabar em tragedia.

Bela e o Sapo, ou seja quem tem o direito de falar na sociedade: Dito Dali contra a Pérola

Bela e o Sapo, ou seja quem tem o direito de falar na sociedade.

O activista e Revú critica a cantora, alegando que ela não tem a autoridade de falar de gravidez precoce porque nunca passou pela experiência e que deveria se deixar falar uma mulher que teve gravidez precoce, porem apenas prova que seu cérebro nunca foi activado.

Primeiro, isto supõem que todas as mulheres que tiveram uma gravidez precoce passaram pela mesma experiência, o que é sintoma de ausência de imaginação do cérebro activista. Se tivéssemos de trazer cada uma ao palco para contar sua experiência particular e única, a palestra seria mais longa que as siestas da assembleia Nacional de Angola. Sendo mais eficaz quando uma pessoa houve e sintetiza as experiências das testemunhas de modo a explicar isto a comunidade. Nem precisa ser um especialista ou sociólogo, não precisamos alimentar a praga da doutoromia, precisa ser alguém que ouviu muitas historias e meditou sobre elas, de modo a extrair delas o essencial com honestidade intelectual. O Dito esta apenas a por em pratica, provavelmente de modo inconsciente, a teoria do lugar de fala, que é uma corrupção do principio da testemunha, autoridade suprema por ter visto o crime, segundo a qual apenas quem “sentiu na pele” pode falar. “Se fosses pobre não dirias isto”, como se fossemos animais, para quem apenas o cão pode falar da vida de cão que leva. Somos seres humanos e temos a capacidade de nos colocar nos sapatos do próximo, e entender suas circunstancias.

Segundo, não importa se a Pérola fez esta síntese pessoalmente ou se usou assessores, apenas activistas como o Dito se importam mais sem ser o centro das atenções do que falar da coisa. Ao emprestar seu nome ao evento, ela usa a sua fama para chamar atenção ao tema de modo que esta a comunicar não apenas ao que vão assistir a palestra, mas também ao que estão a falar do evento.

Os activistas e revús cultivam a imagem de heróis, salvadores da pátria que tudo sacrificam pelo povo, mas são sempre charlatães a busca de Poder.

Primeiro te enganam, depois te ridicularizarão.

Primeiro te enganam, depois te ridicularizarão.

A pessoa que chamam de Biba, de nome real que desconheço, recebe uma cobertura mediática similar a que recebeu inicialmente o Mano Paizinho, aka Titica, porém o que foi no primeiro uma tentativa de normalização Gayzista por meio de um homossexual que realizou cirurgias, provavelmente patrocinadas pelo Koreondu para se parecer com mulher Angolana sendo um homem, agora é puramente a imposição do ridículo e do absurdo como prova do poder do movimento gayzista em Angola, pois o Biba não é mulher e nem se parece com mulher.

Um homem nem faz esforço de se parecer com uma mulher, se parece mais com o presidente da Republica de #Angola, participou das celebrações do Dia da Mulher no Club-S e da uma entrevista exigindo respeito, quando simplesmente desrespeita a inteligência do povo Angolano e esta a exigir que rejeitamos a realidade que nossos olhos estão a ver para nos curvar diante de seus caprichos.

Projecto como o FlySquad estão a aceitar a prata de Judas, beneficiando pessoalmente da monetizarão de conteúdo chocante com o custo da influencia nefasta que isto terá sobre as futuras gerações.

Notem que mudamos de Presidente, e até mesmo de facção de MPLA no poder, porém a promoção do Gayzismo continua sem travão. Se a UNITA assumir o poder vai a mesma coisa ? Promoção da homossexualidade é a constante cultural de Angola nos últimos 20 anos.

O direito de falar mal, em nome da Africanidade.

Falam mal porque são preguiçosos, não culpem a língua Banta que a maioria de vocês nem falam a mesma.

Falar bem, qualquer que seja a língua, é sinal de inteligência e seriedade, falar Kikongo com sotaque de Lingala é igualmente ridículo.

Uma das declinações da ideia do “Português Angolano” é um direito de falar mal, camuflado em direito de falar em sotaques, se opondo a uma suposta Supremacia Luandense, o fantoche favorito do Youtuber Baptista Miranda (@Baptistamiran) que se diz discriminado por ser da província de Benguela, pois os”os que se acham dono do pais” fazem piada dos provincianos que falam mal o Português.
O Argumento é que os sotaques são consequenciais das línguas nativas Banta destas províncias, e que se os Luandenses vivessem nestas províncias falariam de modo igual, sendo que são preconceituosos ao discriminar os provincianos. Creio que todos se lembram dos “xexentos casos xuspeitos” de covid do Secretario de Estado para Saúde Publica Franco Mufinda.


A primeira a primeira parte do argumento é falso, pois a maioria dos Angolanos vivem em meio urbano, em que se fala maioritariamente Português sendo que existe pouco bilinguismo como o que vemos no Congo Democrático em que a maioria das pessoas falam francês e Lingala, mesmo no meio rural em que predomina apenas uma língua. Teria algo no solo que causa estes sotaques ? Claro que existem problemas psicomotores que tornam difícil a pronuncia de certos sons depois da pratica algumas línguas, mas estes apenas se materializam quando se é falante por longas décadas e especialmente desde a infância. Foi por exemplo este a explicação do sotaque do antigo Secretario de Estado para a Saúde Publica. Sendo que ter o sotaque de uma língua que não se fala é como ser um bilionário assimptótico.


A segunda parte do argumento esta certa, pois vivendo-se em lugar com educação, não apenas escolar mas domiciliar e social, é normal que as crianças não aprendem sequer os rudimentos da língua, e repetem os erros que ouvem dos mais velhos.. Sendo que falam mal porque são preguiçosos, tanto a nível individual como colectivo. Falar bem, qualquer que seja a língua, é sinal de inteligência e seriedade, falar Kikongo com sotaque de Lingala é igualmente ridículo, do mesmo jeito que é ridículo ver um Francês a falar mal o Inglês. Na verdade nem são sotaques, mas sendo que muitas vezes nem estamos diante de sotaques, que supõem uma unidade e perenidade de uma estilo, mas apenas erros individuais repetidos de forma aleatória.Chega mesmo a ser uma falta de consideração com seus interlocutores, que devem fazer esforços adicionais para entender o que se diz, alem de perceber do que se está a falar.O bilinguismo com sotaque correcto, nas duas línguas faladas, é um sinal de domínio dos sentidos e concentração mental, sendo normal sua ausência na terra do kuduro,


https://www.youtube.com/watch?v=pCsCq1LRTiE

Não culpem a língua Banta pela vossa falta de seriedade, que a maioria de vocês falam apenas Português. Este direito de falar mal o português é mais um sintoma da ausência de transmissão cultural em Angola, em nome de uma falsa Africanidade que é apenas destrutiva pois destrói a nossa lusofonia sem construir a parte Africana de nossa cultura.
Luanda, 11 de março de 2023

Algun comentarios e minhas respostas:

As línguas bantu têm uma tonalidade própria, onde, na sua maioria quando são enunciadas, a fala se assemelha a alguém que esteja a cantar ou recitar um texto poético. Logo, não é mentira que elas têm uma grande influência na forma como falamos o português (estritamente no sotaque). É possível sim não falar alguma língua bantu e ser influenciado pelo seu sotaque, porque em muitas zonas, até as ditas urbanas, há anos que o português ganhou uma nova roupagem. Agora, possuir um sotaque derivado de uma língua bantu, não é de um todo pretexto para falar mal o português, porque é possível ter uma dicção que se assemelhe a uma kwanhama, tchokwe ou a um mukongo e ainda sim, pronunciar corretamente as palavras e falar um bom português.

Dinho Milagre

tens o sotaque de uma língua que não falas como isto é normal ?

Tens um problema mecânico ou biológico?

Nova roupagem é só uma forma bonita de dizer incapacidade de ensinar e praticar a língua de forma correcta,

O Baptista Miranda, sendo covarde e analfabeto, apagou o seu comentário ao meu texto, talvez pediu que um brasileiro lesse o texto para lhe explicar que ter um fantoche não é a mesma coisa que ser fantoche

De acordo ao último Senso, de 2014, aproximadamente 40% da população de Angola nega ser falante de alguma língua nacional.

Cabral Paulo Canjila

sim, mas tem sotaques de línguas que não fala. Milagre, as maravilhas de Angola.

A fraude de Demarte Penna.

A fraude de Demarte Penna.

Recebeu reconhecimento Publico quando conquistou menos, não é campeão Mundial, e esta a pedir esmolas ao invés que conquistar publica e patrocínios.

Demarte Penna usou a sua vitoria em um torneio de MMA para reclamar que os “os Angolanos só falam, não ajudam estou aqui a trabalhar sozinho”. O apelo foi ridículo por tres motivos.

Primeiro porque sugeriu uma falta de reconhecimento oficial, acusando os órgãos de media oficial de não divulgar a sua vitoria antes sequer ser possível fazer-lo por ele ser neto do Savimbi, o que não é verdade pois o atleta foi condecorado em Novembro de 2018, pelo Presidente da República, João Lourenço, com a Medalha de Bravura e de Mérito Civil e Social de 1.ª Classe quando seus feitos ainda eram menores. Sendo que o Demarte fomentou odio politico ao politizar de forma gratuita a sua vitoria, para beneficio proprio. Muito egoismo para quem vai depois pedir solidariedade em nome da irmandade e patriotismo.

Segundo porque a razão real alegada pelo lutador, em entrevista a pagina Oku Saka, que disse que não estava a pedir esmolas mas apenas a reclamar de seus direitos segundo no decreto n° 33/96, no artigo 6° (referente ao valor dos prémios de classificação dos atletas) menciona a atribuição de 15.000 dólares a todo atleta que nos desportos individuais tenha se classificado no 1° lugar do mundial ou jogos olímpicos. O problema é que o titulo que ele ganhou não é sequer mundial, pois a organizadora do Combate, a ARES Fighting Championship, é uma organização Francesa apenas e que o seus combates são apenas mundiais no sentido que convidam lutadores de vários países. O próprio Demarte tem consciência disto quando diz que tem como sonho ir combater na UFC nos Estados Unidos para o outro nível, que é top da pirâmide, o que não seria necessário se ele ja fosse campeão do Mundo de facto, o nome mundial foi usado apenas para fins de marketing e o nosso compatriota acreditou de modo literal. Estados diante de um caso de analfabetismo funcional. O Lado positivo desta historia é que o ministério dos desportos tem pessoas competentes que pelo menos verificam a veracidade dos títulos supostamente obtidos pelos atletas antes de atribuir os prémios, estamos longe da desorganização do Congo Democrático, em que os Anjos da Oposição, que tanto denunciavam a inépcia e corrupção de seus antecessores, conseguiram serem piores, como se viu no caso do desembolso de 100.000 USD pelo Ministério dos Desportos, como prémio para mera participação, para um combate fantasma do boxeador Bokele:

Leiam:

https://7sur7.cd/2023/02/17/affaire-100000-de-bakole-pourquoi-le-ministere-des-sports-sollicite-par-ecrit-un

Imagine um quadro do ministério ser burro o suficiente para desembolsar dinheiro apenas porque alguém ganhou algo que se chama “titulo de campeão mundial” sem que seja realmente uma competição mundial.

Terceiro, em mais uma evidencia de analfabetismo funcional, que é o quadro em que a pessoa não entendo que diz, e por isto dificilmente entenderá o que escreve ou lé, o suposto campeão diz não entender porque que recebe ajuda de Sul Africanos e não de Angolanos. Ou seja esta a pedir esmola, quando antes dizia que não estava a pedir esmola. Mais respondendo a pergunta dele, talvez se deve ao facto de ele ser um residente e praticante de MMA na África, sendo mais conhecido lá do que em Angola, além de pratica um desporto que não é popular em Angola. Existem vários graus de intensidade de popularidade, que vai desde os simples apoio verbal ao apoio financeiro, sendo que o Demarte quer o apoio financeiro de um publico que ele não conquistou e que não se interessa pela modalidade praticada por ele. Mesmo o apoio financeiro indirecto, por meio de patrocinadores que esperam aumentar suas vendas ao associar a sua marca ao Atleta, depende do esforço do Atleta em conquistar o seu publico, algo que o Demarte não fez. Ela esta literalmente a pedir esmola e ajuda, ao pedir dinheiro aos Angolanos apenas por ser Angolano.

Ele é Campeão Mundial do mesmo jeito que há uma bolsa de valores chamada de World Trade Center no Palanca Ele está competir em uma espectáculo de lutas na França, apenas isto, não é uma competição mundial com ranking como no box. Não é campeão mundial

Noah Lyles, campeão mundial nos 100 metros rasos, expressou sua indignação com os times da NBA que se intitulam “campeões do mundo” por vencerem a liga estadunidense de basquete. Ele deveria aconselhar quem acredita que o Demarte Penna é campeão do Mundo de MMA, só porque segue a bala dos activistas da rede social que querem criar um ícone.

Finalmente o lado mais patético desta historia toda é que os combates não são benevolentes, o Demarte foi pago para participar no combate. Se não foi pago o suficiente ele tem apenas a si para se queixar, sendo um homem adulto ele deveria ser responsável das suas escolhas, sendo que ninguém o obrigou a receber socos da cara como profissão. Alias se nota a mesma tendência nos músicos, que uma vezes passada a fama e o dinheiro, pedem esmolas ao publico para cobrir despesas medicas e básicas sob desculpas que “nos deram muitas alegrias”, como se tivessem sido obrigados a serem músicos como os artistas escravos da antiguidade.

Nesta terra, até os que praticam as de Marte dão Pena.

Por Roboredo Garcia.

Em defesa do Crime e das Zungueiras.

Em defesa do Crime e das Zungueiras: Bandidolatria em nome da justiça em Angola.

Neste ultima semana do mes do Amor de 2023, levantam se voces contra a detenção e julgamento de zungueiras em Viana, basta ler os comentários nas paginas do Facebook como o XAA, afinal como se pode “prender zungueiras enquanto que o Manuel Vicente esta livre”, “aqui só se prende gatunos de galinha”, “o Estado não tem crimes de verdade para tratar” e coisas deste teor. Trata-se de discurso padronizado repetido sem pensar por pessoas que internalizaram dois axiomas da propaganda política: O Culto do Pobre e a luta de classes.

O Culto ao Pobre

Na propaganda política de viés esquerdista, que é a dominante em Angola, o pobre é um ser superior, santificado pelo seu sofrimento, como se os pobres fossem totalmente isentos da sua condições, sendo que ele é superior a lei quando esta impede a sua sobrevivência. Por isto que o primeiro argumento quando um crime é cometido por um pobre é de minimizar o acto, “ele só roubou para comer”, um direito do qual as pessoas de classe media ou alta não. O efeito pratico desta tendência é que a actividade criminosa é encorajada entre os pobres sob desculpa que não tem outra alternativa, alias muitas vezes o discurso tem sido que o crime é primeira alternativa disponível: “pelo menos não estou a roubar”.

Talvez não deveriam ter filhos que não consigam alimentar.

A actividade de zunga não é em si criminosa, porem é proibida porque cria custos e riscos para os outros cidadãos, porem lembre-se o que dissemos antes, o pobre tendo a sua sobrevivência como valor absoluto então que lhe importa se esta a causar engarrafamento, obstruir pedonais, ou criar riscos de atropelamento, ela pelo menos não esta a roubar. Chegamos ao ponto em que a zunga não respeita nem sequer os seus clientes, pois estamos longe dos dias em que a pitoresca zungueira solitária anunciava seu peixe pelas ruas da cidade, agora são milhares de zungueiras que assediam clientes, seja na praça do 30 ou nas centralidades, em que zungueiras e zungueiros andam aos gritos a todas as horas do dia, em todo o lado a pessoa que se suspeita ter algum dinheiro é assediada e sujeita a sugestões incessantes de compras de produtos, em detrimento de sua comodidade e segurança pessoal. O pior é que esta actividade, alem de perigosa e incomoda, já não é necessária pois existem formas mais organizadas e cômodas de comercio, em que sentido ter a possibilidade de comprar uma cueca na pedonal é essencial ? Existem mercados, porem as zungueias dizem que não podem vender nos mercados porque não há clientes, as vezes não de absoluto mais para que possam vender sua mercadoria mais rápida. Porem sendo isto verdade, porque que não se questiona se a sua actividade é rentável ou sustentável ? As elas percebem, só que decidem compensar a baixa rentabilidade ao custo dos seus concidadãos, ao invés de escolher outro modo de vida.

Sim, realmente estas pessoas estão a busca da sobrevivência, porem não vai passar mesmo disto pois a sua actividade é de subsistência, uma transposição para o meio urbano de praticas análogas a agricultura de subsistência: baixa produtividade, aumento de produtividade pelo nascimento de filhos, e ausência de acumulação de capital. Sim ja ouvimos as historias de zungueiras que “formaram seus filhos”, porem na maioria dos casos criam apenas uma nova geração zungueiros, seja directamente por educação ou seja ao encorajar a vinda de novos zungueiros das províncias. Ao tolerar esta pratica, em nome de nossa pena dos pobres, confortaveis em nossa condição de classe media, estamos a encorajar estas pessoas a viver e a perpetuar uma existencia degradante e sem futuro. Pois em que casa voces pensam que a zungueira volta no final do dia ? Uma casa que reflecte a mesma precariedade de seu trabalho, pois o seu trabalho reflete a sua personalidade.

Devemos parar com a romantização da Zungueira e da Zunga no geral, alias muitos homens são zungueiros, sim a estatua que esta no São Paulo até é bonito, porem a realidade é que milhares de vidas Angolanos são desperdiçadas nesta cultura de subsistencia moderna.

O problema do “pelo menos não estão a roubar”, que sugere que devemos tolerar a zunga porque a alternativa é o crime, é desprovada por varios estudos que mostra que não é pobreza que causa a criminalidade, mas que as mesmas atitudes que são expressas ao cometer crimes criam a pobreza destas pessoas: Falta de autocontrole, viver apenas no momento, preguiça, falta de etica de trabalho. Leiam:

https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/brasil/2018/09/04/interna-brasil,703920/dizer-que-pobreza-causa-criminalidade-e-falacia-diz-pesquisador.shtml

A Luta de Classes e bandilotria.

A frase “neste pais só prendem gatunos de galinha ou de botija”, as vezes acompanhada de “enquanto os políticos corruptos estão a solta”, é muitas vezes dita quando o governo tenta aplicar a lei, seja contra pobres e pessoas de classe media, porem é uma inversão de valores mais grave que qualquer corrupção feita por um político, pois esta roubou apenas dinheiro enquanto que esta frase rouba a inteligência das pessoas. O crime do gatuno de galinha pode ser menos impressionante que os crimes imputados ao Manuel Vicente, afinal não creio que nem a galinha dos ovos dourados custou milhões, especialmente para nos que somos da plateia, porem para a vitima que teve a sua galinha ou botija roubada esta representa muito de seu rendimento e ira directamente lhe tirar a chance de usar seu dinheiro para outros fins, como comer no dia seguinte. Enquanto que a vitima do crime de corrupção e desvio de fundos públicos é afectada apenas remotamente: Talvez o dinheiro poderia ter sido usado para um gasto publico, que assumindo que fosse eficiente, poder ter algum beneficio em sua vida. Mesmo em casos como no desvio das verbas do combate a malária, o impacto não é tão directo quando sabemos que a maioria dos gastos públicos acabam em salários e viaturas atribuídas, sendo que ao roubar sozinho, o grande corrupto esta a tirar a oportunidade que centenas de pequenos corruptos teriam para roubar. Lembro me de ter visto uma viatura atribuída, nas ruas da Viana, que na primeira semana em que foi instaurada a comissão de luta contra o covid, pois a primeira urgência de qualquer novo órgão do governo Angolano é distribuir carros aos seus membros, sendo que JLO apenas alimentou a expectativa com aquela oferta de recente aos membros da comissão económica e social.

Ja vimos que o roubo de galinha e botija só não é grave para a plateia, para a vida é uma perca que constituiu uma perca não negligível de seu patrimônio, porem ao insistir que os criminosos pobres sejam tolerados sob desculpa que os criminosos grandes não são punidos se promove um aumento exponencial do crime em nome da justiça. Afinal o pais não pode ter mais uma que meia dúzia de Manuel Vicentes, por limite inerente ao numero de pessoas com o poder para os crimes dos quais ele foi acusado, porem existem centenas de milhares de potenciais gatunos de botija que podem fazer milhões de vitimas diariamente. Deixar os segundos em paz sob desculpa que os primeiros não foram punidos resulta em um maior numero de vitimas e de crimes, ou seja mais injustiça. Alias estamos até diante de uma inversão lógica que ninguém pratica em sua vida, afinal quem se escusaria de desempenhar tarefas mais simples e numerosas sob desculpas que as complexas e escassas estão por fazer ? Alguém em seu pleno juízo iria nadar em mar aberto pela primeira vez, porque nada em piscinas é demasiadamente fácil ?

Estamos diante de uma Bandidolatria, em nome de uma luta de classe que não diz seu nome, porque quem profere estes discursos nem sabe que esta apenas a repetir discursos padronizados, tem como resultado o fomento e apologia do crime, alias já denunciada pelo Presidente JLO quando disse que a “pobreza não é desculpa para o crime”, que resultou no fomento da criminalidade em países como o Brasil sob a desculpa de que os Bandidos são “vitimas da sociedade”, alias o actual Presidente da Republica, o descondenado Lula da Silva, diz que o assaltante de telemovel deve ser tratado com leniencia por querer apenas dinheiro para uma cervejinha no final de semana, leiam:

Resumindo, a zunga é uma actividade degradante para seus praticantes e injusta para os outros cidadãos quem são sujeitos a seus custos de modo indevido. Escusar as zungueiras de castigo pelas transgressões inerentes a sua actividade sob desculpa que os grandes gatunos estão a solta é uma inversão do sentido de justiça que cria mais crime em nome da justiça.

Podcast de Stefan Molyneux sobre o Poder das Ideologias , um resumo.

Podcast de Stefan Molyneux sobre o Poder das Ideologias , um resumo.

A Ideologia também permite dar um sentido a vida das pessoas, inserindo suas pequenas lutas individuais em um quadro maior, permitindo ele sentir importancia na escala universal do mesmo jeito que sente na escala de sua vida pessoal. O ser humano sabe que é apenas um grão de areia, porem ao mesmo tempo consegue abarcar em sua mente o universo inteiro e mesmo pensasr sobre a historia quase inteira, porem a esta possibilidade infinita se opõem a brevidade de sua vida, que é ainda mais dolorosa quando ele saber que o mundo continua sem ele, que existe pelo menos uma perenidade, talvez mesmo Eternidade. A ideia cristão, e para religiões similares, da salvação permite as pessoas ter um papel e lugar nesta perenidade, porem o melhor analogo é o Zoroastrismo em que existe uma luta entre o bem e o mal no qual os humanos não são apenas chamados a participar como são a peça essencial no campo de batalha espiritual, e alias esta imagem é reproduzida em algunas ceitas protestantes militantes e na ideia de uma guerra real contra satanistas. Com o recuo do cristianismo no ocidente, a ideologia occupou este papel, para dar um alcance universal e perene a acção humana que seria até então insignificante, que até pode continuar a ser insignificante porem é inbuida de sentido por conta das categorias revolucionarias. Como disse o Olavo em uma aula existia antes o slogan de que o “Sexo Anal derruba o Capital”, não que o capital tremesse, mas porque estas pessoas queriam que sua pratica sexual fosse importante e tivesse algum sentido maior do que simples devasidão, claro que isto poderia ter consequencias maiores, porem estes so pode ser percebida por pessoas com inteligencia superior aos activistas, que queiram por exemplo desligar o sexo da procriação para reduzir o numero de familias e afastar os homens das mulheres ao promover uma pratica sexual que é unilateral e que abre a possibilidade de uma fonte de prazer que não seja exclusiva ao contacto com uma mulher. Outro exemplo é a psicose panafricanista, que tenta explicar a condição actual dos Africanos com um passado que lhes dar um solução que nem é adequada ao que desejam, viver em prosperidade, porem é adequada ao instrumento que a maioria tem: o instinto primitivo de saqueador que requer o minimo de propensão a violencia. Não dizem que o legado foi roubado porque ele foi roubado, mas que sendo apenas capazes de força para roubar no presente, ele requer apenas uma desculpa moral para encobrir o entento. Sendo que quando um Afrocrata é confrontado a questionamento a primeira resposta é a violencia pois ele não percebe o argumento como uma mera discordancia de ideias, mais um ataque a sua existencia no presente, pois a ideologia constitui a sua identidade, mais também no futuro pois ele acha que tem maior chance de sobreviver na perenidade se sua ideologia suceder em um novo Haiti.