Circuncisão: alguns dados para um debate.

Tendo participado em um não debate, umas semanas atrás, sobre a Circuncisão em Angola, que se caracterizou por roda de pretensiosos que achavam estranho que haja quem seja contra a pratica, afinal eles são os donos da verdade “cientifica”, e Angola sendo o centro do mundo, era impossível para estas mentes provincianos que existissem seres humanos normais que fossem “Kiungueiros”, decidi fazer uma breve lista dados sobre inutilidade, os perigos e estado minoritário desta pratica a nivel da humanidade:

1- A Circuncisão é uma pratica minoritária a nível mundial, os dois países mais populosos do mundo não são adeptos da pratica e a América é único pais do Ocidente com uma maioria de circuncidados, sendo que todas as Angolanas juram nunca aceitar um Kiungueiro quando em Angola, levam o chorizo completo uma vez no exterior:

2- Os supostos benefícios higiênicos angariados pela remoção do Prepúcio, que podem ser resolvidos com melhor higiene pessoal, são limitados diante de todos os benefícios que os circuncidados perdem, afinal o Prepúcio tem doze funções conhecidas.

 cobrir e ligar-se à sinéquia de modo a permitir o desenvolvimento da superfície mucosa da glande e do prepúcio interno.
 para proteger a glande do bebê das fezes e amônia das fraldas.
 para proteger a glande do pênis de fricção e abrasão ao longo da vida.
 para manter a glande hidratada e macia com óleos emolientes.
 para lubrificar a glande.
 para revestir a glande com uma substância protetora cerosa.
 para fornecer pele suficiente para cobrir uma ereção ao se desdobrar.
 para fornecer uma ajuda para a masturbação e preliminares.
 para servir de auxílio à penetração.
 para reduzir o atrito e o atrito durante a relação sexual.
 para servir como tecido erógeno por causa de seu rico suprimento de receptores erógenos.
 para contatar e estimular o ponto G da parceira.

3- Os perigos da Circuncisão vão desde a morte de bebés e crianças por infeção, mesmo que tenha se reduzido o numero de casos por causa da pratica ser agora feita em hospitais ao invés de casa ou matos, contaminação por DST no caso de judeus ortodoxos, mutilação do órgão sexual.

4- “Circuncisão é a nossa cultura”, sem saber que a pratica ja estava a ser abandona antes do colonialismo, e sem estarem dispostos a praticar todos so rituais anexos a pratica, adotando até mesmo a versão americana do pan-americanismo como sua identidade africana.

http://cirp.org/library/cultural/marck/

Nos USA e ocidente no geral a pratica surgiu com a histeria anti-masturbação do século 20, causada pela invenção da pornografia, a circuncisão continua em países ocidentais de língua inglesa (Estados Unidos, Canadá, Austrália e Nova Zelândia) por causa de crenças errôneas e medos infundados sobre higiene, doença, aparência e sexualidade e negação do dor da circuncisão infantil. Por favor, veja o artigo: http://www.cirp.org/library/ethics/milos-macris/

Na atualidade a pratica é um identificador cultural dos Judeus, e nos Angolanos não somos judeus:

5- A Circuncisão não é sequer uma pratica cristão, sendo proibida pela Igreja Católica:

O novo (1994) Catecismo da Igreja Católica no parágrafo 2297 afirma em parte:

     “Exceto quando realizadas por razões médicas estritamente terapêuticas, as amputações, mutilações e esterilizações diretamente intencionadas realizadas em pessoas inocentes são contra a lei moral.”2

Pode ser ler mais no parágrafos da Enciclopédia Católica sobre Circuncisão.

6- A mutilação em massa de bebés e crianças sob desculpa de combater o HIV deve certamente ser algo excessivo quando soubemos exatamente quais são as praticas sexuais de risco (actos sexuais e estilo de vida): https://www.dovepress.com/current-perspectives-in-hiv-post-exposure-prophylaxis-peer-reviewed-fulltext-article-HIV

7- Apresentada como uma pratica anódina de saúde publica, trata-se na verdade de um industria bilionária que usa as células infantis para fins de beleza, serve de uma forma de imperialismo cultural tanto dos Estados Unidos de América, por meio da industria pornográfica, e do Islão e Judaismo antes.

8- A Pratica fere o principio de igualmente, pois a mutilação feminina, feita para reduzir o prazer sexual, é justamente condenada ao mesmo tempo que as mulheres Angolanas defendem uma pratica que reduz o prazer sexual dos homens. Na verdade parece uma forma simbólica de ridicularizar e adestrar os homens a nível social.

9- “Mas kiumgueiro cheira mal” vão dizer as jovens, e até posso entender o sentimento, porem deveríamos também proceder a mutilação preventiva das mulheres para que o mundo cheire melhor, quando podemos educar melhor as pessoas, iniciando com o seio familiar. Recomendo a leitura do website do “Circumcision Information and Resource Pages”: http://www.cirp.org/

Que tem a declaração do primeiro simpósio internacional contra a Circuncisão:

Reconhecemos o direito inerente de todos os seres humanos a um corpo intacto. Sem preconceitos religiosos ou raciais, afirmamos este direito humano básico.

Reconhecemos que o prepúcio, o clitóris e os lábios são partes normais e funcionais do corpo.

Os pais e/ou responsáveis não têm o direito de consentir com a remoção cirúrgica ou modificação da genitália normal de seus filhos.

Os médicos e outros profissionais de saúde têm a responsabilidade de se recusar a remover ou mutilar partes normais do corpo.

As únicas pessoas que podem consentir em procedimentos clinicamente desnecessários são os indivíduos que atingiram a idade de consentimento (idade adulta), e somente após serem totalmente informados sobre os riscos e benefícios do procedimento.

Afirmamos categoricamente que a circuncisão tem vítimas não reconhecidas.

Em vista das graves consequências físicas e psicológicas que testemunhamos em vítimas de circuncisão, nos opomos à realização de um único procedimento adicional desnecessário de prepúcio, clitóris ou amputação labial.

Declaração do Primeiro Simpósio Internacional sobre Circuncisão

Anaheim, Califórnia
3 de março de 1989

Opomo-nos a quaisquer estudos adicionais que envolvam a realização de procedimentos de circuncisão em menores sem consentimento. Apoiamos quaisquer estudos adicionais que envolvam a identificação dos efeitos da circuncisão.

Os médicos e outros profissionais de saúde têm a responsabilidade de ensinar a higiene e os cuidados com as partes normais do corpo e explicar seu desenvolvimento e função anatômica e fisiológica normais ao longo da vida.

Alertamos a comunidade médica de que ela está sendo responsabilizada por interpretar mal o banco de dados científico disponível sobre a circuncisão humana no mundo de hoje.

Os médicos que praticam circuncisões de rotina estão violando a primeira máxima da prática médica, Primum non nocere, “Primeiro, não faça mal”, e qualquer pessoa que pratique a mutilação genital está violando o Artigo V da Declaração Universal dos Direitos Humanos das Nações Unidas: “Ninguém será submetido a tortura ou a tratamento cruel, desumano ou degradante”.

10- Os direitos são iguais, porem se as mulheres recebem simpatia na sua luta contra a mutilação feminina, os homens recebem chacota: