JLO o melhor piloto, vivo ou morto, do universo.

Presidente JLO, Timoneiro da Nação, garante ao povo Angolano que sua experiência de navegação fluvial adquirida no exercito de Terra o permitira pilotar a aeronave Angola a uma boa paragem e que ele ka recebe falidas do aviao presidencial de vez em quando.

“Meu antecessor tirou uma boa parte do combustível para ficar mais simples e isto permitira atravessamos estas nuvens negras sem makas, especialmente para os passageiros que estiverem no porão com a carga.”, disse o maravilhoso presidente.

Eu sei exactamente aonde voces querem ir, adiantou, por isto mesmo que o aviao sacuda muito nao precisa se preocupar, vir incomodar o piloto ou se atirar do aviado.

Contactamos a forca área para comentários sobre as varias vezes que #JLO ajudou a rebocar aeronave avariadas para Lisboa, porem todos os oficias estavam com gripe e nao poderiam falar.

Faculdade de Filosofia entre Kemetismo e Activismo

Estive na Mesa Redonda sobre “O Ensino da Filosofia Africana e a Profissão de Filosofia em Angola”, realizada Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade Agostinho Neto, foram oradores os estudantes do Curso de Mestrado em Filosofia, Ubaldo Segundo da Silva e José António Ernesto, com a moderação, do Professor Doutor Pedro Felisberto Bondo, Chefe de Departamento de Filosofia, e me ver as seguintes coisas:

  1. Os Oradores tinham boa técnica retórica, apesar que um deles tivesse um estilo artificial come que de um político que quer impressionar a plateia.
  2. Um dos oradores toma a existência de uma “filosofia Africana” como um facto óbvio que nao precisa ser provado, e apela para um argumento de autoridade temporal: Em plena ano de 2019, isto e tempos de modernidade, nao há o direito de questionar a sua existência. Isto mostra uma falta de rigor, pois a filosofia surge da necessidade dos gregos de ser orientar entre os pretextos e intrigas políticas dentro da Polis e entre as Polis do Mundo Helénico, face ao perigo do Imperialismo Persa, ou seja a filosofia necessita de uma unidade Política e Cultural, ora se África nao tem esta unidade entao como pode ter uma filosofia ?
  3. O pressuposto que leva os oradores a aceitar a existência da filosofia Africana nao e a realidade, mais um Pan-africanismo  caricatural que podemos chamar de Kemetismo e que tem dois axiomas “tudo que foi feito por um negro ou no continente Africano serve de base para um orgulho racial Negro” e que quase tudo foi criado por negros, e a própria Audiência mostra sinal disto em suas perguntas. Ridicularizado na Internet pela frase “We Wuz Kangz” , e um fenómeno cultural que nasceu nos Estados Unidos e que tem a sua Raiz no Panafricanismo.
  4. O panafricanismo tem sua origem no século 19 nos ex-escravos negros nos Estados Unidos que diante da sua posição de inferioridade Social e Económica criam um de um passado glorioso em “África Unida” e surge ate a ideia de dos Escravos voltarem para África, o que leva os USA a criar a Libéria. Porem a própria Libéria mostra o absurdo deste ideia quando eclodem conflitos entre os imigrantes negros e os negros nativos, porque a África nao tinha unidade e o descendente de um Lunda vendido em escravatura na América nao tem uma cultura comum com um nativo da Libéria. O Panafricanismo surge depois no contexto do fim das colónias em Africana, porem se antes o factor de unidade era a escravatura na América agora o factor de unidade e de estar sob dominação Europeia, ou seja a unidade surge do Poder do Europeu sobre o Branco e nao de uma cultura comum entre Africano, e por isto que o panafricanismo nao teve sucesso político como se pode ver com as guerras diretas e indiretas entre países africanos.
  5. O Kemetismo aplica este panafricanismo a historia de forma militante, sem ter em conta a relação entre os factos e acaba com conclusões como o Egito Antigo era Negro e que tudo que o Ocidente teve tirou do Egito Antigo. O Livro “Not Out of Africa” ja disprovou isto, porem o Kemetismo ignora as distancias, as dificuldade de transporte, a historia e a razao, e declara que tudo que esteve em África faz parte de uma cultura global Africana, ignora se a questão da isolamento civilizacional antes da era globalizada moderna, como se a facilidade de viajar de Luanda para o Sumbe em 6 horas graças a carros inventados na Europa existisse no século 15.
  6. Parece que a tendência dos Alunos pelo Kemetismo parte da ignorância da Historial, e talvez de um desejo de levar o lema da independência política da luta de libertação nacional para uma espécie de libertação Intelectual.
  7. Um dos docentes, ou talvez convidados, mostrou um livro que da o nomes
  8. Uma outra pergunta preocupante surge de um Aluno que reclama da “falta de Liberdade Intelectual na seleção dos temas de fim de Curso”.
  9. Porque deveria a universidade deixar que pessoas sem experiência da vida e no uso instrumentos cognitivos complexos abordassem problemas polémicos em fim de curso ? Claro que estamos diante de um caso do meme do Estudante Angolano “revolucionário” que contribuir para a luta para a “democracia”, sendo por isto boa a iniciativa da universidade de impor o axioma de Olavo de Carvalho : Castidade em Matéria de Opinião. O culto do Jovem revolucionário sem que se exija seriedade do mesmo se torna uma irresponsabilidade porque este jovem que fica a repetir slogans sem pensar pode difundir por meio de sua autoridade de “jovem formado” ideias que podem corromper a sociedade.
  10. Um dos alunos rejeitou o Kemetismo, e advogou uma filosofia para “pessoas que nao sejam inteligentes”, talvez querendo dizer que Angola precisa de uma cultura e civilização própria.
  11. Um dos oradores enumero tantas razoes para se fazer o cursos de filosofia sem pensar como se aplica ao nosso contexto Angolano e focando demasiado em questões burguesas de Empregabilidade ao invés de do propósito da Filosofia de nos Orientar na Realidade diante os riscos e perigos da nossa Polis, Angola.
  12. Senti que a resposta a estava próxima, mais que ninguém a queria o podia agarrar.

PS: Nao pude fazer perguntas por limitação do tempo.

Rainha Ginga de Agualusa, ou quando o Mundo que os Africanos Criaram e o mesmo dos Europeus

Apesar de dizer que o seu Romance responde a uma “necessidade de contar a historia de um ponto de vista Africano” os temas do livro são os mesmos que estão em voga na parte da parte do Ocidente que se Progressista e Cosmopolita, como a liberdade sexual, a questão LGBT, o Multiculturalismo, e a substituição da religião pela ciência como autoridade moral da sociedade, de modo que o subtítulo  de “o Mundo que os Africanos criaram” pode ser considerado publicidade enganosa.

Mesmo o facto de Agualusa sentir a necessidade de apresentar o livro como um “ponto de vista Africano” escritor por um Africano e uma moda Intelectual Ocidental que agora se manifesta pelo #OwnVoices , um hashtag criado por Corinne Duyvis para dar protagonismo a que são escritos por um autor que partilha a identidade marginalizada do protagonista, basicamente o relativismo aplicado a literatura. Porem o que começou com uma moda de livros de história do ponto de vista Africano como de Cheick Anta Diop, por exemplo, mas agora temos uma Escritora de Origem Chinesa que tever de abandonar o lançamento de seu romance porque seria falta de respeito uma Chinesa ter um protagonista negro.

Não é por acaso que o protagonista do Romance de Agualusa, cujo o nome não importa, abandona a vocação de padre para se tornar livreiro, ao invés de fazendeiro ou qualquer outra ocupação, pois se antes bíblia servia de guia para as pessoas, no novo mundo moderno os livros agora são escritos por homens guiados pela razão e pelo conhecimento que agora substituem a bíblia como o livro de referencia para a sociedade, por isto que os candidato a presidência nos Estados Unidos começam suas campanhas eleitorais com o lançamento de um livro, mesmo no caso de Donald Trump que parece ser uma exceção porem as ideias que foram a armação de sua candidatura já estavam expressa no livro “Adios America” de Ann Coulter.

A liberdade sexual neste livro é a mesma da cultura moderna ocidental, como instrumento de rebelião contra a religião por ser uma forma de negar autoridade da religião , e da Igreja Católica em particular, sendo que ao invés de ser um ato sagrado que pode gerar vida dentro do casamento, ou seja dentro de limites religiosos e sociais, o sexo se torna apenas mais um ato lúdico sujeito apenas um direito absoluto individual acima de qualquer consideração social, ao menos que sejam cosmopolitas e progressistas. Por isto que os nossos “heróis” fazem sexo com as filhas de seus amigos sem que se preocupar se isto constitui um abuso de confiança, ou seja desleal ou mesmo desprezíveis ao olhos da sociedade.

O cumulo é atingindo quando na batalha final Agualusa pensa que nos da uma cena de Heroísmo Dramático quando o Nobre do Ndongo e o Soldado Holandês morrem de braços dados sob as balas lusas e as flechas da Guerra Preta, quando o primeiro passou o ultimo terço do livro a fazer sexo com a mulher do segundo sem que haja remorsos, e no fim Agualusa quer que ficamos felizes que deste ato de traição nasceram alguns bastardos.

Porem Agualusa se lembrou de introduzir o Sadomasoquismo no seu livro porque o que nos precisamos mais neste país são praticas sexuais em que o niilismo e a busca do prazer sexual não podem ser travados nem pelo pudor e nem pela dignidade sua ou do seu parceiro, pois o aumento significativo de casos de HIV por causa de uma cultura de promiscuidade atual pode ser piorado ainda mais um pouco.

Sabemos de cartas do que o Rei do Congo escreveu a seu Homologo Português que as ações dos nossos heróis seriam desprezíveis na época, e tenho certeza que se o leitor cometer os mesmos atos com as filhas de seus amigos ou as mulheres de seus subalternos se tornara rapidamente alvo dos Hugo deste mundo.

Também tivemos direito a uma personagem que é Quimbandeiro travesti, para ensinar aos Angolanos de hoje a serem mais tolerantes, sem que encaixe no contexto da historia.

Apesar de viver em Portugal, e por ser parte desta cultura cosmopolita Progressista Ocidental que se quer global, Agualusa esta a vender aos Angolanos o mesmo “sexo livre sem consequência” que a maioria das telenovelas brasileiras nos vendem desde a década de 90, e que contrasta muito com subtileza das antigas novelas mexicanas de sucesso nacional como “Ruby la descarada” , La Madrasta ou as atuais novelas turcas como “Guerra de Rosas” em que tem tratam também de temas como traição, ambição, poder, vingança, paternidade ou amizade. Sendo que Agualusa escreveu o equivalente literário de Xica da Silva, com um protagonista Masculino, como se fosse novidade.

Agualusa nos traz um Romance ao gosto do Ocidente Progressista Atual, , porque ele quer que os Angolanos sejam também progressistas Cosmopolitas Ocidentais Modernos, porem se fosse intelectualmente honesto tentaria nos convencer dos benefícios de se adotar uma cultura estrangeira ao invés de enganar o leitor Angolano a voltar a este mundo que os Africanos inventaram.

Apesar de ser tecnicamente competente e mostrar o talento de Agualusa, nao se trata de uma historia que ele queria nos contar, apenas um pretexto para sejamos Culturalmente Europeus.

Lojas no terminal Domestico fechadas, excesso de preco ?

Queres beber agua enquanto esperaras teu voo no Terminal do Aeroporto de Luanda? , fica preparado para pagar 700 AOA para comprar uma pequena garrafa de agua PURA que custa apenas 100 AOA, enquanto que no Kero podes comprar 5 litros de agua mineral por apenas 550 AOA.

Claro que no mundo inteiro tudo e mais caro nos aeroportos porque as lojas se aproveitam do facto dos passageiros presos no recinto para inflamar os preços, por exemplo um pequeno adaptador para a tomada que custa apenas 500 AOA na rua pode facilmente custar 20.000 AOA se estiveres no Duty Free no Dubai, porem a particularidade em Angola sendo que as Lojas tem rendas muito elevados na ordem dos 1.2 milhões de AOA por mês, sendo 4 lojas fecharam recentemente talvez por não conseguir pagar estes valores com a fraca clientela.

Esta sobrevalorização das rendas de espaços comercias e um tema recorrente em Luanda, e parece não estar sempre motivada pelo valor efetivo do local (volume de clientes, capacidade financeira dos clientes), mais por uma vontade de rentabilizar imediatamente o local, como diz o cliché: O Empresário Angolano quer comprar o seu Raptor antes de recuperar o seu Capital.

As rendas sao altas porque os donos querem o dinheiro rapido, por isto as lojas vendem as coisas a presos altos para pagar a renda e recuperar o capital investido.IMG_20190220_152716

Em um Pais em a maioria da população vive na pobreza, a ansia de viver bem de uma parte do Empresariado parece como uma tentativa de fugir da realidade e tentar viver um estilo de vida ocidental em um pais do terceiro mundo.

Agua Pura Angola grande e pequena