Resenha de imprensa: O Pais, 20/05/2021

Um dos lugares comuns repetidos diariamente na Imprensa Angola este dia seria a ausência de “obras sociais” da Igreja Universal que justificaria em parte o seu confisco pela dita “Ala Angolana”, quando a dita “Ala Brasileira” tem também Angolanos, porem sejamos sérios, quem dava dízimos e ofertas a Igreja para que seja usado para actividades caritativas ? As grandes obras este tipo feitas em Angola, por exemplo pela Igreja Metodista ou Tocoista. foram financiadas pelo dinheiro publico como estratégia eleitoral do Partido do Governo, talvez uma das melhores coisas que já fizeram.

Nao se trata de um argumento serio, e apenas mais um exemplo da tradição Angolana de dizer tudo e qualquer coisa na busca de seus objectivos e desejos.

Afinal o argumento se resuma a um apelo a inveja: “Estes estrangeiros faziam muito dinheiro em Angola, talvez este dinheiro poderia ser usado para o POVO, e de certeza queremos que seja usado para nos mesmos.”

Quem diria que eleger o Trump em um Surto de Lucidez Nacionalista nos USA iria acabar com colocação de todos os Países do Mundo sob Tutela Sanitária da OMS ?

O Português Universitário, o Universiguês, no seu dialecto Juristiguês, com seu uso excessivo de artigos e barras, e logicismo mecânico, torna complicado coisas muito simples, sendo que vou traduzir o texto para Português:

Porque que apenas ter uma lei para punir os homens por usar falsas promessas de casamento ou amor para conseguir sexo, quando algumas mulheres usam promessas de casamento ou de amor para conseguir o dinheiro dos homens. Trata-se de uma desigualdade jurídica, para crimes de natureza similar.

Perdemos a chance de ter o primeiro MGOTW Angolano …

Pérolas da Impressa: Racismo contra mestiços em Angola

Pérolas da Impressa: Racismo contra mestiços em Angola

Em um artigo que fala da Diplomania e de como funciona a meritocracia em Angola, o autor, Pedro Justino perpetua o mito calunioso do privilegio racial dos mestiços em Angola dizendo que “Antigamente, ter os níveis anteriores (Ensino Primário, I Ciclo) bem-feitos, era meio caminho andado para o sucesso académico. Hoje, lamentavelmente, o meio caminho andado é ser filho de alguém no topo, é ser mulata, é ter artes de corromper o professor (a).”

O perigo destes destes mitos vem do facto que viram verdades inquestionáveis, mesmo quando as pessoas nem tem provas de casos específicos, criando assim ódio racista contra pessoas que cometeram o pecado de ter um ascendente europeu e por consequente ter uma aparência diferente da esmagadora maioria da população de Angola.

Existem em Angola mulatos ricos, pobres, ou de classe media, como existem negros ricos, podres ou de classe media, dizer o contrario apenas coloca em duvida as conquistas de alguns por motivos raciais.

Caso o autor apenas quis falar das falar das mulheres que usam o sexo para subir no vida, por falou de umas ou invés de todas ? Seriam as mulatas radicalmente diferentes das outras angolanas ?

O artigo tem alguns jogos de palavras que fazem sorrir, por exemplo “notas sexualmente transmissíveis”, porem ainda assim é confuso no que quer dizer.

Pérolas da Imprensa: É preciso criminalizar o discurso do ódio – Ismael Mateus

A preguiça intelectual Angolana.

A preguiça intelectual Angolana se exprime em parte transcrição e aplicação local de ideias em voga no exterior, especialmente o ocidente, sendo que que este artigo visa compilar os casos desta tendência.

O artigo de “É preciso criminalizar o discurso do ódio” de Ismael Mateus publicado no Jornal de Angola repete dois lugares comuns que viraram dogmas divinos no ocidente. Primeiro que o ódio foi a base dos massacres da segunda guerra mundial, e por isto o ódio deve ser banido para evitar que estes se repitam no presente, sendo que esta leitura só faz sentido para quem fingir que a segunda guerra aconteceu em isoladamente, quando na verdade foi a resposta a primeira guerra em que a Alemanha foi destruída contra todos os tratados e praticas civilizadas ate então em vigor, e por isto em parte que na segunda guerra sua liderança se sentiu livre que resolver o problema uma fez por todos por meio de uma guerra total. Foi um fenómeno unicamente alemão, sendo que será muito difícil ser replicado em outros países, especialmente quando Africanos.

O segundo lugar comum citado por Ismael Mateus como prova do segundo e do perigo do ódio em terras Africanas, é a historia de que o Genocídio do Ruanda foi criado por meio do discurso de ódio na “Radio Mille Colines”, ignorando os factos históricos revelados por historiadores, como Bernard Lugan no seu livro “Rwanda: un génocide en questions”, de que o clima de anarquia e assassinato do Presidente Juvénal Habyarimana, que desencadearam o Genocídio, foram planeados e executados pelo Paul Kagame. Nos dois casos o problema nao foi um “discurso de ódio” no abstrata e feito por pessoas desconexas, mais sim planos delineados e postos em praticas por pessoas.

Estas leis contra o discurso de ódio no fim servem apenas para fomentar a censura.

“Aqui mesmo no nosso continente o discurso de ódio também deixou marcas bem visíveis nos trágicos cem dias de 1994 em que morreram mais de 800 mil pessoas no Ruanda. Estações de rádio e jornais transmitiam propaganda de ódio, exortando as pessoas a “eliminar as baratas”, o que significava matar os tutsis. Os nomes das pessoas a serem mortas foram lidos na rádio. A liberdade de expressão foi usada ao serviço do genocídio. ” É preciso criminalizar o discurso do ódio” de Ismael Mateus publicado no Jornal de Angola

Palestra de Bernard Lugan sobre o assunto:

Farsa da Imprensa: Médicos Torturados (Angola24Horas) e o Agressor inocente (XAA).

Médicos Torturados (Angola24Horas)

Existe uma tendência em Angola de pessoas que usam uma figura de linguagem, e depois passam a raciocinar como se a figura de linguagem fosse uma coisa real, esquecendo que usava uma figura de linguagem. Um passarinho teria maior auto-domínio de seus pensamentos, que muitos em #Angola

Neste exemplo os Médicos qualificam o seu tratamento pelo governo como “uma forma de tortura”, porque os médicos Cubanos recebem salários altos que os Angolanos.

Se define Tortura como imposição de dor física ou psicológica por crueldade, intimidação, punição, para obtenção de uma confissão, informação ou simplesmente por prazer da pessoa que tortura.

O governo nao esta a pagar os Cubanos mais porque quer obter informação ou prazer, mas porque custa mais caro convencer o Cubano de vir em Angola do que custa convencer o Angola em Angola a trabalhar. Estamos mais diante de um caso de inveja do que tortura.

https://angola24horas.com/index.php/angola-24-horas-noticias/item/17640-sindicato-de-medicos-acusa-ministra-de-tortura-psicologica-e-reitera-manifestacao?fbclid=IwAR24KvabfUR1doM9naxIpBR6YsPQQfNGI4_5JGgpiUvRzYT9uVxahRrXtYY

Agressor inocente (XAA)

Manchete deveria ser: Homem ataca segurança armada, ganha dose de chumbo. A mascar nao foi o factor decisivo aqui, sendo que na ausência da mesma ainda seria baleado se ataca-se o segurança com a mesma intensidade.

Pérolas da Imprensa: Os Políticos de Parimos (O Pais), e O delírio de «o mais importante é resolver os problemas do povo» (Club-k)

Jornal O Pais, usou o #Bolsonaro como o exemplo do político corrupto e manipulador do #Brasil para comparar com o #MPLA ao invés do #PT que roubou bilhões, e deu dinheiro e assistência técnica para o MPLA se reeleger em #Angola.

A forca de nadar em encadeamentos automáticos o autor nem tenta responder a pergunta central de como a sociedade Angolana gera seus políticos, se sao de qualidade e quais sao as suas tendenciais. Finalmente sua definição de política acaba sendo muito ingénua.

http://www.novojornal.co.ao/opiniao/interior/os-politicos-que-parimos-89303.html

O delírio de «o mais importante é resolver os problemas do povo»

Revolucionirio Nuno Álvaro Dala a ser Revolucionário, ou o uso das palavras apenas para causar levantamento popular, porem a pergunta de saber se a proposta de “resolver os problemas do povo” tem algum tipo de sentido, pois será que estes sabem se quer qual problema tem ?

Mesmo sem corrupção que sabemos existir, se a proposta do MPLA, ou de qualquer outro partido, para quem retirar o EME do poder vai resolver tudo, for em si um delírio, o fracasso será o destino de Angola. Mesmo que a democracia seja o melhor sistema político disponível, nao passa de uma soma individualidades, que se foram incompetentes o conjunto será incompetente.

https://angola24horas.com/index.php/opiniao/item/17671-o-delirio-de-o-mais-importante-e-resolver-os-problemas-do-povo