Guerra na Ucrânia, geopolítica de um conflito entre oriente versus ocidente ?
Antes de iniciar, gostar de expor uns pontos necessários, primeiro que o objectivo real da maioria dos países, e na verdade das elites que os governam, é a sua própria sobrevivência e manutenção no poder, sendo que os países bem sucedidos são aqueles em que a sobrevivência da Elite é contingente a prosperidade de seu povo. Sendo que a ideia de que os países querem ser os melhores ou grandes potenciais, é talvez um vestígio de jogos de estratégia para computadores, em que qualquer pais pode criar um império, pois na realidade poucos países tem os meios e o desejo de serem grandes potenciais, por ser uma existência difícil e inconfortável, com muitos abrindo mão do peso do império, com aconteceu com os Portugueses em 1974.
Segundo, não existe na realidade um conflito entre o Ocidente e o Oriente, pois isto requer que os dois blocos tenham um desejo e os meios de destruir seu oponente, para ser tornar no único suserano, pois os Americanos são os únicos que tem actualmente os meios de agir a nível global, com a Rússia e a China capazes apenas de acções limitadas na esfera regional.
O primeiro factor que guia as decisões Russas é a Crise demográfica, pela acção conjugada do colapso da população Eslava por conta da baixa taxa de Natalidade e alta taxa de natalidade das populações da Ásia Central.
Esta pode ser a ultima chance da Rússia de criar “profundeza estratégica” antes de não ter os meios militares, (população, armas e dinheiro) para meio de uma opção ofensiva, antes que a fasquia de população leal e de idade militar leal seja demasiadamente baixa, ou que a China se torne cada vez mais perigosa.
Deste modo a guerra na Ucrânia responde as duas preocupações, insensibilidade da Rússia Europeia e aumento da população Eslava.
O segundo factor que guia as decisões Russas é a necessidade de defender sua porção Europeia, no caso de uma vitoria total ou mesmo parcial, em que são cedidos territórios e instala-se um regime pro-russo na Ucrânia, permitiria controlar as passagens montanhosas das Carpatas, conjugada com uma conquista dos Países do Báltico, que permitem invadir a planície da Europa Central, aonde esta localizada Moscovo, tornando a defesa da porção Europeia mais fácil, reduzindo assim as necessidades em homens e material bélico, que assim estariam disponíveis para confrontar a ameaça Chinesa no extremo oriente.
Outra ameaça de longo prazo é a pretensão Turca de um zona de influencia na Asia Central, uma forma de império Pan-turco, que requer a submissão da Arménia e assim a abertura de uma rota directa de Istambul para a Ásia Central.

A Stratfor concluiu, em seu artigo “The Geopolitics of Russia: Permanent Struggle” publicado em 2012, que:
Ao contrário de países como a China, o Irão e os Estados Unidos, a Rússia não alcançou os seus imperativos geopolíticos estratégicos. Pelo contrário, recuou deles:
A Rússia detém o norte do Cáucaso, mas já não ostenta uma penetração profunda nas montanhas, incluindo a Geórgia e a Arménia. Sem esses territórios, a Rússia não pode considerar este flanco seguro.
A Rússia perdeu a sua âncora nas montanhas e desertos da Ásia Central e por isso não pode bloquear ou perturbar activamente – ou mesmo monitorizar – quaisquer desenvolvimentos no extremo sul que possam ameaçar a sua segurança.
A Rússia mantém a Sibéria, mas devido à hostilidade climática e geográfica da região é quase um fracasso em termos de segurança (e certamente é economicamente).
A perda da Ucrânia e da Moldávia pela Rússia permite tanto a intrusão de outras potências como a potencial ascensão de um rival ucraniano à sua porta. As potências por trás dos Cárpatos estão especialmente posicionadas para tirar vantagem desta geografia política.
Os Estados Bálticos restabeleceram a sua independência e todos os três estão a leste e a norte da linha Báltico-Cárpatos (a linha defensiva final na Planície do Norte da Europa). A sua presença numa aliança hostil é inaceitável. Nem uma Bielorrússia independente ou mesmo neutra (também do lado errado dessa linha).
Esta insegurança Russa, aliada a diminuição a medio prazo dos meios de acção militar, por conta do crescimento da China e do colapso demográfico Russo, explica a decisão de agir antes que seja demasiadamente tarde agora que o rival ucraniano esta materializado.
O aumento da população Eslava tem sido uma preocupação Russa desde que superou os distúrbios que seguiram a queda da URSS, com a estabilização iniciada no primeiro mandato de Vladimir Putin, com programas de incentivo a natalidade, por meio de incentivos financeiros e acções culturais, porem seu impacto não foi suficiente para por fim ao declínio demográfico. Em simultâneo, com vários esquemas de repatriamento de Russos étnicos, residentes nas diferentes ex-republicas da URSS, que também fracassaram.
Leia sobre os problemas dos programas de incentivo a natalidade:
The Apparent Failure of Russia’s Pronatalist Family Policies
Leia sobre os problemas dos programas de repatriamento:
Russia: Repatriation Plan Appeals To Few Ethnic Russians
Russia: Most Regions Unprepared For Repatriation Scheme
Migration Dilemmas Haunt Post-Soviet Russia
A política de repatriamento tem como efeito reduzir a influencia Russa sobre estes países e abrir mão destes territórios, algum historicamente russos mas cedidos as republicas pela URSS, como a Crimeia e o norte do Cazaquistão, sendo a estratégia agora parece ser reconquistar os territórios com população Russa. A Bielorrússia foi conquista de maneira discreta com a intervenção Russa contra a revolução de cor que ameaçava derrubar o Lukashenko, porem já tinha um acordo de União Política com Moscovo, que poderia ter levado o Lukashenko a ser presidente da Rússia, que porem parece ter sido sabotado por este por medo de perder seu Poder local. Conjuntamente, a população Bielorrussa e os Russa da Ucrânia é equivalente a 13% da população Eslava da Rússia, de modo que sua adição aumentaria a proporção Eslava da população total. Claro que há muita incerteza em questões de identidade étnica, por há incentivos para a Rússia exagerar o tamanho da proporção Eslava da população ao mesmo tempo que há certamente Bielorrussos e ucranianos que não se identificam como Russos agora mais que podem se russificar se sentiram que isto lhes da mais segurança e oportunidades.
A preocupação Demografia Russa, de ver a população eslava reduzida a minoria dentre das fronteiras do Estado Russa foi um dos factores que causou a dissolução da União Soviética, preferível ao cenário em que os Eslavos estariam a ser governados por uma coligação de populações minoritárias, tornando se vassalos dentro de seu próprio Império. O medo é justificado, pois esta foi a situação inicial da União Soviética, em que o manto do “Bolchevismo” encobria uma coligação de agentes de grupos étnicos minoritárias que, manipulando os anseias legitimos de parte da população Eslava, cansada dos excessos da Monarquia Cesarista, tomou o Poder. A coligação do Bolchevismo levou a cabo uma política anti-eslava, por meio de genocídio pela fome da proletariado, extermínio da elite Russa, cedência de território historicamente Russos a Republicas étnicas (Odessa, Siberia do Sul,etc), mesmo que estas tivessem de ser criadas de modo artificial, com o direito a partidos políticos explicitamente étnicos , sem que os Eslavos tivessem direito a um partido étnico, divisão dos Eslavos em 3 Republicas (Rússia, Bielorrússia e Ucrânia), finalmente a Segunda Guerra Mundial permitiu ao Estado Soviético liquidar milhões de Russos sem levantar suspeitas, os atirando ao rolo compressor de Berlim, guardando em reserva as tropas de populações minoritárias para a ofensiva final, com vitoria garantida pelo desembarque americano na Normandia. O livro Great Patriotic War declassified, Krivosheev e Adronikov, estima que os Eslavos representavam 85% das baixas e 83.5% dos prisioneiros de guerra, apesar de serem 78.4% da população em 1939.
Qualquer manual básico de sovietologia, ou a simples consulta da Grande Enciclopédia Soviética, publicada em 145 volumes entre 1926 e 1978 e que também conheceu edições em língua inglesa, permite desmontar tal inanidade com um piparote. Neste mapa faltam Félix Dzerzhinsky (Polónia), Anastas Mikoyan (Arménia), Nikolai Ostrovsky (Ucrânia), Aleksander Hendrikson (Estónia), Yuldash Akhunbabaev (Cazaquistão)…

Resumindo, manter o carácter Eslavo da Rússia e estabelecer fronteiras seguras são os dois objectivos Russos da invasão da Ucrânia, mesmo que seus actos podem ser lidos segundo a lógica dos Imperialistas vingativos, como Napoleão Bonaparte e Hitler, pelo método de Phillipe Fabry, que previu a invasão no seu artigo l’invasion russe de l’Ukraine, escrito em 2019.
A Crise de legitimidade
A Crise de legitimidade é o segundo factor que motivas decisões Russas, pois pelo lado Ocidental, a Ucrânia representa um Governo Eslavo e uma mitologia nacional alternativa ao Czarismo Moscovita, que se apresenta ao povo Russo como a única alternativa ao caos e a ameaças estrangeiras. Enquanto que no Oriente a China põem em causa a soberania Russa sobre o seu extremo oriente, sendo que a Rússia foi a primeira potencia a anexar territórios da China no inicio do dito “Século de humilhação”, nomeadamente o Amur e Vladivostok, respectivamente em 1858 e 1860, cujo o retorno seria simbolicamente mais valioso para o CCP, que deriva a sua legitimidade do facto de ter posto fim as ingerências imperialistas, além de dar a China uma segunda costa longe das bases Americanas da primeira e segunda linhas de ilhas, que permitiriam estabelecer um bloqueio marítimo contra a china, e cria a possibilidade de realizar a pretensão Chinesa, do tempo dos Qing, de soberania sobre Sakalina, com suas reservas de petróleo estratégicas.



Uma segunda opção Chinesa, que seria menos espectacular mais ainda significativa, seria de impor seus interesses estratégico na Ásia Central, tanto pelo controle económico como pelo povoamento, o que tem causado ansiedade popular no seio da população do Cazaquistão. Porém ambas opções trairiam mais benefícios para a China do que a opção mediaticamente promovida, que seria a anexação de Taiwan, com a Ásia central sendo menos custosa e o Extremo Oriente Russo sendo mais custosa.
O Ocidente e suas prioridades.
É necessário inventariar os factores que guiam as decisões do dito “Ocidente”, pois estas influenciam os cálculos russos. Primeiro devemos entender que o ocidente esta dividido em duas partes: O suserano Americano (USA), líder do Império Global Americano (GAE), e seus vassalos europeus.
O Suserano Americano tem como primeiro objectivo a subserviência de seus vassalos Europeus, que pretende atingir por dois meios, primeiro a Desindustrialização do continente causada pela subida dos custos de energia pela proibição do gás Russo e destruição dos gasodutos, e desarmamento de seus vassalos, intimados a entregar suas armas ao exercito ucraniano.
O seu segundo objectivo é a aquisição dos Recursos Russos, usando o conflito na Ucrânia para induzir uma revolta popular ou de uma parte da Elite contra o sacrifício imposto pela conduta da guerra, em uma revolução de cores dentre de uma potencia com armas nucleares, substituindo o do Estado Cesarista de Moscovo por uma constelação de estados vassalos no espaço Russo, com poder suficiente para manter a ordem interna sem por em causa o poder Americano sobre a Eurasia. isto seria feito usando a lógica da “descolonização”, leia “Decolonizing Russia A Moral and Strategic Imperative”, , usada antes pela própria Rússia e os EUA para destruir os Impérios coloniais dos Países da Europa, de modo a que sejam enfraquecidos e subjugados depois da segunda guerra mundial, e que teve como precedente a retórica da “Liberdade dos povos” aplicada na sequencia da primeira guerra mundial, o objectivo sendo de impedir a existência de grandes países geopoliticamente coesos que sejam capazes de rivalizar com os EUA, especialmente se devem para isto usar o método custoso de organismos supra-nacionais e regionais. A tendência a longo prazo, é na verdade a constituição de Estados Civilizacionais, que seriam os únicos capazes de garantir a segurança dos povos em um mundo globalizado.
Gunther Fehlinger, membro do Comité Europeu para o Alargamento da NATO, criou uma polémica no twitter ao publicar mapas de possíveis divisões de países do BRICS.




Estes recursos permitiriam aos USA estabelecer um cerco da China, que serviria de novo inimigo para motivar a unificação de seu império, uma Correia do Norte Gigante.
As Reacções as intenções do Ocidente.
A reacção Russa a este plano consistem uma política de resistência para negociar, para ganhar o direito de Rússia sobreviver na sua forma Unitária e autónoma, em troca de sua participação, a titulo de parceiro, nos planos Americanos contra a China. Moscovo teria a ganhar, com sua participação ou mesmo apenas neutralidade, o fim de uma ameaça ao seus territórios do extremo-oriente, a recuperação de seu controle sobre a Manchúria, perdida na Guerra Russo-Japonesa de 1905 fomentada pelos Ingleses, que traria de volta seu sonho de um porto em aguas quentes com o retorno de Porto-Arthur.
Isto explicaria porque, além de uma crença que fase inicial da invasão, que viu todas russas em Kiev, iria resultar em um golpe de Estado pro-russo, que a Rússia não entrou com todas as suas forças no conflito Ucraniano e nem realizou um ataque preventivo contra os territórios da NATO que apoiam os ucranianos de modo aberto e tomar os Estados Bálticos, pois criaria o risco de prolongar a guerra alargando a guerra a todo o continente ao invés deste estar limitado a Ucrânia, além de motivar um aumento do belicismo do GAE se a sua hegemonia sobre a Europa esteja posta em causa. Sendo mais útil guardar as suas forças em reserva para contra uma entrada oficial da NATO e ter a opção prolongar a guerra como meio de persuadir o GAE a negociar. Sendo a guerra um prolongamento da política por meios militares, o objectivo Russo é de destruir a capacidade Ucraniana de combater para que Kiev ceda as exigências de Moscovo, isto requer a derrubada dos dois centros de gravidade da Ucrânia, que são nomeadamente o apoio Ocidental e a o exercito Ucraniano, o que poder ser feito modo conveniente dentro do espaço, ao invés de alargar o teatro das operações a todo o continente, sendo que a Rússia esta a cumprir ambos objectivos atrair o exercito Ucraniano em contra-ofensivas contra linhas defensivas em que se perder material doado pelos ocidentais, já que o material inicial, herdado do estoque soviético, foi destruído na inicial da guerra. A Mobilização de um terceiro exercito Ucraniano, com mais de 500.000 homens, poderia tornar o esforço de guerra Russo insuportável e levar Moscovo a uma solução negociada, depois do fracasso da ofensiva de Agosto de 2023.
A reacção Chinesa a este plano dos USA consiste em manter o centro conflito na Europa, dando apoio suficiente a Rússia para prolongar o conflito, pois tem pretensões históricas sobre o Extremo Oriente Russo, sob alegação que foi obrigada a ceder territórios por um tratado desigual sob ameaça de invasão pelo Império Russo. A conquista destes territórios permitiria a China de ter acesso a agua fresca do Lago Baical, a criar um mar da China do Norte e ter maior acesso aos recursos da Sibéria.
A reacção dos Europeus, conscientes da sua incapacidade de resistir ao Suserano Americano de modo individual, tendo por isto de o fazer por meio da União Europeia, consiste em tentar articular uma resposta comum que continue a criar as bases para a construção de um super-estado comum, mesmo que seja feito por meio da aceitação de medidas Americanas absurdas, como o a proibição do gás Russo, se estas permitir quebrar a resistência de Estados como a Hungria. A guerra na Ucrânia também representa 3 oportunidades para a EU, primeiro de diminuir o Poder da Polónia caso este sofra baixas catastróficas, na vitoria ou na derrota, diante do exercito russo, pois seu entusiasmo em se tornar o representante local do GAE, lugar antes reservado ao Reino Unido, induziu os polacos a se posicionar para uma invasão da Ucrânia em caso de colapso do Exercito Ucraniano. A segunda oportunidade é de criar uma população “europeia” constituída pelos refugiados ucranianos, que sejam leiais primeiro a EU ao invés dos Estados Nacionais que os acolhem, de modo a dissolver as resistências nacionais ao projecto de Estado Europeu Unificado.
A reacção dos BRICS.
O entusiasmo com os BRICS ignora que os factores determinantes da economia moderna, capital e crescimento demográfico racional, é a fraqueza dos membros pesados dos BRICS, a Rússia é o único aliado que tenho poder real na actualidade, porém tem uma tendência para perca de poder a longo prazo, nos próximos cinquenta anos, além de ter seus interesses de longo prazo é a Europa, sendo por isto pouco provável que se inicie uma estratégia para desmantelar o GAE. A China, que é fraca na actualidade mas tem o potencial de ser mais poderosa no futuro, teria os meios de liderar este esforça de desmantelamento do GAE, porem as suas contradições internas, se não resolvidas no medio prazo, próximos vinte anos, podem levar a sua implosão por causa do colapso demográfico criado pela política do filho único, e do investimento em elefantes brancos para inflacionar os números do PIB ao invés de criar capital de longo prazo.
A capacidade dos outros grandes membros do BRICS são ainda mais limitadas, por exemplo a África do Sul, por conta da kleptocracia, fomento de uma classe de dependentes económicos bantus e repressão da minoria branca pelo Governo do ANC, se tornará provavelmente um novo Zimbabwe ou iria se dividir em vários estados, como se poder ler no livro Frans Cronj, “A time traveller Guide to South Africa in 2030”. Um partido Independentista da província do Cabo foi criado para realizar um referendo pela independencia da província do Cabo Ocidental. Enquanto que o Brasil é praticamente um membro infiltrado neste grupo de dissidentes ao GAE, pois o seu actual regime, que tem na sua cabeça o STF, com o Lula na Presidência por motivos simbólicos e para servir de para-raio político, ascendeu ao poder com ajudar do GAE para afastar do poder o Presidente Bolsonaro, que representava um desejo Brasileiro de independencia estratégica por meio da valorização da Amazónia, com a construção de novas cidades e um corredor de transporte para o Suriname, que é actualmente uma reserva estratégica caso perder acesso a África e não consiga conquistar a Rússia, seja por ingerência de outra potencia ou por aumento dos custos operacionais por conta da anarquia local, e da reactivação dos meios necessários para aquisição da arma nuclear pelo Brasil. O discurso terceiro-mundista do Lula é em parte uma estratégia de política interna, para seu eleitorado esquerdista, mesmo que internacionalmente seja vantajoso para o GAE que países percam tempo com medidas inúteis como a moeda única do BRICS. O próprio discurso terceiro mundista é uma parte da cultura Americana, que o uso para gerir as contradições de ter um império e permite ter influencia indirecta sobre os países que tem potencial de criar dissidência perigosas ao GAE, isto é um estratégia que é menos custosa que o controle colonial directo, usado pelos Ocidentais antes da Segunda Guerra Mundial. Na verdade o Lula esta inserido na estratégia de controle América Latina pelo GAE, por meio do foro de São Paulo, que coordena os partidos Esquerdistas da América Latina e deste modo destroem qualquer pretensão de independencia nacional.
Neste mundo globalizado a mobilidade das pessoas e dos capitais torna um esforço de aliança de países, especialmente se estão espalhados pelo globo ao invés de concentradas, como a EU, pouco eficaz. Na verdade apesar da dissidência dos Governos do BRICS e dos candidatos a adesão, a tendência mundial é de uma fuga de pessoas qualificadas e capital para o Ocidente, em detrimento dos próprios BRICS, que apesar de terem muitos recursos naturais e actividade económica, não tem a segurança pessoal e institucional necessária para a acumulação duradoura de capital, que constitui o moto do crescimento económico.

Finalmente, as contradições actuais entre os 3 principais membros dos BRICS, já mencionadas acima entre a China e Rússia, mas as que opõem a China e a Índia são ainda mais insolúveis, pois os benefícios que a China poderia receber, no quadro dos BRICS, se abrir mão da criação e do controle do corredor para o porto de Gwadar, ou seja deixar que os Indianos tomem o controle total do Caxemira, são inferiores aos benefícios estratégicos de escapar de um bloqueio naval do mar do Sul da china.
Ainda assim a ideia dos BRICS tem a sua utilidade, pois para a Rússia esta permite convencer a sua própria população que o pais não esta sozinho diante da agressão ocidental e convencer as populações dos Países da NATO de que a guerra vai ser longa, enquanto que os membros e candidatos ao BRICS podem usar a ameaça de entrarem em dissidência para extrair recursos e do GAE.
Na verdade o BRICS é uma criação da cultura Ocidental, iniciando como uma etiqueta de um criado por um economista de Goldman Sachs em 2001 para vender um cesto de investimento de países ditos “emergentes”, no sentido que ainda não sendo desenvolvidos teriam a oportunidade de crescer no futuro, sem precisar se identificar os factores específicos que criariam este crescimento, como acontece com os países que são chamadas “em desenvolvimento” em que nada se desenvolve faz décadas, alias primeira tentativa de constituir um sistema financeiro dos BRICS a 2012 e foi um fracasso.
Conclusão.
O segredo um dos ingredientes do poder, sendo este a capacidade de ser obedecido, naquilo que poderíamos chamar de Cryptocracia, pois se as pessoas ignoram as bases reais que sustentam o poder do GAE, é mais fácil que as energias da dissidências sejam dissipadas em projectos inúteis ou mesmo fortalecedores do Império. Porém um dos riscos maiores, para um cidadão de um pequeno pais, seria seu Governo, levado pelo entusiasmo popular e liderado por que não tem noção da realidade geopolítica, acredite no valor nominal do BRICS e tome decisões crendo ter o apoio de uma vasta coligação anti-GAE, condenando assim o seu pais ser esmagado, como esta prestes a acontecer no Níger cm intervenção do GAE por meio da Nigéria, para retirar um regime golpista instalado por um general que não queria perder o seu emprego e ser investigado por corrupção, mas que seduziu muitos com uma retórica de combate ao imperialismo. As criticas aos Presidente de Angola, JLO, por não ter participado a cimeira dos BRICS e por não ter submetido a candidatura de Angola, é nutrida por uma crença, se calhar muito mais um desejo, de que este é o fim da Hegemonia Americana, o optimismo e poder magico da palavra como critério de avaliação geopolítica.
A corrente interna Americana, que se mostra contra a guerra na Ucrânia, que se quer anti-GAE e pro-BRICS, é sintoma da alienação sentida por parte da população Americana que sente que perdeu o controle sobre o Estado Americano e que parte da Elite esta a usar o Império para manter o seu poder dentro dos EUA, por meio da imigração em massa e de organismo internacionais.





















