A claque patrocinada e a volta dos maus hábitos.

A claque patrocinada e a volta dos maus hábitos.

Um vídeo do comediante Calado Show anunciou a iniciativa publica, por meio da TAAG and do BCI, de se levar uma claque de 440 pessoas para o jogo decisivo contra a Nigéria, nos trazer de volta aos maus hábitos do movimento espontâneo dos anos JES. Afinal as pessoas que parecem ser escolhidas, como o próprio Calado Show, tem dinheiro para fazer turismo no Dubai, porém não tem a cultura de visitar outro pais Africano ao menos que seja pago pelo cofres do Estado ?

É que na costa do Marfim, em África, as pessoas podem pegar o seu dinheiro e ir lá passar umas férias para assistir o jogo. Porque eu acho até que é Coisas de Matumbos achar que a única forma de turismo é ir ao Dubai. Não é possível.

O turismo é visitar qualquer lugar diferente. Pode não ser um lugar agradável, como disse aí o presidente, alguns turistas gostam de apanhar um pouco de poeira e fazer safari. Aliás, algumas pessoas em Angola fazem isso, como é que se chama aqui? Os amigos da picada, né? Os motoqueiros, tem também os anjos bantus, eles só gostam de pegar a estrada que tem algum buraco para sentir a velocidade.

Então, podemos também criar a cultura de assistir os CAN com o nosso próprio dinheiro e fazer um pouco de turismo. A TAAG e as agências de viagens, com financiamento dos bancos, deveriam criar pacotes turísticos que permitam a alguém assistir de forma cómoda estes jogos, tratando de tudo desde o visto até o regresso a casa, melhor do que voltar dependência dos subsídios do governo para o fomento do desporto.

Vamos voltar naquele velho hábito de o governo precisa aumentar isso, o governo precisa aumentar isso. Aquela velha máxima que acontece com músicos, que acontece com desportistas, que acontece com acontece com todo mundo que acham sempre que o governo deveria preparar um bolo para suprir quase todas as áreas sociais, incluindo áreas como cultura, desporto. É justamente o que estamos a tentar eliminar, que é algo que já vem tocado no ponto há muito tempo de que deveria começar a se implementar de forma privada.

Se você torce pela sua selecção, se você apoia a selecção, você tem condição de ir apoiar a selecção , use seu dinheiro, seus meios e vai. Do mesmo jeito que qualquer pessoa faria com seu clube cá internamente. Pode ser que nunca tem valor incerto para chegar num estádio, pegar táxi, ir para um estádio comum e de novo entrar para ver o jogo.

E ele torce para o seu clube a partir de casa ainda cá internamente. E aquele que não aceita perder nenhum jogo. Eu vou pagar um bilhete da bancada, vou levar meus meios de cerveja, vou apoiar o meu clube mesmo aí no campo.

Como é que você vai incentivar a prática do desporto se as pessoas não têm um amor fanático pelo desporto? Isso é simplesmente impossível. Estes adeptos de escritório, escolhido a dedos, não trazem vida ao campo. Se há de ter uma claque publica, que seja de pessoas directamente ligadas ao desporto, por exemplo de claques reconhecidas de equipes do Girabola, de jovens que evoluem nas escolas de futebol, para que possam ver de perto seu sonho.

Sobre os presentes aos Jogadores da Seleção Nacional de Angola.

Sobre os presentes aos Jogadores da Seleção Nacional de Angola.

No encontro com a juventude angolana, alguém perguntou ao Presidente JLO o que faria sobre a suposta falta de apoio ao desporto nacional, sendo que este respondeu que o apoio ao desporto tem que ser feito pelo setor privado, por meio de empresas que patrocinem os jogadores e as equipes, porem teve de parar a explicação neste momento, obviamente porque ele tinha um tempo limitado, mas eu vou tentar desenvolver. Por deveria se usar o incentivo privado para o desporto ? Porque permite uma ligação transparente e duradoura entre o desempenho dos atletas e seus adaptos, pois os atletas têm um incentivo de mostrar resultados para criar uma imagem positiva a qual as empresas vão querer se associair, por meio de patrocínios, sendo que os os adeptos têm a oportunidade de mostrar que a sua paixão pela sua equipe é sincera. Como? Apoiando as empresas que patrocinam os altetas ou comprando merchandising, comprando os produtos das próprias empresas, por exemplo a Lacatoni, a empresa de moda. Se gostaste do desempenho da Seleção Angolana, compra equipamento da Seleção dos Palancas Negras da Lacatoni, compra alguma coisa da Lacatoni para mostrar o teu apoio.

Ou seja, esse sistema permite que haja transparência e permite sinceridade, tanto nos patrocinadores como nos jogadores, como no público. Porque a alternativa que é simplesmente o apoio público ilimitado não tem transparência e não tem sinceridade. É fácil você dizer que você apoia os Palancas Negras e que deveria se dar, sei lá, um milhão de dólares para cada jogador quando aquele dinheiro não sai do teu bolso.

É fácil você ser generoso com o dinheiro do outro. Então, enquanto que se você tiver que comprar algo do patrocinador, você está a ter um contributo sincero. O que aconteceu com o presente do BAI, dos 5 milhões de kwanzas em caso de vitória contra a Namíbia, foi uma forma incompleta deste apoio.

Por que eu digo que é uma forma imperfeita? Porque você veja, algumas pessoas estavam aí até uns fazendo piada, mas outros falando seriamente que o BAI teria um prejuízo por causa dos quase 200 milhões de Kwanzas que teria que pagar aos jogadores e aos membros da equipe técnica por conta dessa promessa. Só que as pessoas que dizem isso simplesmente não são informadas ou são pessoas que porque na sua vida pessoal mil Kwanzas é muito dinheiro, eles pensam que mil Kwanzas é muito dinheiro para todo mundo. Do mesmo jeito que é mal um rico não conseguir perceber que haja alguém que tem uma vida diferente por ser pobre, o inverso também não é salutar.

Porque o BAI gastou, creio que foram 3,5 mil milhões de Kwanzas em publicidade no ano de 2022. E eu creio que ninguém se lembra de uma campanha publicitária que o BAI fez em 2022. Porém, eu tenho a certeza que até 2040 as pessoas vão se lembrar que naquele jogo em que a Angola pisou a Namíbia o BAI ofereceu 5 milhões de Kwanzas a cada jogador.

Então, você vê que os 200 milhões de Kwanzas é um preço baixo pela fama que o BAI vai ganhar com esse desempenho. Mas aí está o problema, que é o seguinte, você vê que várias outras empresas seguiram a bala do BAI. E, por exemplo, acho que o PCA da UNITEL ligou para os jogadores para oferecer um iPhone.

O Banco KEVE também disse que ia oferecer dinheiro. E os jogadores começaram a receber chamadas com ofertas de presentes.

O primeiro problema reside no facto que empresas definemde modo unilateral qual é o valor da imagem dos Palancas Negras, seja a titulo individual ou colectivo, quando um contrato de patrocinio teria este valor definido por negociação entre as duas partes, e pela concorrencia entre as empresas que queiram patrocinar. Sendo que já tive um patrocinio de 100 milhões de cuanzas pela Lacotini, não vou aceitar menos que este valor, especialmente se meu desempenho desportivo é bom e tem outras empresas estão dispotas a dar mais. Podes negociar deste jeito quando o “apoio” é feito na forma de presentes ? “O PCA da UNITA me deu um iPhone 14 Pro Max, eu espera mais da Africel !”. A UNITA gastou 2 milhões de kwanzas para patrocinar um show da Nicki Minaj em Angola, mas quer offerecer um plano boss e um telefone das miúdas do Game ao nossos herois ?

O segundo problema reside no facto que os presentes aumentam apenas o perfil da empresa e não do jogador contrariamente ao patrocinio, em que o patrocinado tem que exercer funções publicitarias que torna a sua marca mais valiosa para o próximo patrocinador, afinal ele imprime sua imagem na imaginação popular e tem uma prova tangivel de sua popularidade. Cada spot encenação publicitaria proposta ao Christiano Ronaldo é feita na base das encenações passadas, tanto na nível de seu talento como de seu efeito publicitario. Se aumentaste as vendas de teu ultimo patrocinador por cinco porcentos, tens uma base para negociar teu próximo patrocinio .

O terceiro problema esta na questão da desorganização, porque eles estão numa fase que requer concentração e introduzir factor estrangeiros ao jogo, que possam influenciar seus calculos em campo, pode desfazer o trabalho da equipe tecnica.

Na verdade, esse patrocínio que parece ser muito para as pessoas normais, é pouco dinheiro por conta do dinheiro gasto por essas empresas e da fama que eles vão adquirir com isso. Uma analogia simples seria ver isto como a differença entre namoro e casamento.

O que o BAI fez é simplesmente um namoro com a seleção. Gastou 200 milhões de Kwanzas e vai estar gravado na memória coletiva de Angola para sempre. E as outras empresas, vendo o bom negócio publicitário, tentaram seguir a bala.

Mas, enquanto que se os jogadores forem sábios, ao invés de aceitar este simples namoro, esse lance, pediriam um casamento. O que seria um casamento? Aquilo que a Lacatoni fez. Que é você ter um contrato de patrocínio a tempo determinado, com objetivos claros e um montante determinado. Fariam como o Cristiano Ronaldo, que retirou a garafa que estava na sua mesa de conferencia de imprensa porque não estava a ser remunerado.

Porque o seguinte, a Lacatoni vai estar associada a esse desempenho da seleção neste canto também, porque até o equipamento é tão icônico que todo mundo vai saber que este é o equipamento da vitória sobre a Namíbia. Porém, quando a seleção decidir trocar de patrocinador da Lacatoni para outro patrocinador, este outro patrocinador vai poder, digamos, ter também a chance de criar o seu momento. Então a seleção consegue vender de novo essa imagem.

A forma só que tem que ser aperfeiçoada. A forma eu creio que tem que ser em patrocínios de longo prazo. Tanto para a seleção ou para os jogadores de modo individual.

Até porque para os próprios jogadores, isso permitiria criar a sua própria marca. Veja, por exemplo, o Cristiano Ronaldo iria aceitar receber, sei lá, boxers, um número ilimitado de boxers durante um ano porque ganhou um jogo ou iria pedir para ser a cara de uma marca de boxers? Fazendo spot publicitário e tudo.

Os jogadores do Barcelona, por exemplo, a equipa como um todo está associada ao Spotify, que é uma empresa de streaming. Estão associadas a Beco, que é uma empresa de eletrodoméstico.

Por exemplo, alguns jogadores como o Leonel Mendes estão associados às batatas fritas live. Tem aqueles contratos de materiais desportivos com marcas como Nike. O Cristiano Ronaldo e o Messi estão associados a marcas como Louis Vuitton que é onde saiu aquele ensaio fotográfico recente.

E é por aí onde vai. E só dessa forma, com esses contratos, com essas associações com marcas, com dinheiro para investir e que, de certa forma, estão, de facto, a correr risco ao colocarem o seu dinheiro, que é o que vai incentivar os jogadores, de certa forma, a se esforçarem. Porque normalmente o que é que acontece? Esses jogadores, os produtos na qual eles estão associados, vendem mais durante o seu auge.

Então, eles vão ser incentivados, de certa forma, a se esforçarem, a estar cada vez melhor, seja de maneira física, tática, para que possam não só ter um desempenho bom com a equipa, mas que os contratos daqueles que lhes foram oferecidos possam ser mantidos, porque esses contratos normalmente dependem também do seu desempenho durante a sua carreira. E sem falar que essa é uma boa maneira também, uma boa maneira de humanizar o próprio desporto, aproximar das pessoas, que é isso que o Petro de Luanda vem fazendo recentemente. Eles resolveram que a cada onda de marketing do Petro de Luanda, seja, por exemplo, para a produção de novos equipamentos, isso aí de maneira orgânica, decidiram adquirir e, tipo, vamos para o clube e esse equipamento é bonito e por aí vai.

Quantos jogadores angolanos receberam dinheiro de oferta durante esses anos todos? Dezenas.

O que é que isso trouxe de positivo para os jogadores e para a própria sociedade? Não trouxe nada. Porque você vê, por exemplo, os jogadores a receberem um iPhone e um ano grátis de comunicação da Unitel, aquela oferta da Unitel, o que é que traz de positivo para o jogador? Nada. É simplesmente alguém que anda com um iPhone e que não paga saldo durante o ano. O Sayovo e o Akwa receberam presentes no auge, porém conseguiram converter isto em valor a longo prazo ?

A Unitel, pelo contrário, fica com a fama de que ofereceu o iPhone aos jogadores. Enquanto que, se houvesse um contrato de patrocínio, os jogadores fariam spots publicitários, fariam atividades que lhes permitissem criar a sua própria marca e acumular também experiência do seu lado. Além de que, com o contrato de patrocínio, você pode ter um prestágio diferenciado do patrocínio.

As pessoas estão simplesmente a pensar desde o ponto de vista da sua pobreza individual, que até o problema não é ser pobre, o problema é o provincialismo mental, que é você imaginar que a sua vida, que você vive, é universal para todos os outros seres humanos. Se para ti um iPhone é muito, você acha que o iPhone é muito para todo mundo. Porque, veja, com o contrato, com a formalização dos patrocínios, o que é que vai acontecer? Se você quer um spot publicitário e um preço, se quer estar no equipamento da Seleção Nacional de Angola, é outro preço.

Se quer simplesmente ser mencionado como um dos patrocinadores em conferência de imprensa, outro preço. Se quer o seu produto por cima da mesa enquanto os jogadores fazem entrevistas, é outro preço. E você vê que essas empresas estão a correr a fazer isso, porque, na verdade, essas ofertas que eles estão a fazer de Ginguba, é muito mais barato do que eles fazerem contratos.

A primeira pessoa que me despertou ao problema que estava a acontecer foi o jornalista Manuel Cabingano, que esta por isto a ser taxado de invejoso.

Só estou feliz que a Cuca não fez uma oferta de cerveja limitada para a Seleção, senão poderíamos esquecer o desempenho dele para o próximo Can. Nem para o próximo Can, para esse mesmo, porque estariam com tanta pressa de voltar para viver, que iriam perder de propósito para regressar ao país, não conseguiriam esperar até a final.

A direção é certa, a forma que está acontecendo é meio que caótica e anarquista mas a direção é certa e eu acho que por exemplo, a Lacatoni provavelmente vai ter grandes vendas de equipamento de roupa relacionado com o desempenho da Seleção, sendo que há uma boa oportunidade da FAF penhorar o lugar de patrocinador principal caso a Seleção chegue ao mundial, o que é bem provável, tendo em conta o seu bom desempenho.

Exemplos de Angolanos a celebrar o suposto “apoio”:

160 mil Angolanos apoiaram roubo da reputação da seleção pela UNITEL, a preço de banana, a empresa que pagou o preço justo pela Nicky Minaj !

O discurso da fome: O papel da oposição no fracasso da democracia em Angola.

O papel da oposição no fracasso da Democracia em Angola.

Pode parecer estranho dizer que a oposição Angolana, constituída da UNITA, seus auxiliares da dita sociedade civil e os jornais com uma linha editorial ditada por um preconceito anti-MPLA, contribui para a do fracasso da Democracia em Angola, afinal lutaram “pela realização de eleições”, porém este é exactamente o problema, eles lutam apenas pela parte que lhes traria um beneficio directo, “estar no Poder”, e não participam na parte mais importante da democracia: 1)livre discussão de ideias de modo a encontrar soluções e 2)convencer as pessoas a aceitar as soluções.

Este fracasso é evidente quando revisitamos 3 polémicas a “fome relativa”, o aumento do preço dos combustíveis, e a recente declaração do Ministro de Estado para a Economia, Massano que “Preço alto do barril de petróleo “já não resolve o nosso problema”.

A fome relativa.

No discurso relativa a 65º Aniversário da Fundação do MPLA, JLO disse o seguinte:

Na agricultura, ao andarmos um pouco pelo país, sentimos que há muita produção. Fala-se de fome. Os nossos adversários hoje acordam de manhã à noite a cantar uma música.

Fome, fome, fome. A fome é sempre relativa. O país já tem muita produção de bens alimentares.

Talvez, por conveniência própria, por conveniência política, nos convenha repetir incessantemente a palavra fome. Mas eu diria que o grande problema da Angola, se quisermos ser mais precisos, é o pouco poder de compra dos nossos cidadãos. Pouco poder de compra pelos altos índices de desemprego.

Fruto de um conjunto de factores, mas sobretudo fruto da Covid-19, que fez com que muitas das indústrias, muitas das empresas reduzissem o pessoal e, em alguns casos mais extremos, encerrassem mesmo as suas portas. Portanto, esses cidadãos que lamentavelmente se encontram nessa situação de desempregados ou de semi-empregados, evidentemente que não têm poder de compra de garantir acesso alimentar para as suas famílias. Mas, de resto, a produção agrícola, pecuária e piscatória no nosso país tem subido todos os dias para os olhos de quem quer ver.

JLO, discurso alusivo no Acto Político em Saudação ao VIII Congresso Ordinário e de Celebração do 65º Aniversário da Fundação do MPLA.

Sendo que o presidente JLO disse que a fome é relativa a produção agrícola, e que tendo aumentado a produção esta deve diminuir, porém os opositores que a fome é subjectiva no sentido de “imaginaria” e que o presidente estaria a dizer que os Angolanos são loucos que imaginam ter fome, mostrando assim insensibilidade e falta de respeito. Mas a desonestidade esta acompanha de um empobrecimento da língua, pois os opositores são culpados de polissemia, que é a pratica de usar vários sentidos para uma só palavra de modo a confundir seu adversário. A fome designa a condição individual de precisar alimentos, porém a palavra pode ser usada por estilo de linguagem para designar uma situação de carestia que é ausência de comida mesmo para pessoas que usem dos meios comuns e eficientes para sua obtenção, como aconteceu durante a seca no sul de Angola. Uma pessoa a comer no lixo não é prova de carestia, mesmo que aquela pessoa tenha fome, pois quem o faz normalmente tem problemas mentais ou vem de famílias que não se ajustaram a economia de mercado, ou seja pessoas que não usam meios comuns e eficientes para obtenção de alimento, até porque ambas pessoas poderiam migrar para uma zona rural e conseguir obter alimento por meio da agricultura de subsistência, porém tomaram a decisão de subsistir da restos de seus concidadãos.

O mais grave neste episódio foi que JLO disse algo de importe neste discurso, que simplesmente não foi debatido pela “classe falante”, que estava mais preocupado com a extrair capital político da “fome relativa”.

A subida do preço dos combustíveis.

A “subida do preço do combustível” foi na verdade uma retirada de um subsidio que proporcionava aos Angolanos preços baixos tendo em conta o custo de produção e o preço de mercado, sendo que este não pode perdurar quando a taxa de natalidade excede a capacidade do Estado de construir infra-estrutura e de cria rapidamente situações de escassez, enquanto que a produção petrolífera, que é a fonte de financiamento do Estado, não cresce ao mesmo ritmo.

E a conclusão a que chegámos é que precisávamos de fazer qualquer coisa rápido, uma vez que a taxa de natalidade no nosso país é muito alta. A população vem crescendo nos últimos anos a um ritmo bastante grande. Construir hoje um hospital para mil pessoas, cinco anos depois, esse hospital já não serve.

Já não serve, quero dizer, a população que vive ali nos arredores e que vai precisar dos cuidados desse hospital, já duplicou, já triplicou. Então, a corrida é entre o ritmo de construção das infraestruturas e o crescimento da nossa população. O país está a investir bastante no setor da saúde.

JLO, discurso alusivo no Acto Político em Saudação ao VIII Congresso Ordinário e de Celebração do 65º Aniversário da Fundação do MPLA.

Constatação não entrou no discurso político, a oposição apresentou a medida como puro acto de maldade e incitou a desordem que obrigou o governo a retardar a retirada total do subsidio, prolongando assim o problema.

Preço alto do barril de petróleo “já não resolve o nosso problema”

Apresentada como um confissão de desespero, citada em titulo da matéria, até no jornal de Angola, que Angola já não tem solução, até pelo Jornal de Angola, invertendo assim o sentido do que Massano disse, pois isto se insere na estratégia da Lenda Negra de Angola, que pinta o pais como o pais como um lugar apocalíptico e sem futuro, levando o povo a uma única conclusão: “A Alternância com a UNITA no Poder” .

Porém a frase completa foi que “o preço mais alto do barril do petróleo ou mais produção petrolífera já não […] resolve o nosso problema o ritmo de crescimento das populações e das necessidades está muito acima daquilo que o sector petrolífero hoje é capaz de oferecer à economia e aos cidadãos”, deste modo concordando com o diagnostico feito pelo presidente no discurso acima citado, e apresentando como solução a “programas da diversificação da economia e do aumento da produção interna de bens” , que podem ou não serem adequados ao problema, porém isto não interessa a mentalidade opositora, que tem apenas uma solução na cabeça: “A UNITA no Poder”.

Diversificação da economia é que você só se fala da diversificação das fontes de rendimento não das prioridades de consumo, ninguém pergunta a ser razoável que um angolano que tem uma produtividade de mil dólares por ano deve consumir, de modo obrigatório, 10.000$ por ano em serviço de transporte saúde e educação a custa do Estado.

Devemos diversificar os hábitos de consumo, tanto no agregado como a nível individual, há muitos Angolanos e consomem muito mais do que produzem.

Resumindo.

Algumas pessoas, tirando obviamente os membros da UNITA, se indignam quando esta é criticada, dizendo que “nunca governou”, porém a natureza do Político é limitada por 3 factores: O que deves fazer, o que podes fazer e o que queres fazer. Sendo claro que o MPLA quer fazer o que se deve fazer para Angola, lidar com a questão do crescimento demográfico acelerado, porém que não consegue o fazer porque a UNITA ira se aproveitar da oportunidade para excitar revolta com o objectivo de chegar no poder, ou seja apesar de “não ser governo”, o partido Galo Negro tem a capacidade de limitar a acção do governo, o fazendo em proveito próprio e provando assim ser uma oposição desleal a Angola, presente e futura.

As Ferias do JLO nas Seicheles, parte 2: A Hipocrisia da UNITA e o Gabinete de acção psicológica.

As Ferias do JLO nas Seicheles, parte 2: A Hipocrisia da UNITA e o Gabinete de acção psicológica. Atalho para a primeira parte do texto.

A UNITA esperava uma vitoria fácil adoptando um discurso de austeridade contra os gastos excessivos da viagem do JLO para as ilhas Seicheles, porem o vídeo, publicado pelo deputado Nelito Ekuikui no X (antigo twitter) no dia 4 de Janeiro de 2024, causou uma maré de criticas contra a hipocrisia da UNITA, alegando esta que participava de um lado ao banquete da OGE, com o subsídios de instalação dos Deputados, os carros protocolares e os salários milionários, enquanto que do outro lado critica a despesa da viagem de ferias do presidente. Uns perguntaram como é que o deputado vinha falar de pobreza em um vídeo em que vestia uma camisa da Lacoste, uma marca de luxo.

A reacção da UNITA, tanto a nível de seus membros individuais, nomeadamente o Menino da Lacoste, a alcunha atribuída pelos usuários do X ao Nelito Ekuikui, e o Jonas Mulato, como a nível da instituição por meio de um comunicado publico (reproduzido na integra no fim deste texto), foi de imputar estas criticas ao “Gabinete de Acção Psicológica” (GAP) do MPLA, que estaria assim a tentar mudar o foco de debate publico e desviar os olhares da viagem do presidente.

Os argumentos da UNITA se resumem ao seguinte: 1) Alegar que as criticas tem origem no GAP, 2)defender-se da acusação de gastos sumptuosos alegando que o a)salário dos deputados não é alto, que b)os carros dos deputados são propriedade da Assembleia, sendo que não há escolha de recusar ou pedir um carro mais barato.

Vamos analisar cada argumento de forma rigorosa.

O GAP e a hipocrisia da UNITA.

É trivial alegar que a existência de um órgão de comunicação seja uma coisa sinistra, pois a própria UNITA e varias empresas tem aquilo que se convenciona chamar, de modo inócuo, “Departamento de Relações Publicas”, que gere a imagem da um entidade, tanto reagindo a noticias a noticias negativas como que colocando noticias de modo pro-activo de modo a levar a cabo a sua agenda. Alias vimos isto na forma coordenada como os membros da UNITA alinharam seus argumentos, que coincidiram depois com o comunicado publicado pelo Partido, com uma disciplina de mensagem de modo a evitar publicidade negativa. Porém não basta a coincidência de argumentos, deve ter um vinculo directo entre o Departamento de relações publicas e as pessoas que os divulgam, sendo isto fácil se tivermos a UNITA como exemplo, pois o Nelite Ekuikui e o Jonas Mulato são membros do Partido, sendo que a UNITA deveria provar que uma parte significativa dos internautas que a criticaram tem vinculo com o GAP, ou simplesmente admitir que esta a espalhar teorias da conspiração para abafar seus críticos. Como fazia o MPLA no passado, acusando seus críticos de serem fantoches e membros da UNITA.

Pelo contrario, as evidencias do carácter orgânico e espontâneo das criticas são numerosas, e alias a mesma critica surge periodicamente. O primeiro exemplo que podemos dar aconteceu na ressaca da eleição de 2022, quando cidadãos questionavam a sinceridade do partido, que proclamava a ilegitimidade do resultado das eleições ao mesmo tempo que tomava posse e usufruía assim das regalias inerentes aos cargos de deputados. O Jornalista Israel Campos colocou esta pergunta ao presidente da UNITA, Adalberto da Costa Júnior, que respondeu que “esta pergunta desviava do foco, e que era um assunto a discutir dentro da Assembleia”.

O segundo exemplo quando internautas questionaram a sinceridade do discurso do Deputado Sapiñala, baptizado com a alcunha de Hugo Boss por usuários do Facebook, sobre a pobreza em Angola quando ele ostentava um iPhone 14 Pro Max novo, que na altura não estava a venda em Angola, e que ele parecia ter viajado para comprar no exterior, por conta das etiquetas de talão de embarque colocadas no telefone, mas que na verdade era uma capa estampada com simulacro das ditas etiquetas. O terceiro exemplo de surgimento desta polémica se deu quando um ouvinte perguntou a deputada Webba se achava normal que os deputados recebessem um prémio de instalação de 20 milhões de cuanzas em um pais com tanta pobreza. Finalmente, o artigo do Jornal Expansão sobre as carros protocolares dos deputados foi publicado no dia 7 de Janeiro de 2024, escrito por Miguel Gomes, que está há anos a acompanhar este assunto, e este novo artigo foi escrito na continuidade desde trabalho, basta pesquisar “carros dos deputados” na pagina virtual dito jornal. Sendo por evidente que as criticas são orgânicas e feitas por internautas Angolanos, ao invés de serem ordenadas pelo GAP. Não é possível que o jornalista tenha composto e publicado seu artigo em menos de 24 horas reagindo o vídeo do Ekuikui.

A sinceridade da calunia da UNITA, contra internautas que lhe endereçaram criticas, foi demonstrada pelas palavras do Deputado Nelito Ekuikui na transmissão em directo do “Dose Diária”, do dia 6 de Janeiro de 2024, no X (antigo Twitter), quando atribuiu as criticas a UNITA a lavagem cerebral pelo sistema educativo do MPLA ou ação directa de do GAP do MPLA, ou seja, o preconceito do Deputado é que a UNITA esta acima de qualquer critica. As proclamações, no decurso da mesma transmissão em directo, que o Deputado faz em defesa da liberdade de expressão e da pluralidade de opinião são vazias diante da sua própria pratica, como quem recita o credo apostólico antes de cometer um pecado.

Os Deputados da UNITA são ricos ou pobres ?

O Deputado Nelito Ekuikui tentou rebater a substancia das criticas, dizendo que as regalias que os deputados usufruíam não eram elevadas, concordando com a sua colega Mihaella Webba de que os “Políticos ganham mal em Angola”, respondendo a pergunta de um ouvinte sobre o subsidio de instalação dos deputados, da ordem de 20 milhões kz, durante um programa de radio. A polémica a volta deste assunto levou a UNITA a prometer doar 50% deste prémio para a sociedade em 2022, e Dezembro de 2023 a UNITA anunciou que ja estava a cumprir a sua promessa , porem os seus planos anunciados (distribuir medicamentos, reparar carteiras em escolas, e doar cestas básicas) e teve imagens de membros do partido a distribuir cestas básicas que foram difundidas pela TPA, não custam os 900.000.000kz de representa o valor em causa. Isto até levanta uma pergunta: Como é que a UNITA pode ter uma gestão duradoura do OGE se não consegue criar uma obra duradoura com quase um bilhão de cuanzas. Lembremos que a organização da sociedade Civil Sul Africana Afriforum construiu uma universidade de raiz com um montante menor, quando o Governo do Partido ANC decidiu extinguir o ensino em Afrikans em uma universidade publica, em claro acto de discriminação étnica.

O Deputado Ekuikui tentou usar uma definição especial de rico para justificar seus de bens de luxo, e imagino que defenderia o iPhone de seu colega Sapiñala, e concordar com a Webba, dizendo que que “rico é alguém que cria riqueza” e não alguém que usa artigos de luxo, porém este não é um argumento não é sincero. O facto é ser o deputado recebe pagamentos directo e anuais de 33.8 milhões kz, constituídos por um salário base de 22.768.138,00kz , se ele não for membro de uma comissão e usufruir assim dos bónus associados, e subsídios de fim e principio de mandados, a receber a cada 4 anos, de 47.1 milhões de cuanzas. Isto equivale a um salário anual de 45 milhões.

Os carros dos deputados.

Quanto aos dois carros ao qual um deputado Angolano tem direito, a linha de defesa da UNITA, tanta nas palavras do deputado como no comunicado, é que estes são propriedade da assembleia. Apesar dos carros serem da assembleia, o seu uso pelos deputados é um beneficio directo a favor do deputado equivalente a usar um carro de aluguer pago por um terceiro (argumento de sumptuosidade) e por isto é um custo directo ao Estado (argumento de austeridade). O que se diria de um director de uma empresa privada que andasse com um carro propriedade de sua impressa, para fins particulares, mas que alegasse que isto não constituía beneficio para si porque o carro não estava em seu nome. Se um deputado tivesse alugar um SUV e uma carrinha Toyota Hilux, despenderia no mínimo 73 milhões kz, na razão de 100.000 kz por veiculo e por dia. Além de que o carro constitui um custo directo ao Estado.

Somado ao salário, o mandato de deputado equivale a um emprego com um rendimento nítido de 106 milhões de cuanzas por ano, se somar os 33.8 milhões em pagamentos e os 73 milhões que custaria a alugar os dois carros. Negar a sua condição de rico é um traço comum da sociedade Angolana, seja por medo da inveja, de pedidos de ajuda e as vezes por simples vergonha quando a pessoa não melhor de vida apenas de receber tanto. Por ponto de comparação, o salário bruto de um sondador de petróleos esta por volta de 30 milhões cuanzas por ano, ao qual deve se descontar o impostos incidentes, para trabalhar em turnos de 28 dias a bordo de uma embarcação que pode afundar a qualquer momento, o website Glassdoor tem estimativas de salários para Angola. Os salários dos deputados não só são objectivante altos, estando na mesma faixa que trabalhadores experientes da industria petrolífera, mas são altos para os deputados de ponto de vista individual, pois a concorrência pela honra de “representar o povo”.

A UNITA depois tentou se desresponsabilizar, adoptando um discurso de inevitabilidade, alegando que a atribuição dos carros está inscrita na lei e que não só a UNITA não pode mudar a lei por não ter votos, e nas palavras de Jonas Mulato a UNITA teria”sugerido carros mais baratos”, mas que os Deputados não podem recusar os carros. Porém, novamente, os argumentos não são sinceros.

Vários deputados recusaram tomar posse das viaturas atribuídas, incluindo Rafael Savimbi que negou um Lexus em 2019, Tchizé quando era do MPLA, também alegou que não aceitou um Lexus em 2017, porque tinha um de 2012 em boas condições, e a Paula Simmons também recusou o carro a que tinha direita por ser deputada do MPLA e administradora da RNA.

O que o senhor Ekuikui não disse é que os carros da Assembleia acabam muitas vezes como propriedade dos deputados, por meio de uma sistema de abate em que compram os mesmos por preços da igreja, com o Deputado da UNITA Navita Ngolo a admitir ter comprado um BMW protocolar por 3 milhões cuanzas, muito abaixo do preço de mercado.

A UNITA não acredita em liberdade de expressão.

O deputado Nelito Ekuikui disse claramente, a conversa do “Dose Diária” que a UNITA não acredita em democracia e pluralismo, pois acredita que os únicos motivos de alguém criticar seu partido é 1) ser do gabinete psicológico e 2)ser um burro vítima do sistema educativo do MPLA. Criticou os “métodos marxistas” do MPLA, porém repetiu assim o discurso do tempo do partido único quando os críticos eram “fantoches e alienados”, sendo que como é que vais ter democracia sem critica, pois liberdade de opinião não há opções políticas. Ironicamente, ao dizer que o MPLA corrompeu os dirigentes da UNITA no passado, reconhece que sei adversário pelo menos acredita na pluralidade de opiniões, mesmo que as tenta ultrapassar com o maço de dólares, isto é muito melhor que chamar seu adversário de burro e vendido.

Outro exemplo do espírito anti-democrático esteve patente quando o deputado, respondendo a uma pergunta sobre financiamento de partido por meio de doações individuais, diz que não acredita que políticos “deveriam mendigar”. O sistema de doações permite medir de modo a popularidade de um partido ou uma opção política,

tanto por número e a intensidade do apoio, afinal quem acredita vai doar de modo proporcional a sua convicção. Nos EUA um indício que permite adivinhar o vencedor de uma Eleição é justamente o número de doações individuais, pois quem doa é mais sucessível de votar do dia decisivo.

O deputado prefere financiamento público ou “meios próprios”, talvez alguns poços de petróleo ou as minas de diamante que dão saudades ! Afinal é mais fácil do que prestar contas às pessoas, que podem retirar seu financiamento se verem sua confiança traída, com quem devemos negociar para agradar e procurar um consenso, basta a auto-promoção como salvador da pátria e capturar uma fonte de renda. O Deputado não quer prestar contas ao eleitor, e aqui coincide com as palavras de seu presidente quando questionado sobre os Lexus: Isto é do foro da assembleia, aqui o eleitor não se mete.

Há uma proposta de “autonomia financeira” da assembleia em nome da “separação dos poderes”, que será perigosa para os bolsos dos cidadãos, pois a primeira coisa que os parlamentares mais autónomos de África fizeram foi aumentar seus salários: 15.000$ por mês na Nigéria, 13.000$ no Quénia, etc. Alias os próprios deputados Angolanos violaram a lei do OGE para receber os carros de apoios, Toyotas Hilux, em acto de rebeldia ao Governo.

Que a UNITA seja a futura FNLA.

Concluindo, a reacção, na forma e no seu conteúdo, diz muito sobre a UNITA, e sua capacidade de participar em um ambiente publico realmente plural, não apenas com vários partidos e “membros da sociedade civil” que são os mesmos colegas de sempre, mas em um fórum aberto com qualquer Angolano que tenha uma conta no X e no Facebook. O Partido já cumpriu seu papel histórico de quebra-gelo, obrigando o MPLA admitir o principio de pluralidade, do mesmo modo que a FNLA antes de si cumpriu o seu papel de saco de pancada do Exercito português, alias merecido por conta dos massacres que cometeu em Março de 1961, e devera em breve deixar o caminho livre para a uma real pluralidade de vozes.

Parte da sociedade deve abandonar seu preconceito positivo a favor da UNITA, dando a eles um beneficio de duvida ilimitado, talvez por conta da divida moral contraída pelos anos de luta do partido, porém se a democracia é livre escolha entre opções equivalentes, então devemos tratar a UNITA e o MPLA com o mesmo grau de cepticismo e rigor.

Referencia:

1- O Comunicado da UNITA:

O Grupo Parlamentar da UNITA (GPU) acompanha com atenção as notícias postas a circular nas redes sociais sobre o usufruto de viaturas protocolares pelos Deputados e as reacções daí resultantes, pelo que esclarece o seguinte:

  1. A lei confere aos Deputados à Assembleia Nacional o direito ao usufruto de uma viatura protocolar e outra de uso pessoal para se deslocarem e servir os cidadãos no decurso do mandato.
  2. As viaturas são propriedade da Assembleia Nacional e não são ofertas aos Deputados, como se propala. Quando o Deputado termina ou interrompe o mandato as viaturas ficam na Assembleia Nacional.
  3. As viaturas foram entregues aos Deputados na primeira semana de Dezembro de 2023, facto que foi tornado público pelo Sr. Secretário Geral da Assembleia Nacional (SGAN) em sede de uma conferência de líderes e pelo Grupo Parlamentar da UNITA, a 30 de Novembro de 2023 , em conferência de imprensa.
  4. O Grupo Parlamentar da UNITA entende que a desinformação e as especulações que agora surgem sobre o cumprimento de uma lei e uma prática vigentes desde a Primeira Legislatura visam unicamente desviar a atenção dos angolanos das questões relevantes de interesse nacional, que incluem os atentados graves à Constituição perpetrados pelo Presidente da República, a insustentabilidade da Dívida Pública e a corrupção, assim como anular as fortes críticas que o público em geral está a dirigir ao Sr. Presidente da República pelo escândalo das suas férias nas Ilhas Seychelles[sic], em desconformidade com a realidade da pobreza e de um Orçamento Geral do Estado deficitário.
  5. O Grupo Parlamentar da UNITA nada tem a ver com o processo de selecção ou compra dos bens que constituem o património da Assembleia Nacional, porque não tem qualquer responsabilidade na execução do orçamento da unidade orçamental Assembleia Nacional.
  6. Quaisquer informações sobre o processo de aquisição e distribuição das viaturas podem e devem ser solicitadas ao Conselho de Administração da Assembleia Nacional (CAAN).

2- Este texto ignora o artigo ortográfico.

Sobre a viagem de João Lourenço para as Ilhas Seicheles

Sobre a viagem de João Lourenço para as Ilhas Seicheles,

O escândalo do ano, ou pelo menos o último, até que, porque faltam algumas horas para acabar, é que o João Lourenço foi passar ferias nas Ilhas Seicheles com 30 pessoas, pelo menos é assim que as pessoas estão a publicar nas suas redes sociais. Como se fosse algum tipo de escândalo, na verdade não é, o único escândalo aqui é a quebra do protocolo de segurança, porque este escândalo surgiu de uma fuga de informação em que a lista de passageiros foi vazada nas redes sociais. E a senhora que foi presa por cometer este crime, disse que foi um erro porque ela estava a tentar mandar a lista para o comandante de bordo utilizando o WhatsApp, que é uma quebra de sigilo, uma quebra de segurança. Ela devia ter usado um e-mail corporativo em que há controle na difusão das informações. Na verdade, também não é um escândalo porque o presidente está a viajar apenas com 10 familiares, alguns de seus filhos e seus netos.

As outras vinte pessoas são, na verdade, membros da equipe de apoio ao Presidente da República, contando seis membros da tripulação do avião, babás para as crianças, assistente para a Primeira-Dama e para o Presidente, o chefe da sua equipe de segurança e o chefe da Casa Civil.

Claro que isso custa muito dinheiro, viajar com trinta pessoas, mas não é nada estranho porque é responsabilidade do Estado angolano e no interesse de todos os angolanos que o Presidente da República esteja seguro, porque toda forma de atentado contra a segurança nacional do país, seja esta uma ameaça externa, como uma guerra, ou interna, como um golpe de Estado, terá na sua lista de ações possíveis.

Sendo que, se a segurança do Presidente da República for deficiente, torna se mais fácil o pais ser vitima de uma ação hostil. E essas ações hostis colocam, por definição, a vida dos angolanos em risco. Não apenas em risco de perder a sua vida, mas em risco de perder os seus bens e de ver o quadro legal do país alterado de maneira não consensual.

É responsabilidade do Estado o proteger e dar os meios de cumprir suas funções mesmo a distancia, logo foi acompanhado por 30 funcionários públicos, incluído o seu chefe da Segurança e o Director da Casa Civil. O Ekuikui pode nos dizer se Jonas Savimbi andava sem segurança e sem radio ?

Desempenhando as funções de Presidente da República, o cidadão João Lourenço tem o direito de gozar férias. Ainda mais, ele goza férias com os seus netos, tendo em conta a sua idade e o tempo limitado que lhe resta em terra. Este é um direito que não lhe pode ser negado e, aliás, é nossa responsabilidade garantir que ele possa gozar dos mesmos, pois estes são momentos preciosos para qualquer ser humano.

A lista vazada deixa-nos margem para desconfiar de que haja um segundo avião que seguirá para as Seicheles com o presidente. Porém, esta lista do avião B ainda não foi vazada. Isto deixa-me entender que este avião tem apenas pessoal de apoio, como equipe de segurança, equipe médica e equipe administrativa adicional de segundo escalão.

Então, contrariamente à impressão que os oposicionistas querem criar de que esta seja uma viagem exorbitante no estilo de Mobutu Sese Seko, que mandava vir bolos desde a Europa para ele comemorar os seus aniversários, estamos apenas diante de uma situação em que um avô quer desfrutar momentos de paz e de lazer com seus netos, aliás, num lugar que é bonito e de uma forma que devia ser incentivada aqui no nosso continente.

Este episódio nos diz muito mais sobre a mentalidade dos oposicionistas, sendo que eles são capazes de utilizar qualquer informação, seja ela verdadeira ou não, de modo a sujar a imagem do presidente e ganhar vantagem política. Tudo pela bancada, como consta em uma letra de kuduro.

Um video publicado pelo Nelito Ekuikui no Twitter (X) demonstra a forma do argumento:

A primeira questão que se coloca é que necessidade o Presidente da República tem de levar mais de 40 pessoas numa viagem privada de férias? Que necessidade tem ele num espaço tão caro que tem de fretar aviões pagos pelo nosso dinheiro, dinheiro do Estado, numa altura em que o nosso país atravessa uma crise financeira profunda? O Sr. Presidente tem o direito de passar férias com quem ele quiser, no espaço nacional ou internacional, desde que quem assuma as despesas são as suas poupanças dos salários. O Sr. Presidente não tem o direito de gastar dinheiros do horário público para convidar toda a sua família e embarcar para as ilhas do Seychelles. Não tem este direito.

Por quê? Ele é mero gestor e não tem o direito de gastar o dinheiro da Angola como bem entender. Esse é o primeiro ponto. Segundo, que necessidade o Presidente tem de levar o seu diretor de gabinete, de levar oficiais de campo, enfim, tudo isso numa visita privada? Se é visita privada, a visita do Sr. Presidente vai passar o final do ano, dias de férias, na República da Seychelles.

Logo, não tem razões de levar um aparato tão elevado para gastar dinheiro dos cofres da Angola. Portanto, os questionamentos que eu faço é quem está a pagar essa viagem do Presidente? Terá razões o Presidente de gastar rios de dinheiros para esta viagem que diz-se privada? Terá necessidade o Presidente de levar tanta gente para esta visita privada? Quando há gente a morrer de fome em Angola? Quando há gente que morre na porta dos hospitais? Governar é sensibilidade, é preciso ter alguma sensibilidade. Eu vi ontem o cumprimento do final de anos realizado na Cidade Alta, com toda a pompa e circunstância, dança, música, bebida.

Nelito Ekuikui, no X.

A hipocrisia esta no pico pois ao mesmo tempo que faz apologia da austeridade, sua colega Mihaela Webba defende o prémio de instalação de 20 milhões para deputados por cima do salário e dois carros (protocolar e de apoio) que gozam, como justificar isto? Tirando o Nuno Dala, que vivia na casa da mãe, a maioria são adultos que já tem casa própria antes do cargo.

Falando apenas, deixa de dizer não ao MPLA, muitas pessoas, a sociedade civil inclusive, diz que num país de tanta fome, tantas situações de dificuldade para o povo em geral, a UNITA validou, vai validar os 22 milhões de quasos para o início do mandato de um deputado, quando, na verdade, devia declinar, não validar e se calhar validar outros pontos, mas que pudesse então aí ser mais valia para o povo. Então, resumindo, por que que a UNITA validou os 22 milhões de quasos para o início do mandato de um deputado? Primeiro. Sendo que estamos num país com extrema pobreza, a sociedade civil.

Estamos num país com extrema pobreza e há necessidade de alterar a mentalidade das pessoas. Primeiro, por que que Angola está em extrema pobreza? Ok, por que doutora? Por que os dirigentes ganham mal e roubam em 2 milhões de quasos?

Webba sobre os 20 milhões.

Os mesmos deputados, incluindo os da oposição, ainda querem autonomia orçamental para aumentar seus salários e regalias sem interferência do presidente da republica.

Enquanto todos os Angolanos querem ser “deputados que ganham mal”, mas nunca renunciam aos cargos por “patriotismo”, mas uma loja do Sequele trocou todos os Angolanos por Malianos pois o dono estava cansado dos esquemas das funcionárias Angolanas.

Essas pessoas, com o Ekuikui, não percebem que esta maneira de fazer política do tudo ou do nada terá como efeito, a longo prazo, tornar a democracia impossível em Angola.

Porque a definição correta da democracia é a livre escolha de seus dirigentes. Mas, na verdade, é o direito de livre escolha e opções políticas. Ora, é impossível a pessoa ter a liberdade de escolher se a pessoa é incapaz de ter consciência da diferença entre as mesmas. Ou seja, se você não é capaz de perceber a verdade, e quando suspeitas que todos os participantes são oportunistas hipócritas, e que dizem apenas o que lhes convém.

Ora, esta forma de fazer política que procura criar agitação a todo custo, a todo preço, à custa da verdade, torna a democracia impossível, porque as pessoas não vão conseguir escolher se não têm a capacidade de confiar na veracidade das escolhas disponíveis. Se acham que tudo que se diz é uma forma de sofistica de tentar criar indignação por meio da demagogia.

Algumas pessoas no X reagiram contra as muitas criticas feitas contra o Ekuikui, dizendo que eram injustas porque ele não é gestor publico.

Não é ataque, mas critica com o argumento que a UNITA está a ser hipócrita e oportunista Por não ser gestor público mesmo que devemos criticar o Nelito e a UNITA, sem a arrogância do poder podem nós ouvir mais facilmente e influenciar o MPLA por contágio, afinal são as pessoas que mais passam tempo com eles.

Jornal Expansão ou Depressão ?

O Jornal Expansão deveria mudar o seu titulo para Depressão, pois parece que seu titulo tem sido fomentar e espalhar uma visão negativa de Angola. Claro que isto poderia ser uma mera questão de ênfase editorial, um direito legitimo de qualquer publicação, sendo que seria então responsabilidade outra publicação dar a outra parte da historia, o que levaria o leitor de ambas a ter, milagrosamente, uma visão justa da realidade. Porém o que o Jornal Expansão recusa-se a prover, dentro da noticia individual, a informação necessária.

O Jornal Expansão é uma operação de propaganda Activista Negativa, disfarçada de jornal económico.

E este texto, que escrevo ao longa das minhas descobertas, vai catalogar os piores exemplos

Pelo menos 1.500 imóveis sem rasto de comercialização e titularidade. 14/12/2023

É um exemplo clássico de apresentar ao leitor a noticia apenas de ponto de vista pessoal, afinal para uma pessoa 1500 casas é quantidade enorme, a maioria das pessoas tendo apenas uma casa, porém a verdade é que representa apenas 5% dos 30.000 apartamentos das duas centralidades, Kilamba e Sequele, sendo que do ponto de vista de cima a apreciação justa da informação seria : Apenas 5% dos imóveis estão em situação irregular.

A informação decisiva não é nos parágrafos inicias, e se estiverem na versão completa do artigo, que não irei comprar, isto não muda o efeito do artigo, pois a maioria das pessoas lera apenas o titulo e os capítulos inicias.

Repetição Negativa, 14/12/2023

A primeira linha esta resumida e da a informação necessaria, porem a repetem na segunda linha. Porque ? Aqui o objetivo não é informar, mas formar um sentimento negativo O paragrafo introductoria é tambem um exercicio em negatividade usando-se de coisas que não são relevantes.

O tempo do leitor é relevante, e maioria não lê a notícia até ao fim, repetir a informação, e depois depreciar uma medida a que é diferentee irrelevante (afinal quantos são funcionários públicos?) logo na introdução mostra que é uma moldagem de opinião

The 100, notas sobre politica e o processo criativo.

The 100, notas sobre politica e o processo criativo.

A serie “The 100” é uma serie de ficção cientifica sobre os sobreviventes de um holocausto nuclear, que achei interresante pelo processo criativo e por ser quase um guia de politica pratica.

O processo criativo.

O processo criativo desta serie é interresante pois esta foi adaptada de um livro que nem sequer tivera sido publicado, pois estando apenas no processso de revisão editorial o estudio CW comprou os direitos de adaptação e usou a premissa para criar algo radicalmente differente. A autora, Kass Morgan. realmente sortuda por conseguir rendimento e publicidade gratuita de seu livro antes de ser ter lo publicado, contou a historia de um triangulo amoroso que decorre durante um apocalypse, enquanto que o Estudio criou uma historia que lida com problemas de politica, lealdade, guerra e o sentido da vida. Seria facil dizer que isto aconteceu porque a autora é uma mulher e por isto teve um foco romantico, porem isto não seria verdade, na verdade as proprias dinamicas do processo creative levaram a estes caminhos radicalmente diferentes.

Vejamos, a autora estava a escrever seu primeiro livro em seu tempo livre, tendo um trabalho normal, escolheu como publico os jovens adultos, e por isto escolheu uma historia simples e que poderia escrever de maneira breve, não só para não aborrecer o leitor como que para se permitir de acabar o livro, pois o primeiro é sempre mais difficil. Um contra exemplo seria o Tolkien, que simplesmente abraçou sua paixão levou o seu perfectinismo ao ponto de morrer sem acabar seus livros, sendo que seu filho precisou de uma vida para completar esta tarefa.

Em contraste o Estudio tinha a sua disposição uma equipe completa escritores trabalhando a tempo inteiro, uma medida directa da reação do publico, e um formato que permite contar uma historia mais longa, tendo a sua disposição 100 episodios ao invés de 4 livros, sendo que pode usar todas as posibilidades do universo criada pela autora. Claro que teve um certo incentivo perservo de procurar contar “uma grande historia” e procurar surpreender a audiencia, que pode levar a narrativa a tomar giros que não são naturais, ao meu ver a conclusão logica da historia foi a fuga dos sobreviventes da terra para o planeta Santurum depois do McCreary ter destruido o vale, mesmo que tinha vontade de ver como que iriam reiniciar a humanidade, mas o produtor da serie teria sido tolo de deixar escapar uma audiencia interresada e aqui vemos como que o sucesso pode influenciar o processo criativo. Não creio que vou assistir as duas ultimas temporadas, além de um simples desejo de conhecer mais deste universo.

Um guia da politica.

A seria faz um excelente trabalho de mostrar como funciona a politica, estando no ramal da realidade longe do idealismo perfeito de Tolkien, aqui os lideres não o são apenas porque tem um poder determinado por sua natureza, uma qualidade quase magica que obriga seus subalternos a obedecer, e muito menos estamos no lamançal de cinismo exagerado de Game of Thrones em que as pessoas são má e fazem tudo por instintos rasos, no “The 100” as pessoas exercem o Poder porque é a unica forma de salvar sua comunidade, não só dos perigos exteriores mas também os internos, das contradições de seus subalternos divididos em fações, cada grupo temendo o outro por motivos racionais ou iracionais, agindo na base da pouca informação que tem ou por temerem que seu grupo não usufrua dos recursos limitados disponiveis neste mundo post-apocalyptico. Na primeira temporada uma fação na Arca tenta matar o Presidente Jaha de modo a tomar controle do processo de retorno a terra, pois sabiam que não havia capsulas espaciais suficientes para todos abandonar a estação espacial, e tendo de escolher entre sua gente e outra, escolheu a si primeiro. Em contraste quando Octavia escolhe ser imparcial e abandonar 1/3 de seu povo a tempestade nuclear, quando os poderia ter priorizados e ainda ter salvo parte dos terrestres, ela acabou tendo de lidar com uma facção dissidente apesar de tentar unir todos pela ideia da luta contra o inimigo comum, a morte, como disse Jaha. Isto demonstra que a qualidade individual do leader não é suficiente para superar contradições reais, neste caso cansaço dos sobreviventes com a violencia, sendo que Octavia precisava dar resposta aos seus problemas materiais reais, falta de comidade, e imaginarios, na forma de legitimidade, que para os terrestres deriva de dois factores reais, nomeadamente a memoria e o ritual. A memoria é um factor essencial da experiencia humana, pois somos capazes de pensar o mundo inteiro enquanto que temos uma vida limitada, sendo que preenchemos o vazio criado pela ausencia de memoria com a nossa imaginação, sendo que não consiguimos viver apenas no momento como animais, sendo que isto é simbolizado na serie por meio de um equipamento de memoria artificial que permite ao Commander/Heda de ter acesso as memorias de todos os outros comandantes anteriores, sendo assim mais sabio que os outros. Isto éapenas uma forma simbolica de representar a erudição, seja ela criada por meio da tradição oral ou escrita, que permite a um homem viver mais que uma vida e por isto estar acima da media. A necessidade do ceremonial, como instrumento de fomento de ordem no mundo, esta presente na serie, sendo que os sobreviventes terrestres criaram rapidademente mitos e lendas para lidar com o mundo a sua volta, explicar seu lugar e seu destino, mesmo que de forma incompleta. Existem homens animais nesta serie, os reapers, que vivem literalmente pela proxima dose de droga dada pelos homens da montanha.

A serie faz um bom trabalho de mostrar varios destes scenarios, as vezes invertendos os papeis, e cumpre assim um dos papeis da fição: Nos dar varios mundos posiveis em que podemos viver scenarios diferentes sem risco de vida.

Concluindo, recomendo a serie, que tem uma historia agradavel, sem muita programação subliminar, excelentes actores, porém não vou provavelmente não irei ler os livros.

VHM e o activitismo de Elite

Dezenas de internautas ficaram surpresos ao descobrir que Victor Hugo Mendes (VHM) é o sobrinho do Ministro do Interior, Eugénio Laborinho, porém isto para mim não é surpreendente, afinal várias dezenas de activistas são membros daquilo que podemos chamar de Elite: pessoas cujo o grupo social acumulou capital suficiente para que possam se libertar das preocupações inerentes a sobrevivência e tem tempo livre para se dedicar ao estudo e a erudição.

Não é surpreendente que estás pessoas possam não concordar com as opiniões de seus parentes e amigos, ou de modo geral sua classe. Está assunto não me interessa por anti-elitismo ou questão de lugar. Sendo que a relevância deste fenômeno, do Activista oriundo da Elite, que vou chamar de Elitorino, está na motivação e nos incentivos em jogo, que são similares ao activista da diáspora, que chamarei de Diasporino, resultando no mesmo resultado negativo para a sociedade.
Do ponto de vista dos objetivos, o Elitorino e o Diasporino partilham o mesmo desejo de busca pela notoriedade porque não conseguiram sobressair no seu grupo social, o Elitorino porque o Estado e o sector para-estatal tem um número limitado de vaga, e uma forte concorrência por parte dos plebeus que lutam como mil homens, enquanto que o Diasporino não consegue ascender em seu país de emigração por motivos vários, sendo que os dois vêem na defesa do “povo” e do “pobre” uma forma rápida de ganharem notoriedade. Porém o Elitorino tem uma segunda motivação que lhe é singular, quando faz oposição radical ao “regime” quando perde regalias por conta de mudanças políticas, como aconteceu com a Tchizé dos Santos. Nós dois casos o foco do activista não está na busca de soluções, para os problemas do “povo”, mas na busca da notoriedade, sendo que por isto que adoptam um discurso incendiário e radical, incentivados pelo facto que eles não vão sofrer as consequências e os custos do mesmo, o Elitorino porque sua família e grupo social acumulou capital (financeira e social) e social suficiente para ele não precisar trabalhar e o Diasporino porque simplesmente não vive em Angola. Sendo por isto que o voto da diáspora é fundamental anti-democrático.

Leiam: https://roboredo.home.blog/2021/06/08/direito-de-voto-para-a-diaspora-uma-novidade-antidemocratica-para-angola/

O segundo problema com o fenômeno do Elitorino está no facto de ser um desperdício de capital social, pois estes deixam de desempenhar funções na sociedade que precisam de pessoas de elite, pois são as únicas que tem tempo livre suficiente para . No caso de Victor Hugo Mendes décadas de estudo que criaram um excelente comunicador foram desperdiçadas na produção de “um livro de pensamento” francamente ridículo e um “activismo” que se resume a repetição do senso comum.

Isto me diz que a Elite Angolana não tem a autoconfiança de abraçar o seu destino, sendo que a arrogância decorrente do dinheiro ou do poder arbitrário não é suficiente para preencher o vácuo, sendo que por isto buscam a aprovação das massas, talvez também por conta da ideologia dominante marxista que tem o pobre como um santo oprimido e o rico como o malvado opressor.

The Collapse of Buildings in Luanda: The Awakening of Kianda’s Desire, Between Review and Reflection.

The Collapse of Buildings in Luanda: The Awakening of Kianda’s Desire, Between Review and Reflection.

The Desire of Kianda (1995) is an allegory about the collapse of the social order in general, intertwining three collapses in its narrative: historical, social, and personal.

The story unfolds during the transition from the Single Party system to Multi-Party democracy in Angola, between 1988 and 1994. Although it was written in 1995, it contains almost prophetic elements about current events, which are actually existing trends that had not yet fully emerged. This demonstrates, in practice, the second theme of the book: the problem of knowledge in society.

The first collapse is historical because the buildings in Luanda, the largest and most visible material remnants of European order in Angola, start collapsing one after the other, with an increasing number of displaced residents. In the story, this is explained by Kianda’s desire from Kinaxixi Lagoon to escape to the sea, tired of the tomb created by the White Portuguese, who filled her house and placed a grave on it, built from the buildings surrounding the monumental statue of Victory Guiding the Portuguese and African Soldiers of World War I. In this allegory, perhaps two messages are conveyed: the first is the problem of the circulation of knowledge in Angolan society because, in the story, society only becomes aware of the problem, referred to as the “Luanda Syndrome,” when it is informed by the pages of the New York Times. Before that, each resident of Luanda might have heard about the building collapses, but it was only a fleeting moment in a world that exists only in the present, quickly forgotten in a past that seems almost contemporary with Christ. Therefore, thinking about the future is almost impossible. Knowledge requires an awareness of what is happening and why a phenomenon can occur over an extended period, some months or even years. It requires a society with people patient and dedicated enough to remember these moments. It’s not just about having “scientists”; in fact, in the plot, Angolan scientists are entirely useless, despite being cheaper than foreigners. They can’t even explain what is happening. Each one explains the situation based on their narrow field of study: the biologist thinks it’s bacteria, the politician believes it’s a CIA saboteur, the physicist sees gravity problems, and the pastor attributes it to the lack of tithing in his church.

The only person who could know, the writer, who observes trends and events, allowing for insight beyond the fleeting moment, and with the time to do so because he has the chance to have a sinecure, even if the one in the story is accidental and depends on an ugly woman, is stuck playing computer games. I had to check the publication date of the first edition because it seemed like he was describing today’s video game addicts. The only person who knows what is happening is a child who listens and tries to memorize Kianda’s terrifying song, revealing progressively throughout the story the second way to escape the fleeting moment but lacks references to understand its meaning. Later, she encounters an old man, representative of the knowledge of past African generations, which must necessarily be condensed into traditions, as the physical medium in which they are recorded, human brain memories, does not allow for the volume and precision of written text on paper. Despite fate bringing together these three bearers of knowledge, the child with magical intuition, the old man with condensed knowledge, and the writer capturing the essence of the time, the final disaster is not averted, and Kianda escapes.

If Pepetella had not chosen a humorous tone and reduced the weight of the story, for example, if the people occupying the collapsed buildings were miraculously spared any harm, this idea would have made an excellent horror story in the style of Patrick Nguema Ndong, if our protagonist had decided to appease Kianda with some human sacrifice. This was a missed opportunity to address the issue of the value placed on human life in Angola because when the couple ponders whether to leave their apartment, they know they are not in mortal danger. None of the collapses resulted in casualties; people floated magically to the ground. It would have been much more powerful if there had been a real risk of death and if it had been enough to justify abandoning their new belongings. Moreover, a woman miraculously escaped a building collapse that occurred on Comandante Valodia Street in 2023, carrying a baby in her arms, despite not being inside the building since it had been evacuated by firefighters. Human life is so cheap in Angola that the only concern about fatalities came from activists thirsty for some “government lie” they could use for political purposes.

In Angolan political commentary, it is often heard that the government should not demolish haphazard constructions because “they saw people building them,” as if the government or society knew something the way a person knows something, sometimes extending to other illegal activities. However, are there people in Angola who engage in the work of preserving knowledge?

Without this apprehension of knowledge beyond the moment and its transmission from one generation to the next, society forgets the solutions to its problems, leading to a gradual deterioration of its social and material environment, which later mysteriously collapses. In the case of Angola, the transmission was interrupted by independence and thwarted by anti-Portuguese propaganda, often abbreviated to anti-white, adopted by all the national liberation movements, even the one that had absorbed the most Portuguese culture, the MPLA, perhaps out of a hysterical reflex because they feared never being seen as legitimate by other Angolans, and they are still referred to as “assimilated” and “new colonizers” by their opponents in UNITA and Civil Society, the latter being a relic of the MPLA’s far-left resentment after the 27th of May. In the story, this primary antipathy against all things Portuguese surfaces in racist comments made by various characters and in the repetition of the same anti-colonial propaganda.

Due to this interruption in the transmission of knowledge, as evidenced in a chronicle by Pepetela about gardeners who

destroyed the trees on his street, even though they inherited a modern and well-built city, Angolans are incapable of maintaining it. Problems related to the management of a city were never addressed in African culture before. After all, we decided that the presence of those who knew was intolerable, given the 500 years of slavery, and so we did what we already knew how to do: build villages, but between buildings instead of baobab trees. The solution adopted by Dubai, to use oil revenue to build and maintain modern cities from scratch with foreign labor, would only hide the problem and create other absurdities because no one can know something by proxy. Pepetela prophesizes the series of building collapses in Luanda, which have intensified in 2023 due to lack of maintenance and misuse, such as storing and using electric generators inside buildings, causing vibrations that destroy and alter the apartment walls. Luanda’s apartment buildings are a kind of vertical slum, with up to two stories built on existing blocks constructed by the Portuguese before 1974.

One character explains the lack of maintenance due to the low value of the buildings, as residents received them for free and the state did not build them. Additionally, residents abused the buildings, although not mentioned explicitly, but implied in the wild renovations carried out by the protagonist’s wife, including wall modifications and building villas on the building’s terrace. The most complete manifestation of the problem is the disappearance of Kinaxixi Market, not due to a collapse but by the demolishing hammer in the hands of the daughter of the President of Angola. The idea that anything Portuguese is intolerable in public remains in people’s minds, with the statue of Liberty at Kinaxixi Square, flanked by Portuguese and Angolan soldiers fighting to defend Angola during World War I, being replaced by a Soviet tank, symbolizing the MPLA’s victory in the “Second National Liberation War,” when it won the battles of Kifandongo and Gabela. With the end of the Single Party, this event went out of memory and was replaced by a statue of Njinga Mbande because the country needed new, distinctly African heroes.

However, the daughter of the President of the Former Single Party, who was alive during the Second National Liberation War, decided to demolish Kinaxixi Square and Market in 2008, replacing it with a shopping mall, the monument to the new National Symbol. There is no cultural transmission even within the first family of the country; what hope is there for those lower down? Perhaps there is no place for squares in Angola’s urban vernacular, as these squares are often occupied or closed to the public by fences, as is the case with the Municipal Administration Square in Viana. The Soviet tank’s hull and Njinga Mbanda’s statue were placed in the Museum of the Armed Forces within São Miguel Fortress, where the Portuguese statues that adorned Luanda before 1974 are hidden.

This is not meant to be a “critique” in the Angolan sense of the word, which involves saying negative things to gain political advantages, but merely to note that there is no continuity in the Angolan memory. There is a fear that, in the near future, as we move to another era, the symbols of the Third Republic will also be erased in the name of manifesting the power of the present, free from any ties or obligations to the past. Luanda is actually a field of ruins, but instead of being covered in lianas like Angkor Wat, it is covered by concrete from the new residents’ constructions. In a few more decades, it will disappear.

To the first historical collapse, a second social collapse is added, which is rarely discussed in Angolan society. While the single-party society in Angola may not have been perfect, it at least functioned within the limited area under the government’s real control and because it was applied to a smaller and minority population at the country level. During the time of the Single Party, there was free public transport for children, a friend once told me. Now, the government can’t even handle this seemingly simple matter, although the scale of Angolan society under government control has increased by several orders of magnitude. Much is said about the 1992 war, but its consequences are seldom discussed due to the suspicion that it’s just an excuse to cover up the incompetence and theft of the ruling party, the MPLA. If you’re from the MPLA, an Angolan with eyes gleaming with hysteria might ask you. However, Pepetela clearly captures the effects of this 1992 decision, even if he misses the opportunity to portray them more vividly, as it represents the fall of a social and moral order. The old codes are no longer valid, and new ones must be adopted hastily as people do everything for survival because they fear that UNITA will take the cities.

In Angola, we avoid discussing UNITA’s role in the destruction of culture and social fabric, in part because people reflexively suspect that such a conversation is just MPLA propaganda, wanting to cover up everything under the pretext of war. This reflex may not be entirely irrational, and the MPLA is certainly guilty of propagandistic abuse. However, by creating the war situation in 1992, which was not inevitable and was consciously chosen by Savimbi, UNITA introduced several negative aspects into the national culture: the cult of machine-like leaders, an abundance of dollars, numerous generals, ostentation, and perhaps even the bordellos, in its attempt to prove its power within the capital.

This situation was made possible by the decision of one man, Jonas Malheiro Savimbi, but it is extremely disrespectful to subject him to any kind of criticism or scrutiny, even if it were mild and not of Angolan origin, because the country needs a hero. I don’t know what Angola would have been like without the 1992 war, but it is clear that it was the key moment for consolidating and crystallizing the different components of the national culture.

In addition to the first historical and second social collapses, a third personal collapse occurs in the case of the Evangelista couple, composed of Deputy Carmen and Pacheco Evangelista. In the end, the trust they had in each other is shattered, and what seemed to be mere coincidences reveal themselves as breaches of trust and lies.

Unfortunately, Pepetela has a touch of bad taste and childishness, which would be explicitly revealed in the “Jaime Bunda” series, even if it was perhaps a sacrifice made on the altar of national foolishness with the hope that his books would indeed be read because he really wants to tell us something important. He lives his destiny as a writer and his duty to remember society. The book has various prophetic moments, such as suggesting the growth of the LGBT movement in Angola with a humorous mention of a couple consisting of a minister and a singer. It anticipates the Angofoot phenomenon, where people want to make millions without doing anything, and the phenomenon of hysterical civic activism: they don’t want to know what causes their suffering, they just want to end the suffering, even if it means destroying the little social order that remains. In the book, the moral destruction of sexual morality for political change occurs through a nudist protest. Doutoramania and “No que tange” also make an appearance in the book when two lawyers, more concerned with their words than with reality, continue their debate amid a collapsing building.

The useless scientists humorously presented in Pepetela’s narrative manifest in reality. It is likely that what was pompously called a “work,” a book coordinated by architect Isabel Martins, architects Roberto Machado, Maria João Grilo, and Isabel da Silya Martins, with the collaboration of over 200 architecture graduates from the University Agostinho Neto’s Architecture Department, published in 2010 with the title “Arquitectura de Luanda,” dealing with architecture from the 17th to the 19th centuries, with a focus on military, religious, residential, and public architecture, does not match the quality of the study done by Spanish researchers from the University of Alcalá on the same subject, “La Modernidad Ignorada: Arquitectura Moderna En Luanda.”

Not because the Spanish are smarter or wealthier, the only ingredient to improve education according to Angolans, but because nobody seriously studies what they despise. Many times, we ignore what we despise, especially when it only matters as a scapegoat for hatred, contrasting our virtues. Remember the Old Man and the Girl who heard the siren? His story didn’t pique our protagonist’s curiosity because he was in a hurry to get back to his computer games. In this sense, without a curious spirit, intellectual activity itself is just a ritual, and the protagonist was seen as erudite by the community when, in fact, he was just conquering Babylon in some predecessor of “Age of Empires.”

This disregard for the past might be a contamination from Portuguese culture. Portuguese culture in the years leading up to Angola’s independence, in which the Angolan elites were educated, rejected its own history in the name of progress and the power of the present generation to shape the future without embarrassment. This idea of the tyranny of the present is presented in the Brazilian context in Olavo de Carvalho’s book “O Futuro do Pensamento Brasileiro.”

This manifested in architecture as well, for example, with the Prenda neighborhood. It was called Neighborhood Unit No. 1 of the Precol Cooperative, now the Prenda neighborhood, designed by Fernão Simões de Carvalho and Luiz Taquelim da Cruz (1963-1965). Organized according to Le Corbusier’s “7V” system, the neighborhood combines different typologies for different social and ethnic groups. However, no one found it necessary to consult the members of these different groups to see if they were interested in coexisting in the same space and for how long. Portuguese inhabitants fled as soon as the Portuguese Armed Forces withdrew from Angola. And Angolans who triumphantly occupied the buildings, those who rose to the middle class, abandoned their apartments, despite being located in downtown Luanda, unable to bear the insecurity of the surrounding musseques.

In any case, Le Corbusier did not imagine so many poor people. Some fled to the city’s peripheries, known as “Luanda-Sul,” a location in Pepetela’s book. And others followed the same path as the Portuguese, buying houses and apartments in Lisbon. Meanwhile, the Prenda buildings are showing imminent signs of collapse, as of April 2023.

It would be easy if it were just an “elite” problem. Ordinary people don’t want to hear complex stories about green zones or reserves. Vacant land is for building, and if luck gives them money, the building’s terrace is also land.

Most of Luanda’s modern colonial apartment blocks were built between 1950 and 1970. The rapid deterioration under Angolan ownership and public administration is mirrored in the centralities built by China: clogged pipes used as garbage dumps and channels for water with food, open taps causing flooding and leaks, unauthorized construction destroying load-bearing walls and causing vibrations. Sometimes, the problem of Dubai arises when the Chinese use a sewage system that works well in their country but quickly cracks and is unable to handle the rain in Luanda.

This does not mean that “The Desire of the Kianda,” this desire to return to the African essence of Angola, is entirely a bad thing, but we want to live with the benefits and conveniences

brought to the country by European colonists. There is also a reactionary character to this trend because, although the Portuguese might have been able to leave, their technology and culture could not be killed. The Angolan language is less Angolan than ever, a mixture of urban Portuguese, Portuguese colonial Creole, and Brazilian Portuguese.

The new generation will grow up accustomed to a way of life that was once considered extraordinary, believing that not everyone could afford to consume the same things, but that it was a demonstration of the power of the MPLA, who got away with anything, even in front of everyone. In 2008, you saw the powers of the President’s daughter. This explains why Pepetela presented the characters with exclusive game consoles; in Luanda, only a few people can have something that millions of people have. In fact, all video games belong to the public, the game console is a private product, as an economic class distinction. The highest level of modern Angolan existence is to live like a millionaire; these people who have everything, a car, multiple video game consoles, clothing, shoes, mobile phones, and in reality, they may indeed be millionaires but it doesn’t matter. It doesn’t matter if an object is valuable, useful, or whether they deserve it, and it’s possible that a person only plays video games and has no time for anything else. At the same time, the protagonist’s wife continually interrupts her activities to check her text messages, but you never see her engaging in a significant activity, but one that can be interrupted at any time to do something else or to do something different. The character in the story plays “Age of Empires” until he destroys himself in the game. He thought he was tired of his wife and children. In the end, he realizes he is tired of himself and retires to bed, not because he wants to sleep, but because it is the most consistent place. The life he thought he led was just an illusion. It’s possible that the love between him and his wife was never so strong, only in his head, and his wife is a better and more loving person than he deserves. He expected something that his wife was incapable of delivering, which is to follow him in his love for technology and video games. In this sense, the characters are modern.

Modernity can be understood as an opposition to tradition, but it doesn’t mean that someone who plays the same games as the characters can also build the same life. This is because they, the characters, are depicted in a way that reflects their time, even if it is not something for all players of the game. If the game is just a game, you have to ask yourself why the “Desire of the Kianda” author uses an allegory about computer game addiction to criticize current values and social life. Pepetela introduces the problems with the behavior and values of Angolan society in the same way as it’s seen in the game, as a challenging and complex problem for all, not just for one group or the other. The characters live in a world filled with technology and believe they have advanced, leaving behind the life of their parents’ generation. Pepetela might say to this generation, “Actually, nothing has changed.” The apartment collapses. The fact that the character plays video games is not negative but an element of character development. Pepetela’s moral critique is about character development and not about computer games. The only thing that Pepetela is certain of is that there must be limits and that the characters must consider other things in life and themselves. Computer games, video games, and any other objects in the character’s life are irrelevant, and they don’t have the ability to lead to personal happiness.

The story also highlights the psychological collapse of the characters. While they experience their personal crisis due to the building’s collapse, they also experience a crisis in their relationships. It’s an interesting metaphor for the larger crisis in society. As they struggle with their own internal issues and challenges, the external environment, represented by the collapsing buildings, mirrors their internal chaos. This can be seen as a commentary on how personal and societal issues are interconnected and how the personal choices and challenges of individuals impact the larger social fabric.

“The Desire of Kianda” is a complex and thought-provoking work that raises important questions about society, culture, and individual choices. It uses allegory and satire to explore these themes, making it a rich and engaging piece of literature. Pepetela’s skillful storytelling and deep insights into Angolan society make this book a valuable contribution to contemporary African literature.

In conclusion, “The Desire of Kianda” by Pepetela is a multi-layered and thought-provoking novel that delves into the collapse of buildings in Luanda as an allegory for the collapse of the social order. Through its narrative, the book explores the historical, social, and personal collapses, and it offers a critical examination of Angolan society, its values, and its challenges. The story is filled with humor, satire, and allegorical elements, making it a compelling and thought-provoking read. Pepetela’s work is a valuable contribution to African literature, and it encourages readers to reflect on the complexities of contemporary society and culture.

You read the book here:

https://archive.org/details/odesejodekiandar0000pepe/mode/1up?view=theater…

This is a ChatGPT Translation of an original Portuguese article of mine: https://roboredo.home.blog/2023/05/02/os-desabamentos-de-predios-em-luanda-o-despertar-do-desejo-da-kianda-entre-resenha-e-reflexao/

Lula, Corrupto, charlatão e ditador favorito dos Democratas de Angola.

As mesmas pessoas que dizem lutar contra a corrupção e pela Democracia em Angola, gostam de se auto-denominar activista, estão a aplaudir o Lula quando pelas palavras proferidas em conferencia de imprensa, dizendo que a imprensa de Angola era mansa e que “não era normal nascer e morrer pobre em um pais rico”, quando o Lula não tem legitimidade para sustentar nenhuma de suas criticas e muito menos o direito de ser presidente do Brasil. Porém para os Activistas a verdade não existe, o que importa é criticar sem parar e usar tudo que for útil para chegar ao Poder, mesmo que tiverem de sujar a imagem de seu próprio Pais e engolir os insultos de um condenado.

Sergio Piçara captura a visão popular do episódio.

Vejamos, por parte em boa ordem, Lula é um bandido condenado, tem menos legitimidade que João Lourenço, e existe menor liberdade de imprensa no Brasil do quem Angola.

Primeiro, o Lula foi condenado por corrupção e lavagem de dinheiro, tendo recebido propinas da Odebrecht e é suspeito de ser o líder do esquema de corrupção do “mensalão”, um dos maiores da historia do Mundo. Porém a corte Supremo do Brasil, em um claro acto de corrupção judiciaria, simplesmente anulou as sentenças que pesavam sobre o Lula, nem se dando o trabalho de provar a inocência do Lula, seja por vicio ou ausência de prova.

Segundo, o Lula tem menos legitimidade que o João Lourenço, primeiro porque sendo um bandido condenado nem deveria ter o direito de concorrer a eleição presidencial, segundo porque o Lula nem sequer é o verdadeira Líder do Brasil, sendo por isto a sua candidatura uma fraude, pois o poder real são os ministros da Corte Suprema que tomaram o controle do pais ainda dentro do mandato de Jair Bolsonaro, enquanto que em Angola, por mais que possamos discordar das medidas de JLO sabemos que ele é quem esta a tomar as mesmas e podemos os responsabilizar pelas consequenciais.

Terceiro, existe mais liberdade de imprensa e de expressão em Angola do que no Brasil, aonde jornalistas e deputados são presos por falar em destituir os ministros do STF, em que é crime passível de perca de multa, prisão e perca de direitos políticos.

Basta ver o caso do jornalista Wellington Macedo, preso por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), consta como réu no Inquérito 4.879, que investiga a organização e o financiamento às manifestações a favor do governo federal no dia 7 de setembro de 2021. Também o Oswaldo Eustáquio foi Preso por três vezes, influenciador bolsonarista volta a criticar o STF, do mesmo modo que o filho de subprocuradora-geral da República, advogado Cristiano Caiado de Acioli, Brasileiros apagam seus videos no Youtube por medo das investigações contra blogueiros, youtubers, empresários e parlamentares autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, com o Deputado Deputado preso por defender a destituição de ministros do STF, apesar de ter o direito a inviolabilidade de palavras, opiniões e votos segundo a constituição.

A própria imprensa Brasileira é cúmplice do esquema que levou o Lula no Poder, sendo muito mais “bem comportada” que a Angolana, tendo por exemplo ocultado a existência do Foro de São Paulo, é a coordenação estratégica do movimento comunista na América Latina que visa impor esta ideologia aos povos do continente, as ligações entre o PT e o Narcotráfico , o crime em geral que tem como vitima o povo, como se pode ver no excelente documentário, em cinco partes, “Brasileirinhos 5 Parte 1 (Nego é Mau)” que esta no Youtube.

São por estas contradições, além do cansaço da população com a política do Lula de protecção dos criminosos, que “roubam telefone para comprar cervejinha”, que levaram o povo a votar em Jair Bolsonaro, denunciado em rádios Angolanas como um “fascista”, com um radialista a exigir do governo Angolano que expulsasse todos os Brasileiros que votaram em Bolsonaro.

Porque que João Lourenço não deu ordem que se expulsasse o bandido condenado assim que abriu a boca ? Porque esta a prestar um favor ao seu velho amigo, afinal o Partido do Lula é um grandes apoios do MPLA, jogando o papel do Ditador Africano que deve receber lições de Democracia do Grande Lula, de modo a criar orgulho no publico brasileiro, ajudando o povo Brasileira a esquecer o golpe que levou o Lula ao palácio da Alvorada e o STF ao Monopólio sobre o Poder real, e não apenas formalizado por cargos publicos.

Se Angola fosse o Brasil, os Activistas e Opositores Angolanos teriam sido multados, presos e ter os seus direitos políticos revogados por questionar o resultado das eleições.

Não se trata de uma mera questão de hipocrisia, pois a natureza do poder é a capacidade de ser arbitrário, sendo que o mesmo judiciário que não decretou uma condenação sequer para os eventos de Maio de 2017, quando 35 mil esquerdistas depredaram prédios do governo federal em Brasília, sob o governo Temer, agora condena pessoas por 17 anos de prisão pode passear dentro de um edifício publico, em uma copia directa do “golpe”do 6 de Janeiro dos EUA, em mais um sintoma da Americanização do Brasil.

Como vou ter confiança na luta pela democracia de quem é incapaz de reconhecer , por mera conveniência e preguiça, um tirano ?