O Francisco Teixeira é o ativista burro perfeito

O Francisco Teixeira é o ativista burro perfeito. Veja essa frase dele aqui: “Se eu tivesse poder, iria acabar com o ensino privado.”

O espírito parasita do ativismo

Sim, como é um parasita. Por que é que é um parasita? Um parasita é aquele que tenta viver pela boca, ao invés de viver pelo trabalho. E isso não é apenas uma tendência da modernidade. Os quimbandeiros, nessas idades tradicionais, também eram parasitas. Porque eles tentavam colocar medo no coração das pessoas para depois viver das ofertas que as pessoas davam aos supostos deuses. E o teu deus é o Estado.

Então, ao invés de você deixar as pessoas trabalhar e tentar resolver problemas reais que existem na sociedade, você está satisfeito em fazer apenas agitação com a boca. Porque qual é o problema desse senhor com o ensino privado? É simples. O ensino privado reduz o número de problemas que ele pode apontar. Porque ele vive de apontar problemas, e não soluções. Porque o ensino privado é uma forma de solução. E é uma solução mais direta.

Ensino público versus ensino privado

Veja, se tudo depender do ensino público, o que é que vai acontecer? Se, por exemplo, você precisar de uma vaga ou a escola não tem condições, o que é que você tem que fazer? Tem que chamar o ativista aqui, Salvador da Nação, para ir fazer uma manifestação, para ir falar com o diretor provincial, para ir falar com o diretor municipal, para ir falar com o Ministro da Educação, para ir fazer protesto em frente da Casa do Presidente, ou ao Presidente. Isso vai levar quanto tempo? Um ano, dois anos, seis anos? Até, se calhar, na próxima eleição, ele resolver o teu problema.

No ensino privado é simples. Eu tenho o meu dinheiro, por exemplo, tenho 30 milhões de kwanzas, chego numa banda, anoto: “Olha, aqui não tem uma escola, as crianças estão a estudar muito longe, no outro município. Eu vou construir uma escola com 20 milhões de kwanzas, cobrar uma propina de 5 ou 10 mil kwanzas e ver como é que vai andar o negócio.” Se eu tiver boa aceitação dos pais, eu vou pegar a parte do dinheiro que eu vou arrecadar das propinas, vou ampliar a escola e talvez criar condições, colocar ar condicionado, outra sala, ou se não, às vezes nem precisa de ar condicionado.

Para algumas situações, a pessoa só precisa do serviço de escola, mesmo que não tiver mordomias ou luxo. E isso, eu como privado, eu posso resolver isso em seis meses. Preciso de alguns meses para anotar que há um problema. Se eu já tenho dinheiro para investir, invisto logo. Se não tiver, eu peço empréstimo. Mas é tudo resolvido em menos de um ano.

A ameaça à mente ativista

E isto é uma ameaça para a pessoa da mente ativista. Porque a pessoa da mente ativista tem o espírito do parasita. O importante não é resolver os problemas, o importante é o problema existir para lhe dar mais poder.

Então, para isso, ele tem que pôr fim às escolas privadas em Angola. E ele vai dizer: “Não, mas tem que acabar porque elas são escolas privadas, são dos dirigentes.” Olha, se o tal dirigente não tem inteligência suficiente para usar o dinheiro que ele conseguiu ao trabalhar no Estado durante 20, 30 anos, para construir algum tipo de empreendimento, é um dirigente burro. É mesmo burro. E não é o tipo de pessoa que nós queremos para dirigir este país.

Então, se realmente há dirigentes aí que, durante o seu tempo de carreira, pensaram em poupar dinheiro para construir um colégio, uma instituição, epá, parabéns para eles. Eu não vejo qual é o motivo de lhes atirar pedras. Mas agora, ele vai colocar no barco dos dirigentes os cidadãos privados que, com seu próprio dinheiro, construíam suas escolas. Esse não tem o direito de trabalhar?

A ilegitimidade do ativista

Então, você quer dizer que quando você tiver o poder, você vai impedir outros angolanos que tiveram o juízo de poupar dinheiro, construir um empreendimento e gerir esse empreendimento – coisa que você nunca fez na tua vida? Ah, você é presidente da quê? Associação de Estudantes Angolanos.

Quem votou para ti? Eu fui estudar nesse país. Nunca ouvi falar de ti. Quem votou para ti? Até onde eu sei, tem tipo seis ou sete Associações de Estudantes de Angola. Por que é que você é mais representativo do que os outros? Epá, os pais reclamam de fraude eleitoral, mas olha, isso é tipo se passar por namorado de uma dama. Então, se uma dama… você chega no bairro e diz: “Olha, eu sou namorado da Maria.” Mas a Maria nunca te deu sim, mas você está a autoproclamar-se namorado. Isso não é fraude? É fraude.

Quem votou para ti? Quem é o estudante que te escolheu como sendo líder? E quem te deu o poder de você ser contra os outros angolanos trabalharem? Só temos que ficar aqui a te ouvir? Você tem que ser Ministro da Educação para resolver todos os problemas do universo? Nós não temos cabeça, só temos que te ouvir?

O papel do Estado

Meu, o Estado é uma entidade por natureza corrupta, por natureza ineficiente, que é necessária para certos tipos de assuntos como infraestruturas pesadas – pontes, barragens e coisas do género que o privado não consegue construir. Defesa nacional, porque se você não tiver um exército nacional, vamos ser invadidos pelo Ruanda e vamos todos falar a língua das galinhas. Para esses efeitos – emissão também de moedas – para esses efeitos, o Estado é necessário.

Obviamente que por motivos de unidade nacional, por motivos de legitimidade, o Estado também tem que construir algumas universidades de referência, algumas escolas públicas e coisas do género, mas não significa que o Estado tem que ser a única entidade que construa essas infraestruturas.

A contradição do ativista comunista

Nós já não estamos no comunismo. Você diz que lutas contra um partido que foi um partido comunista, mas você também é comunista. Daqui a pouco vai acordar de manhã e vai começar a ralhar você sozinho, a falar sozinho:

“Baixa o comunismo! Baixa o comunismo! Baixa o comunismo! Baixa o comunismo!”

Porque você é comunista, como as pessoas que você critica. Num dia que você está a criticar, eles vão tentar sair dessa mentalidade do comunismo e ir para uma mentalidade capitalista.

O Estado não pode ser o único ator da economia. Quando você vem aqui dizer-nos que você vai acabar com o ensino privado, você quer que o Estado seja o único a trabalhar. Os outros não vão poder trabalhar.

A hipocrisia do discurso

E você recebe dessas pessoas que reclamam: “Não, não se ouve os jovens. Os jovens também têm ideias.” Mas calma só. Quando você impede as pessoas de trabalharem, você ilegaliza todo um setor económico. Você também está a opor-se às ideias dos outros.

Porque é o seguinte: um investimento é uma ideia levada à prática pelo dono da ideia. Ou seja, o dono da ideia acredita tanto na ideia dele, que ele sozinho investe o seu próprio dinheiro. Ele põe em risco o seu dinheiro, o seu suor nesta terra para concretizar essa ideia. Essa pessoa é menos importante do que você? Porque você acha que a ideia que você próprio não quer investir na tua ideia é mais importante?

Ou seja, a ideia que depende do dinheiro dos outros é mais importante que a ideia que está a ser posta em prática pelo dinheiro da pessoa que teve a ideia?

O desafio ao ativista

Porque é o seguinte: se você acha que é isto tão bom de educação – porque eu já vi um outro vídeo em que você estava a reclamar dos salários pagos pelas escolas privadas de Luanda – faz o seguinte: abra a tua escola e nos mostre como é que você pode gerir uma instituição privada de educação em Angola pagando salários dignos.

Queremos ver. Estamos aqui sentados para ver já o génio aqui da educação.

Ele nem esta sozinho neste caminho, a presidente do SINPROF tem o mesmo discurso.

O ministro da Agricultura está errado: os Angolanos querem ser pobres

O ministro da Agricultura está errado: os Angolanos querem ser pobres.

O problema em Angola é uma confusão entre querer e desejar. Como disse Sartre, ‘o desejo é a consciência de uma falta, mas só a ação transforma o desejo em um projeto.’ Ou seja, querer é desejar algo e fazer o necessário para trazê-lo à fruição; desejar é só uma vontade sem ação. Se eu notar uma mulher bonita rua, que mova a cobiça de meu peito mas sem falar com ela, estaria eu realmente querendo ela ? Nao, mas seu ele endereçar-lhe a palavra, disposta a aceitar o fracasso ou o sucesso, as duas consequências possíveis de minha impudência. O mesmo se dizer de um aluno que diz querer passar de classe, mas que foge o trabalho intelectual necessário para estudar.

Isso se aplica também ao campo económico: todos desejam ser ricos, mas quantos realmente querem, no sentido de aceitar as causas e sacrifícios? Como Bourdieu observou, ‘o habitus transforma necessidades objetivas em projetos subjetivos, convertendo o desejo em práticas sistemáticas.’

Há também o facto de que muitas decisões foram tomadas antes do nosso nascimento, influenciando-nos. Se olharmos para a média das decisões económicas dos angolanos, não vemos uma vontade clara pela riqueza. Como Foucault apontaria, não é apenas uma questão de vontade individual, mas também das estruturas sociais que moldam essas escolhas.

Do ponto de vista da classe pobre, a alta taxa de natalidade demonstra uma ausência de um desejo genuíno pela riqueza, pois isso perpetua a pobreza, já que nenhum dos filhos recebe o mínimo de atenção, amor, comida e educação. Do ponto de vista da classe média, a obsessão por bens de luxo como iPhones e carros de luxo importados de segunda mão, alias o simples facto que a Jetour faz sucesso com um SUV ao inves de um turismo, que seria mais pratico, ilustra a preocupação do Angolano de classe media pelo status acima a poupança ou do investimento. Angola tem uma baixa taxa de poupança baixíssima e o nosso mercado de capitais atrai pouco investimento. Estes factores evidenciam a falta de uma vontade real de construir riqueza. E do ponto de vista da classe alta, nota-se que muitos envolvidos em esquemas de corrupção o dinheiro para consumo imediato, como casas, garotas de programa e viagens no ultimo escândalo da AGT, que ainda esta a ser julgado, no estilo Major Lussaty. Um corrupto inteligente, sabendo que a ilegalidade tem limites, investiria para criar riqueza produtiva a longo prazo, mas o tolo acha que sempre vai conseguir roubar …

Em conclusão, sim, o ministro está errado, mas não são apenas os agricultores do planalto que querem ser pobres. O angolano médio, em média, quer ser pobre nas suas escolhas, pois não transforma o desejo em um querer consistente.

Fácil exteriorizar preferenciais verbais, porem as colocar em praticar, nisto se sabe o querer verdadeiro das pessoas.

Notas sobre a entrevista de Vladimir Putin com Tucker.

A entrevista de Putin com Tucker teve 150 Milhões de visualizações nas primeiras 24 horas de sua publicação no Twitter:

A entrevista começa de modo icónico, e que esta a ser inspiração para memes e por isto ficara gravada na memoria mundial, em que Putin pede um minuto para dar contexto histórico e acaba dando uma aula sobre a historia da Rússia … ele poderia ter sido mais eficiente dizendo que a Ucrânia é um Estado artificial criado pelo Governo Ilegitimidade de de Lenine e que terras Russas, como a Crimeia, foi adicionadas a este pelo Ucraniano Kurshev, teria sido mais honesto porém os mitos são amaras que criam raízes na carne, as retirar pode ser doloroso, e muitas vezes o Putin fala em “motivos inexplicáveis” das acções de governos anterior da Rússia e da URSS porque as explicar seria outro problema. Sendo que a Rússia abraça legados contraditórios de sua historia, como no caso de soldados trajando, simultaneamente, as bandeiras da Rússia Imperial, da URSS e da Federação Russa … partilhando com Ocidente, uma obsessão pela Segunda Guerra Mundial, como se nada antes existisse.

Porém, o preâmbulo sobre historia antes de explicar seus motivos para tomar a decisão de invadir a Ucrânia parece excessivo, e quase cómico, quando não se sabe que Kiev reivindica não apenas sua independência mais o lugar de Moscovo, como representante legitimo do Povo Eslavo, colocando assim em causa a legitimidade do Estado Russo, e não apenas do Governo de Putin, sendo que estamos mais próximos de uma dinâmica similar ao conflito entre a Republica Popular da China e a Republica da China (Taiwan), ou as duas Correias, do que de um mero conflito territorial.

O video “Theft of millennia: how Moscovia rebranded itself as ‘Russia’ ” é um exemplo desta rethorica.

Diante desta realidade, é natural que Putin sinta a necessidade de apresentar uma visão da historia que defenda a legitimidade, não apenas de sua decisão, mas da existência do próprio Estado Russo… mesmo que parece um lunático da FLEC a falar Simbulabuco para justificar seu movimento separatista.

Putin finalmente chega as causas “imediatas da guerra”, do ponto de vista de equilíbrios geopolíticos embalsamados no “realismo”, longe do romantismo ocidental de um “Putin Louco” e uma “defesa da democracia ucraniana”, sendo que o Presidente Russo diz ter tomado a decisão de tomar invadir a Ucrânia por causa de primeiro, dos repetidos golpes promovidos pelo Ocidente (NATO) para instalar governos avassalados na Ucrânia, culminando na revolução de Maidan, e ascensão do Zelensky ao Poder, que apesar ser eleito com uma programa pela paz e reconciliação com a Rússia, foi abrigo a adoptar uma postura hostil por um governo militar oculto as ordens da NATO.

Documentário do Vice :

Segundo, a campanha militar do Estado Ucraniano contra Russos Étnicos, inicialmente dissidentes e depois separatistas, em uma dita “Operação Anti-terrotista (ATO)” que viu-o o bombardeio de cidades do Donbas pela aviação e artilharia de Kiev. Recomendou o livro “85 Days in Slavyansk”, escrito por uma testemunha ocular, reconta esta guerra convencional que acabou com a derrota do exercito de Kiev.

Terceiro, diante da impossibilidade de continuar a guerra contra os separatistas do Donbas, por conta da intervenção diplomática Russa e da ameaça de uma intervenção de suas forças, que foi materializada em parte com a tomada da Crimeia, os Ucranianos iniciaram um programa de mobilização com ajuda directa da NATO para retomar o Donbas pela força, recusando-se a cumprir os vários acordos de paz, assinados entretanto, até ter as forças suficientes para atacar.

Quarto, a existência de uma corrente neo-nazista na Ucrânia é inaceitável para a Rússia, hostil aos Russos da Ucrânia e da Rússia.

Em suma, Putin invadiu porque as tentativas de negociação com o governo Ucraniano foram infrutíferas e que este se preparava para levar a cabo uma guerra de agressão contra os Russos da Ucrânia e na Rússia, porém não aceita que seja uma guerra entre povos, pois na visão dele os dois povos estão tão entrelaçados que estamos diante de uma cenário de guerra Civil, em duas partes do povo Russo.

A entrevista de Vladimir Putin com Tucker Carson é histórica em vários níveis, não apenas pelo momento icónico em que Putin pede um minuto para dar contexto histórico, para explicar sua decisão de invadir a Ucrânia, e acaba dando uma aula de 30 minutos sobre a historia da Rússia. Primeiro porque consagra e oficializa a o formato digital, que livre das limitações de uma grelha de 24 horas, que eram antes técnica mas que ao longo do tempo permitiu criar uma forma de censura pelo culto da brevidade e o critério de relevância, com o jornalista tendo o poder de decidir que tópicos vão ser vistos pelo publico, e com que frequência. O facto do conteúdo estar a qualquer momento e que poder ser consumido sem interromper as actividades diárias, como acontecia com a televisão, permite uma explanação plena e sem possibilidade de manipulações pelos Jornalistas.

A entrevista de Putin com Tucker tem um precedente na entrevista que Donald Trump concedeu a Alex Jones, que foi a primeira oportunidade que ele teve de fala abertamente ao publico América,aumentando sua popularidade até conquistar a presidência.

A reacção ocidental tem sido meio que histérica,com o deputado Europeu Guy Verhofstadt e jornalistas declaram que a entrevista era “anti-democratica” porque Putin podia falar directamente com o publico ocidental e ex-primeiro-ministro Britânico Boris J. a chamar o Tucker de “traidor”.

Claro que isto é uma calunia histérica, afinal outros jornalistas já arriscaram a vida para entrevistar lideres inimigos em tempo de guerra, por exemplo Stoddard na segunda guerra mundial.

Este sensacionalismo Ocidental se manifesta até no próprio Tucker, quer pergunta diz ao que Putin que este “parece amargurado…” e este responde que “não é amargura, é apenas uma declaração de um fato. Não somos noivos.”, ou seja o Ocidente supostamente racional e pragmatista, se sente mais confortável no discurso das emoções, com heróis e vilões, do que no mundo dos factos e da racionalidade, exigindo que seus adversários ficam em silencio enquanto são caricaturados. Lembram-se quando a França foi objecto de chacota por se opor a invasão Americana da Iraque ? Taxados de Ingratos, covardes resgatados pelos corajosos Americanos na Segunda guerra Mundial, por apenas pedir provas concretas da existência das supostas armas de destruição em massa do Saddam Hussein … Emoções acima de evidencias.

A histeria é justificada, pois a entrevista quebra a imagem de Putin criada pela media ocidental, de um ditador louco que quer conquistar a Ucrânia e depois o mundo, pois Putin dá as suas razões e prova assim que há possibilidade de negociações, enquanto que o ex-primeiro ministro Britânico quer transformar isto em uma cruzada contra o mal em que não há negociações !

Outros momentos interessantes da entrevista foi o Putin a explicar ao Tucker que não importa apenas as qualidades individuais e Opiniões de um Chefe de Estado, mas também da Elite a sua volta, ou seja o Estado e Governo, que devem estar de acordo com este para que suas decisões sejam implementadas. A serie “Yes Minister & Prime Minister” é um excelente documentários sobre o tópico.

A entrevista pode ser uma tentativa, por parte de uma facção das Elites Americanas, de efectuar o pivot para Ásia, anunciado pelo Obama e executado pelo Trump, de modo a lidar com a ascensão Chinesa, e que seria possível por meio de uma paz negociada com a Russia na Europa do Leste. Sendo que o próprio Putin sugeriu, explicitamente e depois com piadas, que Tucker é um agente da CIA e por isto representante desta mesma Elite, o que não é uma ideia extravagante pois o seu pai foi director da Voz da América e o controle secreto da media pelo Estado é uma pratica normal do Ocidente.

Claro que o Putin tem uma agenda e objectivos de propaganda, com a entrevista sendo direccionado a um publico Russo, porém isto a torna mais autentica, até porque parece que Putin, contrariamente a Biden, não estava a ser auxiliado por um assessor, por meio dos auriculares, que pareciam ser apenas para tradução, pois este o teria dito para parar de se perder na aula de historia.

Este pivot estratégico para o Oriente esta no interesse Russo, pois os BRICS não é uma aliança viável que permita a Rússia enfrentar a hegemonia Americana, com interesses incoerentes e problemas internos graves, sendo que a Rússia não tem interesse em um campanha anti-Americana no estilo da Guerra Fria e quer paz na Europa sob condição que afaste o perigo Ucraniano, militar e subversivo, e finalmente porque os EUA ainda tem a iniciativa estratégica pois a Rússia foi incapaz de conseguir uma vitoria convincente na Ucrânia que posso preservar forças suficientes para conseguir uma vitoria decisiva com a NATO na Europa do Leste, o que requereria uma conquista dos países Bálticos e a destruição das forças da NATO estacionadas na Polónia, para evitar que a Bielorrussa seja uma segunda Ucrânia. Em suma, uma vitoria Americana é possível apesar de uma derrota na Ucrânia, pois o objectivo dos EUA é manter usa hegemonia global, que é realmente ameaçada pela China, sendo que a mobilização massiva Russa actual não teria sido possível sem uma resposta Chinesa em tempo de pais, sendo que Washington precisa apenas criar a oportunidade para um conflito entre os dois colossos da Ásia, com a Rússia tendo muito mais a ganhar recuperando Porto-Arthur do que Vilnius, para depois colher os frutos, como aconteceu na segunda guerra mundial.

Escrevi sobre o assunto no texto abaixo:

Angola esta posicionada para colher os benefícios de uma vitoria Americana sem ter de tomar uma postura agressiva contra a Rússia, e recusando de aderir a moda dos BRICS, isto é vantajoso porque um futuro governo da China que seja pro-ocidental, se Taiwan tomar o controle do resto da China depois de uma vitoria dos EUA, poderia por exemplo perdoar parte da divida Angolana. Angola é o único pais de grandes dimensões com um Estado funcional na África Austral e Central, especialmente com a implosão da África do Sul, que descrevi no texto abaixo:

Uma conversa com Florbela Catarina Malaquias, autora de Heroínas da Dignidade.

Tivemos o prazer de conversar com a Dra Florbela Catarina Malaquias, autora de Heroínas da Dignidade, uma historia pessoal de seu percursos no período independência e guerra antes de 1992, abordando a vida no Maquis, política e historia da UNITA, e sobre o verdadeiro Savimbi.

Nesta entrevista a autora desafia os seus críticos a entrevistar os descendentes e familiares das vitimas das “queimadas das bruxas”, falando detalhadamente do extermínio quase que total da família Chinguji, e outros crimes cometidos pelo Savimbi na Jamba, para verificar se escreve a verdade.

A Dr Flobela pediu que cada Angolano deveria escrever sua historia pessoal com honestidade, porque assim a soma das historias individuais poderia nos dar uma melhor ideia da historia real de Angola, tendo esperança que a Comissão para homenagem às vítimas dos conflitos políticos, no período de 11 de Novembro de 1975 a 4 de Abril de 2002, possa também estudar estes acontecimentos e homenagear as vitimas de quem fala no livro.

A conversa durou 4 horas, e foi transmitida no Youtube, e no Facebook na pagina Patria Conservadora Angolana e Clube do Livro.

Nota: Houve um pequeno problema de áudio no inicio.

Pode comprar o livro na Amazon (Em papel e no Kindle Ebook), na livraria Cha de Caxinde, ou contactar a autora na sua pagina do Facebook, https://www.facebook.com/heroinas.da.dignidade/, e Website https://heroinas.belamalaquias.com.

Livros Citados e Recomendados:

1- Revolução dos Bichos, de George Orwell

2- O Fim da Extrema-Esquerda em Angola, Leonor Figueiredo