Um vídeo do comediante Calado Show anunciou a iniciativa publica, por meio da TAAG and do BCI, de se levar uma claque de 440 pessoas para o jogo decisivo contra a Nigéria, nos trazer de volta aos maus hábitos do movimento espontâneo dos anos JES. Afinal as pessoas que parecem ser escolhidas, como o próprio Calado Show, tem dinheiro para fazer turismo no Dubai, porém não tem a cultura de visitar outro pais Africano ao menos que seja pago pelo cofres do Estado ?
É que na costa do Marfim, em África, as pessoas podem pegar o seu dinheiro e ir lá passar umas férias para assistir o jogo. Porque eu acho até que é Coisas de Matumbos achar que a única forma de turismo é ir ao Dubai. Não é possível.
O turismo é visitar qualquer lugar diferente. Pode não ser um lugar agradável, como disse aí o presidente, alguns turistas gostam de apanhar um pouco de poeira e fazer safari. Aliás, algumas pessoas em Angola fazem isso, como é que se chama aqui? Os amigos da picada, né? Os motoqueiros, tem também os anjos bantus, eles só gostam de pegar a estrada que tem algum buraco para sentir a velocidade.
Então, podemos também criar a cultura de assistir os CAN com o nosso próprio dinheiro e fazer um pouco de turismo. A TAAG e as agências de viagens, com financiamento dos bancos, deveriam criar pacotes turísticos que permitam a alguém assistir de forma cómoda estes jogos, tratando de tudo desde o visto até o regresso a casa, melhor do que voltar dependência dos subsídios do governo para o fomento do desporto.
Vamos voltar naquele velho hábito de o governo precisa aumentar isso, o governo precisa aumentar isso. Aquela velha máxima que acontece com músicos, que acontece com desportistas, que acontece com acontece com todo mundo que acham sempre que o governo deveria preparar um bolo para suprir quase todas as áreas sociais, incluindo áreas como cultura, desporto. É justamente o que estamos a tentar eliminar, que é algo que já vem tocado no ponto há muito tempo de que deveria começar a se implementar de forma privada.
Se você torce pela sua selecção, se você apoia a selecção, você tem condição de ir apoiar a selecção , use seu dinheiro, seus meios e vai. Do mesmo jeito que qualquer pessoa faria com seu clube cá internamente. Pode ser que nunca tem valor incerto para chegar num estádio, pegar táxi, ir para um estádio comum e de novo entrar para ver o jogo.
E ele torce para o seu clube a partir de casa ainda cá internamente. E aquele que não aceita perder nenhum jogo. Eu vou pagar um bilhete da bancada, vou levar meus meios de cerveja, vou apoiar o meu clube mesmo aí no campo.
Como é que você vai incentivar a prática do desporto se as pessoas não têm um amor fanático pelo desporto? Isso é simplesmente impossível. Estes adeptos de escritório, escolhido a dedos, não trazem vida ao campo. Se há de ter uma claque publica, que seja de pessoas directamente ligadas ao desporto, por exemplo de claques reconhecidas de equipes do Girabola, de jovens que evoluem nas escolas de futebol, para que possam ver de perto seu sonho.
Sobre os presentes aos Jogadores da Seleção Nacional de Angola.
No encontro com a juventude angolana, alguém perguntou ao Presidente JLO o que faria sobre a suposta falta de apoio ao desporto nacional, sendo que este respondeu que o apoio ao desporto tem que ser feito pelo setor privado, por meio de empresas que patrocinem os jogadores e as equipes, porem teve de parar a explicação neste momento, obviamente porque ele tinha um tempo limitado, mas eu vou tentar desenvolver. Por deveria se usar o incentivo privado para o desporto ? Porque permite uma ligação transparente e duradoura entre o desempenho dos atletas e seus adaptos, pois os atletas têm um incentivo de mostrar resultados para criar uma imagem positiva a qual as empresas vão querer se associair, por meio de patrocínios, sendo que os os adeptos têm a oportunidade de mostrar que a sua paixão pela sua equipe é sincera. Como? Apoiando as empresas que patrocinam os altetas ou comprando merchandising, comprando os produtos das próprias empresas, por exemplo a Lacatoni, a empresa de moda. Se gostaste do desempenho da Seleção Angolana, compra equipamento da Seleção dos Palancas Negras da Lacatoni, compra alguma coisa da Lacatoni para mostrar o teu apoio.
Ou seja, esse sistema permite que haja transparência e permite sinceridade, tanto nos patrocinadores como nos jogadores, como no público. Porque a alternativa que é simplesmente o apoio público ilimitado não tem transparência e não tem sinceridade. É fácil você dizer que você apoia os Palancas Negras e que deveria se dar, sei lá, um milhão de dólares para cada jogador quando aquele dinheiro não sai do teu bolso.
É fácil você ser generoso com o dinheiro do outro. Então, enquanto que se você tiver que comprar algo do patrocinador, você está a ter um contributo sincero. O que aconteceu com o presente do BAI, dos 5 milhões de kwanzas em caso de vitória contra a Namíbia, foi uma forma incompleta deste apoio.
Por que eu digo que é uma forma imperfeita? Porque você veja, algumas pessoas estavam aí até uns fazendo piada, mas outros falando seriamente que o BAI teria um prejuízo por causa dos quase 200 milhões de Kwanzas que teria que pagar aos jogadores e aos membros da equipe técnica por conta dessa promessa. Só que as pessoas que dizem isso simplesmente não são informadas ou são pessoas que porque na sua vida pessoal mil Kwanzas é muito dinheiro, eles pensam que mil Kwanzas é muito dinheiro para todo mundo. Do mesmo jeito que é mal um rico não conseguir perceber que haja alguém que tem uma vida diferente por ser pobre, o inverso também não é salutar.
Porque o BAI gastou, creio que foram 3,5 mil milhões de Kwanzas em publicidade no ano de 2022. E eu creio que ninguém se lembra de uma campanha publicitária que o BAI fez em 2022. Porém, eu tenho a certeza que até 2040 as pessoas vão se lembrar que naquele jogo em que a Angola pisou a Namíbia o BAI ofereceu 5 milhões de Kwanzas a cada jogador.
Então, você vê que os 200 milhões de Kwanzas é um preço baixo pela fama que o BAI vai ganhar com esse desempenho. Mas aí está o problema, que é o seguinte, você vê que várias outras empresas seguiram a bala do BAI. E, por exemplo, acho que o PCA da UNITEL ligou para os jogadores para oferecer um iPhone.
O Banco KEVE também disse que ia oferecer dinheiro. E os jogadores começaram a receber chamadas com ofertas de presentes.
O primeiro problema reside no facto que empresas definemde modo unilateral qual é o valor da imagem dos Palancas Negras, seja a titulo individual ou colectivo, quando um contrato de patrocinio teria este valor definido por negociação entre as duas partes, e pela concorrencia entre as empresas que queiram patrocinar. Sendo que já tive um patrocinio de 100 milhões de cuanzas pela Lacotini, não vou aceitar menos que este valor, especialmente se meu desempenho desportivo é bom e tem outras empresas estão dispotas a dar mais. Podes negociar deste jeito quando o “apoio” é feito na forma de presentes ? “O PCA da UNITA me deu um iPhone 14 Pro Max, eu espera mais da Africel !”. A UNITA gastou 2 milhões de kwanzas para patrocinar um show da Nicki Minaj em Angola, mas quer offerecer um plano boss e um telefone das miúdas do Game ao nossos herois ?
O segundo problema reside no facto que os presentes aumentam apenas o perfil da empresa e não do jogador contrariamente ao patrocinio, em que o patrocinado tem que exercer funções publicitarias que torna a sua marca mais valiosa para o próximo patrocinador, afinal ele imprime sua imagem na imaginação popular e tem uma prova tangivel de sua popularidade. Cada spot encenação publicitaria proposta ao Christiano Ronaldo é feita na base das encenações passadas, tanto na nível de seu talento como de seu efeito publicitario. Se aumentaste as vendas de teu ultimo patrocinador por cinco porcentos, tens uma base para negociar teu próximo patrocinio .
O terceiro problema esta na questão da desorganização, porque eles estão numa fase que requer concentração e introduzir factor estrangeiros ao jogo, que possam influenciar seus calculos em campo, pode desfazer o trabalho da equipe tecnica.
Na verdade, esse patrocínio que parece ser muito para as pessoas normais, é pouco dinheiro por conta do dinheiro gasto por essas empresas e da fama que eles vão adquirir com isso. Uma analogia simples seria ver isto como a differença entre namoro e casamento.
O que o BAI fez é simplesmente um namoro com a seleção. Gastou 200 milhões de Kwanzas e vai estar gravado na memória coletiva de Angola para sempre. E as outras empresas, vendo o bom negócio publicitário, tentaram seguir a bala.
Mas, enquanto que se os jogadores forem sábios, ao invés de aceitar este simples namoro, esse lance, pediriam um casamento. O que seria um casamento? Aquilo que a Lacatoni fez. Que é você ter um contrato de patrocínio a tempo determinado, com objetivos claros e um montante determinado. Fariam como o Cristiano Ronaldo, que retirou a garafa que estava na sua mesa de conferencia de imprensa porque não estava a ser remunerado.
Porque o seguinte, a Lacatoni vai estar associada a esse desempenho da seleção neste canto também, porque até o equipamento é tão icônico que todo mundo vai saber que este é o equipamento da vitória sobre a Namíbia. Porém, quando a seleção decidir trocar de patrocinador da Lacatoni para outro patrocinador, este outro patrocinador vai poder, digamos, ter também a chance de criar o seu momento. Então a seleção consegue vender de novo essa imagem.
A forma só que tem que ser aperfeiçoada. A forma eu creio que tem que ser em patrocínios de longo prazo. Tanto para a seleção ou para os jogadores de modo individual.
Até porque para os próprios jogadores, isso permitiria criar a sua própria marca. Veja, por exemplo, o Cristiano Ronaldo iria aceitar receber, sei lá, boxers, um número ilimitado de boxers durante um ano porque ganhou um jogo ou iria pedir para ser a cara de uma marca de boxers? Fazendo spot publicitário e tudo.
Os jogadores do Barcelona, por exemplo, a equipa como um todo está associada ao Spotify, que é uma empresa de streaming. Estão associadas a Beco, que é uma empresa de eletrodoméstico.
Por exemplo, alguns jogadores como o Leonel Mendes estão associados às batatas fritas live. Tem aqueles contratos de materiais desportivos com marcas como Nike. O Cristiano Ronaldo e o Messi estão associados a marcas como Louis Vuitton que é onde saiu aquele ensaio fotográfico recente.
E é por aí onde vai. E só dessa forma, com esses contratos, com essas associações com marcas, com dinheiro para investir e que, de certa forma, estão, de facto, a correr risco ao colocarem o seu dinheiro, que é o que vai incentivar os jogadores, de certa forma, a se esforçarem. Porque normalmente o que é que acontece? Esses jogadores, os produtos na qual eles estão associados, vendem mais durante o seu auge.
Então, eles vão ser incentivados, de certa forma, a se esforçarem, a estar cada vez melhor, seja de maneira física, tática, para que possam não só ter um desempenho bom com a equipa, mas que os contratos daqueles que lhes foram oferecidos possam ser mantidos, porque esses contratos normalmente dependem também do seu desempenho durante a sua carreira. E sem falar que essa é uma boa maneira também, uma boa maneira de humanizar o próprio desporto, aproximar das pessoas, que é isso que o Petro de Luanda vem fazendo recentemente. Eles resolveram que a cada onda de marketing do Petro de Luanda, seja, por exemplo, para a produção de novos equipamentos, isso aí de maneira orgânica, decidiram adquirir e, tipo, vamos para o clube e esse equipamento é bonito e por aí vai.
Quantos jogadores angolanos receberam dinheiro de oferta durante esses anos todos? Dezenas.
O que é que isso trouxe de positivo para os jogadores e para a própria sociedade? Não trouxe nada. Porque você vê, por exemplo, os jogadores a receberem um iPhone e um ano grátis de comunicação da Unitel, aquela oferta da Unitel, o que é que traz de positivo para o jogador? Nada. É simplesmente alguém que anda com um iPhone e que não paga saldo durante o ano. O Sayovo e o Akwa receberam presentes no auge, porém conseguiram converter isto em valor a longo prazo ?
A Unitel, pelo contrário, fica com a fama de que ofereceu o iPhone aos jogadores. Enquanto que, se houvesse um contrato de patrocínio, os jogadores fariam spots publicitários, fariam atividades que lhes permitissem criar a sua própria marca e acumular também experiência do seu lado. Além de que, com o contrato de patrocínio, você pode ter um prestágio diferenciado do patrocínio.
As pessoas estão simplesmente a pensar desde o ponto de vista da sua pobreza individual, que até o problema não é ser pobre, o problema é o provincialismo mental, que é você imaginar que a sua vida, que você vive, é universal para todos os outros seres humanos. Se para ti um iPhone é muito, você acha que o iPhone é muito para todo mundo. Porque, veja, com o contrato, com a formalização dos patrocínios, o que é que vai acontecer? Se você quer um spot publicitário e um preço, se quer estar no equipamento da Seleção Nacional de Angola, é outro preço.
Se quer simplesmente ser mencionado como um dos patrocinadores em conferência de imprensa, outro preço. Se quer o seu produto por cima da mesa enquanto os jogadores fazem entrevistas, é outro preço. E você vê que essas empresas estão a correr a fazer isso, porque, na verdade, essas ofertas que eles estão a fazer de Ginguba, é muito mais barato do que eles fazerem contratos.
A primeira pessoa que me despertou ao problema que estava a acontecer foi o jornalista Manuel Cabingano, que esta por isto a ser taxado de invejoso.
Só estou feliz que a Cuca não fez uma oferta de cerveja limitada para a Seleção, senão poderíamos esquecer o desempenho dele para o próximo Can. Nem para o próximo Can, para esse mesmo, porque estariam com tanta pressa de voltar para viver, que iriam perder de propósito para regressar ao país, não conseguiriam esperar até a final.
A direção é certa, a forma que está acontecendo é meio que caótica e anarquista mas a direção é certa e eu acho que por exemplo, a Lacatoni provavelmente vai ter grandes vendas de equipamento de roupa relacionado com o desempenho da Seleção, sendo que há uma boa oportunidade da FAF penhorar o lugar de patrocinador principal caso a Seleção chegue ao mundial, o que é bem provável, tendo em conta o seu bom desempenho.
Exemplos de Angolanos a celebrar o suposto “apoio”:
160 mil Angolanos apoiaram roubo da reputação da seleção pela UNITEL, a preço de banana, a empresa que pagou o preço justo pela Nicky Minaj !
Sobre a viagem de João Lourenço para as Ilhas Seicheles,
O escândalo do ano, ou pelo menos o último, até que, porque faltam algumas horas para acabar, é que o João Lourenço foi passar ferias nas Ilhas Seicheles com 30 pessoas, pelo menos é assim que as pessoas estão a publicar nas suas redes sociais. Como se fosse algum tipo de escândalo, na verdade não é, o único escândalo aqui é a quebra do protocolo de segurança, porque este escândalo surgiu de uma fuga de informação em que a lista de passageiros foi vazada nas redes sociais. E a senhora que foi presa por cometer este crime, disse que foi um erro porque ela estava a tentar mandar a lista para o comandante de bordo utilizando o WhatsApp, que é uma quebra de sigilo, uma quebra de segurança. Ela devia ter usado um e-mail corporativo em que há controle na difusão das informações. Na verdade, também não é um escândalo porque o presidente está a viajar apenas com 10 familiares, alguns de seus filhos e seus netos.
As outras vinte pessoas são, na verdade, membros da equipe de apoio ao Presidente da República, contando seis membros da tripulação do avião, babás para as crianças, assistente para a Primeira-Dama e para o Presidente, o chefe da sua equipe de segurança e o chefe da Casa Civil.
Claro que isso custa muito dinheiro, viajar com trinta pessoas, mas não é nada estranho porque é responsabilidade do Estado angolano e no interesse de todos os angolanos que o Presidente da República esteja seguro, porque toda forma de atentado contra a segurança nacional do país, seja esta uma ameaça externa, como uma guerra, ou interna, como um golpe de Estado, terá na sua lista de ações possíveis.
Sendo que, se a segurança do Presidente da República for deficiente, torna se mais fácil o pais ser vitima de uma ação hostil. E essas ações hostis colocam, por definição, a vida dos angolanos em risco. Não apenas em risco de perder a sua vida, mas em risco de perder os seus bens e de ver o quadro legal do país alterado de maneira não consensual.
É responsabilidade do Estado o proteger e dar os meios de cumprir suas funções mesmo a distancia, logo foi acompanhado por 30 funcionários públicos, incluído o seu chefe da Segurança e o Director da Casa Civil. O Ekuikui pode nos dizer se Jonas Savimbi andava sem segurança e sem radio ?
Desempenhando as funções de Presidente da República, o cidadão João Lourenço tem o direito de gozar férias. Ainda mais, ele goza férias com os seus netos, tendo em conta a sua idade e o tempo limitado que lhe resta em terra. Este é um direito que não lhe pode ser negado e, aliás, é nossa responsabilidade garantir que ele possa gozar dos mesmos, pois estes são momentos preciosos para qualquer ser humano.
A lista vazada deixa-nos margem para desconfiar de que haja um segundo avião que seguirá para as Seicheles com o presidente. Porém, esta lista do avião B ainda não foi vazada. Isto deixa-me entender que este avião tem apenas pessoal de apoio, como equipe de segurança, equipe médica e equipe administrativa adicional de segundo escalão.
Então, contrariamente à impressão que os oposicionistas querem criar de que esta seja uma viagem exorbitante no estilo de Mobutu Sese Seko, que mandava vir bolos desde a Europa para ele comemorar os seus aniversários, estamos apenas diante de uma situação em que um avô quer desfrutar momentos de paz e de lazer com seus netos, aliás, num lugar que é bonito e de uma forma que devia ser incentivada aqui no nosso continente.
Este episódio nos diz muito mais sobre a mentalidade dos oposicionistas, sendo que eles são capazes de utilizar qualquer informação, seja ela verdadeira ou não, de modo a sujar a imagem do presidente e ganhar vantagem política. Tudo pela bancada, como consta em uma letra de kuduro.
Um video publicado pelo Nelito Ekuikui no Twitter (X) demonstra a forma do argumento:
O Sr.Presidente da República não tem o direito de usar o dinheiro do erário público e convidar toda a sua a família para embarcar nas Ilhas de Seychelles…. pic.twitter.com/vMrvS3kyov
A primeira questão que se coloca é que necessidade o Presidente da República tem de levar mais de 40 pessoas numa viagem privada de férias? Que necessidade tem ele num espaço tão caro que tem de fretar aviões pagos pelo nosso dinheiro, dinheiro do Estado, numa altura em que o nosso país atravessa uma crise financeira profunda? O Sr. Presidente tem o direito de passar férias com quem ele quiser, no espaço nacional ou internacional, desde que quem assuma as despesas são as suas poupanças dos salários. O Sr. Presidente não tem o direito de gastar dinheiros do horário público para convidar toda a sua família e embarcar para as ilhas do Seychelles. Não tem este direito.
Por quê? Ele é mero gestor e não tem o direito de gastar o dinheiro da Angola como bem entender. Esse é o primeiro ponto. Segundo, que necessidade o Presidente tem de levar o seu diretor de gabinete, de levar oficiais de campo, enfim, tudo isso numa visita privada? Se é visita privada, a visita do Sr. Presidente vai passar o final do ano, dias de férias, na República da Seychelles.
Logo, não tem razões de levar um aparato tão elevado para gastar dinheiro dos cofres da Angola. Portanto, os questionamentos que eu faço é quem está a pagar essa viagem do Presidente? Terá razões o Presidente de gastar rios de dinheiros para esta viagem que diz-se privada? Terá necessidade o Presidente de levar tanta gente para esta visita privada? Quando há gente a morrer de fome em Angola? Quando há gente que morre na porta dos hospitais? Governar é sensibilidade, é preciso ter alguma sensibilidade. Eu vi ontem o cumprimento do final de anos realizado na Cidade Alta, com toda a pompa e circunstância, dança, música, bebida.
Nelito Ekuikui, no X.
A hipocrisia esta no pico pois ao mesmo tempo que faz apologia da austeridade, sua colega Mihaela Webba defende o prémio de instalação de 20 milhões para deputados por cima do salário e dois carros (protocolar e de apoio) que gozam, como justificar isto? Tirando o Nuno Dala, que vivia na casa da mãe, a maioria são adultos que já tem casa própria antes do cargo.
“ que necessidade os deputados têm de validar os 20 milhões “
Falando apenas, deixa de dizer não ao MPLA, muitas pessoas, a sociedade civil inclusive, diz que num país de tanta fome, tantas situações de dificuldade para o povo em geral, a UNITA validou, vai validar os 22 milhões de quasos para o início do mandato de um deputado, quando, na verdade, devia declinar, não validar e se calhar validar outros pontos, mas que pudesse então aí ser mais valia para o povo. Então, resumindo, por que que a UNITA validou os 22 milhões de quasos para o início do mandato de um deputado? Primeiro. Sendo que estamos num país com extrema pobreza, a sociedade civil.
Estamos num país com extrema pobreza e há necessidade de alterar a mentalidade das pessoas. Primeiro, por que que Angola está em extrema pobreza? Ok, por que doutora? Por que os dirigentes ganham mal e roubam em 2 milhões de quasos?
Webba sobre os 20 milhões.
Os mesmos deputados, incluindo os da oposição, ainda querem autonomia orçamental para aumentar seus salários e regalias sem interferência do presidente da republica.
Enquanto todos os Angolanos querem ser “deputados que ganham mal”, mas nunca renunciam aos cargos por “patriotismo”, mas uma loja do Sequele trocou todos os Angolanos por Malianos pois o dono estava cansado dos esquemas das funcionárias Angolanas.
Essas pessoas, com o Ekuikui, não percebem que esta maneira de fazer política do tudo ou do nada terá como efeito, a longo prazo, tornar a democracia impossível em Angola.
Porque a definição correta da democracia é a livre escolha de seus dirigentes. Mas, na verdade, é o direito de livre escolha e opções políticas. Ora, é impossível a pessoa ter a liberdade de escolher se a pessoa é incapaz de ter consciência da diferença entre as mesmas. Ou seja, se você não é capaz de perceber a verdade, e quando suspeitas que todos os participantes são oportunistas hipócritas, e que dizem apenas o que lhes convém.
Ora, esta forma de fazer política que procura criar agitação a todo custo, a todo preço, à custa da verdade, torna a democracia impossível, porque as pessoas não vão conseguir escolher se não têm a capacidade de confiar na veracidade das escolhas disponíveis. Se acham que tudo que se diz é uma forma de sofistica de tentar criar indignação por meio da demagogia.
Algumas pessoas no X reagiram contra as muitas criticas feitas contra o Ekuikui, dizendo que eram injustas porque ele não é gestor publico.
Não é a UNITA, é mesmo vocês e os vossos argumentos sem fundamento. Vocês erraram em atacar o @nelito_ekuikui , quando o mesmo falou de um assunto que merece sim atenção e denúncia, ele não é gestor público.
Não é ataque, mas critica com o argumento que a UNITA está a ser hipócrita e oportunista Por não ser gestor público mesmo que devemos criticar o Nelito e a UNITA, sem a arrogância do poder podem nós ouvir mais facilmente e influenciar o MPLA por contágio, afinal são as pessoas que mais passam tempo com eles.
O Jornal Expansão deveria mudar o seu titulo para Depressão, pois parece que seu titulo tem sido fomentar e espalhar uma visão negativa de Angola. Claro que isto poderia ser uma mera questão de ênfase editorial, um direito legitimo de qualquer publicação, sendo que seria então responsabilidade outra publicação dar a outra parte da historia, o que levaria o leitor de ambas a ter, milagrosamente, uma visão justa da realidade. Porém o que o Jornal Expansão recusa-se a prover, dentro da noticia individual, a informação necessária.
O Jornal Expansão é uma operação de propaganda Activista Negativa, disfarçada de jornal económico.
E este texto, que escrevo ao longa das minhas descobertas, vai catalogar os piores exemplos
É um exemplo clássico de apresentar ao leitor a noticia apenas de ponto de vista pessoal, afinal para uma pessoa 1500 casas é quantidade enorme, a maioria das pessoas tendo apenas uma casa, porém a verdade é que representa apenas 5% dos 30.000 apartamentos das duas centralidades, Kilamba e Sequele, sendo que do ponto de vista de cima a apreciação justa da informação seria : Apenas 5% dos imóveis estão em situação irregular.
A informação decisiva não é nos parágrafos inicias, e se estiverem na versão completa do artigo, que não irei comprar, isto não muda o efeito do artigo, pois a maioria das pessoas lera apenas o titulo e os capítulos inicias.
Repetição Negativa, 14/12/2023
A primeira linha esta resumida e da a informação necessaria, porem a repetem na segunda linha. Porque ? Aqui o objetivo não é informar, mas formar um sentimento negativo O paragrafo introductoria é tambem um exercicio em negatividade usando-se de coisas que não são relevantes.
O tempo do leitor é relevante, e maioria não lê a notícia até ao fim, repetir a informação, e depois depreciar uma medida a que é diferentee irrelevante (afinal quantos são funcionários públicos?) logo na introdução mostra que é uma moldagem de opinião
The 100, notas sobre politica e o processo criativo.
A serie “The 100” é uma serie de ficção cientifica sobre os sobreviventes de um holocausto nuclear, que achei interresante pelo processo criativo e por ser quase um guia de politica pratica.
O processo criativo.
O processo criativo desta serie é interresante pois esta foi adaptada de um livro que nem sequer tivera sido publicado, pois estando apenas no processso de revisão editorial o estudio CW comprou os direitos de adaptação e usou a premissa para criar algo radicalmente differente. A autora, Kass Morgan. realmente sortuda por conseguir rendimento e publicidade gratuita de seu livro antes de ser ter lo publicado, contou a historia de um triangulo amoroso que decorre durante um apocalypse, enquanto que o Estudio criou uma historia que lida com problemas de politica, lealdade, guerra e o sentido da vida. Seria facil dizer que isto aconteceu porque a autora é uma mulher e por isto teve um foco romantico, porem isto não seria verdade, na verdade as proprias dinamicas do processo creative levaram a estes caminhos radicalmente diferentes.
Vejamos, a autora estava a escrever seu primeiro livro em seu tempo livre, tendo um trabalho normal, escolheu como publico os jovens adultos, e por isto escolheu uma historia simples e que poderia escrever de maneira breve, não só para não aborrecer o leitor como que para se permitir de acabar o livro, pois o primeiro é sempre mais difficil. Um contra exemplo seria o Tolkien, que simplesmente abraçou sua paixão levou o seu perfectinismo ao ponto de morrer sem acabar seus livros, sendo que seu filho precisou de uma vida para completar esta tarefa.
Em contraste o Estudio tinha a sua disposição uma equipe completa escritores trabalhando a tempo inteiro, uma medida directa da reação do publico, e um formato que permite contar uma historia mais longa, tendo a sua disposição 100 episodios ao invés de 4 livros, sendo que pode usar todas as posibilidades do universo criada pela autora. Claro que teve um certo incentivo perservo de procurar contar “uma grande historia” e procurar surpreender a audiencia, que pode levar a narrativa a tomar giros que não são naturais, ao meu ver a conclusão logica da historia foi a fuga dos sobreviventes da terra para o planeta Santurum depois do McCreary ter destruido o vale, mesmo que tinha vontade de ver como que iriam reiniciar a humanidade, mas o produtor da serie teria sido tolo de deixar escapar uma audiencia interresada e aqui vemos como que o sucesso pode influenciar o processo criativo. Não creio que vou assistir as duas ultimas temporadas, além de um simples desejo de conhecer mais deste universo.
Um guia da politica.
A seria faz um excelente trabalho de mostrar como funciona a politica, estando no ramal da realidade longe do idealismo perfeito de Tolkien, aqui os lideres não o são apenas porque tem um poder determinado por sua natureza, uma qualidade quase magica que obriga seus subalternos a obedecer, e muito menos estamos no lamançal de cinismo exagerado de Game of Thrones em que as pessoas são má e fazem tudo por instintos rasos, no “The 100” as pessoas exercem o Poder porque é a unica forma de salvar sua comunidade, não só dos perigos exteriores mas também os internos, das contradições de seus subalternos divididos em fações, cada grupo temendo o outro por motivos racionais ou iracionais, agindo na base da pouca informação que tem ou por temerem que seu grupo não usufrua dos recursos limitados disponiveis neste mundo post-apocalyptico. Na primeira temporada uma fação na Arca tenta matar o Presidente Jaha de modo a tomar controle do processo de retorno a terra, pois sabiam que não havia capsulas espaciais suficientes para todos abandonar a estação espacial, e tendo de escolher entre sua gente e outra, escolheu a si primeiro. Em contraste quando Octavia escolhe ser imparcial e abandonar 1/3 de seu povo a tempestade nuclear, quando os poderia ter priorizados e ainda ter salvo parte dos terrestres, ela acabou tendo de lidar com uma facção dissidente apesar de tentar unir todos pela ideia da luta contra o inimigo comum, a morte, como disse Jaha. Isto demonstra que a qualidade individual do leader não é suficiente para superar contradições reais, neste caso cansaço dos sobreviventes com a violencia, sendo que Octavia precisava dar resposta aos seus problemas materiais reais, falta de comidade, e imaginarios, na forma de legitimidade, que para os terrestres deriva de dois factores reais, nomeadamente a memoria e o ritual. A memoria é um factor essencial da experiencia humana, pois somos capazes de pensar o mundo inteiro enquanto que temos uma vida limitada, sendo que preenchemos o vazio criado pela ausencia de memoria com a nossa imaginação, sendo que não consiguimos viver apenas no momento como animais, sendo que isto é simbolizado na serie por meio de um equipamento de memoria artificial que permite ao Commander/Heda de ter acesso as memorias de todos os outros comandantes anteriores, sendo assim mais sabio que os outros. Isto éapenas uma forma simbolica de representar a erudição, seja ela criada por meio da tradição oral ou escrita, que permite a um homem viver mais que uma vida e por isto estar acima da media. A necessidade do ceremonial, como instrumento de fomento de ordem no mundo, esta presente na serie, sendo que os sobreviventes terrestres criaram rapidademente mitos e lendas para lidar com o mundo a sua volta, explicar seu lugar e seu destino, mesmo que de forma incompleta. Existem homens animais nesta serie, os reapers, que vivem literalmente pela proxima dose de droga dada pelos homens da montanha.
A serie faz um bom trabalho de mostrar varios destes scenarios, as vezes invertendos os papeis, e cumpre assim um dos papeis da fição: Nos dar varios mundos posiveis em que podemos viver scenarios diferentes sem risco de vida.
Concluindo, recomendo a serie, que tem uma historia agradavel, sem muita programação subliminar, excelentes actores, porém não vou provavelmente não irei ler os livros.
Dezenas de internautas ficaram surpresos ao descobrir que Victor Hugo Mendes (VHM) é o sobrinho do Ministro do Interior, Eugénio Laborinho, porém isto para mim não é surpreendente, afinal várias dezenas de activistas são membros daquilo que podemos chamar de Elite: pessoas cujo o grupo social acumulou capital suficiente para que possam se libertar das preocupações inerentes a sobrevivência e tem tempo livre para se dedicar ao estudo e a erudição.
Não é surpreendente que estás pessoas possam não concordar com as opiniões de seus parentes e amigos, ou de modo geral sua classe. Está assunto não me interessa por anti-elitismo ou questão de lugar. Sendo que a relevância deste fenômeno, do Activista oriundo da Elite, que vou chamar de Elitorino, está na motivação e nos incentivos em jogo, que são similares ao activista da diáspora, que chamarei de Diasporino, resultando no mesmo resultado negativo para a sociedade. Do ponto de vista dos objetivos, o Elitorino e o Diasporino partilham o mesmo desejo de busca pela notoriedade porque não conseguiram sobressair no seu grupo social, o Elitorino porque o Estado e o sector para-estatal tem um número limitado de vaga, e uma forte concorrência por parte dos plebeus que lutam como mil homens, enquanto que o Diasporino não consegue ascender em seu país de emigração por motivos vários, sendo que os dois vêem na defesa do “povo” e do “pobre” uma forma rápida de ganharem notoriedade. Porém o Elitorino tem uma segunda motivação que lhe é singular, quando faz oposição radical ao “regime” quando perde regalias por conta de mudanças políticas, como aconteceu com a Tchizé dos Santos. Nós dois casos o foco do activista não está na busca de soluções, para os problemas do “povo”, mas na busca da notoriedade, sendo que por isto que adoptam um discurso incendiário e radical, incentivados pelo facto que eles não vão sofrer as consequências e os custos do mesmo, o Elitorino porque sua família e grupo social acumulou capital (financeira e social) e social suficiente para ele não precisar trabalhar e o Diasporino porque simplesmente não vive em Angola. Sendo por isto que o voto da diáspora é fundamental anti-democrático.
O segundo problema com o fenômeno do Elitorino está no facto de ser um desperdício de capital social, pois estes deixam de desempenhar funções na sociedade que precisam de pessoas de elite, pois são as únicas que tem tempo livre suficiente para . No caso de Victor Hugo Mendes décadas de estudo que criaram um excelente comunicador foram desperdiçadas na produção de “um livro de pensamento” francamente ridículo e um “activismo” que se resume a repetição do senso comum.
Isto me diz que a Elite Angolana não tem a autoconfiança de abraçar o seu destino, sendo que a arrogância decorrente do dinheiro ou do poder arbitrário não é suficiente para preencher o vácuo, sendo que por isto buscam a aprovação das massas, talvez também por conta da ideologia dominante marxista que tem o pobre como um santo oprimido e o rico como o malvado opressor.
As mesmas pessoas que dizem lutar contra a corrupção e pela Democracia em Angola, gostam de se auto-denominar activista, estão a aplaudir o Lula quando pelas palavras proferidas em conferencia de imprensa, dizendo que a imprensa de Angola era mansa e que “não era normal nascer e morrer pobre em um pais rico”, quando o Lula não tem legitimidade para sustentar nenhuma de suas criticas e muito menos o direito de ser presidente do Brasil. Porém para os Activistas a verdade não existe, o que importa é criticar sem parar e usar tudo que for útil para chegar ao Poder, mesmo que tiverem de sujar a imagem de seu próprio Pais e engolir os insultos de um condenado.
Sergio Piçara captura a visão popular do episódio.
Vejamos, por parte em boa ordem, Lula é um bandido condenado, tem menos legitimidade que João Lourenço, e existe menor liberdade de imprensa no Brasil do quem Angola.
Primeiro, o Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, tendo recebido propinas da Odebrecht e é suspeito de ser o líder do esquema de corrupção do “mensalão”, um dos maiores da historia do Mundo. Porém a corte Supremo do Brasil, em um claro acto de corrupção judiciaria, simplesmente anulou as sentenças que pesavam sobre o Lula, nem se dando o trabalho de provar a inocência do Lula, seja por vicio ou ausência de prova.
Segundo, o Lula tem menos legitimidade que o João Lourenço, primeiro porque sendo um bandido condenado nem deveria ter o direito de concorrer a eleição presidencial, segundo porque o Lula nem sequer é o verdadeira Líder do Brasil, sendo por isto a sua candidatura uma fraude, pois o poder real são os ministros da Corte Suprema que tomaram o controle do pais ainda dentro do mandato de Jair Bolsonaro, enquanto que em Angola, por mais que possamos discordar das medidas de JLO sabemos que ele é quem esta a tomar as mesmas e podemos os responsabilizar pelas consequenciais.
Terceiro, existe mais liberdade de imprensa e de expressão em Angola do que no Brasil, aonde jornalistas e deputados são presos por falar em destituir os ministros do STF, em que é crime passível de perca de multa, prisão e perca de direitos políticos.
São por estas contradições, além do cansaço da população com a política do Lula de protecção dos criminosos, que “roubam telefone para comprar cervejinha”, que levaram o povo a votar em Jair Bolsonaro, denunciado em rádios Angolanas como um “fascista”, com um radialista a exigir do governo Angolano que expulsasse todos os Brasileiros que votaram em Bolsonaro.
Porque que João Lourenço não deu ordem que se expulsasse o bandido condenado assim que abriu a boca ? Porque esta a prestar um favor ao seu velho amigo, afinal o Partido do Lula é um grandes apoios do MPLA, jogando o papel do Ditador Africano que deve receber lições de Democracia do Grande Lula, de modo a criar orgulho no publico brasileiro, ajudando o povo Brasileira a esquecer o golpe que levou o Lula ao palácio da Alvorada e o STF ao Monopólio sobre o Poder real, e não apenas formalizado por cargos publicos.
Se Angola fosse o Brasil, os Activistas e Opositores Angolanos teriam sido multados, presos e ter os seus direitos políticos revogados por questionar o resultado das eleições.
Não se trata de uma mera questão de hipocrisia, pois a natureza do poder é a capacidade de ser arbitrário, sendo que o mesmo judiciário que não decretou uma condenação sequer para os eventos de Maio de 2017, quando 35 mil esquerdistas depredaram prédios do governo federal em Brasília, sob o governo Temer, agora condena pessoas por 17 anos de prisão pode passear dentro de um edifício publico, em uma copia directa do “golpe”do 6 de Janeiro dos EUA, em mais um sintoma da Americanização do Brasil.
Como vou ter confiança na luta pela democracia de quem é incapaz de reconhecer , por mera conveniência e preguiça, um tirano ?
No programa Ela e Ele, da TV Zimbo, sobre o tema “Ser Famoso em Angola”, a Jessica Pitbull disse que “Esta pouca vergonha destes discursos de que a fama não é nada, a fama leva sim a lado algum. A fama dá dinheiro sim e os artistas em angola serão milionários. Porque as coisas vão mudar. Até esses empresários daí do #bunguelebangue também não vendem nada, não estão mesmo com nada”. Ela fala com a convicção da matumba que se acha PhD.
Vídeos para referencia:
“Esta pouca vergonha destes discursos de que a fama não é nada, a fama leva sim a lado algum. A fama dá dinheiro sim e os artistas em angola serão milionários. Porque as coisas vão mudar. Até esses empresários daí do #bunguelebangue também não vendem nada, não estão mesmo com… pic.twitter.com/qRoWMshcLT
A “Fama” significa ser conhecido por algum talento por um publico amplo com pessoas disponíveis, os fãs com tempo e dinheiro, para interagir com o famoso, seja para se divertir, para suprimir uma necessidade emocional, como sentir-se poderoso por ajuda alguém que é importante para comunidade, ou para usar a fama para vender seu proprio produto, seja directamente por meio de contact individual com so fãs ou por publicidade. Estamos diante de uma simples dinamica de mercado, em que cada canditado a famoso esta a competir pelo mesmo numero de possiveis fãs multiplicado pelo dinheiro que eles tem disponivel para se divertir. Sendo que o mercado Angolano é pequeno porque o numero de pessoas disponiveis é reduzido, sendo que apenas empresas com ampla clientela, como a Cuca e a UNITEL, conseguem angaria recursos da massa de consumidores pobres para transmitir este dinheiro aos famosos de seu gosto.
A ideia de fama se reduziu se reduziu apenas ser conhecido pelo publico, mesmo que seja por maus motivos e ausencia de qualque talento, fenomeno exarcerbado pelas redes sociais que que permite criar micro celebridades por meio da viralidade.
A Viralização significa que há uma fonte quase infinita de famosos a baixo custo, do ponto de vista do consumidor, sendo isto reduz ainda mais o incentivo do consumidor gastar dinheiro com famosos individuais, além de que a propria dinamica da viral que tem pouco tempo para monetizar a fama. A possibilidade de ser conhecido por muitas pessoas em pouco tempo é uma ilusão que atrai muitas pessoas, agora tens famosos por benevolência com TikTok.
A própria noção de Fama subentende perenidade, que requer trabalho, não precisa-se de muito esforço para um Angolano reconhecer o Sebem mesmo 10 anos depois de sua morte, agora quem lembra da sétima tiktokeira que bateu em Janeiro ?
Há milhares de sub celebridades que não vão a lugar algum com a fama, seja por música ou outra coisa, daí o conselho da Frank: tenha um trabalho e faz música como hobby.
Se tiveres um hit, podes tentar construir carreira e tentar monetizar a fama, caso contrário trabalhe e continua tua vida.
O mercado português é maior que o Angolano, e ainda assim o mercado tem um número limitado de lugares disponíveis, parte dos músicos são pessoas que não precisam de viver da música (herdeiros, trabalham ou se contentam com pobreza) da a ilusão de muito dinheiro disponivel.
Quem saiu do zero de ilude com um pouco, talvez seja este o caso da Jessica, mais o número de pessoas que não ganham algo com fama é maior do que os que “vivem da mesma”, lembre o DJ lolo a chorar que a música dele teve sucesso sem que ele conseguisse recuperar o dinheiro gasto na sua promoção.
Qual é a proporção da renda de cada fã que deve ser transmitida ao famoso para que tenha uma vida de classe media, uma vida de famoso com todos os luxos inerentes, para viver fora do Pais ?
Claro que é possivel que famoso pode recorrer a uma pessoa politicamente connectada e firar palhaço do circo de alguma campanha eleitoral, mais quantos famosos os Partidos precisam para atingir o seu objetivo de comunicação ?
Resumindo, estamos diante de alguém que não tem a inteligencia de perceber que a sua situação pessoal não é generalizada, até porque quando a jarda e os seus da Jessica cairem, ela vai descobrir que não era famosa por cantar, mas por ser uma gostossa de uso publico.
Quando a Jessica Pitbull fala em “patrocinios”, apenas demonstra que não tem a inteligencia de perceber o seu papel no mercado, acha que as pessoas lhe devem favores, alias atitude muito difundida entre mussicos Angolanos no fim de carreira, que lamentam que “não recebem ajuda” apesar de terem proporcionado alegria ao povo, quando receberam remuneração pelo entretenimento que proporcionaram no auge de sua fama.
Os vários memes que sobre as pessoas poderiam “salvar o Pais” matando o Presidente da Republica, o piloto ou barbeiro, mostra apenas que a maioria das pessoas não tem a experiência de participar de uma instituição complexa, talvez a única vez foi na escola dominical, por exigiam parental, isto apesar das mesmas pessoas gritarem sobre “sistema”.
Líder é a expressão das pessoas que lidera, constituído pelo grupo de trabalho escolhido (O Governo), o grupo de trabalho que ele não pode mudar (O Estado), os seus concorrentes (a oposição), as pessoas para quem ele trabalha (o Povo Angolano), e pessoas que tem um poder superior a ele (FMI, EUA, etc), alem de lidar com factos do mundo material. Nenhum destes grupos desaparece só porque o Líder saiu de cena, como aconteceu com JES. Ou seja o desejo assassino expresso no meme é inútil, para o propósito dúbio de “melhorar Angola”.
Nada contra o trabalho ou competência de JLO, mas ele não é uma destes grandes figuras da Historia, cujo o carisma e perspicácia, é um motor dos acontecimentos, a maioria tenta o seu melhor para navegar uma serie de factores fora do seu controle, e alguns destes factores não sou tem cabeça própria, como podem matar seu líder se este não se conformar aos seus desejos, sejam estes altos ou baixos, este ultimo sendo o caso Angolano. Ou seja, é menos ser o pastor de um um rebanho de animais mansos e obedientes sobre o qual tens um poder absoluto, e muito mais uma matilha de cães famintos, perdidos no meio de uma selva.
O modelo de grande líder para muitos Angolanos, na base vídeos de Youtube, Jonas Savimbi, nem se quer era isto, prova disto é que seus pupilos não parecem terem mudado muito apesar de sua morte. Ele era tão incapaz de os dirigir que tinha de matar aqueles que tinham ideias diferentes das suas. Ser um Grande Lider é algo reservado para um Napoleão, Hitler, Alexandre o Grande, De Gaule, Churchill ou Cortez.
Isto me diz que a maioria dos Angolanos que comentam sobre política não tem a capacidade de entender o assunto sobre o qual opinam, e estas pessoas tem o direito de votar ou ter cargos públicos. Isto é assustador. Estas pessoas precisam de um advogado e de um psicólogo.
O livro “Confissões de Um Estadista” é um sintoma da pseudo-intelectualidade em Angola.
O livro de Satula é uma fraude e a sua recepção positiva pelo público é o sintoma do triunfo da pseudo-intelectualidade em Angola. O problema não é meramente que o livro tem como fonte a prática ocultista da psicografia, que consiste em um espírita escrever segredos revelados a si pelo espírito de um defunto. Se fosse apenas isto e o autor assim se apresentasse o livro, seria apenas uma curiosidade, sendo cada pessoa livre de o tratar conforme a credibilidade que confere ao ocultismo e nos poderes da co-autora do livro, a psicógrafa Solange Fabia. Será que ela conseguiu falar com o espírito certo? Pode ter sido um demónio qualquer. Se conseguiu, como tem certeza que lhe contou a verdade? Ou será que obrigou o espírito de JES? Talvez ela tenha falado com um demónio qualquer, ou simplesmente deixou a sua imaginação guiar a lapiseira, até porque boa parte das supostas revelações são apenas os rumores de sempre que se ouvem em Angola. Até poderia ser divertido, se fosse apenas isto. O primeiro problema é que Satula apresenta o seu livro como sendo um livro de confissões feitas pessoalmente por JES em vida, recolhidas de modo científico e fidedignas, como se tivesse como fonte um manuscrito ou gravações deixadas pelo ex-presidente. Satula está a praticar publicidade enganosa, prometendo um livro de memória, nos dá uma especulação ocultista. O segundo problema, sintoma de uma crise da inteligência em nossa sociedade, é a maioria das pessoas não reconhecerem a natureza do livro que, apesar de dois indícios simples e evidentes: primeiro a autora é psicógrafa, ou seja, ocultista, e segundo o texto sugere que é um diálogo com o Espírito de JES. Basta ver que no texto de apresentação, Satula diz que “depois da morte física o Espírito de JES (Espírito Eduardo) revelou todos os segredos”. O Club-k, que é o maior portal Angolano de informação na internet, publicou um artigo sobre o “livro de confissões de JES” publicado por Satula, dizendo que estas confissões foram recebidas em vida depois de 2017. Porém isto contradiz o que Satula apresenta em seu texto. Contudo, ao escrever que a “entrevista é feita em forma de psicografia”, como se fosse apenas um estilo de redação e não uma prática ocultista, os redatores do portal não inspiram muita fé. Isto demonstra que as pessoas que se dizem isentas e que procuram informar as pessoas com veracidade sofrem dos mesmos males que o resto da população, sofrem de analfabetismo funcional e são incapazes de apreender a realidade. A importância deste livro, como momento cultural, é o triunfo do pseudo-intelectualismo. Primeiro, por Satula apresentar a natureza de seu livro de modo fraudulento, apresentando um livro ocultista como se fosse um livro de confissões pessoais, como já dissemos. Segundo, porque mostra que os Angolanos carecem de um senso crítico, sendo incapazes de avaliar a veracidade das informações que recebem, o que deveria ser composto por algumas perguntas essenciais: qual é a fonte da informação? Qual é o grau de confiabilidade da informação? Qual é o grau de razoabilidade da informação? E, finalmente, como é que posso provar que a informação é verdadeira ou falsa? Isto acontece, em parte, porque as pessoas confundem seus sentimentos com pensamentos, e quando sentem prazer porque um livro finalmente confirma as suspeitas que têm sobre seus inimigos, então este livro deve trazer a verdade, porque isto significa que elas tinham razão e ter razão é bom. Thomas Sowell já disse: “O problema não é que João não saiba ler. O problema nem é que João não consegue pensar. O problema é que João não sabe o que é pensar; ele confunde isso com sentimento.” Deste modo, fica fácil praticar o viés de confirmação, afinal a busca da verdade não é a sua motivação primeira, mas sim a satisfação de suas necessidades emocionais. Eles buscam informações que confirmam aquilo que sabem e querem que seja verdade. Muitas vezes, essa pessoa quer sentir a segurança de fazer parte do senso comum e de dizer uma coisa que é óbvia, sendo que não é raro ouvir ela dizer que “todo mundo sabe” que é verdade o que ela diz ser verdade. Fala assim para induzir em si um estado agradável, sendo que o quadro é histérico, com a pessoa se auto-convencendo do que fala. Isto, deste modo, demonstra o triunfo da mentalidade revolucionária na cultura Angolana, sendo que as pessoas não avaliam uma verdade segundo o seu grau de veracidade (ser verdade e parecer ser verdade, ser verdade e não parecer ser verdade, não ser verdade e parecer ser verdade, não ser verdade e não parecer ser verdade). Preferem um critério muito mais simples: a informação é aceita como verdadeira se reforça a causa política, e a notícia é tida como falsa se enfraquece a causa política. Esta decisão pode ser justificada por meio de “argumentos” que se resumem a uma variação da linguagem intimidante, em que se tenta colocar o interlocutor diante da escolha de concordar consigo ou ser cúmplice de algum mal, ou outros artifícios de sofisma, evitando a todo custo falar da realidade e avaliar os méritos da questão em contenda. O discurso revolucionário não foge de inventar mentiras e não precisa de ser consistente, basta que seja politicamente eficaz na conquista do Poder. Parece, à primeira vista, estranho que o livro de Satula pinte JES no papel de uma vítima de “Os lobos que o cercavam” e sobre os quais “[JES] deixou de ter qualquer controlo sobre essa interminável matilha”, na verdade é apenas normal que assim seja, pois agora que está morto e não sendo mais um concorrente, JES pode ser reciclado para ser usado contra os Dirigentes actuais, pois são o obstaculo actual a conquista do poder pelo revolucionarios. Concluindo, devemos dar a resalva que não se julga um livro pela capa, que deve se avaliar o conteudo para que seja confrontado com a realidade e avaliado diante do principio de veracidade. Sendo que a presente avaliação é na base de trechos partilhados pelo autor e o no texto feito no seu perfil de Facebook para anunciar o lançamento do livro, além de avaliar a propria reação ao livro pelo publico, na base de comentarios de facebook e artigos de jornais de internet. Talvez se trate de um artificio literario, porém estes devem ser claramente anunciados aos leitores. Se o Satula recebeu as confisões do JES em vida, então que o diga claramente, se esconder atras de uma pratica ocultista por medo de represalias significa apenas que o texto fica suspeito porque não é possivel sabermos o que é verdade e o que é fruto de imaginação. Deixa aqui textos para que o leitor possa julgar minhas conclusões, e não sendo kimbandeiros e ocultistas, como a co-autora de Satula, vamos ter de esperar ter uma copia do livro para tirar nossas conclusões finais. E se JES se dirigisse à Nação o que diria? Se desse um testemunho sem subterfúgios e sem voltas que impacto teria em Angola? Se depois da morte física o seu Espírito (Espírito Eduardo) revelasse todos os segredos guardados desde 1975? Se ele revelasse o real motivo da Guerra pós 75? Se revelasse os motivos do 27 de Maio? Se falasse das eleições de 1992? Da corrupção das famílias, das instituições que ajudou a (não) construir? Se falasse dos erros da sua governação, dos “lobos” que criou e ajudou a engordar? Dos partidos que desestabilizou e dos políticos (da oposição) que recebiam mesadas chorudas? Dos líderes religiosos que tinham “pacto” com o ele e o seu sistema? Da maior decepção que teve depois de deixar a Presidência? Pois então, tudo isto está dito e nada mais será segredo! tudo ficou dito nas “Confissões de Um Estadista”. (Apresentação pública: 09 de JUNHO – Lisboa e 28 de AGOSTO – Luanda). “Não quero com isto dizer que não tenha sido beneficiado por esta fortuna, porque os lobos que eu criei também me alimentavam, ao mesmo tempo que se espalhavam pelo país, multiplicando-se com tanta rapidez que depressa deixamos de ter qualquer controlo sobre essa interminável matilha que, descontrolada, espalhava a corrupção por todo o país, pois uns estavam ao serviço dos outros, bloqueando assim qualquer tipo de crescimento social.” (Trecho de “CONFISSÕES DE UM ESTADISTA”). “Os lobos que me cercavam porque precisavam do alimento que lhes proporcionava, porque lhes garantia o poder, fizeram de mim a presa. Sentiam a necessidade de me proteger para que o poder que deles emanavam em meu nome continuasse” (Trecho de “CONFISSÕES DE UM ESTADISTA”).